Notas iniciais
Legenda:

Quando aparecer esses sinais durante o texto significa que:

* (Asterisco) * Indica ação e narração da história.

(musica iniciando o episodio)

Vento que me traz... Lembranças de alguém.

Vento que me faz... Sentir o além.

Onde esta a paz, tento encontrar, mas não há o que achar?

Tento me encontrar.

Por um raio de sol ou uma noite a só.

Caminhei para encontrar, lembranças de um amor.

Andei por todo lugar, mas o que só encontrei... Nem seu nome eu sei.

Quem é mesmo você? Que me faz sonhar todas as noites.

Quem é mesmo você? Que me faz perder o medo até, de morrer.

Voe alto, a certeza contra o mal, Anjo do amor cure meu coração.

A verdadeira paz astral, sem maldade e dor.

Só você pode me mostrar. Quem lutará pelo bem, irá sempre vencer.

Um dom, sem coração que surgira?

Sem razão, se tornará dor e sofrimento.

Estava sempre ao teu lado.

Nunca estava só.

Junte-se agora a nós.

É só fechar os teus olhos.

Ouça o seu coração.

Como a força que o sol se criou.

Sinto o poder, que você me enviou.

Mas, nem seu nome eu sei.

Quem é mesmo você? Que me faz sonhar todas as noites.

Quem é mesmo você? Que me faz perder o medo até, de morrer.

Mas, nem seu nome eu sei.

Quem é mesmo você? Que me faz perder o medo até, de morrer.

Sem medo de morrer...

* Maxi chega ao período de 1990 do planeta Terra, mas quando atravessa o buraco de minhoca completamente, a nave perde energias e cai pelo seu desligamento no sistema de energias e de navegação, na qual sucedera pela captura de Zirax no futuro. A maquina do tempo do guerreiro cai no país da Bélgica, na cidade de Bruxelas, bem próximo ao centro da sua área urbana. Milhares de pessoas viram o objeto descer em alta velocidade e cair no parque do cinquentenário, atingindo algumas arvores e parte da sua estrutura de entrada. A nave acaba colidindo no famoso arco do triunfo, destruindo parte de sua estrutura superior. No momento da colisão a nave se parte ao meio e se alastra em uma rápida e ofuscante onda de luz. As pessoas ficam ainda mais aterrorizadas e logo a policia é acionada. Alguns cidadãos curiosos tentam se aproximar o máximo possível do objeto em destroços a fim de quererem ver algum corpo de um possível extraterrestre. A policia local se atrapalha por alguns instantes, não espera ver esse tipo de situação em suas rotinas, evidentemente viam alguns deles se comunicarem com outro tipo de força especial com expressões alteradas. De repente se assustam quando veem Maxi se levantando dos destroços da nave e dando alguns passos cambaleantes. *

—(“Maxi”) Ai minha cabeça! Será que consegui? (olha para os lados vê um pouco embaçado, fica estático quando enxerga nitidamente todas as pessoas a sua volta a um cenário totalmente diferente de sua realidade.)

* As pessoas ficam assustadas, algumas gritam, outras se afastam, uns murmuram com os outros e Maxi se vê ameaçado, o guerreiro percebe que o centro das atenções negativas era ele. De repente um monte de luzes e homens vestidos de um verde mais escuro se aproximam do guerreiro, lhe apontando médios e pequeno objetos de cor escura em sua direção. Era nada menos que o exercito belga, em uma de suas forças especiais que o cerca em dezenas. Vendo que mais parecia ser um homem comum, resolvem falar com ele, o alertam no idioma alemão.*

—(Comandante da Tropa) Ei! Parado não se mexa!

* Maxi confuso da alguns passos para traz, parecia estar com a intenção de fugir, o comandante também o alerta em inglês, mas mesmo Maxi o entendendo já era tarde demais, pois tentava correr para outra direção. O monge recebe muitos tiros e cai ao chão. Os soldados se aproximam de vagar, mas logo se assustam quando ele se levanta rapidamente e corre em grande velocidade fora da região do parque, chegando perto da estação de metro de schuman. Mesmo despistando dos soldados no momento, Maxi passava de suspeito ao meio da cidade, por usar uma roupa totalmente negra cobrindo todo corpo em pleno calor do dia, fora ainda que corresse em direções confusas, a um semblante de pura preocupação era evidente para qualquer pessoa que o olhasse. Às vezes algo o fazia parar em meio às ruas, por fascinação com as estruturas da cidade, olhando aqueles carros, ruas, prédios e pessoas com diferentes estilos. Ele realmente parecia ser um viajante de outro planeta ou mesmo talvez um mendigo extasiado. *

—(“Maxi”) Eu tinha certeza que o futuro seria fascinante, mas confesso, estou mais assustado do que surpreso. O que significa todas essas coisas? Aquelas pessoas uniformizadas me atingiram de forma semelhante às armas de Annon! Não estou conseguindo me regenerar facilmente, fora que não sinto a presença de Íbis nesta era. Não consigo entender nada! (se desespera um pouco e gira sobre si mesmo querendo entender para onde devia ir)

* Ele se incomodava ainda mais em sentir que aquilo tudo lhe expurgava em olhares confusos. A onde ele corria tudo parecia ser igual, via os mesmos tipos de ruas, carros, prédios e sinalizações da cidade. Percebendo que não tinha como fugir tenta se aproximar de alguém e lhe pergunta em inglês se viram um ser chamado Annom. As pessoas o ignoravam, passavam rapidamente sobre ele e algumas ate mesmo lhe entregavam moedas, pois estava de aparecia suja por causa da queda da nave sobre a explosão de luz que atingira seu corpo, e suas roupas que estavam um pouco rasgadas. Maxi tenta passar para o outro lado da rua atravessando o transito em horário de rush, arrebatando enormes acidentes a sua frente. *

—(”Maxi”) O que esta acontecendo aqui? O que são as coisas de metal em alta velocidade? Parecem carruagens, pois vejo pessoas lá dentro, mas onde estão os cavalos?

* Confuso corre para o outro lado da avenida e é atropelado por outro carro. *

—(”Maxi”) Como não percebi esta carruagem? Meus poderes estão me abandonando sinto isso... (caído ao chão )

—(Cidadão) Senhor você esta bem? (corre em sua direção para socorrê-lo) o que?

* Maxi rapidamente se levanta causando espanto no cidadão e segue para outra direção sem lhe mencionar uma palavra. O guerreiro já estava extremamente incomodado com aquele lugar, olha um pouco para cima no horizonte e vê algumas serras, era a única coisa que conhecia fora as arvores nas esquinas e agora deseja correr o máximo possível para chegar ate lá, numa tentativa de segurança e de maior equilíbrio mental. A policia mais uma vez é acionada e tenta ir a sua direção. Os policias veem que Maxi tenta correr após aviso e atiram em sua direção. O monge tenta escapar com sua alta velocidade, mas as balas dentro do seu corpo o deixam mais fraco, logo ele percebe que seu corpo já não estava regenerando e assim cai ao chão alguns metros a frente. Em meio ao alvoroço da cidade a policia isola o local e o exercito chega ao local mais uma vez e o leva algemado em um carro blindado. Após dois quilômetros percorridos Maxi desperta.*

—(“Maxi”) Parece que agora estou dentro daquelas carruagens de ferro... (olha para os lados e vê os soldados o vigiando atentamente) Será que este mundo já esta sendo governado por Annom? Todos ao seu comando? Tenho que sair daqui e pensar em algo melhor... Devo reunir minhas ultimas forças sem ajuda de Íbis!

* Maxi se enfurece concentra suas ultimas forças e quebra as algemas, os soldados tentam o segurar, mas logo em seguida ele da um soco no teto do veiculo o perfurando, os soldados caem sobre o impulso do seu corpo com uma mão para cima, em plena ação inusitada. Ele faz uma posição de impulso com o corpo dando um salto para fora do veiculo em movimento, ao mesmo tempo começa a pular nos capôs de cada veiculo militar que lhe davam escolta e tenta correr rumo a uma floresta que seguia em outro caminho. Logo em seguida os veículos param e tentam ir a sua direção a pé, pois as arvores da floresta impediam a ação dos veículos. Os soldados não acreditavam no que viam, mesmo com aparência humana, agora estavam convencidos que ele só poderia ter vindo de outro planeta. Logo os oficiais acionam o helicóptero para persegui-lo. A mídia já cobria os locais dos acontecimentos com noticias confusas, um veiculo grande de carga do governo rapidamente captura todos os destroços da maquina do tempo. Testemunhas vão atrás de repórteres confusos e logo relatam terem visto um disco voador cair bem ao centro de Bruxelas. Annom que estava no espaço com seus companheiros aguardava este momento. Ele sabia que Maxi a qualquer momento surgiria nesta era. Assim com seus aparelhos tecnológicos da nave, ele intercepta todos os sinais de comunicação da Terra e fica atento aos acontecimentos em Bruxelas, através das noticias de radio e televisão. *

—(Komal) Grande líder Annom, eis que sua cobaia veio ate ti.

—(Radaric) Não entendo como ele pode ter atrasado tanto para chegar nesta era, será que isso tem haver com Zirax?

—(Annom) Hahaha. Não importa... O importante é que nossos planos serão concretizados e nossa vingança contra o nosso planeta esta próximo! (os alienígenas já recuperados voltam a usar um manto branco meio luminoso, o mesmo que usaram para enganar os pássaros negros)

—(Komal) Infelizmente a segunda maquina do tempo parece ter sido danificada.

—(Annom) Não iremos perder nosso tempo em concertá-la, essa já nos será suficiente.

—(Radaric) O que iremos fazer com Maxi? Preparar as câmaras de injeção vítrea?

—(Annom) Não! Quero que ele sinta toda a dor possível diante de meus experimentos hahahaha!

* Os alienígenas se encontravam no espaço próximo ao planeta Terra, assim descem a nave velozmente e seguem para a região dos acontecimentos. Maxi estava fraco por sentir que o seu corpo não regenerava mais os ferimentos feitos pelas balas e começa a perder muito sangue. Ele para de correr e se agacha. Um helicóptero lhe acerta mais tiros o derrubando. Quando o helicóptero desce para capturá-lo, todos se paralisam ao verem um óvni chegar bruscamente derrubando as arvores a sua volta sem ao menos tocá-las e logo em seguida se aproximando de Maxi. *

—(Maxi) Ahhhrr! (sentindo muitas dores) É aquele maldito! Reconheço essa nave em qualquer parte do mundo...

* A nave joga uma luz sobre ele e o abduz para dentro da nave. Os soldados com outros veículos chegam e logo recebem ordens para deterem a nave. Ao momento dos tiros a nave revela um escudo protetor de um azul suave em forma de uma esfera, o escudo parecia girar conforme as munições as tocavam. O óvni sobe mais alguns metros à cima e dispara um raio lazer de cor amarelada que se infiltra na terra e após alguns segundos uma grande explosão devasta o lugar gerando um cogumelo de fogo e uma cratera no local do ataque. Dentro da nave Maxi percebe o perigo de Annom em sua influencia mental que paralisava todo o seu corpo, tenta se concentrar para buscar Íbis, mas ao entrar em contato com seu perispírito percebe que as correntes que ligavam a sua ave estavam arrebentadas. Logo ele entende o porquê que não sentia sua presença e nem seus poderes. Maxi estava indefeso e fraco, pois também não sentia a eficiência do chip em seu corpo e estava se desintegrando rapidamente.*

—(Annom) Hahahaha! Como é bom ver um ser indefeso e fraco querendo lutar pela vida. ( passa a língua sobre os lábios se deliciando sobre a situação)

—(Maxi) Esse manto branco, malditos!

—(Annom) Preparado para o que lhe aguarda no inferno?

—(“Maxi”) Não sei o que posso fazer agora! Será que realmente eu possa ir para o inferno? (fica assustado por um momento)

—(Annom) Lembre-se que posso ler seus pensamentos e a resposta é “Sim” Hahahaha!

* Annom o prende em uma espécie da maca e começa a vasculhar seu corpo e mente com uma maquina circular que lembrava um prato que flutuava quando o alienígena o soltava. Essa maquina constantemente girava em torno de si e lhe lançava feixes de luzes coloridos em diversas partes do seu corpo o analisando. A cada feixe de luz rasgava o seu corpo criando um pequeno buraco nas regiões atingidas, na qual Maxi gritava a horrores. Após alguns minutos a maquina para sua analise e Annom com seus subordinados vêem o resultado. Radaric e Komal apenas balançam a cabeça negativamente para Annom. *

—(Annom) Ahhrrr! (se enfurece e derruba uma mesa ao lado cheia de utensílios químicos e eletrônicos) Desgraçado, me fez perder meu tempo precioso! (o segura pelo pescoço)

—(Maxi) Aahhrgg! (sufocado)

—(Annom) Pensei que tivesse algo de diferente em seu corpo, em suas células, em seu DNA. Algo que me revelasse o porquê conseguiu ficar mais tempo vivo que os outros! Achei que foste especial e o deixei que me seguisse vivo ate aqui com a esperança de analisá-lo para criar novos exércitos ainda mais resistentes e com longo tempo de vida!

—(Maxi) Hehe... Eu o havia avisado que não tinha nada de especial em mim! (fala com dificuldades, mas mesmo assim lhe da um sorriso sarcástico)

—(Annom) Ninguém brinca com a inteligência superior de Annom! Se não lhe és mais útil, então deve morrer agora! (enfurecido)

* O aparelho não revelou nada de diferente em seu corpo, espirito e mente, já que Íbis já não estava presente a Maxi. Annom continua apertando o seu pescoço e percebe que seu corpo começava a decompor, no qual sente certo nojo e desprezo. Ele se encaminha para uma das portas de saída da nave, aciona um botão perto da porta e uma espécie de um grande cano transparente se forma de dentro para fora da nave, e ele arremessa o seu corpo de quase ossos apenas, escorridos em sua roupa negra para fora da nave caindo a mais de setenta e três quilômetros de altitude. *

—(“Annom”) Percebi que o chip em seu corpo físico já havia parado de funcionar, desta forma sua morte é certa. O chip também funciona no estado espiritual, por isso irá sofrer todas as suas reações no umbral assim como os outros soldados pássaros negros sofreram e permanecem lá ate hoje, até o momento que seus espíritos desintegrarem e desaparecerem para sempre Hahaha... Mas antes disso eu os usarei mais uma vez em meus domínios!

—(“Maxi”) Mesmo caindo não sinto nada? Nem mesmo o vento, nem a minha respiração... Será que já estou morto?

* O monge cai direcionado ao oceano atlântico próximo as regiões da América do sul. O impacto ao mar lhe garante perda da consciência e todos seus ossos quebrados, juntamente com o rompimento de alguns membros. O chip ate em seu desconhecimento lhe propulsionava pulmões capazes de respirar em baixo d’água com a sua tecnologia ao DNA ligado aos mais incríveis habilidades dos animais espalhados em todo o universo, mas com a sua decomposição é avançada, o chip perde efeito de todas as suas faculdades e ele começa a se afogar. Inconsciente, seu espirito ainda ligado ao seu corpo começa a registrar todas as terríveis sensações em estado de afogamento e também no estado quando não conseguia respirar, quando fora arremessado para fora da nave. Depois de alguns minutos o chip para de funcionar totalmente no estado físico, Maxi desperta e imediatamente fica desesperado tendo a terrível sensação da água encher totalmente o seus pulmões. Sem ter forças para reagir, apenas vendo a superfície ficando cada vez mais inalcançável, Maxi assim morre e seu espirito finalmente abandona o seu corpo, tento a visão em menos de um milésimo de segundo de todos os acontecimentos de sua vida, desde o momento que nascerá ate a sua morte. Em meio ao rompimento do seu cordão prateado, que era uma espécie de cordão umbilical que ligava o seu espírito ao seu corpo, via em uma espécie de túnel mental de multicores, onde sua mente viajava sobre ele, logo depois de ter visto todos os acontecimentos de sua vida. *

(musica de encerramento)

O que pensar? Já não sei negar o que vem.

Nunca pensei, não quis, não acreditei.

É tão doce o seu olhar.

Vejo o céu e as estrelas, em seu ser.

Por mais que eu luto, por mais que conduto é sempre normal, finge que não vê.

Por mais que eu luto, por mais que conduto é sempre normal, sonhar um mundo perfeito eu e você.

Olhando para o céu, sentindo uma esperança no ar.

Entanto o que sinto, será que, posso me expressar?

É tão doce o seu olhar.

Vejo um pássaro, no céu a viver.

Por mais que eu luto, por mais que conduto é sempre normal, finge que não vê.

Por mais que eu luto, por mais que conduto é sempre normal, sonhar um mundo perfeito eu e...

Um mundo perfeito eu e você.

Eu e você.

Eu e você.

Limpe as lagrimas não pense que acabou.

Ainda temos muito que aprender.

Não diga que sua esperança se esgotou.

O mundo ainda gira por esta repleta magia, o amor jamais cessou, apenas começou a luta por um mundo justo.

Por mais que eu luto, por mais que conduto é sempre normal, finge que não vê.

Por mais que eu luto, por mais que conduto é sempre normal, sonhar um mundo perfeito eu e você.

Eu e você.

Eu e você...

Notas finais
Obrigado a todos que continuam lendo Power Angels, tenham certeza que farei o melhor para que continuem tendo não somente uma boa leitura, mas também uma boa aventura e reflexões.
Ate o próximo capitulo ^^