Notas iniciais
Mais um ai pra vocês bbês. Desculpa a demora, eu estava lotada, L-O-T-A-D-A de trabalhos da escola pra fazer, fora a aprendizagem de html, q eu dei um tempo, mas enfim, ai está. @_@

Chegamos e entramos no parque, havia poucas crianças por ser um dia de semana, e de tarde, onde a maioria estava estudando. Minha mãe havia encontrado uma amiga, Elisa, acho que é esse seu nome. Elisa estava com o marido Louis, e parecia estar grávida, minha mãe e eles sentaram no banco do parque e disse para eu tomar conta do meu irmão.

Mikey quis ir em um brinquedo e me chamou pra ir junto com ele, fomos e Frank ficou nos olhando, depois ele chamou o baixinho para ir também. Assim ficamos brincando em vários outros brinquedos do parque. Até que o Mikey quis ir ao pequeno balanço, hoje estávamos para fazer as vontades dele.

Ele chamou minha mãe para balançar ele lá, ela foi. Enquanto eu e o Frank ficamos conversando com a Elisa, e eu lembrei quem ela é, uma prima minha que eu não via a anos, apenas minha mãe via ela as vezes no mercado, por isso reconheceu tão rápido.

Estava começando a anoitecer e a conversa estava boa, falamos até no nome do futuro filho da Elisa. Mas eu estava preocupado com a minha mãe e o Mikey, eles estavam demorando. Fiquei conversando mais uns minutos com a prima Elisa e o marido dela.

Minha mãe apareceu depois desses longos minutos, mas só que estava sozinha, com uma expressão preocupada, e em choque.

- Mãe, cadê o Mikes? — Perguntei.

- Eu... eu não sei. — Respondeu. — Gerard, o Mikey sumiu, pensei que ele pudesse estar aqui.

- Como assim sumiu tia? — Perguntou Elisa.

- Eu não sei. — Respondeu. — Pedi para que ele ficasse sentado no balanço, quietinho, enquanto eu iria conversar com um policial, ele disse que estava tudo bem, me afastei um pouco, falei dois minutos com o policial e quando voltei ele havia sumido, pensei que ele pudesse ter vindo em direção a vocês, mas ele não está aqui.

- Tia, você perguntou se alguém aqui viu o Mikes correndo? — Perguntou Elisa.

- Perguntei, descrevi ele o máximo que o nervosismo deixou, mas ninguém viu. — Respondeu.

- Mãe, a gente vai procurar pela cidade toda. — Falei.

- Tudo bem. — Falou.

Saímos procurando pela cidade toda, em todos os cantos, becos, ruas, saídas, procuramos também na casa de amigos, parentes, até mesmo de desconhecidos, ninguém havia visto o Mikey. Gritamos, imploramos, ficamos a noite toda procurando, nada, nenhuma noticia do pequeno, a essa hora eu já estava começando a temer pelo pior, e eu não era o único. Apesar da calma da Elisa, do Louis e do Frank em amparar minha mãe e dizer que estava tudo bem, que o Mikey estava bem e que ele logo voltaria, nós já tínhamos em mente a pior hipótese, principalmente em uma época de guerra com o governo como essa.

Nos restou a ultima opção, ir a delegacia. Minha mãe segurava o choro enquanto esperávamos para ser atendidos, com certeza seria a Elisa que iria falar tudo. Apesar de tudo, ela estava sendo uma ótima ajuda naquele momento. O delegado nos chamou.

- Qual a queixa? — Perguntou.

- Desaparecimento. — Respondeu Elisa.

- Conte-me os detalhes, por favor. — Pediu.

- Minha tia Donna foi ao parque hoje à tarde com os filhos, o Michael e o Gerard, e com o amigo deles Frank, nos encontramos lá. Ficamos conversando enquanto os garotos brincavam. Depois o Michael pediu para ir brincar no balanço e minha tia foi com ele. — Contou Elisa.

- Brincamos um pouco no balanço, e um policial pediu para falar comigo, pedi para que o Michael ficasse no balanço quieto enquanto eu conversava com o policial. Conversei com ele por dois minutos e voltei para perto do balanço, o Michael já não estava mais lá no balanço. — Contou minha mãe.

- Hora exata? Como o garoto estava vestido? — Perguntou.

- Era umas 17:40 quando ele desapareceu. Ele estava vestindo uma blusa de manga amarela, uma calça jeans azul escura, e um tênis... um all star branco. — Respondeu minha mãe.

- Descreva o menino, por favor. — Pediu. Nós descrevemos o Mikey o máximo que pudéssemos, sem confundir o delegado, mas mesmo assim acho que ele ficou confuso. — Bom, se o garoto sumiu as 17:40, por que procuraram a policia as 22:30?

- Procuramos pela cidade toda, queríamos ver se ele não estava na casa de algum amigo. — Respondi.
- Okay. Esperaremos 24 horas, se o menino não aparecer colocaremos policias na rua. — Falou.

- Certo. — Falou minha mãe. Todos concordamos e voltamos para a casa.

No caminho de casa minha mãe desabou no choro. Elisa e o Louis ampararam ela. Pedimos para que eles ficassem lá em casa hoje, eles concordaram. Nós já temíamos pelo pior, até minha mãe. Chegamos em casa e nos sentamos na sala, mais uma vez minha mãe desabou no choro.

- Ele não poderia ter ido longe, não sem avisar. — Falou ela, enxugando as lágrimas.

- Eu sei tia, ele vai aparecer. — Falou Elisa, tentando consolar ela.

- Aquele policial? E se foi um plano? E se foi um plano para me afastar do Mikes e pegarem ele? — Falou ela, voltando a chorar.

- Tia, é uma hipótese, mas tenha esperança, não deve ter sido isso. — Falou Elisa.

- Vamos ficar atentos, é o que podemos fazer. — Falou Louis. Todos concordamos.

Minha mãe tomou um café e subiu. Foi a Elisa que fez a janta e cuidou da casa naquela noite, minha mãe tinha ido se deitar mais cedo, com certeza chorar, o desespero era grande. As 24 horas de espera iriam ser agoniantes. Ficamos a noite toda em silêncio, demos o nosso telefone as pessoas na rua, para ligarem caso vissem o Mikey, o telefone não tocou. A hipótese de que aquilo era um sequestro me deixou assustado. E se fossem os caras do governo? E se eles quisessem acertar a minha família em cheio? Mikey era um alvo fácil. Balancei a cabeça para afastar aquelas ideias, que eu queria que fossem absurdas e que não houvessem chances de acontecer.

A madrugada chegava, eu e o Frank já estávamos com muito sono. Fomos dormir. A Elisa e o Louis também foram, ficaram no quarto do Mikey. Tomei um banho gelado, coloquei um pijama e deitei na minha cama. Frank se deitou comigo e dessa vez foi ele que me abraçou.

- Ele vai aparecer. — Falou.

- Tenho medo. — Falei.

- Isso todos temos. — Falou. — Mas tenha esperança, ele vai aparecer... e bem.

- Tomara que sim. — Falei. Selei os nossos lábios em mais um beijo rápido. — Boa noite meu baixinho.

- Boa noite meu amor. — Falou. Dei-lhe um beijo na testa. Fiquei alguns minutos enrolando na cama e por fim adormeci, igual e ele.

Notas finais
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