Porque eu amo te odiar!
11 Se o desejo é forte...o que fazer?!
Notas iniciais
Na segunda Clara já tinha acordado, feito sua higiene matinal e tomado seu banho. Estava tomando seu café quando Luiza desceu ainda com uma tremenda cara de cansaço.
Luiza: bom dia amor. Luiza tinha dado um beijo na testa de Clara e se sentado em seu colo. Sempre fora assim com sua prima mais velha.
Clara: bom dia amor. E ai dormiu bem?
Luiza: com minha magrelinha de lado sempre durmo bem. Seu sorriso era imenso.
Clara: hm! Mas agora mudando de assunto, o que vocês vão fazer agora?
Luiza: estamos de férias. Ficaremos aqui até o carnaval, depois vamos para Goiânia ver a família, e de lá vamos para Londres ver a mãe da Gi.
Clara: legal! Então quero curtir bastante vocês. Sabe que odeio ficar sem minha Fernandes de estimação.
Flavia: isso me deixa com ciúmes! Das duas! Flavia descia as escadas e viu a cena, resolveu fazer cara de ciúmes.
Luiza: oh meu neném! Fica não, vem cá vem. Flavia foi e ficou entre as pernas da irmã, abraçando as duas. Luiza e Clara davam beijos na cabeça da morena.
Gisele: que cena linda, tive que fotografar, desculpa. Gisele sorria para a interação das meninas.
Luiza: bom dia magrela! Luiza se levantou e foi dar um beijo em Gisele.
Gisele: bom dia morena.
Clara: oh que fofinho! Agora deixa eu ir, porque toda essa glicose vai me fazer passar mal. Vamos Flah?
Flavia: vamos sim. E vocês juízo! E não transem na sala, por favor. Como resposta uma almofada voou em sua direção, mas se chocou contra a porta já fechada.
O caminho para a escola foi tranquilo, as morenas já tinham estacionado. E agora estavam sentadas no chão do corredor com Cadu conversando banalidades.
Cadu: então quer dizer que as três deusas se deram bem na festa hein?!
Clara: a para nem foi tanto assim.
Cadu: como não? A Flah quase engolia e era engolida pelo furacão vermelho, Luiza quase não podia ser distinguida daquela menina, e você Clarinha so de ver essas marcas de unhas e essa mordida, quem queria levar um pedaço de você para casa?
Flavia: dissemos a mesma coisa. Alguém queria levar um pedaço da Clarinha para casa. Os dois riam com a situação da morena. Que fazia cara de que nem era com ela, até que suas narinas captaram aquele perfume inebriante, seus olhos instintivamente olharam para o começo do corredor, e lá estava Marina chegando com Vanessa. Seus olhares se chocaram por alguns segundos, mas rapidamente as duas olharam para o outro lado.
Vanessa e Marina chegaram até eles, Vanessa dei um oi geral e se sentou do lado de Flavia dando um selinho nela. Já Marina disse um oi baixo e ficou de pé, já que ela so teria espaço para se sentar ao lado de Clara.
O sinal das aulas soou e os cinco se levantaram para ir para as suas salas. Enquanto Vanessa e Cadu teriam geografia, Flavia, Marina e Clara teriam química. Eles se despediram e foram para as salas. O senhor Martim já estava lá.
Martim: bom dia queridos estudantes. Por favor tomem seus lugares. Ele olhava para a turma se sentando. Enquanto Flavia se sentava com Julia a nerd da turma, Clara e Marina se encaminhavam para seus lugares, Marina como sempre se sentou no corredor enquanto Clara se sentava encostada na parede. Elas não se olhavam, não se encostavam e faziam o máximo para não respirar perto da outra, pois lutar contra o inebriante perfume da outra era difícil.
–hoje vamos brincar com as ligações carbônicas, então eu tenho aqui essa caixa, onde existem vários elementos, cada um vai tirar um e logo após nós iremos liga-los. Todos tiravam seus elementos, e riam quando viam. Martim era um bom professor, animado e criativo, era uma pena para os alunos que ele ensinasse química.
– todos pegaram seus elementos? Ótimo então agora quero que compartilhem com seus colegas de mesa, se vocês puderem se ligar, deem as mãos se não fiquem de pé. E assim alguns alunos foram dando as mãos, e os outros ficando de pé. Marina colocou seu papel sobre a mesa, não se virou para Clara, apenas mostrou. Clara viu que Marina era um Oxigênio e portanto ela poderia se ligar com um carbono, elemento que Clara tirou. Clara também mostrou a Marina seu elemento pondo a seu papel sobre a mesa, mas ela não se deram as mãos. O professor se aproximou de sua mesa.
Martim: então meninas, vocês podem se ligar ou não? Nenhuma das duas disse nada, apenas ficaram olhando para ele.
–deixe-me ver. Ele pegou os papeis sobre a mesa.
– por favor senhoritas deem as mãos, essa ligação aqui e muito forte e vocês não podem tentar quebra-la. E se afastou indo em auxilio dos outros alunos.
Clara vencida somente colocou a mãos sobre a mesa, Marina vendo o gesto suspirou também vencida e segurou a mão de Clara. O choque percorreu o corpo das duas, o arrepio tomou conta de cada pedacinho de pele, as duas perderam o fio da respiração, os olhos se fecharam, mas não se olharam.
Martim: então agora vamos tentar ligar as fileiras na horizontal. Se levantem e vejam com quem podem se ligar, quem não puder venham aqui para frente. Marina e Clara se levantaram e foram a mesa do lado, os dois alunos também era carbonos, então Clara se ligaria diretamente a um deles, enquanto Marina ficaria somente ligada a Clara, as mãos foram invertidas e assim a sala foi se ligando. Sobraram na frente da sala somente hidrogênios e um dele era Victória, uma das conquistas mais recentes de Marina, a menina era apaixonada por Meirelles, e fazia o que podia pra ficar perto dela.
– então meus queridos, ficamos aqui somente com os hidrogênios que so podem fazer quantas ligações? A turma toda disse que somente uma.
– isso galerinha! To gostando, então vamos começar a distribuir esses Hs aqui. Senhorita Victória onde a senhorita se ligaria?
Victória: na Marina professor. Disse e ficou sorrindo, olhando fixamente para Marina.
Martim: ela está certa turma? O sonoro sim foi dito.
– está correto, então se ligue ali senhorita. Clara que estava odiando aquela cena, sem nem se dar conta disso, instintivamente apertou a mão de Marina, e soltou o ar irritada. Marina sorriu de cabeça baixa, mas logo se repreendeu. Victória tentou segurar sua mão com os dedos entrelaçados, mas Marina não permitiu.
Victória: que foi Mah? Não posso segurar sua mão? Dizia melosamente próximo do ouvido da branca.
Marina: não é isso, so que não quero segurar a mão de ninguém. Sorriu torto para a menina. Clara sentia vontade de vomitar com aquilo.
Clara: desculpa atrapalhar essa palhaçada, mas as vadias estão me atrapalhando a ouvir o professor. Marina sorriu de cabeça baixa, pelo tom de ciúme que Clara usou sem perceber. Já Victória ficou enfurecida.
Victória: QUEM VOCE PENSA QUE É, PARA FALAR ASSIM COMIGO GAROTA? Ela berrava já de frente para Clara, a turma toda olhou para aquilo.
Clara: eu falo do jeito que eu quiser! Se não quiser ficar com o rostinho machucado volta pro seu lugar.
Victória: EU NÃO TENHO MEDO DE VOCE! Disse isso e deu um tapa no rosto de Clara. Marina sentiu o aperto na sua mão ficar insuportável, e quando iria reclamar, viu Victória cair no chão com o nariz sujo de sangue e chorando.
Clara: eu avisei! Clara dizia raivosa, dois meninos já estavam do lado dela, para tentar segura-la caso ela quisesse ir bater novamente na menina caída. O professor já estava no chão ao lado de Victória, para ver os danos.
Martim: senhorita Fernandes vá para a diretoria nesse momento! Nós vamos conversar. Melhor quero Clara, Marina, João e Thiago na diretoria agora! Os quatro já se encaminhavam para a diretoria, com o senhor Martim atrás guiando a chorosa Victória.
Quando chegaram a enfermeira já estava lá, para ver os estragos no nariz de Victória. Os quatro estavam de pé em um canto.
Enfermeira: o nariz não está quebrado, foi somente um corte. Disse terminando de limpar e pôr o curativo.
Martim: pois bem, agora me digam o que aconteceu, antes que eu peça uma detenção para todos. Victória logo se apressou em falar.
Victória: professor, eu estava quieta no meu canto quando essa garota me chamou de vadia, eu disse que ela não podia falar assim comigo e deu um pequeno tapa nela, nada que machucasse, mas ela me deu um soco que quase quebrou meu nariz.
Martim: e verdade isso? Clara estava quieta. Mas Thiago e João resolveram falar.
João: olha senhor, o que deu início eu não sei, sei que ouvi a Clara pedir pra elas duas pararem de falar, e a Victória começou a gritar, e deu um tapa no rosto dela.
Thiago: e verdade professor, a Clara até pediu para ela voltar pro lugar dela.
Martim: Hm, senhorita Marina, o que a senhorita tem a me dizer, já que presenciou em loco, o acontecido. Clara fechou a cara, sabia que Marina sempre aproveitava dessas situações para ferrar de vez com ela.
Marina: bom professor... Marina pensou em ferrar com Clara, mas não conseguiu.
– a confusão começou porque a Victória, queria segurar minha mão de um jeito, e eu disse para ela não queria, foi quando a Clara nos interrompeu pedindo para que ficássemos quietas, pois queria ouvir a aula, então e Victória gritou com ela.
Victória: PORQUE ELA NOS CHAMOU DE VADIA!
Martim: por favor deixa a senhorita Marina terminar.
Marina: A Clara pediu para que ela voltasse para o lugar dela, e a Victória deu um tapa no rosto da Clara, a Clara exagerou um pouco e deu um soco na Victória, foi isso. O queixo de Clara e dos outros meninos estavam no chão. Ninguém acreditava no que tinha acontecido ali.
Martim: bom então mediante a esses fatos. Meninos os podem ir. Senhorita Marina, parabéns por usar da verdade, também pode se retirar. Marina olhou para Clara e saiu.
– agora as senhoritas. Senhorita Victória, gostaria de deixar claro que em minhas aulas não é permitido conversas paralelas, ainda mais sobre assuntos tão desnecessários. Agredir uma colega sumariamente então é completamente absurdo.
Victória: mas ela me xingou.
Martim: silencio por favor! A senhorita deveria ter me chamado e não ter agredido uma colega. Portanto a senhora está suspensa por uma semana, e so vai poder entrar no colégio com os seus responsáveis. E a senhorita disse olhando para Clara, que permanecia calada.
–não poderá treinar hoje, temos que resolver esses seus rompantes nervosos. Vou conversar com o treinador, sei que a senhora tem cumprido detenção com ele, então pedirei a ele que tome algumas providencias para que a senhorita consiga respirar antes de sair batendo em seus colegas, então assim que terminar o almoço a senhorita procure o senhor Tavares. Agora pode ir senhorita Fernandes. E Clara saiu ainda calada.
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P.O.V.s Clara
Primeiro ciúmes. Eu estava com ciúmes de toda aquela melosidade da Meirelles com essa piranha, e depois a Meirelles me defende. Socorro para o mundo que está tudo de cabeça para baixo.
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A próxima aula antes do almoço seria Literatura, todos faziam essa aula juntos. Cadu e Vanessa vinham pelo corredor conversando, e encontraram Marina e Flavia. Clara chegou depois. E todos, menos Marina, olhavam para ela procurando resposta.
Flavia: e ai o que o professor fez?
Clara: suspendeu a Victória, e me deixou fora do treino hoje. Segundo ele, eu tenho que aprender a me acalmar. Ele disse que eu deveria procurar o Tavares depois do almoço, ele irá me dar uma tarefa estupida para que eu aprenda a controlar minha raiva.
Cadu: que bom, pelo menos dessa vez foi tranquilo. Ele e nem nenhuma das meninas acreditavam que Meirelles tinha salvado Clara do castigo.
Vanessa: vamos entrar minha gente que aula já vai começar. Todos entraram, Cadu se sentou na primeira fileira com Verônica sua ficante, Vanessa com Flavia logo atrás, e Marina com Clara na terceira.
A aula transcorria calma com a professora lendo e explicando algo sobre Camões, a turma estava atenta, mas Clara continuava a martelar as situações da manhã.
Marina estava tentando ao máximo prestar atenção na aula, quando viu Clara por um papel dobrado sobre seu caderno. Ela pegou e abriu, no papel estava escrito: obrigada! Com a bela caligrafia de Clara. Marina sorriu, olhou para Clara disse um de nada sussurrado e piscou um olhou sorrindo, virou para frente voltou a prestar atenção na aula.
Clara teve um mini infarto quando viu o sorriso de Marina, ela não acreditava que ela pudesse ficar ainda mais linda, se seus planos eram se afastar de Marina, tudo ia por agua a baixo, com Marina sorrindo daquela maneira.
A aula acabou. Clara tinha ido procurar Tavares, Marina tinha ido almoçar com as meninas. E nada de Clara voltar, deu a hora da aula de fotografia de Marina. Ela se despediu das meninas, que estavam indo para a praia encontrar com Luiza e Gisele.
Marina se encaminhou para o galpão onde tinha aula, e se deparou com Tavares conversando com seu professor e Clara sentada em um canto, com a cabeça baixa. Marina se aproximou do seu professor.
Marina: boa tarde Cassius! Boa tarde Treinador!
Cassius/Treinador: boa tarde!
Treinador: bom eu já vou indo, até mais tarde senhorita Marina. Ela assentiu.
Cassius: que bom que você chegou Marina, hoje você terá um cenário novo!
Marina: como assim?! Sua cabeça já imaginava o que seria.
Cassius: então o Tavares pediu que eu ajudasse a senhorita Fernandes a treinar a paciência dela, e sugeriu que você a fotografasse, já que isso demanda de calma e paciência. Então seu cenário hoje é dirigir um ensaio com ela.
Marina: serio isso?
Cassius: seríssimo! E agora mãos a obras. Marina olhou para Clara, e olhou novamente para Cassius, que sorria. Ela se despediu dela foi até seu armário e deixou sua mochila, pegou sua câmera e seu óculos de grau, olhou pra Clara que ainda estava de cabeça baixa e suspirou.
Marina: como vou me afastar assim?! Se aproximava de Clara, já disparando os primeiros flashes. Tinha decidido fazer um ensaio sem propor nada, apenas deixando as coisas acontecerem. Enquanto disparava os clicks, se aproximava de Clara, que até então não percebia o que Marina fazia.
Clara estava compenetrada na ideia de não chegar perto de Marina. Quando ela percebeu a fotografa perto de si, tirando fotos suas, ela olhou diretamente para Marina, com um sobrancelha levantada, mas Marina nada disse continuava a fotografa-la. Clara se levantou e começou a caminhar em direção a Marina com intenção de tirar a câmera de suas mãos. Marina ao perceber a ideia de Clara se afastava andando de costas, e ainda disparando clicks. Clara sorriu pela pequena perseguição, Marina sorriu de volta e continuava a fotografar.
Era um momento so delas, enquanto os outros alunos mantinham sua atenção nas palavras de Cassius, Clara e Marina estavam em outro mundo. Num dado momento Clara já estava a um braço de Marina, e Marina andando de costas, tropeçou e iria cair, mas Clara foi mais rápida e a segurou pela cintura, e Marina mesmo naquela posição disparou um click.
Clara: o que você pensa que está fazendo? Clara disse roucamente.
Marina: um ensaio com você, ordens do técnico e do Cassius. Respondeu suspirando pelo contato que ainda não tinha sido interrompido.
Clara: você não pode fazer isso, eu não deixei. Seu corpo estava fervendo, seu olhar ia dos olhos para a boca de Marina.
Marina: eu não preciso que você me deixe fazer nada Fernandes, eu faço e pronto. Sussurrava, pois sua voz estava em apenas um fio. O desejo estava a consumindo viva.
Clara: a Meirelles! Clara a puxou para ficar em pé, seus corpos grudados, seus lábios a centímetros. Suas respirações se confundiam.
Marina: não diz nada Fernandes! Suas pupilas estava dilatadas, seus lábios entre abertos. Marina umedeceu os lábios com a ponta da língua. Clara fechou os olhos, suspirando pesadamente, e mordeu os lábios.
Clara: nós nos adiamos.
Marina: e muito! Ambas estavam com os olhos fechados agora. Mas ainda grudadas.
Marina: mas também estamos ardendo de desejo...
Clara: verdade... seus lábios roçavam.
Clara: o que podemos fazer?
Marina: não sei... mas e melhor nos afas...tarmos, antes qu...e com....eçemos a incen...diar tudo aqui. Elas foram se afastando, os olhos fechados. Não falaram mais anda, apenas se afastaram. Clara foi se sentar no canto onde estava antes, Marina do outro lado da sala. Cassius que esteve alheio a aquele momento se aproximou de Marina.
Cassius: e ai terminou?
Marina: hã?!
Cassius: terminou o ensaio?
Marina: terminei sim.
Cassius: então quero que você escolha as melhores fotos e me traga na quarta para discutirmos as melhores preparações para elas.
Marina: está bem.
Cassius: agora vocês podem ir, já e quase hora da aula.
Marina: ok! Marina pegou suas coisas e saiu em direção a sua sala. Clara a seguia de cabeça baixa.
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P.O.V.s Marina
Assim fica impossível, é muito calor para pouco espaço. Se não estivéssemos naquele galpão cheio, o incêndio tinha sido avassalador. Como posso querer me afastar e continuar odiando ela, se meu corpo fica mole perto dela?
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P.O.V.s Clara
Meu corpo, minha mente está tudo me traindo! Se estivéssemos sozinhas, eu tinha tomado ela inteira para mim. Como e possível tentar se afastar assim? Como se o que mais desejo agarra-la e so soltar quando esse calor tiver saído de mim?
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Elas chegaram na sala de Marina. Elas entram e Marina fechou a porta de encostando nela. Clara se sentou, permanecia em silencio. Marina foi até sua cadeira, pegou o livro e marcou exercícios de duas páginas para Clara. Ela não falou, apenas entregou o livro a Clara, que pegou sem se manifestar e começou a fazer as tarefas. Era possível que se abrissem a boca, ou se olhassem nos olhos, que aquela pequena sala fosse pelos ares.
O silencio permaneceu durante duas horas. Elas suspiravam, fechavam os olhos. Tentando manter os desejos sufocados dentro de si.
Quando terminaram foram para a sala de Tavares, chegaram em silencio.
Treinador: boa tarde senhoritas! Hoje eu pensei em algo para fazermos por aqui mesmo. E decidi que as senhoritas somente vão se sentar ali naquele sofá e ficar de mãos dadas, durante duas horas. Igual faço com meus filhos quando eles brigam. Não precisam dizer nada apenas, fiquem de mãos dadas. Por favor sentem-se lá.
As duas se levantaram sentaram com um corpo de distância, e se deram as mãos. Tavares se surpreendeu com a reação sem reclamações. Seria possível que elas tenham aprendido a conviver pelo menos sem tentar matar a outra? Ele resolveu investigar.
Treinador: senhorita Fernandes eu gostaria que a senhorita me dissesse três qualidades da senhorita Meirelles. Clara olhou para ele, e fechou o cara.
Clara: eu não vejo qualidade nenhuma nessa garota! Agora se o senhor me perguntar os defeitos, desses eu tenho uma imensa lista. Clara rosnou para ele. Tavares balançou a cabeça negativamente. Nada tinha mudado elas apenas, não queriam discutir.
Treinador: e você senhorita Meirelles, algo de bom a acrescentar da senhorita Fernandes?
Marina: a única qualidade que essa garota tem, a concordância de ódio que nós temos uma pela outra. Disse com raiva, mas aas mãos continuavam unidas. O aperto era forte. E Tavares percebeu isso. Elas poderiam estar dizendo que se odiavam mas isso não era tão forte quanto elas queriam demonstrar.
Treinador: ok! Então fiquem sentadas e de preferência caladas. Ele se levantou e sentou em sua cadeira. Reparou de longe, que elas não se olhavam, mas as mãos continuavam unidas. Sabia que uma hora ou outra aquela birra iria terminar.
Terminada as duas horas Tavares as liberou. Elas se ia para o carro, tentando acalmar o desejo que ainda as consumia. O Carro de Marina, estava em um canto mais escuro do estacionamento. Elas se encaminharam para lá, mas quando Marina ia abrir a porta do carro. Seu corpo foi grudado na lataria. Clara a segurava pela cintura, nem um fio de ar passava entre elas. Clara respirava pesadamente no pescoço de Marina, que sentia as pernas bambearem com o contato.
Marina: o que você está fazendo? Sussurrava, tentando se manter em pé
Clara: eu não sei, meu corpo está ardendo de vontade de você! A voz rouca, escapava pela sua boca.
Marina: e a parte em que nos odiamos onde fica? Sentiu o aperto de Clara em sua barriga.
Clara: fica... ela não terminou de falar, girou Marina, chocando as costas dela contra a lateral do carro, e capturou os seus lábios num beijo avassalador. Uma de suas mãos estava na cintura branca, enquanto a outra segurava firme em seus cabelos. As mãos de Marina, arranhavam violentamente as costas de Clara, que gemia de dor e prazer no beijo. Suas línguas dançavam uma rave dentro das bocas.
Marina: assim você me enlouquece...
Clara: como se já não estivéssemos loucas...
Marina: de desejo...
Clara: de um desejo muito forte... as bocas estavam grudadas, as mãos percorriam os corpos.
Marina: mas nós nos odiamos...
Clara: muito... mas a minha vontade de você e imensamente maior...
Marina: a minha também...
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