Porque eu amo te odiar!

4 Sangue, suor e sentimentos!


Notas iniciais
nao sou boa com titulos. hihihhi

A manhã estava passando rápido para contribuir com o aumento da irritação, de Clara e Marina, que não estavam nem um pouco felizes de ter que se aguentar pelo resto dia.

Quando chegou a hora da educação física, todos estavam devidamente uniformizados, no centro da quadra, esperando Tavares chegar. Ele chegou apitando.

Treinador: Bom dia senhores e senhoritas. Então hoje vou separar as classes entre os meninos que irão com o senhor Lacerda, meu assistente para o campo externo jogar futebol, e as meninas que ficarão aqui comigo para jogar vôlei. Alguma dúvida? Não então pode ir senhor Lacerda.

Ele esperou que os meninos se retirassem, e chamou duas meninas pedindo que ela montassem a rede, e fossem pegar as bolas.

Treinador: senhorita Meirelles, senhorita Fernandes por favor se aproximem. Bom vocês serão as capitãs de seus times, escolham as jogadoras. Disse ele e saiu para verificar se as bolas estavam calibradas.

Elas se olharam com os olhos faiscando, toda vez que jogavam uma contra outra, alguém saia sangrando.

Clara: pronta pra ficar com o rosto marcado lindinha?

Marina: e você pronta pra ficar com um nariz sangrando lindinha? Elas diziam com desdém.

Treinador: eu pedi as senhoritas para escolher os time e não para ficar discutindo, fui claro senhoritas?

Clara/ Marina: sim treinador.

Elas escolheram os time e sortearam que escolheria o lado, e quem ficaria com a bola. Após tudo pronto o treinador deu a bola para a menina que sacaria, e apitou dando início ao jogo. Que rolava tranquilo até o momento em que Clara recebeu uma bola, a levantadora levantou de volta pra ela, e Clara veio como um raio detrás da linha dos três metros e socou a bola com toda força em direção a Marina, que estava no fundo de quadra, a branca não teve tempo de se defender e tomou uma bolada violenta no rosto, rasgando o seu supercilio, de onde o sangue começou a brotar sem controle, e que gerou um desnorteamento e um consequente desmaio em Marina. Todos se aproximaram correndo.

Treinador: senhorita Meirelles? Afastem-se! Senhorita Meirelles? E nada da branca responder.

– Senhorita Fernandes vá até ali no deposito e pegue o álcool.

Clara sem nenhuma preocupação fui em direção ao deposito pegou o vidro e entregou ao treinador, recebendo uma cara de desaprovação.

Tavares aproximou a boca do vidro do nariz de Meirelles que começou a despertar vagarosamente.

Treinador: senhorita Meirelles, a senhorita está bem? Consegue me entender?

Marina: sim senhor, mas minha cabeça dói muito.

Treinador: a senhorita consegue se levantar?

Marina: acho que sim.

Treinador: senhorita Fernandes, venha até aqui e ajude a senhorita Meirelles ir até a enfermaria.

Clara: eu porquê? Mande outra pessoa. Os olhos de Tavares grudaram nela, eles brilhavam de raiva.

Treinador: SENHORITA FERNANDES, VENHA ATE AQUI AGORA, E AJUDE A SENHORITA MEIRELLES.

Clara foi até lá, sem nenhuma vontade e se aproximou de Meirelles passando seu braço na cintura da branca, que passou seus braços pelo pescoço da morena. Clara, começou a levanta-la e ela sem muita força tentou se manter de pé, mas logo desmaiou novamente, e Clara teve segura-la em seu colo.

Clara: eu mereço!

Treinador: merece sim, ninguém mandou a senhorita fazer o que fez agora vá.

Ela saiu com Meirelles em seu colo em direção a enfermaria.

P.O.V.s Clara

Droga se tudo já não estivesse péssimo ainda tenho que levar essa praga no colo, uma bolada de nada, e ela desmaia, meu uniforme vai ficar todo manchado. Nossa mas o corte foi feio, será que ela vai ter que tomar ponto? Acho que exagerei um pouco, mas bem feito pra ela, ninguém mandou me irritar, se não aguenta a brincadeira não desça pro play.

Eu seguia carregando a Meirelles, que não era pesada, mas parecia que a enfermaria nunca chegava. Também com esse corpo gostoso não tinha como ser pesada.

– que isso Clara enlouqueceu? Você está falando da Meirelles, como assim gostosa? Ela que toma a bolada e você que fica grogue?

Fui interrompida de meus pensamentos pela senhora Dolores.

Enfermeira: as senhoritas de novos? Senhorita Fernandes? Essa briga boba vai parar quando? Quando umas de vocês estiver morta?

Clara: que isso dona Do?! Fui só uma bolada normal de jogo. Eu disse colocando Meirelles na maca, e me encaminhando para a porta.

Enfermeira: onde a senhorita pensa que vai?

Clara: de volta pra quadra uee.

Enfermeira: não, não vai, a senhorita vai me ajudar aqui, a menina Rosa não veio e não posso cuidar dela sozinha. Ela me olhava por cima dos óculos.

Clara: ta bom. Eu disse vencida, sabia que aquela senhorinha não me deixaria sair dali mesmo.

– o que tenho que fazer?

Enfermeira: primeiro temos que tirar a blusa dela que está suja de sangue. Eu arregalei os olhos, não estava com a mínima vontade de ver a Meirelles sem roupa.

Clara: eu não vou fazer isso não!! Eu disse me afastando.

Enfermeira: deixe de besteira de faça isso, enquanto vou ali na outra salinha pegar os matérias para limpar o ferimento. Quando eu ia retrucar ela já tinha saído. Droga mil vezes droga.

Sem alternativa me aproximei da maca e comecei a levantar a barra da camisa de Meirelles. Nossa como sua pele era branca, e cheias de pintinhas. Seu sutiã era preto meio rendando contrastando perfeitamente com sua pele, quando terminei de tirar sua camisa, reparei que seus olhos me encaravam curiosos, mas sem nenhum resquício de raiva.

Marina: o que você está fazendo? Ela me perguntou estampando o sorriso mais lindo que já vi, inclinando a cabeça pro lado.

Pera ai lindo?! Eu só podia estar enlouquecendo...

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P.O.V.s Marina

Eu não tive tempo de desviar da bola que Fernandes atacou, quando dei por mim estava, no chão meio desnorteada, e desmaiei. Ouvia de longe a voz do treinador, mas não conseguia responde-lo. Quando voltei a mim, sentia uma dor muito grande na cabeça, e não conseguia levantar. O treinador chamou a Fernandes, e de repente ela passou a mão quente pela minha cintura, eu instintivamente passei as mãos pelo seu pescoço, mas quando me levantava, junto ao corpo dela, desmaiei novamente. Eu sentia um corpo muito quente próximo ao meu, e ouvia as batidas de um coração calmo e tranquilo, e sentia um perfume inebriante, mas eu não tinha consciência de nada. Apenas de estar sendo carregada.

Eu meio que voltei a consciência quando fui colocada sobre uma maca, mas ainda não conseguia entender o que se passava. Só quando senti minha camiseta sendo retirada do meu corpo e que pude ver o que estava acontecendo. Quando abri os olhos me deparei com os mais lindo par de olhos castanhos do mundo, uma boca meio rosada, uma cara de espanto engraçada.

Marina: o que você está fazendo? Eu perguntei a ela, sorrindo instintivamente, inclinado minha cabeça de lado. Ela ficou sem fala por alguns segundos, e sorri quase sem querer de volta. E quando ela ia responder a enfermeira apareceu.

Enfermeira: que bom que a senhorita acordou, senhorita Meirelles, como se sente?

Marina: bem, mas minha cabeça ainda dói um pouco.

Enfermeira: já iremos cuidar disso, agora tome esse analgésico.

Ela me entregou o comprimido e se virou para Fernandes, que estava quieta num canto, ela parecia confusa.

Enfermeira: senhorita Fernandes, me ajude aqui.

Clara: no que? Ela respondeu seria.

Enfermeira: pegue o algodão, molhe na agua boricada e passe no ferimento da senhorita Meirelles, enquanto outras camisetas para vocês.

Fernandes ainda meio confusa, não disse nada, só pegou o algodão e começou a limpar meu ferimento. Ela não me olhava, estava fixada no ferimento. A enfermeira voltou pondo duas camisetas limpas sobre uma cadeira. E se voltando para mim, disse que meu ferimento não estava tão feio, e que iria só passar um cicatrizante e colocar um curativo.

Enquanto ela fazia isso, Fernandes foi para perto da cadeira, retirou sua camisa, e eu quase desfaleci com a visão daquele corpo. Ela era morena douradinha do sol e disso eu já sabia, mas eu não tinha reparado em como seu corpo, era bem feito, seus seios era de médios para pequenos, seguros por um sutiã claro, seu abdômen era super chapado, seus braços fortes e torneados. Uma verdadeira deusa. Estava de queixo caído. Mas me repreendi rápido, quem estava ali era Fernandes a pessoa que eu mais odiava a sei lá quanto tempo. Abaixei minha cabeça enquanto a enfermeira terminava de cuidar do meu ferimento.

Enfermeira: a senhorita pode ir senhorita Fernandes, a senhorita Meirelles ainda vai ficar aqui um tempo até a tonteira passar. Fernandes agradeceu, olhos no fundo dos meus olhos, com um misto de sentimentos que eu não entendi e saiu.

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P.O.V.s Clara

Que merda está acontecendo comigo? Desde de quando eu sorrio para Meirelles daquele jeito? Ou desde que quando eu fico reparando no corpo dela? Eu só posso estar enlouquecendo. E isso eu estou enlouquecendo, só esse resposta para eu sentir o que senti quando ela me olhou sorrindo daquela maneira.

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Depois de meia hora a enfermeira liberou Meirelles, pedindo que ela entregasse a blusa que Clara tinha esquecido na enfermaria, ela disse que sim, e se encaminhou para fora da sala. Meirelles rumava ao vestiário para tomar banho quando colocou as blusas dela e de Clara, no ombro, e esse movimento vez suas narinas voltarem a captar aquele cheiro delicioso, e quando ela deu por si, estava com a camiseta de Clara na frente do nariz sentindo o cheiro maravilhoso da outra, já se lembrando da visão de parte do corpo da outra suspirando. Ao perceber ela se repreendeu internamente e jogou as duas blusas para dentro da mochila, e pegou sua toalha.

Marina: eu só posso estar enlouquecendo...

Notas finais
Comentem beijos. Ah e agora so segunda.