Porque eu amo te odiar!
5 Estranhamente Calmo
Notas iniciais
Depois do banho, Marina se encaminhava para o refeitório, quando foi abordada por Vanessa e Flavinha, que estavam encostadas em um canto falando tão perto que estava quase se beijando. Marina não pode deixar de sorrir pela amiga.
Vanessa: e ai Mah, como você esta?
Marina: estou bem Van, um pouco de dor, mas já não dói tanto. A branca falou e sorriu para as duas que continuavam grudadas.
Vanessa: Marina deixa eu te apresentar, essa daqui e a Flavia. Ela disse sorrindo, e com os olhos brilhando.
Flavia: oi Marina. Ela estendeu a mão, sem muita certeza.
Marina: oi Flavia. A branca pegou na mão da morena com um sorriso sincero no rosto.
– então vocês já comeram?
Vanessa: já sim, o Tavares liberou a turma mais cedo, e nós viemos almoçar enquanto o refeitório estava vazio.
Flavia: mas nós podemos fazer companhia pra você, enquanto você come, se você quiser e claro. Marina viu que a morena tentava ser simpática com ela.
Marina: na verdade eu não quero almoçar, mas aceito a companhia. Vamos até a cantina, quero comprar uma vitamina e uns pães de queijo.
Vanessa: vamos sim. Ah Marina depois vamos comigo assistir ao treino da Flavinha? Marina olhou pra elas que iam de mãos dadas ao seu lado, estavam definitivamente apaixonadas, era tão fofo.
Marina: onde vai ser o treino. Eu não quero pegar sol, por causa da dor.
Flavia: quanto a isso não tem problema então, o treino hoje e na piscina coberta.
Marina: então eu vou sim, compro o lanche e nós vamos.
Vanessa: eba!! A ruiva comemorou esfuziante. Estar ao lado de Flavia, estava sendo mágico, ela se sentia uma menina no começo da adolescência, com o primeiro amor. E para a morena era a mesma coisa, e ainda conhecer esse lado mais doce do furacão, a deixava mais apaixonada ainda.
Elas foram até a cantina, Marina comprou seu lanche, e se encaminhavam para a piscina, que era no quarto andar do prédio da escola. Como Marina não estava tão bem, elas decidiram pegar o elevador.
Vanessa: não sei como esse troço ainda funciona, deve ter quatrocentos anos isso aqui. Ela dizia enquanto subiam com o elevador rangendo.
Quando chegaram, Flavia se despediu de Marina com um aceno de cabeça, e um beijo no rosto de Vanessa. E se encaminhou para a entrada do vestiário. Vanessa e Marina se encaminharam para a arquibancada.
Marina: tão bonitinho vocês duas apaixonadas desse jeito.
Vanessa: Marina não enche! A ruiva disse corando.
– ta muito estranho?
Marina: não Van, ta uma graça. Pra dizer a verdade vocês combinam. Ela parece sem bem calma, enquanto você e o furacão vermelho. Marina não conseguiu segurar a gargalhada. Vanessa deu um tapa no ombro da amiga e sorriu junto.
O apito de Tavares ressoou alto a beira da piscina fazendo com que Marina e Vanessa, voltassem sua atenção para lá, onde puderam ver as meninas em volta do treinador e a visão era maravilhosa para ambas; dentre todas as meninas lá estavam Clara e Flavia, com somente um top, e um shortinho de lycra, que mais parecia aquelas cuecas box. Clara estava em pé, com Flavia abraçada a ela de lado, ela pareciam concentradas.
Vanessa: se eu soubesse que elas treinavam assim eu tinha vindo assistir esses treinos antes. Ela dizia babando por Flavinha.
–Marina olha que corpo essa morena tem, que pernas. Eu me perdia fácil nesse corpo. Dizia se abanando.
Marina: e Van, você tem toda razão. Marina que já tinha visto o tronco de Clara, ficou hipnotizada, pelo resto do corpo dourado. Ela queria mas não conseguia desviar o olhar da morena.
Treinador: então senhoritas o treino de hoje e mais para condicionamento, como está muito quente, vamos fazer todos os treinos dessa semana aqui. Quero que vocês formem duplas, e se predam com os elásticos, vamos fazer resistência hoje, igual faríamos na grama.
As duplas foram se formando, e as meninas começaram a entra na piscina. Clara e Flavia estavam na presas, e já dentro da piscina.
Clara: e esse sorriso todo hein Flavinha?
Flavia: não ta dando pra disfarçar não?
Clara: não meu amor, esta tão nítido. Flavia corou.
Flavia: e que parece que a Van, sente a mesma coisa que eu, ela até veio ver o meu treino.
Clara: eh? E cadê ela? Clara disse já procurando Vanessa, e quando acho seus olhos se chocaram com os de Marina, elas se olharam fixamente. Mas sem nenhum desafio como lhes era particular. Clara foi tirada de sua hipnose por Flavia.
Flavia: ta ali sentada com a Marina.
Treinador: senhoritas Fernandes viemos aqui para treinar e não conversar.
Clara e Flavia, assentiram e começaram a treinar, apesar de estarem na piscina, ambas era muito forte, e portanto faziam muito esforço para resistir a outra.
Quando o relógio marcava 14:40h, Tavares deu o treino por terminado, e Clara se encaminhou rápido para o vestiário, tinha aula as três com a praga, e não queria se atrasar e dar motivos pra Meirelles, se queixar com Tavares.
Flavinha se encaminhou até a o início da arquibancada, onde Vanessa e Marina já estavam.
Flavia: e ai gostaram? Ela dizia olhando dentro dos olhos da ruiva, que ainda estava perdida naquele corpo moreno e delicioso a sua frente.
Vanessa: adorei!! Se soubesse que vocês treinavam assim eu vinha mais vezes. Que saúde! Vanessa dizia uma oitava mais alta, devido a sua empolgação. Quando percebeu corou.
Flavia: obrigada! Flavia disse quase num sussurro, sorrindo bobo para ruiva.
Marina que até então acompanhava calada aquela interação fofinha entre as duas, teve que interromper. Sua aula começaria em minutos e ela não queria dar motivos para que Fernandes enchesse seu saco.
Marina: meninas agora tenho que ir.
Vanessa: tudo bem Mah, boa sorte lá. E mantenha a calma.
Flavia: vai lá Marina. E obrigada de novo por vir ver o treino.
– Van se você quiser você pode me esperar no vestiário, enquanto tomo banho, depois vamos encontrar o Cadu para fazer o trabalho.
Vanessa: e cla...r.o. Então até mais Marina.
Marina: tchau. Disse se afastando até o elevador, entrou e selecionou o primeiro andar, encostou na parede, e viu a figura de Clara pôr a mão impedindo a porta de fechar. Elas nada falaram. Marina continuava encostada na parede, enquanto Clara está em pé mais frente, olhando fixamente para o porta.
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P.O.V.s Clara
Não sei porque inventaram essa droga, só estou descendo nessa merda, porque vi essa praga entrar, e não queria chegar depois dela. Tomara que essa velharia não resolva quebrar.
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Quando Clara terminou de pensar, um estalo forte, fez com que o elevador parasse, os rangido aumentaram, e a luz apagou.
Clara: Caralho essa droga só pode estar brincando comigo. Ela dizia desesperada, odiava ficar em locais pequenos fechados e escuros.
– droga liga de novo coisa velha. Ela apertava todos os botões e nada.
Marina: Calma Fernandes deve ter sido uma queda de luz, ou esse velho elevador quebrou.
Clara: não fala comigo! Se não bastasse estar presa aqui, ainda tinha que ser com você. Mais que inferno!!! Clara disse dando um soco na parede do elevador que rangeu mais alto assustando as duas.
Marina: você poderia não fazer mais isso. Tudo que eu não preciso e que droga despenque daqui por que você não consegue se controlar. Ela já gritava.
Clara: já disse pra você não falar comigo. Ela gritou de volta, mas sua voz não estava firme como sempre, estava quase embargada, e Marina percebeu isso.
Marina: ta tudo bem Fernandes?
Clara: não, não está. Eu odeio lugares fechados pequenos e escuros. Eu odeio isso aqui. Marina percebeu que ela tinha se ajoelhado no chão. Era estranho para ela ver Fernandes naquela situação. Não lembrava em nada aquela garota arrogante e grossa que ela sempre aparentava. Marina se aproximou devagar, e se sentou perto de Clara, tateando o chão até sentir a perna da outra onde ela começou a afagar.
Marina: Calma Clara, daqui a pouco a luz volta, e nos sairemos daqui.
Clara: mas e se não for a luz, e essa droga tiver quebrado. Ela já chorava descompassadamente.
Marina: olha eu vou ligar para Vanessa e perguntar o que aconteceu. Marina pegou seu celular, e discou o número de Vanessa.
Marina: oi Van, você sabe se a luz acabou?
Vanessa: nãa...ao po…rque, Vanessa dizia meio sem folego. Marina percebeu, mas nada disse.
Marina: porque eu estou presa no elevador, junto com a Fernandes. E parece que ele quebrou. Então por favor vai lá chamar o seu Joao e diz que e uma emergência.
Vanessa: v....ou sim Mah......
Clara: A LUZ NÃO ACABOU? Sua voz estava desesperada.
Marina: não, essa droga quebrou mesmo. Mas olha calma, toma um pouco de agua.
Clara: EU NÃO QUERO ÁGUA, EU QUERO SAIR DAQUI!
Marina: eu também quero, mas você tem que se acalmar. Surtar agora não vai ajudar nada. Marina se aproximou mais de Clara, e abraçou sem ombro, por mais estranho que parecesse estranho, ela tinha que tentar acalmar Clara.
Clara: o que você está fazendo. Ela sussurrava hiperventilando.
Marina: tentando te acalmar. E começou a massagear o ombro da morena. Sem pensar em nada Clara, se aproximou e deitou sua cabeça no peito de Meirelles, ela a odiava, mas não estava bem naquele momento, e o abraço de Meirelles, estava a acalmando naquele momento.
Nenhuma das duas dizia nada, apenas estavam sentadas em silencio. Marina agora estava encostada na parede, com Clara sentada entre suas pernas, deitada em seu peito. Clara ainda tremia um pouco, mas já bem mais calma.
Dez minutos depois o celular de Marina toca.
Marina: oi Van,
Vanessa: então Mah, o seu Joao já subiu com os técnicos, o elevador parou porque uma Corrêa travou, mas eles já estão resolvendo.
Marina: que bom, mas quanto tempo eles vão demorar?
Vanessa: uma meia hora, eles vão ter que trocar a corrêa, mas fica calma que eles estão fazendo tudo o mais rápido possível.
Marina: tudo bem Van, obrigada. Marina desligou o celular. E voltou a apertar Clara contra seu peito.
Clara: vai demorar muito ainda?
Marina: uma meia hora mais ou menos. As inevitáveis lágrimas voltaram forte ao rosto da morena.
Clara: eu não aguento mais, eu quero sair daqui.
Marina: calma cara, os técnicos já estão trabalhando, só continua respirando por favor. Marina apertou Clara mais forte em seus braços, ela tentava passar tranquilidade para a morena, que em resposta escondia seu rosto no pescoço da outra. Era difícil de imaginar aquela cena, mas elas não pensavam nisso naquele momento.
O atrito da respiração pesada de Clara em seu pescoço fazia Marina arrepiar, por mais que ela tentasse não sentir, ela não estava conseguindo ignorar aquela situação.
Com Clara não era diferente, estar naquela posição sendo tranquilizada por Meirelles, era estranho e maravilhoso. Ela sentia o perfume hipnotizante de Meirelles, e não conseguia mais pensar em nada. Seu corpo pedia por mais contato. Foi quando seus nariz começou a deslizar no pescoço da branca.
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P.O.V.s Marina
O que está acontecendo agora? Que arrepios são esses? O que essa garota está fazendo comigo?
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P.O.V.s Clara
Que cheiro maravilhoso que ela tem, e esse calor? Meu corpo está reagindo sozinho. O que está acontecendo comigo?
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Clara continuava a deslizar a ponta do nariz no pescoço de Marina que só conseguia sentir seu corpo vibrar em resposta. Seus braços começaram a dançar pelas costas morenas. O momento era inconscientemente maravilhoso.
Um rangido e um estalo forte, fez com que as duas voltassem a si. Elas se separaram e levantaram, a luz acendeu e o elevador começou a descer. Quando a porta abriu, Flavia e Vanessa estavam ali, junto o treinador e a enfermeira.
Clara correu e abraçou Flavinha. Marina apenas saiu e sentiu o braço de Vanessa em seu lado.
Enfermeira: meninas vocês estão bem?
Marina: estamos sim dona Do.
Clara: eu quero ir para casa. A voz de Clara ainda era meio chorosa.
Treinador: tudo bem senhoritas, o castigo de hoje está suspenso. Vão para casa e descansem.
Clara/ Marina: obrigada treinador.
As quatro saíram em direção ao estacionamento, e Marina mesmo ainda estando um pouco em choque com o que tinha acontecido no elevador, não deixou de perceber, que Flavia e Vanessa estavam de cabelo molhado, e bem coradas.
Quando chegaram Clara pediu que Flavia fosse dirigindo ela não tinha condições de fazê-lo. A morena entrou no carro, e recostou no banco. Seu rosto ainda tinha traços de nervosismo. Marina também pediu que Vanessa levasse o carro, porque ela não conseguia deixar de pensar no que tinha acontecido. Ela entrou de deixou as duas meninas se despedirem. Quando olhou para o carro de Fernandes, a morena estava fixamente olhando para a branca. Seu olhar era um misto de confusões, ela parecia em guerra com todas as informações no momento. Ela não perceberam quando os carros começaram a se mover, até o momento em que o elo de olhares foi quebrado, quando os carros tomaram direções opostas.
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