Notas iniciais
desculpem os erros, e demora.

Pov. Marina

Eu sentia minha cabeça explodir, a claridade me impedia de abrir os olhos. Mas o estranho era sentir a falta do calor da minha namorada. Todo o meu corpo doía, eu estava fazendo força para levantar, mas não conseguia me mover.

—Meirelles! Anda Marina acorda vamos perder a hora para a escola. Era a voz da Vanessa, mas porque ela estava me acordando e não a Clara. Eu fiz força para abrir meus olhos.

Marina: Van?

Vanessa: levanta logo, você está fedendo e precisa tomar banho. A voz dela era meio seca, o que diabos estava acontecendo. Finalmente me localizei, estava em meu quarto em Santa Teresa.

Marina: como eu vim parar aqui. De repete dei um pulo da cama, todo meu corpo reclamou.

—Onde está a Clara? Porque estamos aqui e não na casa delas? A ruiva me olhava como se eu estivesse louca.

Vanessa: como assim onde está a Clara? Que droga você usou ontem?

Marina: para de palhaçada Vanessa, onde está minha namorada?

Vanessa: Marina, para de maluquice! Esqueceu que você e a Fernandes e odeiam? Anda levanta que já estamos atrasadas, e o Tavares vai acabar estendendo o castigo de vocês. Minha cabeça girou, como assim ainda nos odiávamos? Vanessa não me deu tempo de falar e saiu andando.

Eu levantei rápido e corri para o banho, tinha alguma coisa errada. Eu deveria acordar nos braços forte e morenos da minha namorada, sentindo o calor delicioso do corpo dela. Mas eu acordei em Santa Teresa, sozinha e com Vanessa me chamando de louca.

Nem tomei café, só queria chegar rápido na escola e descobrir o que estava acontecendo. O caminho foi rápido, Vanessa ainda não falava comigo direito.

Marina: porque você está fria comigo?

Vanessa: sério que você não se lembra? Então deixa eu refrescar sua mente, depois que aquela vadia da Laura chegou, você vive tratando mal todos o que estão a sua volta. Cara você agiu como uma verdadeira vadia com a Flavia. Você fica insuportável quando está perto daquela garota. Eu olhava tentando entender do que ela estava falando.

Marina: eu não lembro de nada disso.

Vanessa: claro que não lembra, você bebeu monte junto a Laura. E o pior e que se Flavia e eu, não tivéssemos segurado a Clara, ela teria te partido ao meio, quando você começou a xingar a namorada dela. Eu juro que virei em câmera lenta, tudo em mim rodou, como assim namorada? Ela era minha namorada.eu não conseguia falar nada, que merda estava acontecendo?

O carro parou na porta da escola, e juro que tudo em mim quebrou com a primeira visão que tive. Minha morena, meu amor, estava poucos metros agarrada em outra menina, beijando e falando besteiras no pé do ouvido dela. Eu não conseguia respirar, parecia que meu coração tinha quebrado.

Vanessa desceu do carro sem se despedir, abraçou a namorada, cumprimentou as outras duas e entraram no colégio. Clara ficou para trás, indo ao encontro da moto dela. Eu desci correndo do carro.

Marina: Clara o que está acontecendo? Porque você está agarrada naquela garota? Como pode fazer isso comigo? Com a gente? Ela me olhou com raiva, e estranhando cada palavra minha.

Clara: está maluca Meirelles? O álcool está correndo sua cabeça?

Marina: amor, fala que é uma brincadeira, por favor! Não faz isso comigo. Estávamos nos envolvendo tão bem...

Clara: Meirelles não houve envolvimento nenhum! O que eu queria de você eu já consegui. Comi e acabou, ganhei a aposta que fiz com os meninos. Nada mais! Eu estava paralisada, que aposta? Como assim?

—Incrível como você se entrega fácil, umas palavras bonitas ao pé do ouvido, e seu “ódio” desaparece, se torna a putinha que todo mundo sabe que você é. Cada palavra dita por ela destruía cada pedaço de mim.

Marina: porque você está agindo assim? Você sabe que eu te amo! Ela soltou uma gargalhada alta.

Clara: e você acha que eu te amo? Você acha que eu me envolveria com uma vadia feito você? Eu amo a Rafa, minha namorada. Uma menina boa e gentil. Por você, eu senti no máximo tesão, nada de especial. Mas se você quiser, eu posso fuder você mais uma vez, só para você guardar uma prova desse meu corpo gostoso. Ela falava cada palavra com prazer cruel, eu tinha acabado de dizer que a amava, e ela estava ali me tratando como se eu fosse uma piranha. Eu quase não enxergava nada, por causa das lagrimas que caiam.

— Que foi Meirelles, perdeu a língua? Ah só mais uma coisa, se você ou aquela vagabunda da Laura se aproximarem de mim ou da minha namorada. Eu acabo com vocês! Eu agarrei o corpo dela com força. Mas de nada adiantou ela se soltou e me empurrou no chão.

—Não encosta em mim! Eu nunca ficaria com uma vagabunda feito você! Eu só transei com você, para provar para todos que você não passa e uma idiota fraca. Ela me olhou com divertimento e ficou ali parada me olhando.

Meu mundo acabou, nada fazia mais sentido. Eu fiquei ali, sem ação. Isso só podia ser um pesadelo. Mas eu me beliscava e sentia a dor, até que comecei a me arranhar, e nada mudava. Minha pele começou a sangrar, mas eu não conseguia parar. Eu queria que minha dor externa fosse maior que a dor em meu coração. Num segundo eu estava em meu carro, me afastando rápido dela e tudo, eu queria sumir.

Eu acelerava rápido o carro, em direção a lugar nenhum, a dor em meu peito parecia que ia me rasgar. Nada fazia sentido, todos aqueles momentos com elas não podiam ser só algo da minha cabeça, as marcas estavam ali. Eu ainda sentia o perfume dela em meu corpo. Eu não conseguia pensar, nem respirar. Tudo o que sentia agora era a dor de perder cada pedaço de mim, então veio o silencio que precede a vida passando na minha frente, e a doce e calma escuridão. A última imagem que vi, foi dela e seus lindos olhos castanhos me olhando e dizendo que me amava...

Notas finais
Se alguém ainda lê, estamos aqui.