Porque eu amo te odiar!
26 Acordando do pesadelo
Notas iniciais
Pov. Clara
Eu fui acordada com Marina se debatendo ao meu lado. Ela estava vermelha, e quando encostei nela, parecia que ela estava queimando de febre.
Clara: amor acorda! Por favor Marina acorda! Eu sacodia ela, é ela não respondia, eu já estava ficando nervosa.
—Amor por favor, abre os olhos. Quando ela começou a chorar eu dei um pulo da cama e abri a porta gritando pelas meninas. Todas brotaram na minha frente.
Luiza: o que houve?
Clara: eu não sei, eu acordei e tentei acordar ela, mas ela não abre os olhos e está ardendo em febre. Elas entraram e logo estávamos tentando acordar ela.
Vanessa: vamos dar um banho nela, tentar abaixar essa febre. Eu a levantei no colo e corri para o banheiro. Abri o chuveiro bem gelado e entrei com ela ali.
Clara: amor fala comigo por favor!
Marina: por fa...vor nã.... me dei... ela sussurrou e voltou a desmaiar.
Vanessa: a febre está baixando, tira ela e vamos por uma roupa, se ela não acordar, vamos para o hospital.
Gisele: vamos todas tomar banho e nos arrumar. Elas me ajudaram a pôr uma roupa nela e saíram, eu me sequei e pus só uma cueca e top.
Clara: amor fala comigo, por favor acorda. Ela se remexia e chorava, murmurando coisas, eu não conseguia entender.
Marina: por favor amor, não me deixa. Eu te amo tanto. Aquela frase me quebrou, ela estava delirando.
Clara: eu nunca vou te deixar amor, só abre esses lindo olhos, eu estou aqui. Ela abrir devagar, ainda chorando muito.
— Oi meu amor, olha eu estou aqui! Ela me olhava como se buscasse algo, eu abracei o corpo magro e quente dela.
Marina: você é de verdade? Você não me deixou?
Clara: claro que não meu amor. Como eu vou abandonar você? Eu te amo tanto.
Marina: então foi só um pesadelo?!
Clara: seja o que for que você tenha sonhado, foi só um pesadelo. Eu estou aqui com você! Ela me abraçou bem forte, como se quisesse se convencer que aquilo era real.
Marina: eu sonhei que você estava com outra pessoa, que tinha transado comigo só por causa de uma aposta, e ficava rindo de mim quando eu dizia que te amava. Então eu pegava o carro e fugia para lugar nenhum, até que sofria um acidente e tudo acabava.
Cada parte do meu corpo se arrepiou quando ela terminou de falar, aquelas imagens surgiram na minha mente como um filme, meu coração dobrou quando ela disse que tinha morrido. O que quer ela tenha sonhado, deixou ela acabada. E ouvir ela falando acabou comigo também.
Clara: olha para mim! Eu não vou deixar você, nem mesmo se você quiser. Vou ficar grudada em você feito cola. Demorei muito para poder aceitar que te amo, e nada nesse mundo vai fazer eu me afastar de você.
Marina: era tão real, eu sentia meu corpo quebrando, cada mínima parte de mim, estava estilhaçada, quando eu ouvi que você não me queria. Ela voltou a chorar com força.
Clara: shiiii, fica calma, estamos aqui, no meu quarto, na minha casa. Estamos juntinhas, as meninas já vão vir aqui. Está tudo bem. Eu terminei de falar trazendo ela para meu colo, e logo a porta deu passagem a quatro mulheres, que aparentavam um alivio grande ao vê-la acordada. Elas se aproximaram da cama, e ficaram fazendo carinho nos braços e pernas dela.
Vanessa: olha, não importa com o que você sonhou. Já acabou, estamos aqui, as seis bem juntas e é assim que vamos ficar.
Flavia: isso mesmo Mah, estamos aqui para o que você quiser.
Gisele: minha linda, somos uma família só, e assim vamos permanecer.
Luiza: olha aqui sua branca azeda, vamos engolir esse choro, e descer para tomar café, temos uma viagem para organizar. Todas sorrimos, e minha branquinha me abraçou mais forte.
Marina: desculpa assustar vocês, mas parecia tão real. Eu tive tanto medo de que aquilo fosse verdade.
Clara: não era, e já passou. Vamos descer e tentar comer alguma coisa, eu juro que não saio de perto de você, nem um segundinho. Ela me olhou com olhinhos de cachorro que caiu da mudança e continuou me abraçando forte.
Luiza: olha agora que está tudo calmo. Que corpão se tem hein Clara?! Uau, e você Marina, que bundinha branca e bonita. Deus se eu já não fosse comprometida, iria propor um ménage. Eu nem precisei dizer nada, Gisele estalou uma tapa forte na cabeça da namorada. Vanessa e Flavia riam de chorar. E Marina assumiu um tom rubro de pele.
Clara: olha eu sei que uma puta gostosa, mas se olhar para a bunda da minha namorada de novo, arranco teus olhos! E não duvide, você sabe que eu faria.
Luiza: não se pode nem brincar nessa casa. Ela esfregava a cabeça.
Gisele: passa na frente, vai preparar o café, antes que eu te ponha de castigo. Assim que elas saíram eu me levantei com Marina ainda grudada em mim, trouxe o rosto dela para perto, e beijei aqueles lábios macios e doces dela. O beijo era bem calmo, eu queria passar todo o meu amor naquele beijo.
Marina: eu te amo tanto, que a ideia de ficar sem você fez cada parte de mim doer. Aquele pesadelo era tão real, ver você com outra, me tratando mal novamente, foi tão assustador.
Clara: você é o meu mundo branquela. Sem você tudo perde a cor. Eu te prometo com todas as minhas forças, que vou estar ao seu lado, até morrermos velhinhas e gagas.
—Eu amo você!!!
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