Porque eu amo te odiar!
2 Reações Físicas
Notas iniciais
P.O.V.s Clara
Cheguei em casa muito irritada, minha vida estava ficando infernal. Joguei as coisas num canto do meu quarto e arranquei a roupa precisava de um banho, mas antes liguei o som e And We Run ecoou fortemente das caixas de som, ainda bem que as paredes tinham tratamento acústico.
Entrei debaixo do chuveiro e agua fria fez meu corpo quente resetear e arrepiar por alguns instantes, mas logo passou. Comecei a relaxar, além do calor insuportável do verão carioca, eu precisava me acalmar.
Sai nua do banheiro e me olhei no espelho, esses dois anos jogando futebol estavam me fazendo muito bem; meu corpo estava bem feito, minhas pernas bem torneadas, o abdômen chapado, combinados a minha pele morena dourada do sol, que eu adorava tomar nos finais-de-semana, me faziam ficar bonita.
Olhei de soslaio e a luz vermelha da secretaria me indicavam mensagens, desliguei o som me apertei o botão do play enquanto me vestia.
Mensagem 1: oi filha, liguei para saber se você está bem? E a Flavinha? Estão se alimentando? Me liga quando ouvir, beijos te amo!!! Minha mãe me ligava todos os dias.
Mensagem 2: oiiiii amorinhas!!! Estou chegando no rio sexta feira, se preparem vamos abalar essa cidade!!! E estou levando alguém, arrumem meu quarto. A voz de Luiza chiava, era incrível como ela adora gritar, menina maluca. Mas era minha maluquinha de estimação. Luiza era a irmã mais nova da Flavia, que foi estudar fora por uns anos. Ela era uma menina doce, mas que sabia se impor perfeitamente, não levava desaforo para casa, mas era muito educada e cortês.
Mensagem 3: oi de novo filha, então sua irmã Leninha está mandando um beijo, e avisando que a Lu está chegando no rio na sexta, e ela já disse que vai ficar ai até o carnaval, então arruma o quarto dela e juízo, beijos!
Era o fim das mensagens, fui até a secretaria e apaguei os recados. Liguei para minha mãe, e ela me prendeu no telefone por quase uma hora, quando consegui desligar minha orelha já estava vermelha. Como a dona Chica fala céus!
Resolvi que era hora de começar a preparar o jantar.
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P.O.V.s Marina
Cara como essa Fernandes me irrita. E agora vou ter que aguenta-la por um mês inteiro, ainda tenho que ajudar aquela garota insuportável, e não poderei nem aprontar porque o Tavares vai ficar em cima. Mas isso não me impede que eu faça da vida dela um inferno.
Cheguei em casa direto pro banho. Moro e m Santa Tereza, junto com minha prima Vanessa. Meu pai vive viajando, desde que minha mãe morreu, sinto muita a falta dela.
Sai tirando a roupa e jogando em algum canto do meu quarto, fiz um coque alto no cabelo, e pus a banheira para encher, precisava relaxar.
A luz da secretaria estava em alerta, sentei-me na poltrona e apertei o play.
Mensagem 1: Oi Mah! Tudo bem com você minha querida? Estou de partida para Itália ficarei lá uma semana, e depois vou ao Brasil te ver, estou com muita saudade minha pequena. A voz grave do meu pai soava. Estava com saudade do velho. Ligaria pra ele depois do banho.
Mensagem 2: Oiiiiiiii Ninaaaa!!! Oiiiii Furacão!!! Mulheres lindas estou chegando no Rio sexta, estou morrendo de saudade. Como vocês estão? Se preparem que sexta vai ter festa na minha casa, é a fantasia com mascaras obrigatórias. Ficarei na casa de uma amiga, mas faço questão de que vocês estejam na minha festa hein?! Amo vocês!!!! Beijus!! Gisele sendo Gisele, eu pensei e sorri, mas então minha magrelinha estava voltando, que bom já estava com bastante saudade dela também.
Me levantei e fui em direção a porta do banheiro, entrei na banheira e deixei a agua morna, me acalmar.
Se era guerra que ela queria, então guerra ela teria, e com esse pensamento deixei o cansaço me dominar.
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Na escola mais cedo...
Flavinha e Vanessa discutiam sobre qual seria o tema do trabalho, nenhuma chegava a um tema que agradasse a outra. O telefone de Flavinha apitou uma mensagem.
Flah, meu anjo, eu não vou poder ir fazer o trabalho com vocês, meu pai passou mal e foi pro hospital, estou indo para lá agora, desculpa não poder ficar. Beijos Cadu!
Flavia: o Cadu não vai poder vir. O pai dele foi pro hospital.
Ela dizia enquanto digitava uma mensagem de volta.
Cah, mas foi alguma coisa séria? Se precisar de alguma coisa liga que estou aqui cara. Beijos Flavia!
Vanessa: mas e alguma coisa séria?
Flavinha arregalou os olhos em surpresa, era primeira vez que o tom de voz da ruiva não era irônico ou raivoso.
Vanessa: que foi?
Flavia: só surpresa pela sua preocupação, e seu tom de voz normal.
Vanessa: eu não posso me preocupar com o cara? E como assim meu tom de voz normal? Ela perguntou com a sobrancelha erguida.
Flavia: e que você não e muito fã do Cadu e sempre fala...
O apito de mensagem soou novamente interrompendo a morena.
Agora ele está sim, mas teve um mal estar súbito e como ele tem hipertensão, logo alarma a família inteira. E obrigado, eu sei que posso contar contigo ;), ah e sobre o trabalho, o tema que o senhor bigode me passou é – o que leva a mais reações do cérebro? A visão, o tato ou a audição? — não entendi muito bem mas, acho que te haver com as sensações neurais. Mas amanhã vemos certinho isso. Beijos, te amo!
Vanessa: que foi?
Flavia: o pai dele teve só um mal estar, mas como e cardíaco, todo ficam preocupados. E não precisamos ficar mais discutindo o senhor bigode já definiu o tema.
Vanessa: e qual e?
Flavia: o que leva a mais reações do cérebro? A visão, o tato ou a audição? Nem o Cadu nem eu entendemos muito, mas ficamos de pesquisar amanhã.
Vanessa: interessante, mas voltando o tem meu tom de voz.
Flavia: você sempre que fala usa de muita ironia ou parece que está atacando alguém, ver você falar normalmente e uma supressa.
Vanessa: a ta. Para falar a verdade nem percebo muito isso, para mim e normal falar assim. E....
Flavia: e....???
Vanessa: desculpa falar assim com você, eu não tenho a intenção.
Aquilo abalou um pouco as estruturas de Flavinha, quem diria que o furação vermelho saber ser educada, quase doce assim.
Vanessa: e sobre o tema eu acho que entendi mais ou menos.
Flavia: como assim?
Vanessa: e um palpite mas eu acho que ele quer abordemos, quais o tipo de reação e mais forte ou mais latente dependendo do estimulo aplicado.
Flavia: hã?
Vanessa: deixa eu te mostrar, fecha os olhos. Flavinha ficou receosa mas fechou.
Vanessa se aproximou do pescoço da outra e roçou vagarosamente a ponta do nariz ali, causando arrepios em Flavinha. Logo após Vanessa pediu que Flavinha, permanecesse de olhos fechados, e se aproximou da orelha da morena e sussurrou – você é muito linda! — causando mais arrepios na morena. E por fim pediu a Flavia que abrisse os seus olhos lentamente, e quando a morena abriu e se deparou com o sorriso mais lindo que ela já tinha tido a oportunidade de comtemplar, ela quase desfaleceu.
Vanessa: e ai entendeu o que eu quis dizer? A ruiva perguntou mais ainda mantinha o sorriso, ela não sabia como tinha tido coragem de fazer aquilo, sempre tivera uma queda pela morena, mas nunca tinha dito nada a ninguém, e ter podido sentir a textura, o perfume e o calor da pele macia, tinha quase levando-a a lua;
Flavia: é.... entendi mais ou menos. Flavinha sabia o que estava sentindo, ela queria agarrar a ruiva ali mesmo, mas estava muito confusa, e resolveu que era a hora de ir, precisava se afastar pra poder entender o que tinha se passado ali.
– Mas... agora vamos, porque já esta tarde, amanhã pesquisamos mais. Sorriu meio envergonhada, e pode notar um ar de tristeza no olhar da ruiva.
Vanessa: vamos sim, você quer uma carona? Ela disse mais por educação do que por vontade. Ela tinha feito aquilo, e a morena nada tinha dito, ou demonstrado.
Flavia: se não for te incomodar, aceito sim.
Assim as duas se encaminharam para o cara da ruiva, sem falar mais nada. O silencio permaneceu durante toda viagem, a cabeça das duas fervilhava.
Vanessa estacionou o carro em frente ao prédio de Flavia, e virou para se despedir.
Vanessa: está entregue. Até amanhã então. Ela dizia meio desanimada.
Flavinha, sem saber muito o que fazer, se aproximou do rosto da outra e deu um beijo no canto da boca da ruiva, se despediu e saiu. Entrou correndo no prédio, sentia suas pernas tremerem.
No carro, a ruiva estava estática, não sabia o que tinha acontecido ali, se sentia meio boba. Foi desperta pelo som do celular.
Vanessa: oi Má.
Marina: Van você vem jantar ou não?
Vanessa: to indo amore, me espera beijos!
E assim a ruiva partiu para Santa Tereza com aquele sorriso bobo nos lábios.
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