Porque eu amo te odiar!
3 O dia vai ser longo...
Notas iniciais
P.O.V.s Clara
Quando estava terminando de pôr a mesa, Flavinha entrou pela porta com uma cara de boba.
Clara: Oi Amor, demorou a chegar. Então a Lu ligou hoje e está chegando na sexta, disse que está trazendo alguém. Olhei de volta e ela continuava com cara de boba encostada na porta.
– FLAVIA! Você ouviu o que eu falei? Eu balançava a mãe em frente ao rosto dela.
Flavia: ah... oi... você estava dizendo?
Clara: que houve que você está com essa cara?
Flavia: ela também sente algo por mim. Disse em meios aos suspiros.
Clara: ela quem? Você bebeu? Flavia olhou pra mim, pela primeira vez, e pilou em meu pescoço saltitando feito uma criança.
Flavia: o furacão Clarinha, ela também sente algo por mim. Ela dizia com um sorriso lindo, seus olhos brilhavam. Eu a segurei e pedi que ela parasse de pular.
Clara: meu amor, vamos fazer o seguinte, sobe vai tomar um banho, e depois você me conta tudinho no jantar, pode ser?
Flavia: claro que sim. Já volto. Ela subiu correndo; pelo que eu entendi, parece que o furacão vermelho tinha algo a ver com isso. Será que tinha rolado algo?
Me sentei no sofá e fique mexendo no celular, esperando Flavinha voltar.
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P.O.V.s Marina
Estava sentada no chão da sala, assistindo qualquer coisa estupida, quando a Van chegou, seu sorriso poderia rasgar seu rosto se fosse um cm maior.
Marina: a que devemos esse sorriso tão grande furacão?
Vanessa: Mah, aquela morena linda, sente alguma coisa por mim. Ela disse deitando no sofá.
Marina: que morena Van?
Vanessa: a morena mais linda da escola, a Flavia.
Marina: oiiiii?! Como assim Vanessa? que Flavia e essa?
Vanessa: o morena que anda com a Fernandes, ela também sente algo por mim. Ela até me deu um selinho no canto da boca. Vanessa parecia outra pessoa, estava com os olhos brilhando, e suspirava.
Marina: Van me conta isso certinho.
Vanessa: conto sim, mas primeiro vou subir e tomar um banho, já volto para jantarmos.
E assim ela subiu ainda suspirando, era estranho ver o temido furacão vermelho com aquela carinha de boba apaixonada.
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P.O.V.s Clara
O maldito alarme disparava, que droga, estava dormindo tão bem. Mas como não tinha jeito levantei e fui tomar banho. Tínhamos ido dormir tarde porque depois da Flavia, me contar tudo o que tinha acontecido entre ela e a Vanessa, Luiza nos ligou falando de uma festa que ia rolar na sexta. Eu não estava com nenhuma vontade de ir, mas a Lu e a Flah, estavam insistindo muito.
Quando desci Flavinha já tomava seu café, deixei a mochila no pé da porta e me sentei para comer algo.
Flavia: Bom dia Clarinha!
Clara: bom dia morena. E ai já está menos boba?
Flavia: um pouco menos. Ela terminou de dizer com um sorriso.
– mas agora estou um pouco preocupada.
Clara: com o que?
Flavia: não sei como agir, quando encontrar com a Vanessa. Ela corou.
Clara: uee aja normalmente, cumprimente-a.
Flavia: mas e se ela não quiser falar comigo.
Clara: ai você vai saber que ela e maluca. Terminei de falar gargalhando.
– e vamos que não podemos nos atrasar.
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P.O.V.s Marina
Já estávamos a caminho da escola. E Vanessa estava cheia de frescuras, dizendo que não sabia como agiria quando visse a tal Flavia.
Marina: Van eu já disse, cumprimente-a normalmente.
Vanessa: mas e se ela me rejeitar?
Marina: eu dou uns tapas nela, por estar brincando com meu furacão. Sorri para ela. Já estava estacionando o carro.
Vanessa: bom então eu já vou. Ela disse meu nervosa. Eu a segurei e falei para ela agir normalmente e que tivesse calma. E sorriu me deu um abraço e saiu.
Marina: nos vemos em educação física no 3° tempo. Eu disse mais alto. Ela apenas se virou para mim, fez sinal de ok e sumiu no corredor.
Merda hoje tinha educação física, o que significa que eu teria que aguentar a Fernandes por quase todo o dia, eu já odiava aquele dia. E como não fosse o suficiente, quando estava terminando de acionar o alarme do carro, eis que chega a praga.
Clara: bom dia lindinha. Ela me olhou de cima a baixo, com aquela cara de cínica. Eu apenas me virei para ela, mostrei o dedo do meio e sai, ainda tendo tempo de ouvir ela me chamando de mal educada.
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P.O.V.s Clara
Flavia: vocês não conseguem ficar sem se provocar um minuto não? Já não chega o castigo que o Tavares deu não? E afinal o que ela fez de tão ruim para você a odiar tanto?
Clara: Nasceu! Eu respondi de bate e pronto.
– o simples fato de ela existir já e motivo para que eu a odeie.
Flavia: você sabe o que eu penso sobre isso?
Clara: não o que?
Flavia: que vocês se amam tanto que não conseguem lidar com isso. Eu nem esperei ela terminar e mostrei o dedo pra ela e sai pisando duro, mas não sem antes ouvir ela me lembrando da aula de educação física. Eu já odiava a terça feira com todas as minha forças.
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Depois de ver Clara sumindo pelo corredor, Flavia seguiu em direção a sua sala, onde viu Cadu encostado na porta. Foi até ele deu um abraço, e perguntou como ele estava, ele disse que bem, seu pai já estava em casa, mas com determinações medicas de que descansasse, pois o mal estar vinha de estresse acumulado.
Enquanto eles estavam conversando, Flavia viu a ruiva vindo em sua direção.
Vanessa: oi meninos. Ela disse meio sem jeito. E Flavinha não pode deixar de sorrir, do jeito como ela corou um pouco.
Cadu: oi Vanessa, tudo bem?
Vanessa: tudo sim e você? Ah e o seu pai melhorou?
O rosto de Cadu, demonstrou a surpresa pela pergunta da ruiva, mas ele logo disfarçou e respondeu que sim. Alguns meninos chamaram Cadu, ele pediu licença e saiu, deixando as duas meninas, que ainda não tinha trocado uma palavra, sozinhas.
Flavia: oii. Ela disse com um pouco de vergonha, o que a ruiva achou muito fofo.
Vanessa: oi. Respondeu Vanessa, se aproximando e dando um beijinho no rosto da morena. Flavia devolveu o gesto e corou ainda mais.
Flavia: você está bem?
Vanessa: estou sim. Vamos pra sala? A dona Martha já entrou. Ela terminou de dizer, estendendo a mão, para a morena, que mesmo morrendo de vergonha aceitou, e assim se encaminharam para a sala de mãos dadas. Deixando meio corredor de boca aberta, inclusive Cadu, que não entendeu nada, mas que acabou por sorrir feliz por sua amiga, pois sempre soube que Flavinha, gostava do furacão vermelho.
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