Notas iniciais
voltei com mais um cap. Aproveitem. Notas Finais.

P.O.V.s Marina

Deus o que está acontecendo comigo? Que ideias eram aquelas no elevador? Eu estava acariciando a Fernandes? E se aquela joça não tivesse voltado a funcionar? Eu a teria beijado? Eu só posso estar ficando louca, aquela era Fernandes a menina que eu sempre odiei.

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Os pensamentos tiravam Marina de orbita, ela só percebeu que tinha chego em casa, quando Vanessa desceu e já a puxava para fora do carro. Sua cabeça era uma loucura só.

Vanessa: Marina vamos subir, eu vou preparar um banho pra você, você precisa relaxar depois do que houve.

Marina: obrigada Van. Preciso mesmo, minha cabeça está doendo um pouco, acho que preciso de um analgésico. Elas subiram, e enquanto Vanessa preparava o banho, Marina ia à procura de um comprimido.

Vanessa: Mah! Pode vir ta pronto.

Marina: obrigada Vanessinha. A branca disse já entrando nua no banheiro, deu um beijo na testa da ruiva e entrou na banheira.

Vanessa: eu preparar algo pra nos comermos, aproveita seu banho. Disse e deixou Marina que já começava a cochilar na banheira. Saiu do quarto e foi em direção a cozinha.

Do outro lado da cidade, Flavinha terminava de ajudar Clara a pôr um pijama leve. A morena estava destruída.

Flavia: amor você quer comer algo? Uma saladinha leve sei lá?!

Clara: obrigada mais não, eu quero um calmante pra poder dormir logo e esquecer de tudo o que aconteceu. Sua voz falhava, era quase um sussurro no meio de um choro embargado.

Flavia deu o calmante, e ficou ali com Clara até que ela pegasse no sono. Hoje dormiria no quarto com a morena, sabia que ela não podia ficar sozinha. Desceu e ficou assistindo tv até que seu celular começou a tocar. Ao olhar quem era não pode deixar de sorrir.

Flavia: oi ruivinha.

Vanessa: oi morena linda. Então como estão as coisas por ai?

Flavia: depois que chegamos, ajudei a Clarinha a tomar um banho e se trocar, dei um calmante pra ela tentar dormir. Toda vez que isso acontece, ela entra em crise. Mas e a ai, a Marina está bem?

Vanessa: esta sim, deixei ela cochilando na banheira, a cabeça estava doendo. O silencio depois da última frase dita pela ruiva perdurou por alguns segundos.

– morena... A voz saiu manhosa.

Flavia: diga minha ruiva.

Vanessa: eu quer...

Flavia: você queria?

Vanessa: eu queria dizer que adorei poder namorar com você hoje. Sua voz era sussurrada, estava muito envergonhada.

Flavia: eu também amei ruivinha, pena que não pudemos terminar... Mas poderíamos pensar nisso...

Vanessa: eu iria adorar... amanhã você tem treino na piscina de novo?

Flavia: tenho sim... você vai assistir não vai?

Vanessa: vou sim, não posso perder você linda daquele jeito. Erhhhh.... Então agora eu tenho que ir. Digo num só folego, seu rosto queimava.

Flavia: tudo bem ruivinha, um beijo. Até amanhã.

Vanessa: beijo. Ela desligou e ficou olhando pro telefone. Nem percebeu quando Marina se aproximou pro trás dela, e sussurrou no seu ouvido.

Marina: ah então que dizer, que eu fico presa no elevador, com minha inimiga mortal, enquanto a senhorita fica de saliência com a dona Flavia? Pode isso Vanessinha.

Vanessa: ai Marina que susto.

Marina: se assustou porque estava aprontando.

Vanessa: aprontando nada. Vanessa disse já se levando para servi-las da salada que tinha feito pra elas comerem.

Terminaram e já se encaminhavam para os quartos, o dia tinha sido cansativo, precisam descansar.

O dia raiava belo, e com um sol amarelo comum dos dias de verão da cidade maravilhosa. Marina ainda dormia tranquilamente, não teria as primeiras aulas, então se permitia dormir. Mas Vanessa não estava disposta a deixa. Veio correndo de seu quarto e pulou em cima da outra gritando.

Vanessa: ACORDA!!! ACORDA!!! O SOL JÁ RAIOU!! OS PASSAROS CANTÃO!!

Marina: Van você enlouqueceu?????

Vanessa: não Marina. Vai logo acorda. E continuaram nessa conversa até que a branca se deu por vencida e levantou indo em direção ao banheiro pra tomar um banho.

Clara ainda dormia, tinha sido uma noite difícil, já que ela acordara algumas vezes com pesadelos. Mas Flavinha sempre a acolhia, tentando acalma-la. O despertador disparou, e ela não queria sair da cama. Sua cabeça estava confusa, seu estado não era dos melhores. Sua olheiras estavam marcadas e seu corpo parecia que tinha ido moído. Mas mesmo assim levantou fez sua higiene, vestiu sua roupa, pegou as coisas da escola, e desceu ao encontro de Flavinha que tomava seu café, enquanto assistia algum jornal.

Clara: bom dia. Sua voz estava rouca e cansada. Flavia quando a viu, levantou-se e foi abraça-la, tentando passar a confiança que ela iria precisar para começar o dia.

E assim se encaminharam para a escola. E Clara agradecia o fato de hoje, todas as suas aulas coincidirem com as de Flavia, ela não queria ficar sozinha. Mas também agradecia imensamente o fato de não ter que cruzar com Meirelles até a hora do castigo.

Para Marina não era diferente, teria todas as aulas com Vanessa, e só teria que encarar Clara na hora do castigo, o que seria depois de sua aula de fotografia, o que a deixava mais tranquila ainda.

Mas o dia passava rápido, as aulas da manhã já tinha se encerrado, o almoço fora trocado por lanches mais leves. O treino já havia começado, assim como aula de fotografia.

Enquanto Clara e Marina, estavam concentradas em seus afazeres, Vanessa e Flavia estavam concentradas no que fariam depois, pensavam se conseguiriam terminar o que tinham iniciado ontem, e que fora interrompido por suas amigas presas no elevador.

Flash Back On

Flavia: vem, pode entra não precisar ficar com vergonha, todas as meninas já foram.

Vanessa: mas será que o treinador não vai se zangar. Ela dizia preocupada, não queria que se metessem em problemas.

Flavia: vem o treinador já foi. Disse dando um leve puxão em Vanessa, que acabou por colidir contra seu tórax, suas bocas estavam próximas, que elas não resistiram e se beijavam com ardor.

Flavia que ainda estava só com o pequeno topo e o shortinho, não teve como esconder o seios que estavam intumescidos, a ruiva percebendo isso sorriu no meio do beijo. Suas mãos tinham vida própria, e já percorriam seus corpos quentes.

A morena pegou a ruiva no colo, e esta prendeu suas pernas em volta da cintura morena. Flavinha caminhou até que prendeu Vanessa na parede. Elas estavam entrando em combustão, seus corpos já ansiavam por mais toques, quando o telefone da ruiva disparou a tocar.

Flash Back Off

Foram tiradas de seus devaneios pelo apito de Tavares.

Treinador: por hoje e só senhoritas, excelente treino. Estão dispensadas. Ele se aproximou de Clara.

– senhorita Fernandes 20 min, e quero a senhora em minha sala.

Clara: ok. Ela respondeu e saiu calada. Tinha decidido que permaneceria assim durante todo o castigo, não queria que seu castigo aumentasse.

Clara correu tomou um banho e já se encaminhava para a sala de Tavares, quando a viu vindo em direção a sala. Marina estava com uma camiseta branca, meio colada ao corpo, uma calça estilo Aladim preta, uma sandalhinha também preta, seu cabelo estava solto jogado pra um lado, estava com seu óculos e a boca pintada de vermelho. Clara ficou envolvida em tamanha beleza, mesmo que sua cabeça gritasse que aquela era Meirelles, a quem ela odiava, seus olhos não conseguiam deixar de fitar a quase perfeita imagem a sua frente.

Com Marina, acontecia mais ou menos a mesma coisa, ela não conseguia deixar e olhar para Clara, que estava com uma calça skini que se moldava perfeitamente ao seu corpo, um chinelo e uma blusa verde musgo que deixava um de seus ombros de fora.

E foi nessa guerra particular que as duas chegaram ao mesmo tempo diante da porta de Tavares, elas nada disseram, apenas fingiram que a outra não estava ali e se encaminharam para abrir a porta.

Treinador: que bom que as senhoritas chegaram, já estava pensando que teria que aumentar o castigo.

Marina: então senhor, o que faremos agora.

Treinador: senhorita não só hoje como durante esse mês, eu irei ensina-las a pelo menos se tratarem educadamente. Então por favor sentem-se no sofá. O sofá era grande e elas fizeram questão de se sentarem bem longe uma da outra.

– senhoritas eu agora quero que as senhoritas dissessem o que admiram na outra. O silencio permaneceu, as duas mantinham a cabeça abaixada.

– senhorita Meirelles a senhorita poderia começar?

Marina: senhor desculpe, mas não posso dizer.

Treinador: e porque não?

Marina: porque se eu disser o que penso sobre essa garota o senhor me põe de castigo pelo resto ano.

Treinador: e a senhorita senhora Fernandes?

Clara: estou da mesma forma senhor. Tavares franzia a testa em desaprovação.

Treinador: então sinto que serão duas longas horas.

Clara/Marina: como assim duas horas?

Treinador: as senhoritas ficarão aqui comigo durante duas horas todos os dias.

Clara: mas e muito tempo depois do final das aulas senhor.

Treinador: não se preocupem, os responsáveis das senhoritas já estão cientes e concordam plenamente com isso.

Marina: não pode ser....

Treinador: claro que pode senhoritas! ou as senhoritas acham que os senhores seus pais gostam do histórico de vocês? Tavares disse indo em direção a sua mesa, onde abriu uma gaveta e tirou uma pasta de arquivos meio grossa.

– vejamos aqui, só nos dois anos do ensino médio, as senhoritas quebraram os braços, dois dedos cada uma, tomaram cerca de 8 pontos, tiveram brigas de rolarem no chão 4 vezes, fora todas as inúmeras discussões que geraram 22 ocorrências. E isso aqui e só do ensino médio, sem contar os anos anteriores.

– as senhoritas tem uma longa e recheada lista de brigas. E isso acaba por aqui! As senhoritas entrarão nos eixos nem que pra isso eu tenha que tomar medidas drásticas.

Clara: como assim drásticas?

Treinador: eu agora irei trata-las como trato meus filhos quando ficam brigando por motivos imbecis. E começando por agora, levante-se e me sigam.

Mesmo contra vontade elas seguiram Tavares.

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P.O.V.s Marina

O que cara está tramando agora? Se já não bastasse nos colocar de castigo juntas ainda está querendo nos tratar como crianças. Droga mil vezes droga!! Fernandes como eu te odeio.

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P.O.V.s Clara

Isso não está me cheirando bem, como assim nos tratar como seus filhos? Meirelles eu juro que você me paga!

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Tavares se encaminhava para a sala da educação física. Pegou uma corda lisa e duas vendas.

– venham até aqui e fiquem de costas uma para outra.

As meninas mesmo sem entender ficaram de costas, Tavares então vendou-as, e começou circula-las com a corda, deixou as pontas próxima das mãos delas. Ao final estavam uma de costas pra outra, elas podiam se encostar embora não o fizessem.

– as senhoritas terão que se soltar, só poderão fazê-lo juntas, no final eu quero a corda longe das duas, mas vocês não podem ver.

Clara: então como o senhor quer que façamos isso?

Treinador: conversando uma com a outra.

Marina: impossível! Cuspiu já com raiva.

Treinador: as senhoritas só poderão sair daqui quando se desamarrarem. Estarei bem aqui, podem começar.

E lá estavam elas em pé, sem localização, sem se mexer, sem falar, e com muita raiva. Quando Marina começou a se mover, tentando se soltar, Clara deu um grito de reclamação.

Clara: ai sua praga para com isso! Você está me machucando.

Marina: eu estou tentando me soltar! Cala a boca e me deixa. E continuava a se mexer. Clara sem nem pensar, simplesmente entrelaçou o pé nos pés de Meirelles e jogou o peso do corpo sobre ela, tentando derruba-la, mas Marina foi mais rápida e fez força pra o lado oposto, fazendo assim que as duas caíssem de lado, mas a queda foi amenizada por colchões que estavam ao seu redor.

Clara: sua vagabunda você me paga. Clara dizia baixo, não queria que Tavares ouvisse.

Marina: não pense que isso vai ficar assim peste.

Se mexiam cada vez mais, o só servia para que as amarras se apertassem mais, quando deram por si, já se tocavam com toda a região das costas, e pernas. Suas mãos estavam espalmas uma na outra. Estavam cansadas e amarradas, não conseguiam se mover mais devido ao aperto. Tavares vendo a cena se levantou e foi ajuda-las a se levantar.

Treinador: as senhoritas viram como mesmo que lutem ferozmente, se não tentarem se entender sempre terminarão assim, cansadas e amarradas uma na outra. Agora podem tirar as vendas. Elas retiraram e se encaravam com os olhos fervilhando de raiva.

– vocês terão que aprender a resolver seus problemas conversando, e não tentando se matar como sempre fazem. Elas continuavam a se encarar com raiva.

–agora deem as mãos.

Clara/Marina: NUNCA!!!!!

Treinador: eu posso ficar aqui a noite inteira. Tavares disse voltando a se sentar em sua cadeira. E elas ficavam apenas se encarando. Não diziam nada.

Dez minutos e elas continuavam de braços cruzados, se desafiando, nenhuma palavra era dita, apenas os olhos faiscavam com raiva.

Treinador: já que as senhoritas não fazem por si próprias. Tavares se aproximou das duas, pois as mãos em seus ombros e começou a puxa-las para perto uma da outra.

Quando elas estavam a um braço de distância, ele puxou suas mãos e fez com que elas se encontrassem, mas elas não apertavam apenas espalmavam a mão uma da outra.

– eu vou fazer vocês se tratarem com respeito, e isso pode durar muito tempo, e só depende de vocês. Agora estão dispensadas. Quando elas virarão e já se afastavam pisando duro. Tavares lembrou de uma pequeno e importante detalhe.

–SENHORITAS! Agora que lembrei, as senhoras terão que voltar pra casa juntas.

Clara/Marina: O QUE???

Treinador: as senhoritas Flavia e Vanessa, foram embora no carro da senhorita Fernandes, e portanto você senhorita Meirelles terá que oferecer carona para a senhorita Fernandes.

Marina: mas eu não quero fazer isso.

Clara: e nem eu quero entrar no carro dessa garota.

Treinador: eu por um caso perguntei o que as senhoritas querem ou deixam de querer. Seu tom de voz era calmo, porém firme.

– isso e uma ordem minha, e de seus responsáveis. Agora por favor se retirem.

Elas olharam para o treinador com raiva, e saíram as pressa dali. Não se olhavam, nem se falavam, apenas passaram na sala de Tavares, pegarão suas coisas e foram em direção ao estacionamento.

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P.O.V.s Marina

Eu só posso ter posto fogo na cruz, não e possível que isso esteja acontecendo! Tudo que eu não precisava ou queria e ter que ficar ainda mais perto da Fernandes. Eu vou matar o meu pai.

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P.O.V.s Clara.

Só pode ser brincadeira, eu realmente não mereço isso. Minha mãe me paga! Pra que prolongar mais ainda essa droga de castigo.

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Quando chegaram no estacionamento, Marina destravou o alarme, e entro no carro batendo a porta e socando o volante. Olhou para Clara que ainda estava parada fora do carro, e não fazia a mínima questão de entrar.

Marina: você pode entrar nessa merda de carro logo! Eu quero ir para minha casa. Sua voz era raiva pura. Clara não a respondeu apenas entrou no carro, pois o cinto e virou de frente.

Marina ligou o som do carro o mais alto que ele poderia tocar, os acordes de Blue Eyes (Within Temptantion) começaram a explodir violentamente dentro do carro. Sua intenção era irritar Fernandes, mas ao fita-la pelo canto dos olhos, ela parecia nem um pouco irritada, e até sussurrava a letra.

O caminho foi em silencio, não havia transito então a viagem foi rápida. Quando parou o carro em frente ao prédio de Fernandes, Marina apenas destravou a porta, e continuou olhando para frente. Clara soltou o cinto, e já estava saindo quando, abaixou o som do carro, e se pôs a falar.

Clara: se você contar para alguém, até mesmo a Vanessa sobre o que aconteceu ontem eu juro que te quebro. Sua ameaça era cuspida palavra por palavra. Marina olhou para ela com confusão, nem se quer passava por sua mente, expor aquele momento.

Marina: eu não estava pensando em fazer isso, eu não tenho porque expor esse seu problema para ninguém! Seu tom de voz era calmo, não havia nenhum resquício de nada. Ela realmente não tinha motivos para expor um problema sério como aquele, e nem queria ter que contar a ninguém os momentos que ela julgou como estranho para ninguém.

– se era só isso, me deixa ir embora logo. E voltou seu olhar para frente novamente.

Clara: você já está avisada. Mesmo acreditando que Meirelles não iria abrir aquilo para ninguém, ela achou melhor deixar avisado. Saiu do carro, e fechou a porta atrás de si. Só ouviu os pneus cantarem no asfalto.

O dia foi longo demais, esse era o pensamento de ambas ao deitarem em suas camas.

Notas finais
Hoje queridinhos eu gostaria de indicar uma fic, digamos quente pra voces, LIBIDO esta muito bem escrita, e conta com um enrendo muito bem organizado. http://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-em-familia-libido-3051978 Beijos Chris.