Porque eu amo te odiar!

7 E cada vez que me afasto...


Notas iniciais
Ta aqui mais um cap. agora so volta semna que vem.

Marina: você pode me dizer porque caraleos veio com a Flavia ontem, e me deixou lá tendo que levar a Fernandes para casa. Nem bem tinha levantado da cama e já queria matar um por um.

Vanessa: oi Marina, tudo bem com você? Dormiu bem? Quer tomar café? Seu tom era calmo porem irônico.

Marina: não brinca comigo Vanessa! e me responde que eu to sem nenhum fio de paciência.

Vanessa: eu não tive escolha cara. Primeiro o Tavares disse que eu deveria vir com a Flavia no carro da Clara, disse que era ordem expressa do seu pai e da mãe dela. Eu não tive como argumentar.

Marina: eu mato o meu pai!! Como ele pode fazer isso?! Ela não sabe que eu a odeio com todos os espaços do meu ser. Ela praticamente gritava, estava com ódio daquela situação.

Vanessa: Marina se acalma! Eu avisei que essas tentativas de assassinato entre vocês, ainda ia dar merda, você deviam tentar ao menos se tratar com educação, ou que seja indiferença, mas não vocês tem que se ver e entrar num embate mortal.

Marina: N.Ó.S N.O.S O.D.I.A.M.O.S!!! dizia palavra por palavra.

– não existe no mundo uma forma educada de eu tratar a Fernandes.

Vanessa: então acho bom você tentar achar uma, porque pelo que parece os pais de vocês estão dispostos a pagar alto para que isso aconteça.

Marina: como assim!? O que você sabe que eu não sei? me diz logo!

Vanessa: ao que parece, eles estão dispostos a deixar vocês de castigo durante o ano se for preciso, e já pediram na diretoria que você e a Clara, dividam todos os horários, tirando somente a fotografia e os treinos de futebol, de resto será Clara e Marina durante 10 longas horas no dia.

–Então acho melhor você se acalmar. Vanessa dizia claramente se divertindo com o desespero da amiga, no fundo ela também achava que aquele ódio todos que ela diziam sentir era um amor às avessas.

Marina: QUE INFERNO! ESSA PRAGA!

Vanessa: agora deixa disso que eu quero te contar algo, senta aqui. Mesmo ainda com raiva, ela sentou- se e começou a tomar café.

Marina: que houve? Agora que reparei, que são esses olhinhos brilhando?

Vanessa: eu já teria te contado se você não tivesse entrado aqui tentando me matar, se descabelando e gritando.

–Mas então, ontem quando o Tavares nos contou, Flavinha e eu já tínhamos terminado o trabalho com o Cadu, então ela me trouxe em casa. E eu a convidei para entrar, só para lanchar.

Marina: sei... LANCHAR! Rsrsrsrsrrs. Dizia com toda malícia.

Vanessa: era só para lanchar mesmo. Mas como nos demos conta, já estávamos nuas lá no meu quarto. O rosto da ruiva queimava de tão vermelho.

Marina: que isso hein ruivinha!! Pegou aquela morenaça toda. Ta firme hein!! Kkkkk

Vanessa: olha o respeito com minha namorada. Dizia com falsa indignação.

Marina: pera! Não creio, você já enlaçou aquele monumento?

Vanessa: então deixa eu terminar, depois da nossa transa deliciosa, diga-se de passagem, ela me pediu em namoro. Disse que não podia deixar a ruivinha mais gostosa da escola solta não. O sorriso de Vanessa estava gigantesco.

Marina: uii agora você e uma mulher compromissada, que bunito. Mas eu fico feliz, vocês combinam, ficam muito fofas juntas.

Vanessa: eu sei! Ah agora que lembrei a Gi ligou ontem a festa, não é mais a fantasia.

Marina: então e o que agora?

Vanessa: disse ela que e verão sexy, e portanto o figurino tem que ser o mais sexy possível.

Marina: essa temporada na Espanha, deixou essa menina com sangue caliente demais.

Vanessa: eu sei, mas nós vamos ne?

Marina: mas isso e obvio Vanessinha, não podemos faltar a essa festa, afinal e o retorno do nosso bebe.

Vanessa: agora vamos porque se não nos atrasamos. Ah antes que eu me esqueça, hoje e a Fernandes que te traz em casa. A feição de Vanessa era divertida.

Marina: isso ri mesmo, vocês só vão sossegar, quando uma matar a outra. E saiu com raiva novamente.

Flavia: que culpa tenho eu Clara?! São ordens da sua mãe.

Clara: isso só pode ser um pesadelo! Todas as aulas juntas, tem o reforço e o castigo, e ainda por cima, temos que voltar juntas. Vocês só podem estar querendo ver o sangue rolar.

Flavia: não e nada disso. Só que essa briga estupida já encheu o saco, fora que está cada vez mais perigosa.

Clara: nós nos odiamos! E isso não vai mudar porque todo mundo acha que tem que mudar, mais que droga!!!

Flavia: se você diz... oh lembrando que a Lu chega amanhã, e temos uma festa para ir.

Clara: eu já disse que não quero ir a festa nenhuma.

Flavia: mas você vai e ponto.

Clara: me lembre mais tarde que eu te odeio também.

Flavia: odeia nada, você me ama demais que eu s.... o telefone de Flavinha tocou interrompendo-a, quando ela olhou no visor, seu sorriso se iluminou, e Clara percebeu.

Flavia: oi ruivinha linda. Seu tom era mais rouco e sussurrado.

Vanessa: oi morena, você já está chegando?

Flavia: já sim, e você?

Vanessa: eu já cheguei, estou aqui te esperando.

Flavia: ta bom, quando chegar quero um beijo.

Vanessa: te dou vários... beijos ate.

Flavia: ate! E desligou, com os olhos brilhando.

Clara: nossa que lindinho isso!

Flavia: para de me zuar Fernandes.

Clara: não estou te zuando Fernandes, só estou dizendo que vocês são tão fofas, que dá vontade de levar para casa. Dizia enquanto adentrava os portões do estacionamento.

– e falando em lindinho olha que fofo. Clara apontava para Vanessa que estava sentada em baixo da sombra de uma arvore, ela estava ouvindo música e segurava uma rosa. Quando Flavia viu a cena, não pode deixar de sorrir ainda mais.

Flavia: ela me ama! Dizia empolgada, enquanto saia do carro. Se encaminhou até a ruiva, que rapidamente levantou e se jogou nos braços morenos, o beijo veio em seguida, era realmente uma fofura.

Clara que ainda estava dentro do carro, saiu e foi em direção as duas apaixonadas.

Clara: oi meninas, será que vocês poderiam separar um pouco, já quase não dá para perceber quem e quem. Ela dizia divertida.

Flavia: a oi Clarinha, deixa eu te apresentar, essa e Vanessa minha namorada.

Vanessa: oi Clara. A ruiva esticou a mão em cumprimento. Clara a olhou, olhou para a mão e fechou o cara.

Vanessa: que foi? Fiz algo que você não gostou. A ruiva dizia com receio, não tinha nada contra a Fernandes, e queria que elas mantivessem uma relação amistosa. Clara que ainda continuava com a cara fechada, se aproximou mais da ruiva, e engoliu em um abraço caloroso.

Clara: fez nada não ruivinha, e que na nossa família, nós nos cumprimentamos assim. E apertava a ruiva naquele abraço.

– bem vinda a Família Fernandes! Seu sorriso era sincero.

Vanessa: obrigada! Eu fico muito feliz, em poder começar a fazer parte da família da minha morena linda. E sorriu olhando para Flavia.

Clara: agora vamos porque eu não posso me atrasar para as aulas. E saíram as três em direção as salas. Foi quando Clara lembrou que a partir de hoje, sua companheira de aula seria Meirelles.

Se despediu das meninas e foi em direção a sua sala. E lá estava ela, sentada sozinha na sua mesa, eram mesas duplas, o que as faria ter que ficar perigosamente perto.

Clara se encaminhou para a mesa, que ficava encostada na parede, Meirelles estava sentada no corredor, e Clara teria que passar por trás dela, para sentar-se no canto. Enquanto passava sua mochila colidiu com a cabeça de Marina, que não disse nada, mas a fuzilava com ódio no olhar. A professora entrou, era dona Margo, a louca de pedra professora de artes.

Margo: bom dia crianças! Hoje como o dia está lindo assim, nós vamos pintar! A onda de lamentações foi geral, aquilo significava, que ao final das duas horas, todos estariam imundos de tintas.

– deixem de múrmuros crianças, e vamos para a sala de pintura. Todos se levantaram a conta gosto e se encaminhavam para a sala. Ao chegarem Margo, pediu que eles se separassem em duplas seguindo a ordem em que se sentavam, e que um pessoa sentasse, enquanto a outra ficaria em pé atrás. E só para começar o dia bem, Clara e Marina estavam discutindo.

Marina: Fernandes senta logo!

Clara: não ferra Meirelles, senta você. Então Margo se aproximou.

Margo: não quero saber o motivo de mais uma discussão, mas vou pedir que a senhorita se sente Clara. Nós precisamos começar a aula e as senhoritas não me permitem. Clara mesmo com raiva se sentou.

Então minhas crianças, aos que ficaram de pé, eu peço que venham até aqui a minha mesa, e peguem essa folhas, nelas a desenhos simples, que vocês terão que tentar passar para seus colegas desenharem, mas eles não podem ver.

Alunos: e como a senhora quer que façamos então?

Margo: e simples, ponha as folhas nas costas dos seus colegas, e façam os contornos com os dedos, mas por favor não falem. Somente quem está sentado e que pode pedir para que vocês façam o contorno novamente, nada além disso. Agora trabalhando.

Marina pegou um papel onde haviam, duas figuras. Uma era um coração feliz, e a outra olhos que choravam, se encaminhou lentamente até se posicionar atrás de Fernandes, mas não colocou o papel em suas costas.

Margo: algum problema senhorita Meirelles?

Marina: não senhora. E colocou o papel nas costas de Fernandes. Ela começou a desenhar com a ponta dos dedos lentamente os contornos dos desenhos.

Clara: daria por favor para que a senhorita fizesse os contornos um pouco mais forte. Marina nada disse, apenas começou a desenhar com as pontas da unhas. E Clara sem perceber arrepiou, soltando um gemido baixo, mas que não passou despercebido por Marina.

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P.O.V.s Marina

Como elas tem a pele macia e quente. E esse cheiro desnecessariamente delicioso. Se eu não te odiasse tanto... que isso Marina? Deixa de pensar bobagens.

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P.O.V.s Clara

Respira Clara, e só a Meirelles riscando as suas costas. Arranhando deliciosamente suas costas, que arrepio e esse meu Deus?! Essas mãos são pequenas mas são maravilhosas. Clara para e se concentra, e a Meirelles lembra.

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E em meio a seus pensamento, os desenhos foram tomando forma, não havia necessidade de falar nada, já que Clara sentia os arranhos de Marina perfeitamente. Quando Clara deu o trabalho por terminado, Marina retirou a folha se suas costas, dando um pequeno e muito desnecessário arranhão no pescoço de Clara, que novamente se arrepio e suspiro baixa e profundo.

Marina: nos terminamos senhora.

Margo: então agora troquem de lugar. E Senhorita Clara, junte a sua cópia e o original e traga até aqui, e pegue um novo desenho. Clara se levantou, ainda entorpecida pelos toques de Meirelles e foi até a mesa. Deixou o seu lá e pegou outro desenho. Era uma máquina de fotografar, contornos simples porem em grande quantidade.

Clara se posicionou atrás de Meirelles, e desenhava com as pontas da unhas, talvez aquilo não fosse necessário, mas seu cérebro a mandou fazer assim, e Meirelles não reclamou. Como seu desenho era único, a folha ficava centralizada nas costa da branca, mas ele era grande então ia da base do pescoço até quase a linha da cintura. E Clara sentia a necessidade de desenhar toda a região ali, quando chegou próximo a cintura da branca segurou ali com um pequeno aperto que fez a branca arfa.

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P.O.V.s Marina

Por que meu corpo está reagindo assim? Como pode ter mãos tão macias e delicadas assim? Com certeza minha pele vai ficar marcada, mas eu não consigo pedir pra ela parar, eu estou gostando. OIII?!! GOSTANDO!?

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P.O.V.s Clara

A pele dela vai ficar marcada, mas ela não reclama, e eu não quero parar. Essa textura macia, esse calor, esse cheiro... se eu não te odiasse tanto... MAS VOCE ODEIA, E TIRE ESSES PENSAMENTOS DA CABEÇA!

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Assim o desenho acabou, mas nem Marina nem Clara, saiam da postura que estavam, seus corpos estavam conectados, e não demonstravam nenhuma vontade de sair dessa conexão. As mãos de Clara estavam uma espalmando segundo o desenho no ombro de Marina, e a outra deslizava suavemente pelos contornos do desenho. Marina só seguia o que sentia em suas costas. Foram despertadas pela voz de Margo, e no mesmo instante se separaram bruscamente.

Margo: bom crianças por hoje e só. Excelente o trabalho de vocês, e até o próximo encontro. Todos saiam em direção as próximas aulas, que para Clara e Marina seria Literatura.

Chegaram caladas, sem nem se olhar e assim permaneceram por toda a aula. Mas seus pensamentos ainda estavam presos na aula de arte. Na hora do almoço cada uma foi pra um lado. Clara comeu massa e correu para descansar um pouco antes do treino, e Marina correu para sua sala, queria descansar antes que as aulas de reforço começassem.

Para Clara o treino era leve, Tavares apenas havia passado series de exercícios na piscina. Enquanto Marina dava aula para duas meninas da sexta série.

Quando o relógio apontava 14:40h, Clara tomava banho e se preparava mentalmente para ter que aguentar Meirelles sozinha durante as próximas duas horas.

Quando chegou à frente da porta da sala, deu três batidas e entrou, Marina estava de costas escrevendo alguns exercícios no quadro. Clara notou que havia tem pequenos arranhões vermelhos na base do pescoço da branca, e seu sorriso ficou largo, mas logo se repreendeu, e se sentou em silencio e uma das cadeiras ali. Marina não se virou para Clara.

Marina: tente resolver esses exercícios, se tiver alguma dúvida me pergunte. E se sentou em sua cadeira de frente para Clara, pegando um livro e começando a ler.

Já haviam se passado meia hora e as duas continuavam caladas. Clara estava compenetrada em fazer os exercícios e Marina lendo seu livro, até que um brilho atraiu seu olhar para o decote de Clara, que estava um pouco inclinada para frente. Mesmo se repreendendo Marina não conseguia tirar os olhos do decote da Morena, ela tinha uma visão quase perfeita dos seios firmes a sua frente, olhava praticamente babando.

Clara: você poderia me explicar o exercício número 7? E nenhuma resposta, Clara não olhava pra frente, dizia de cabeça baixa.

– Meirelles você poderiam me explicar o exercício número 7? E novamente nenhuma resposta. Então Clara levantou seus olhos, e reparou na cara de boba que Marina estava. E resolver gritar.

–MEIRELLES VOCE PODERIA ME EXPLICAR O EXERCICIO 7? Marina deu um pulo da cadeira.

Marina: ENLOQUECEU FERNANDES?? PORQUE VOCE ESTA GRITANDO?

Clara: PORQUE EU ESTOU TE CHAMANDO A HORAS E VOCE FICA AI COM ESSA CARA DE IDIOTA.

Marina: IDIOTA E VOCE!

Clara: você poderia ser menos irritante e me explicar o exercício 7?! Clara tentava manter a calma, estapear Marina agora não ajudaria em nada, por mais que ela quisesse fazer isso.

Marina: qual a sua dúvida. Seu tom era mais calmo, porém sem nenhuma paciência. Marina explicou a Clara, tudo em que ela tinha dúvida, e quando deram por si já estava na hora dos castigo.

Elas se encaminhavam para a sala de Tavares, que as interpelou no meio do caminho.

Treinador: senhoritas vamos para a piscina coberta. Hoje nosso castigo ser lá. O caminho era silencioso, quando chegaram ao elevador, Clara dizia que preferia ir de escada, mas Tavares a arrastou para dentro do elevador. Ele estava na frente, enquanto as duas se encostaram na parede traseira do elevador.

As lembranças vieram forte a cabeças das duas. Marina percebia o quanto Clara estava nervosa, mas se mantinha na dela.

Quando estavam passando pelo terceiro andar um estalo aconteceu, e inconscientemente Clara agarrou a mão de Marina, que apertou de volta, sussurrando que ia ficar tudo bem. Tavares percebeu mas nada disse. Quando chegaram, Clara praticamente correu para fora.

Treinador: bom senhoritas, hoje nós vamos tentar mais uma vez trabalhar juntas. Hoje funcionara assim, as senhoritas estarão presas uma a outra pelos punhos, e terão que realizar uma serie de 5 tarefas que estão listadas dentro e fora da piscina. Entenderão? As duas balançaram a cabeça afirmativamente.

–então vão trocar de roupa.

Marina: mas eu não tenho roupas para natação senhor.

Treinador: não tem problemas, a senhorita Fernandes, pode te mostrar onde ficam as roupas reservas. Agora vão. E elas saíram em direção ao vestiário.

Clara: qual o seu tamanha Meirelles?

Marina: o que importa isso?!

Clara: eu preciso saber para pegar o porra da roupa o peste.

Marina: olha como fala comigo! Ela praticamente rosnava.

Clara: diz logo que minha paciência e pouca. Seu tom era raivoso.

Marina: M meu tamanho e M. Clara pegou um conjunto do tamanho M e jogou no rosto de Meirelles mas ela conseguiu pega-lo antes de acerta-la. Foi em direção a uma das cabines e se trocou, quando voltou Clara já não estava mais ali.

Quando ela chegou à beira da piscina, Clara já estava com a corda que iria mantê-las unidas em seu punho. Ela se aproximou e Tavares prendeu seu punho.

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P.O.V.s Clara

Precisava ficar tão gostosa com essa roupa?

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P.O.V.s Marina

Ter essa visão e covardia. Ainda vem que vamos entrar na agua.

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Treinador: agora quando eu apitar vocês irão até a piscina lá está a primeira tarefa. Preparada? E o apito ressoou.

Elas andaram calmamente até a o borda da piscina, e quando Clara se preparava para pular, Marina foi mais rápida, fazendo com que Clara bebesse um pouco de agua. Quando emergiram.

Clara: sua puta, você fez de propósito. As voz de Clara se mantinha baixa. Ela não queria tomar mais bronca de Tavares.

Marina: puta e você! Além de puta e lerda, demora uma eternidade para entra.

Clara: ora sua...

Treinador: senhoritas menos conversasse mais ação! Elas então deixaram de discutir, e começaram a procurar a primeira tarefa. Clara a achou e leu e voz alta.

Clara: capturem 5 fichas que estão no funda da piscina. Clara olhou pro fundo e já visualizou duas fichas, sem avisar mergulhou em direção a elas, levando consigo Marina, que não estava preparada e bebeu agua.

Quando voltaram a superfície Marina tossia pondo agua que engoliu para fora. E deu um soco no ombro de Clara, que apenas a ignorou e avisou pra ela prender a respiração indo imediatamente atrás das outras três fichas. Marina assim que voltou já estava pronta para socar a cara de Clara, mas foi interrompida por Clara que achou a segunda tarefa.

Clara: junto com sua dupla vá até o vestiário e ache mais três fichas.

Ela nadaram até a borda e se encaminharam até o vestiário. Estavam escorregando mas nenhuma demonstrava querer ter cuidado com a outra.

Marina: ao entrar já identificou duas fichas presas as portas das cabines e correu até lá pra pega-las, o que fez Clara escorregar e cair, trazendo junto Marina que caiu diretamente sobre seu tórax, seus corpos estavam grudados, suas bocas a centímetros uma da outra, seus olhos se encaravam. Ninguém fazia menção de se mexer.

Clara: você está fazendo de proposito, só que esquece que estamos amarradas, então se eu cair, você vem junto.

Marina: e mais eu cai no macio, veja como sou esperta. Elas respiravam o mesmo ar, podiam sentir o hálito quente da outra. Ambas respiraram fundo tentando jogar para longe o pensamento que corria em suas cabeças.

Levantaram e foram pegar as fichas. Clara avistou a última grudado no teto.

Clara: mesmo com o banco eu não dou altura pra pega-la sozinha. Ela olhou para Marina.

– você não e pesada então suba aqui e pegue aquela ficha.

Marina: não vou subir em lugar nenhum.

Clara: dá pra você parar de graça e subir aqui logo.

Marina: não quero! e não vou!

Clara: pelo menos uma vez na sua vida, não seja infantil e SUBA LOGO NOS MEUS OMBROS CARALHO!

Marina: como eu te odeio! E subiu, forçou as pernas nos braços de Clara e pegou a ficha. Na hora de descer apenas escorregou seu corpo seminu nas costas morenas. O arrepio tomou conta das duas dos pés a cabeça.

Clara sem muita ação começou a puxa-la para fora do vestiário.

Treinador: senhoritas infelizmente vamos ter que terminar nosso castigo por aqui. Tive uma emergência em casa e tenho que ir, então até segunda, pois amanhã estarão livres do castigo. E senhorita Fernandes leve a senhorita Meirelles para casa. Tavares disse, as soltou e saiu.

As duas foram de volta a vestiários silencio, trocaram de roupa.

Marina: onde eu deixo essa roupa.

Clara: me dá aqui que eu ponho junto com as outras. Quando Marina foi entregar as peças na mão de Clara, a ponta dos dedos se encontraram e o arrepio que tomou conta de seus corpos a poucos minutos voltou. Elas nada disseram apenas sairão em direção as escadas. Marina se quer fez pensou em pegar o elevador.

O caminho até o estacionamento foi rápido, e o silêncio continuava. Clara entrou destravou a porta para Marina, esperou ela entrar e pôr o cinto e saiu em direção a Santa Tereza.

Uma chuva forte começou a cair no início da noite, elas estavam presas em um pequeno congestionamento. Uma música qualquer tocava baixo no som do carro. As duas estavam perdidas em seus pensamentos.

Tudo parecia muito estranho de um tempo para cá, por mais que elas tentassem ficar longe, tudo e todos as aproximavam, e agora suas melhores amigas estavam namorando.

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P.O.V.s Marina

É só a proximidade dela que está me causando esses pensamentos loucos, quando esse tempo passar tudo volta ao normal. As marcas da minha unhas estão latentes em suas costas. Para Marina, você tem que afastar ela pra bem longe da sua cabeça.

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P.O.V.s Clara

Clara para de pensar nas linhas vermelhas que você causou nas costas dela! Para de pensar que você adorou a sensação do corpo dela grudado no seu! Você precisa se afastar desses pensamentos

Notas finais
Beijos Chris! Comentem!