Porque eu amo te odiar!

17 I hate everything about you, Why do I love you?


Notas iniciais
Voltei! Desculpem os erros. Aproveitem e ate semana que vem!

Marina quando ouviu a porta do banheiro bater, sentiu as lagrimas salgadas escorrerem pelo rosto. Entrou no box e deixou a agua descer morna pelo seu corpo.

Marina: eu vou esquecer esse amor... isso não faz bem pra mim...

Clara pegou sua roupa e foi tomar banho no quarto de Luiza. Gisele já tinha levantado e estava na cozinha. Quando Clara entrou Luiza abriu os braços, Clara correu e se protegeu no abraço da prima.

Luiza: me diz o que está acontecendo?

Clara: eu so preciso chorar, não está acontecendo nada.

Luiza: deixa de ser cabeça dura! Eu sei que está acontecendo alguma coisa. Você nunca foi de chorar por nada. Clara levantou os olhos e encarou a prima.

Clara: eu acho que me apaixonei....

Luiza: eu diria que você caiu na real!

Clara: como assim?

Luiza: serio Clara?! todo mundo nessa casa sabe que vocês estão apaixonadas, aliás estão não, sempre estiveram. Essa briguinha idiota nunca teve o menor sentido.

Clara: claro que tinha nós nos odiávamos!

Luiza: você sabe que isso e mentira Clara, vocês so nunca tiveram coragem de assumir que gostavam uma da outra, principalmente você. Você e uma mula empacada, sempre gosta de dificultar as coisa. Mas veja você já socou duas meninas por causa de ciúmes, e so não socou a Laura ainda por falta de oportunidade.

Clara: eu não tenho ciúmes dela.

Luiza: isso mesmo continue negando! Quanto mais você nega, mais ela vai se afastar de você! Mais você vai machuca-la. E deixa eu te dizer, o coração machucado deixa de amar, mesmo que seja devagar, mas ele deixa de amar. A escolha e sua. Agora vai tomar banho. Luiza levantou e saiu do quarto. Clara tomou banho e ficou pensando nas palavras da prima. Ela estava apaixonada, mas não sabia o que fazer.

Quando Clara desceu todas já estavam de café tomado, e prontas para irem. Marina já tinha descido e a esperava no carro. Ela pegou um pacote de biscoito e desceu. Entrou no carro em silencio e assim foram até a escola. Desceram e foram para a sala. Laura estava na porta.

Laura: oi Mah! Sorria com todos os dentes. Clara abaixou a cabeça e entrou. Marina percebeu.

Marina: oi Laura. Disse sem vontade.

Laura: nossa que desanimo. Mas e ai você vai na punk que vai ter mais tarde?

Marina: não sei, não estou em clima de festa.

Laura: vamos sim! Por favor, meu intercambio diminuiu e eu vou embora segunda, então sai comigo so hoje?!

Marina: ta não vou te prometer, mas vou pensar. Laura sorriu e puxou Marina para dentro da sala em direção a mesa dela com Clara. O sinal tocou.

Laura: então pensa com carinho, saímos mais tarde. Lembrar os velhos tempos. Deu um selinho em Marina e foi pro seu lugar, já tinha ganhado o dia com a cara de ódio que Clara fez.

Margo: bom dia meninos e meninas! Hoje nós vamos para o jardim externo, aproveitar esse dia bucólico para tirar algumas fotografias, os professor Cassius vai nos auxiliar, e se tivermos bons trabalhos eles serão expostos na feira cultural no final desse semestre. Toda turma se interessou.

Cassius: como temos um número limitado de equipamentos, a turma fica dividida em duplas, ou trios vocês escolhem. Marina vem com a senhorita Fernandes e me ajude aqui. Marina se levantou com Clara e foi ajudar Cassius a dividir as câmeras. Laura se aproximou.

Laura: e a Mah, vamos fazer uma dupla.

Marina: infelizmente eu já tenho dupla. O tom de Marina era duro. Os olhos de Clara marejaram e ela abaixou a cabeça.

Laura: então fazemos um trio.

Cassius: desculpe senhorita mas essas duas tem permissão so para trabalharem em dupla. Ordens da secretaria.

Laura: ok! E saiu contrariada.

Cassius: Marina você já terminou a seleção das fotos do ensaio da senhorita Fernandes?

Marina: ainda não, na verdade nem comecei.

Cassius: então por favor continue hoje, adicionando mais algumas e selecione o mais rápido possível, por favor.

Marina: Claro Cassius. Te entrego isso amanhã.

Cassius: ok, agora mãos à obra. E vocês podem ficar no jardim interno, para conseguirem as melhores fotos e posicionamentos sem serem atrapalhadas. As duas concordaram com a cabeça e foram em direção aos jardins, enquanto toda a turma parou no jardim externo, elas adentraram o interno. Marina separou as coisa e colocou sobre a mesa. Clara ficou parada com a cabeça baixa, sua expressão era triste. Ainda de costas Marina respirou fundo e se virou.

Marina: eu preciso que você se sente, ali no banco. Não precisa olhar para câmera, aja naturalmente. Seu tom era frio. Clara sentou prendendo as pernas contra o peito e olhou para o outro lado.

Os clicks eram disparados com paciência. Marina apenas procurava outros ângulos cada vez que Clara se mexia. A morena fugia a todo momento dos olhos de Marina. Ela não conseguia encara-la. Clara se levantou e foi andando até sair do jardim, Marina não a seguiu apenas continuou tirando as fotos. Quando a morena sumiu da sua vista, ela chorou. Clara passou direto e foi para o banheiro precisava lavar o rosto vermelho de choro.

Laura: ora se não e a Clara, que foi porque está chorando? Ta tristinha ta?! Seu tom era de deboche.

Clara: porque você não vai ver se eu estou na esquina!

Laura: porque eu prefiro estar aqui, para te dizer que mesmo que você queira muito, você nunca vai ter a Marina do jeito que eu tive. Você sabia que fui eu quem a primeira dela? Sabia que fui eu quem tirou a pureza dela, quem a fez mulher? E olha ela gemeu para mim feito uma gatinha no cio. E quando ela me comia então?! Dizia que me amava, que eu era a mulher dela. Os ciúmes de Clara eram como uma dor latente.

Clara: não me interessa em nada você ou aquela garota! Se vocês transaram foi problema de vocês não meu, agora me dá licença. Clara empurrou Laura para o lado e entrou no banheiro. A loira não contente segue atrás.

Laura: que foi Clara não gosta de saber a putinha que a Marina sempre foi não?! Laura já estava caída no chão com o canto da boca sangrando.

Clara: não me interessa o que vocês fizeram, mas nunca mais na sua vida fale assim dela! Ou eu acabo com esse seu rostinho falso. Saiu do banheiro trombando com Marina. Quando a branca entrou viu Laura caída no chão sangrando.

Marina: que aconteceu Laura? Ajudou a loira a se levantar.

Laura: essa louca me deu um soco, eu estava tentando ajuda-la, nem sei porque ela estava chorando. Eu so tentei ajuda-la.

Marina: tudo bem, depois eu falo com ela, vamos na enfermaria. Marina escorou Laura de lado e levou-a até a enfermaria, deixou ela lá e foi a procura de Clara. Encontrou a morena dentro da sala sozinha.

Marina: Fernandes, porque você deu um soco na Laura? Seu tom era raivoso.

Clara: pergunta pra ela. Clara não levantou a cabeça.

Marina: Fernandes me responde! Clara permaneceu com a cabeça baixa. Marina foi até a mesa e parou de frente para Clara, bateu as duas mãos no tampo.

–olha pra mim e me diz porque você bateu na Laura? Ela so estava tentando te ajudar, sua estupida! Olha pra mim Clara! quando Clara levantou os olhos, Marina sentiu sem coração doer mais um pouco, o rosto da morena estava triste, seus olhos cheios de lagrimas.

Clara: foi isso que ela disse? Que estava tentando me ajudar? Me faz um favor, vai lá ficar com ela, e me deixa. Eu não quero saber mais de você e nem dela. Eu cansei! Se levantou pegou a sua mochila e saiu. Deixando pra trás uma Marina triste. Clara ia para o vestiário, quando Tavares a interpelou.

Treinador: senhorita Fernandes, eu queria dizer que mediante a nota do teste que vocês fara daqui a pouco, a senhorita poderá ser liberada das aulas de reforço. E os castigos estão suspensos até a segunda ordem, pois eu estive percebendo que vocês estão conseguindo pelo menos manter a compostura. Se esse comportamento permanecer eu vou libera-las permanentemente.

Clara: obrigada pelos avisos senhor.

Treinador: avise a senhorita Meirelles por favor.

Clara: sim senhor. Tavares continuou seu caminho. Clara resolver seguir para a sala onde seria aplicado o teste. Se esforçaria ao máximo para tirar uma boa nota e se livrar de Marina.

O teste foi tranquilo e Clara se saiu bem, terminou e foi para o refeitório encontrar as meninas para almoçarem juntas. Estavam na mesa Vanessa, Flavia e Cadu.

Vanessa: e ai Clarinha, está tudo bem?

Clara: vai ficar Vanessinha, vai ficar.

Cadu: e verdade que você deu um soco naquela loira metida?

Clara: dei sim! E daria novamente.

Flavia: porque?! Marina tinha chego, sem que Clara percebe-se e estava esperando a resposta da morena.

Clara: porque ela estava falando besteiras.

Vanessa: que besteiras. A ruiva queria que Marina percebesse como Laura era.

Clara: falando mal da Meirelles, falando grosseiramente de como fez ela virar mulher, chamando ela de putinha. Os punhos de Clara já estava serrados de raiva.

Flavia: e desde quando você se importa com o que dizem da Marina?

Clara: eu não me importo, so que acho que falar de um pessoa sem ela saber e covardia.

Vanessa: e so por isso mesmo Clara?!

Clara: que motivos teria a mais Vanessa?

Vanessa: não nenhum. Nesse momento Marina se sentou ao lado de Cadu, Clara se calou rápido.

Clara: Meirelles, o Tavares pediu para avisar que tanto as aulas de reforço, quanto o castigo estão suspensos. Ela dizia com a cabeça baixa, fingindo concentração em seu almoço. Marina respondeu um ok, também de cabeça baixa. Seu coração estava feliz, se Clara a tinha defendido era porque se importava, e isso significava que ela sentia alguma coisa por ela.

Almoço foi de conversas bobas, e sobre o que cada um faria no carnaval. Cadu iria viajar com Veronica. Vanessa e Flavia queriam ir junto de Luiza e Gisele para a casa de Angra da Meirelles. Clara e Marina nada disseram. O almoço acabou as Fernandes foram treinar e as Meirelles iriam para casa, Marina precisava separar as fotos e Vanessa queria aproveitar para conversar com a branca.

Vanessa: me diz o que está acontecendo entre você e a Clara?

Marina: nada uee.

Vanessa: tem certeza?

Marina: tenho porquê?

Vanessa: por isso! Vanessa pegou seu celular e mostrou a foto delas dormindo.

–me diz o que estava acontecendo, eu quero a verdade! Marina respirou fundo.

Marina: eu estou apaixonada por ela, nos transamos algumas vezes, e eu não quero ser so mais um na cama dela.

Vanessa: entendi!

Marina: mas não se surpreendeu.

Vanessa: porque deveria?! Isso ta tão na cara de vocês!

Marina: de vocês?

Vanessa: sim de vocês! Ela também te ama, e juro que não sei porque vocês não estão juntas.

Marina: porque nunca vai dar certo.

Vanessa: vocês já tentaram?

Marina: não, mas somos assim, brigamos por tudo.

Vanessa: isso e bom, porque se não brigassem cairiam na mesmice, às vezes brigar e bom. A conversa durou até o Leblon.

Marina subiu para o quarto, precisava ficar sozinha para selecionar as fotos e pensar. Ligou o play do celular e I hate everything about you começou a tocar.

I hate everything about you
Why do I love you?

I hate everything about you
Why do I love you?


Only when I stop to think
About you, I know
Only when you stop to think
About me, do you know

I hate everything about you
Why do I love you?
You hate everything about me
Why do you love me?

I hate
You hate
I hate
You love me

I hate everything about you
Why do I love you?

Marina: será que eu sempre te odiei porque sempre te amei?! Ela se perguntava enquanto separava as fotos.

A cada foto separada ela ficava mais apaixonada pela beleza da morena, aqueles olhos castanhos líquidos, aquela boca rosada, aquele sorriso lindo, aquele corpo escultural e curvilíneo que a fazia perder o equilíbrio mental e físico.

Na escola enquanto treinavam Flavia e Clara conversavam.

Flavia: você vai contar para ela, ou nós vamos ter que contar? Corriam lado a lado.

Clara: contar o que pra quem?

Flavia: para a Marina que você está completamente apaixonada por ela!

Clara: eu não quero falar sobre isso! Parou de correr, seu rosto estava sério e triste.

Flavia: continua fugindo, que você vai ficar sem ela.

Clara: você sabe que isso ao vai dar certo, somos diferentes demais.

Flavia: eu sei que você está com medo.

Clara: medo de que?!

Flavia: de abrir os olhos e ver que vocês se ama tanto que mesmo se machucando por besteiras não conseguem ficar longe uma da outra. Tavares interrompeu mandando elas continuarem correndo. Quando acabou o treino as duas tomaram banho e foram para casa.

Flavia: amore e sério, se você gosta dela fala logo, não fica nem machucando ela, nem se machucando. Pode parecer estranho depois de tanto tempo brigando, mas vocês se gostam e é isso que importa. Clara sorriu deu um abraço na prima e subiu para seu quarto.

Entrou devagar pois sabia que Marina estaria ali. A cena que viu era linda, Marina estava meio sentada meio deitada, com um short curto e top preto, dormia tranquilamente, seus cabelos caídos de um lado, e um sorrisinho nos lábios. Clara deixou a mochila num canto, e se aproximou devagar, olhou para a tela do notebook viu a foto que Marina tinha tirado no primeiro ensaio, Clara estava segurando sua cintura com um sorriso perfeito. A morena não se conteve e começou a acariciar o rosto de Marina, até que seus lábios encontraram calmamente os de Marina. Terminou o beijo sussurrando no ouvido da branca.

Clara: eu te amo até a lua e volta. Os braços de Marina seguraram o pescoço de Clara.

Marina: eu também... O beijo veio calmo, era apenas um confissão.

Notas finais
Beijos Chris!