Porque eu amo te odiar!
19 Eu amo essa mulher!
Notas iniciais
POV Clara
Senti meu corpo ir despertando lentamente, tentava focalizar onde estava. Quando despertei de vez, senti um calor sobre mim, dois braços presos em minha cintura, uma cabeleira negra e aquele cheiro delicioso, eu amo essa mulher! Era a única coisa que minha mente registrava. Não sei porque perdi tanto tempo brigando com ela, se eu podia estar assim.
Lembro vagamente da primeira vez, que eu a vi. Éramos novas, eu senti meu corpo flutuar levemente, mas no momento seguinte, eu já tinha sentindo uma raiva descontrolada dela, porque? Eu não sabia, mas lembro de outra pessoa se aproximando dela, depois disso foram só brigas em cima de brigas.
Durante os anos que se passaram, cada vez mais nosso “ódio” foi se tornando colossal, todos já sabiam que estarmos no mesmo ambiente, era confusão na certa. De guerra de comida, a empurrões na piscina, boladas no rosto, além é claro de muita gritaria. Era incrível que qualquer coisa era motivo para brigas, desde um pequeno riso, a um quase encontrão na entrada da cantina. Tudo nos fazia entrar em conflito, mas tenho que confessar, eu sempre adorei brigar com ela, era um vício. Ficar perto dela era uma espécie de felicidade, meus dias não eram completos sem essas brigas.
No fundo eu sempre soube, eu nunca a odiei, eu nunca tive sentimentos ruins por ela, mas era tão divertido, e revigorante brigar todo dia com ela, que nunca fiz nada para desfazer essa situação. Eu adorava que querendo ou não, nossa atenção estava sempre presa uma na outra, era de enlouquecer, mas sempre foram os melhores momentos do meu dia.
Não sei quando comecei a vê-la como mulher, quando esse sentimento despertou dentro de mim, eu sei que quando percebi, fiquei com medo de sofrer, porque eu tinha certeza dos meus sentimentos, mas não sabia nada sobre os delas. No começo foi estranho, porque todas as vezes que brigávamos, eu sentia uma vontade incontrolável de doma-la, de pega-la em meus braços e transar até a exaustão, aquele corpo esquio me levava a loucura. Os olhos escuros, os lábios vermelhos e carnudos, a pele branca e deliciosamente pecaminosa.
Na primeira vez que a tive em meus braços, foi como pisar em nuvens, tudo tão bom, mas eu não sabia lidar, então agia como uma idiota, não podia deixar ela perceber que meu corpo e meu coração imploravam por ela. Eu sofri muito com tudo que acontecia, mas sempre escondi muito bem. Tudo mudou quando senti meu coração dobrar de dor, quando percebi que ela também sofria, percebi que éramos duas idiotas, que por algum motivo bobo, preferiam brigar, a se entregar aos sentimentos que surgiam arrebatadores dentro nos.
Hoje, quando acordei pela manhã, com ela junto de mim me sentia feliz, mas após aquele momento no banheiro, meu mundo quebrou em milhares de pedaços, será que eu a tinha perdido de vez? Eu senti a magoa dela, senti a tristeza e a frieza das palavras dela. Tudo piorou quando a vi junto daquela Laura, meu sangue ferveu e meu coração se apertou ainda mais no peito, aquele selinho foi desesperador, vi meu mundo escurecendo. Quando tive que ficar junto dela para fazer as fotos, não aguentei desabei a chorar, tão perto e tão longe. Eu fugi, não aguentava mais, mas como diz Murphy se uma coisa tem chances de piorar, ela vai piorar! Quando vi aquele ser desprezível da Laura me seguir até o banheiro, e ficar dizendo aquelas, eu não aguentei, deixei todo o meu ódio explodir em eu soco violento no rosto de dela, e quando a Marina veio me cobrar, terminou de acabar com tudo, eu já não conseguia sentir mais nada.
Tudo após foi apenas fatos, a conversa com os meninos na mesa, o treino onde eu corria para tentar esquecer, a conversa da Flavia me avisando que eu iria perde-la se continuasse assim, eu deixando meu medo de ficar com ela, e tudo dar errado. Até a hora em que entrei no meu quarto, e se ainda fosse possível me apaixonar ainda mais por ela, aquela cena aqueceu meu coração como uma chama ardente, não era desejo carnal, era um amor infinito. Eu me aproximei e quando vi aquela foto, percebi que mesmo que tudo fosse dar errado, eu queria ter ela do meu lado, eu precisava dela.
Amar todo o corpo dela era indescritível, desde o primeiro momento, mas sentir nossos corações se encontrando nesses momentos era sublime. Eu sentia tanta felicidade que não sabia explicar. Nos amamos na cama, no chuveiro, até no pensamento.
Ficar ali juntinho dela, acalmava cada pedaço de mim, até o momento que aquele celular começou a tocar, me levantei e quando vi aquele rosto, fiquei com muita raiva, e achei o momento exato par a me vingar de cada vez que tive vontade de arrancar o couro daquela vadia. Atendi com minha melhor voz de sexo, e cada frase dela era respondida como se eu estivesse chegando ao meu ápice, a raiva na voz dela era palpável, mas eu tinha que dar minha cartada final falando que a Marina estava me chupando, a vadia explodiu e deve ter destruído o telefone. Eu não aguentava de tanto rir, minha barriga a doía, mas tudo passou quando vi a cara maliciosa daquela deusa na minha cama.
Flash back on
Marina: uhummm, agora deixa de conversa e vem aqui, essa sua ideia me deu vontades! Seu tom era roucamente carregado de malicia, seus olhos brilhavam. Eu me aproximei pronta para ser abatida.
—Sabe essa visão do seu sexo brilhando, me deixa completamente molhada. Ela dizia palavra por palavra, eu me encharcava mais. Cheguei na beirada da cama e fiquei parada olhando aquele corpo, ela se aproximou e ajoelhada na cama, começou um caminho lento e torturante de beijos, chupões e mordidas pelo meu abdômen, a língua dela passeava sem pressa, eu já sentia minha pernas tremerem e meu liquido escorrer pela coxa, não aguentei nem mais um segundo, segurei aqueles cabelos sedosos, olhei dentro daqueles olhos com pura luxuria, coloquei uma das minha pernas sobre a cama e guiei o rosto dela até meu sexo, e ela chupava com fome, como se dependesse daquilo para viver. Meu clitóris estava inchado e ela ficava mordendo e chupando cada pedacinho de mim, eu sabia que não conseguiria me prender por muito mais tempo, tirei rosto dela e olhei bem dentro dos olhos dela.
Clara: você quer que eu goze dentro da sua boquinha meu amor? Ela não falou só balançou a cabeça, eu dei um tapinha no rosto dela, que estava completamente melado com meu liquido.
— Responde minha delicia, quer que eu goze nessa sua boquinha perfeita?
Marina: quero meu amor, quero tudo de você! Eu não aguentei e voltei a levar a boca dela até meu sexo, não demorou mais do que duas chupadas dela em mim, eu explodi num orgasmo avassalador, perdendo o equilíbrio e caindo sobre os pés da cama, mesmo assim ela não parou e continuou a beber tudo de mim, quando eu pensava me recuperar, ela me penetrou forte e duro com dois dedos, meus olhos reviraram de prazer. Ela me estocava forte, e subia beijando meu corpo.
—Você e perfeitamente deliciosa! Adoro quando você se solta, e me domina. Ela atacou minha boca e me engolia no beijo. Quando o orgasmo se aproximava novamente avassalador, e meu sexo começava a esmagar os dedos dela, ela retirou os dedos de dentro de mim, diante de vários protestos meus, me deu mais um beijo e um tapa, e se virou encaixando o sexo dela, completamente encharcado em meu rosto, eu não tive dúvidas em começar a chupa-la sem dó, eu precisava daquilo.
—Vamos meu amor, me chupa gostoso...vamos gozar juntinhas. E lá estávamos nos encaixadas num delicioso 69, éramos só luxuria. Quando explodimos juntas, senti meu corpo em milhares de pedacinhos, não mexia um musculo, apenas sentia aquele corpo em brasa sobre mim. Após nos recuperamos, tomamos um banho morno e deitamos agarradinhas na cama.
Flash back off.
Eu definitivamente estava feliz e muito apaixonada mesmo, eu amava aquela mulher com as minhas forças.
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