Porque eu amo te odiar!
10 E preciso se afastar...
Notas iniciais
Suas mentes estavam perdidas naquele momento.
Clara pegou Marina no colo, e essa prendeu suas pernas na cintura da morena. Sem nenhum cuidado Clara caminhou até a parede e prensou o corpo menor ali. Marina gemeu pelo impacto, e cravou as unhas na nuca de Clara, dessa vez foi a morena que gemeu. Quando o ar faltou, as bocas se separaram, mas os olhos continuavam fechados. A respiração era acelerada. Tudo em volta estava parado, só havia no mundo aquele quarto. Seus corpos estavam febris.
Clara: o que você está fazendo comigo?
Marina: Não s.... não houve tempo, as bocas estavam novamente grudadas, as mãos de Clara já estavam debaixo do vestido de Marina arranhando sua coxa. Marina para evitar o grito de dor e prazer, mordeu o pescoço moreno, deixando ali as marcas de seus dentes. Suas bocas não se desgrudavam. Ambas sentiam o sexo encharcado.
Num único momento de lucidez os olhos de Clara abriram, se chocando com o olhar de Marina. Elas se afastaram e sem dizer nada, Clara saiu correndo do quarto. Desceu as escadas correndo, trombou com Flavia e Vanessa, e disse que estava indo embora. Saiu pegou seu carro e dirigiu sem direção.
Marina ainda estava no quarto, sentada no chão, sua mente parecia funcionar ao máximo. Sua respiração ainda era ofegante. Seus lábios ainda formigavam, seu corpo era uma brasa em chamas.
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P.O.V.s Marina
Que foi isso? Que beijo, que corpo! Ainda sinto o corpo dela aqui. Essa calcinha terá que ser jogada fora. Se eu a odeio porque quase perdi a consciência quando ela me beijou? Por que nossos corpos se encaixavam tão bem?
Para Marina! Ela é Clara Fernandes! Vocês se odeiam! Odeio mesmo? Eu nem lembro porque a odeio. Se é que algum dia a odiei.
Você a odeia porque ela arrogante, prepotente, grossa, mimada! Eu preciso pensar, porque isso está muito estranho. Esses pensamentos, essas sensações. Eu nunca senti tanta vontade de ir pra cama com alguém como eu senti com ela. Só de pensar no corpo dela, nos braços dela me apertando e segurando... eu preciso pensar.
Preciso pensar em como esquecer completamente isso, eu vou me afastar de Clara Fernandes, custe o que custar. Acabou tudo, ela pra mim deixará de existir.
Eu não quero e não vou deseja-la. Só deseja-la? E quanto a estar se apaixonando? NÃO, NÃO E NÃO! EU VOU TIRAR ISSO DE MIM.
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Enquanto os pensamentos de Marina degladiavam-se, Clara estava guiando seu carro, sem realmente saber para onde. Sua mente era um verdadeiro mar escuro e profundo, nada se via ou parecia fazer sentido. Quando parou em um sinal, viu que estava na quadra da praia, perto de casa. Estacionou o carro, e desceu indo em direção ao mar, tirou os sapatos e mergulhou. Era preciso levar a mente para poder ver com claridade.
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P.O.V.s Clara
Eu nunca quis tanto alguém na vida, como eu queria ela. Nossos corpos eram brasa quente. Nossas bocas se encontravam com vontade, nossas línguas bailavam perfeitamente compassadas. Meu coração era uma festa, meus pulmões não pareciam precisar de ar.
Mas eu a odeio! Eu não posso querer ter essa garota. Eu preciso me afastar dela. Fugir de qualquer contato. Fingir que ela não existe. Mesmo que eu seja obrigada a passar o dia inteiro perto dela, eu tenho que extinguir a existência dela da minha mente.
Nada de encarar, desafiar, implicar, encostar! Nada que me faça querer ter aquele corpo junto do meu.
EU NÃO POSSO DESEJAR MARINA MEIRELLES!! E se apaixonar? Por que é isso que está acontecendo. NÃO, EU NÃO POSSO EM NENHUMA HIPOTESE ESTAR ME APAIXONANDO POR ELA. EU A ODEIO!
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Clara gritava com sua cabeça, ela tinha decidido ignorar completamente qualquer coisa que a fizesse querer Marina para si. Mesmo molhada entrou no carro e partiu para casa.
Marina estava deitada na cama de Gisele, decidiu que passaria o final de semana ali, precisava ficar quieta. Precisava ignorar tudo.
A festa teve seu fim já era quase dia. Flavia, Vanessa, Gisele e Luiza estavam mortas de cansaço, largadas a beira da piscina. Elas tinham aproveitado o máximo, dançando e beijando.
Clara estava deitada, tinha trocado todas as roupas de cama, pois seu quarto estava impregnado com o perfume de Marina.
Marina estava dormindo na cama de Gisele, estava cansada de tanto pensar. Seu corpo já tinha sido lavado e sua roupa trocada, ela não queria por nada sentir o cheiro de Clara.
Quando já eram duas horas da tarde, Marina foi despertada por Gisele.
Gisele: Mah vamos a praia, você quer ir?
Marina: não, eu quero descansar.
Gisele: tem certeza? Você pode ir e ficar lá dormindo embaixo da barraca. Hein?! Mesmo preferindo não ir, ela se arrumou e foi. Colocou um biquíni preto e óculos escuros.
Enquanto as outras iam animadas, cantando dentro do carro, Marina ia quieta. Sua mente ainda estava confusa.
Quando todas chegaram nas areias do Leblon, logo alugaram cadeiras e barracas, mas só Marina preferiu ficar sentada, as outras logo correram para o mar, que estava calmo e claro.
Era tranquilo, então colocou seus fones, e se permitiu descansar. Tudo estava calmo até que sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Olhou para os lados e viu a figura morena parada olhando-a.
A respiração de Marina já estava incontrolável. Clara vestia um biquíni azul claro, o que ressaltava ainda mais sua cor, Marina se perdia fácil naquelas curvas. Quando se recuperou um pouco, reparou no olhar da morena em suas coxas, e quando parou para olhar também, viu que haviam enormes marcas de arranhões, e mais marcas de mãos. Seu sexo se contraiu vigorosamente com as lembranças. Mas sua mente logo a lembrou de que deveria ignorar a presença de Clara. E foi o que ela fez, voltou a se sentar direito.
Clara quando tinha acordado, viu a mensagem de Flavia a chamando para ir a praia, no começo não queria ir, mas decidiu que iria, e descansaria um pouco. Quando chegou nas areia, logo avistou os dois casais de namoradas brincando no mar. E mais acima na areia, ela viu a figura de Marina, mesmo que sua mente não quisesse, seus olhos travaram no corpo branco. Ela estava linda, e deliciosa. Viu Marina se remexer na cadeira e olhar diretamente para si, e nesse momento teve uma vista liberada de suas coxas, gemeu em ver as marcas do dia anterior ali. Quando a branca cortou a conexão do olhar e se sentou direito, Clara foi em direção da barraca de cadeiras e alugou uma. Sentou-se na ponta extrema longe de Marina, deixou suas coisa. Quando começou a enrolar seus cabelos num coque, ouviu um gemido e a respiração de Marina acelerar. Sua pele rapidamente arrepiou. Resolveu entrar no mar e se afastar da branca.
Marina quando viu a lateral do pescoço com uma enorme marca roxa feita pelos seus dentes, e os arranhões na nuca de Clara, não conteve um gemido rouco, e sentiu sua respiração acelerar. Resolveu que iria entrar no mar, assim talvez seu corpo esfriasse um pouco.
Clara que já tinha nadado, estava junto com a meninas conversando. Se mantinha com os olhos na conversa, se obrigava a não olhar para Marina, que nadava feito uma sereia.
Quando sentiram fome decidiram ir embora. Gisele chamou todas para jantar me sua casa, e todas aceitaram. As Fernandes passaram em casa para trocar de roupa, enquanto as Meirelles esperavam nos carros.
Na hora de ir para casa de Gisele, Clara foi com Gisele e Luiza em um carro, e Marina foi com Flavinha e Vanessa em outro. A viagem era tranquila em ambos os carros.
Chegaram na casa de Gisele, o jantar já estava servido na piscina. A conversa rolava solta. As namoradas falavam entusiasmadas da festa do dia anterior. Clara e Marina apenas ouviam.
Flavia: nos quatro eu sei que nos divertimos muito, mas a Clara e a Marina, se divertiram bem também. Olhas essas marcas roxas! Todas pararam de comer para olhar.
Vanessa: que isso Clara! Você devia dar parte na polícia, quem fez isso ai queria levar um pedaço de você.
Luiza: e porque você ainda não reparou na marcas de garras na coxa da Marina ruivinha.
Flavia: quem foi a vampira que tentou de engolir Clara? Clara levantou o olhar de seu prato, engoliu seco e olhou rapidamente para Marina, que estava quieta.
Clara: uma menina ai. Não sei lembro muito bem.
Gisele: e mais ela queria levar parte de você. Que que isso kkkkk. Todas riram.
– e você prima, quem foi a gata que te arranhou? Marina encarou Gisele, e sorriu de lado.
Marina: uma gata arisca, não sei seu nome. Respondeu suavemente.
– mas agora se as senhoritas puderem me dar licença eu vou dormir, estou cansada.
Gisele: estamos todas, vamos subir para dormir. Todas subiram para dormir. Marina continuou de quarto de Gisele, que foi dormir no quarto logo a esquerda com Luiza, Flavia e Vanessa, dormiam no quarto da frente, e Clara a direita. Todas dormiram tranquilamente.
O domingo amanheceu preguiçoso, o céu estava começando a nublar. Nenhuma delas estava mais dormindo, mas ninguém levantava da cama. Somente na hora do almoço, saíram dos quartos e desceram. Almoçaram e novamente voltaram para os quartos.
No começo da noite as Fernandes acompanhadas de Gisele foram em direção ao Leblon, enquanto Vanessa e Marina foram para Santa Tereza.
Clara/Marina: amanhã começa a luta, mas eu vou conseguir esquecer!
E assim adormeceram. Mesmo não querendo, uma continuava no pensamento e nos sonhos da outra.
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