Por você

3 Sexy and I Know it


Notas iniciais
Oieee gente! To sumida neh e sei que prometi um capitulo por semana mas olha vida de acadêmico não é fácil viu, semana de provas acabou com toda minha criatividade. Demorei a postar tambem pq to me envolvendo em um projeto de tradução de uma fanfic. Mas então, aqui está mais um capitulo fresquinho e escrito com todo carinho. *Capitulo revisado por Tay-senpai

Desde que Alex chegou ela não para de sorrir para mim, ela é muito simpática e tem um sorriso tão encantador. Enquanto estava conversando com ela, Cebola gesticulou com a boca para mim não deixar ela escapar e pegar ela com todas as minhas forças, fiquei sem graça e ela reparou, mas continuamos a conversar.

— Então Steven, o que você faz da vida?

Alex me perguntou, pergunta fácil de responder, “Gata, eu salvo o mundo junto com minhas tias, que também são como mães e não deixo nada de mal acontecer com a terra, já que uma raça alienígena quer dominar a terra, que aproposito é a mesma raça na qual minhas tias e minha mãe são e isso me faz ser meio alienígena” é claro que eu não posso responder isso, tenho que ser normal pelo menos uma vez na vida.

— Eu trabalho com meu pai, ele tem um lava-rápido.

— Ah que legal, eu também trabalho com meu pai mas no meu caso é na firma de advocacia dele.

Avaliei ela, com aquele visual ela não faz nenhum um pouco o perfil de advogada, posso está julgando um livro pela capa, mas simplesmente não imagino uma advogada usando blusa transparente e minissaia.

— Advogada? Legal.

Ela olhou para mim, gargalhou e se aproximou mais.

— Você deve tá achando que não sou uma advogada por causa dessas roupas, mas você não acha que vou ir numa boate de terninho né?!

Fiquei sem graça, por um segundo pensei que ela estava lendo meus pensamentos, mas percebi que o que ela falou fazia sentido, só porque ela é advogada ela não precisa andar como tal o tempo todo, não pude deixar de sorrir ao ver que ela estava certa.

— Tá afim de dançar?

Estendi a mão para ela, ela colocou a bebida na mesa e segurou minha mão. Levei ela para perto da música e ficamos dançando na ponta da pista, o centro dela estava sendo ocupada por um idiota que devia achar que o mundo é só dele.

A música que estava tocando tinha uma batida contagiante, Alex tinha movimentos livres e parecia não está se importando em dançar no meio de tanta gente, o cabelo longo dela dava um efeito especial para a dança, enquanto ela dançava seu cabelo se movimentava graciosamente. Acho que descobri minha paixão nas mulheres, o cabelo, acho tão mágico quando elas balançam o cabelo.

Meu monologo foi interrompido por Alex segurando minha mão e me puxando para mais perto dela.

— Steven, você precisa se soltar mais. —Sorri sem graça e olhei para ela. — Vem cá, vou te ajudar.

Alex puxou meu braço, ela tentava me guiar no ritmo da música mas sem sucesso algum, eu sei dançar, mas o problema é que tem muita gente aqui, olhei para ela que ria dos meus passos de dança envergonhados, lembrei da Connie dançando quando éramos crianças, não, eu não posso pensar nela, tentei expulsar a imagem daquela que fazia meu coração pular do peito desde criança e voltei a me concentrar na minha parceira de dança.

— Olha só que idiota, ele acha que é o dono daqui.

Alex falou olhando na direção do centro da pista, o homem de touca que se achava o “tal” quando começamos a dançar, estava agora jogando uma mulher para o alto enquanto dançava junto com outras três mulheres, provavelmente um daqueles caras que acham que mulheres não tem sentimento e ficam com quantas quiser. Fiquei olhando ele dançar, tenho a impressão que conheço ele de algum lugar, mas não faço ideia de onde.

— O que foi?

Alex perguntou acho que ela percebeu meu olhar fixo.

— Acho que conheço ele, mas não sei de onde.

Falei olhando para ela rapidamente, mas voltando a olhar para o homem, ela olhou para ele também e ficou pensativa.

— Acho que conheço também.

O homem dançava colado com as quatro mulheres, na verdade elas estavam todas em volta dele, pareciam que estava lutando por um pedaço de carne, mas uma luta no modo de sedução sem querer parecer violenta. Uma das mulheres arrancou a touca do homem, aquele cabelo, como não reconheci antes. Pedee.

— Eu já volto.

Sai de perto de Alex que ficou com uma expressão confusa, sinto que ela está olhando para onde vou, me aproximei dele, mas nem ele e as mulheres pareceram se importar com minha presença.

— E ai cara.

Coloquei a mão no ombro dele e ele me olhou, sacudiu o ombro para se livrar da minha mão, ele se virou e me olhou.

— Eu te conheço?

Ele me olhou com uma expressão, que idiota, deve pensar que estou morto.

— Steven Quartz Universo.

Avaliei a reação dele e vi que passaram em engolir a seco, espanto e depois um sorriso de falsa felicidade apareceu.

— Steven, cara! Há quanto tempo! —Ele chegou perto de mim e me abraçou. — Não esperava ver você de novo, pensei que tinha desistido dessa cidadezinha.

Ele falou gargalhando, uma das coisas que aprendi no meu treinamento dos últimos anos é a tática de Garnet de ler os sinais do oponente, Pedee mandava sinais de que ele estava nervoso, mas não deixava transparecer.

— Gosto daqui. — Olhei para ele.

— Está acompanhado?

— Sim — Virei a cabeça na direção de Alex.

— Que gata! Se não for ficar mais com ela, me passa o telefone.

Eu devia me controlar para não fazer besteira, mas é uma tarefa impossível para mim. Como ele tem a coragem de pedir o telefone da Alex e ainda estar aqui dançando com aquelas garotas sem nem um pingo de preocupação?!

— Você não tem vergonha não? Você está noivo!

Ele olhou para mim com desdém.

— Então você já sabe, isso por acaso te incomoda?

— O que? O fato de você esperar eu virar as costas para ficar com minha namorada ou o fato de você ser um idiota?

— Não roubei ninguém, ela que correu para mim.

Isso é inacreditável, como ele tem a coragem de falar na minha cara que a M-I-N-H-A, isso mesmo a MINHA Connie correu para ele. Ele só pode ter perdido a noção do perigo, é a única explicação plausível, na verdade eu me lembro que via ele jogando olhares estranhos para ela e uma vez ela até ficou sem graça e me falou.

Não me contive, fechei a mão para dar um soco nele, como ele estava com aquela expressão de convencido não esperava o soco que levou na barriga e o fez recuar alguns passos.

— Aprendeu a bater Steven?

Ele gargalhou, correu na minha direção me agarrou pela cintura e me jogou contra uma mesa próxima, o DJ parou de tocar e um pessoal a nossa volta recuou se amontoando, tentei levantar mas ele já havia se jogado em cima de mim e se preparava para me dar um soco, ouvi Alex tentar afastar o pessoal para chegar até onde nós estávamos, mas enquanto me distrai para olhar a multidão, ele conseguiu me acertar no queixo, mexi as pernas para virar e o derrubar no chão, consegui imobilizar ele e reuni toda a raiva que havia adquirido nas últimas semanas, dei dois socos seguidos nele, me lembrei de como ele sempre ficava dando em cima da Connie quando namorávamos, senti queimar de raiva por dentro, então me preparei bater nele de novo, mas senti me puxarem.

Duas muralhas, possivelmente seguranças da boate estavam me segurando enquanto outro levantava Pedee e o segurava também.

— Vocês dois estão expulsos daqui. — Um deles falou, eu só conseguia olhar para Pedee.

Puxaram a gente pela a multidão que abria espaços para podermos passar, fomos jogados para fora da boate, a fila do lado de fora tinha diminuído bastante, agora restavam pouquíssimas pessoas.

— Steven, se acostume a vida não é do jeito que você quer, só porque você tem essa coisa de vida magica não significa que tudo vai ser fácil.

Ele falou enquanto andava para longe de mim, a melhor opção era ignorar ele, já que minha raiva tinha sido descontada lá dentro. Me sentei na calçada, minhas roupas estavam sujas, possivelmente de quando fui derrubado em cima da mesa, até que não foi uma noite ruim.

— Steven! — Olhei para trás e vi Alex saindo da boate vindo na minha direção. — Você está bem? O que aconteceu lá dentro?

Ela parecia desesperada, me conheceu faz poucos minutos e já estava preocupada, suspirei e ela se sentou do meu lado.

— É complicado, você acabou de me conhecer, não precisa saber disso.

— Pode me contar, eu me preocupo com você.

— Sabe o cara com quem briguei? Ele era meu amigo de infância e agora está noivo do amor da minha vida.

Ela fez uma cara de espanto.

— Como é que é? Me conta essa história direito.

Alex se aproximou e tinha os olhos pregados em cima de mim, comecei a contar a história desde quando tive que ir embora, mas omiti o fato de ser meio alien e que foi por causa de uma missão, falei de quando voltei há duas semanas e que havia descoberto sobre o noivado da pior maneira possível. No final do relato, ela me olhou com cara de pena, porque todo mundo tem que ficar com pena de mim?

— Não sei o que dizer para você.

— Se serve de consolo, nem eu sei.

Ela colocou a mão em cima da minha e se aproximou.

— Steven, vamos dar uma volta com meu carro?

Olhei para ela, era obvio que ela queria me animar, mas ela nem me conhece direito e já está querendo me ajudar.

— Não acho boa ideia, acho melhor ir para casa enfrentar minha família.

— Por favor, nós vamos andar pela cidade, te levo para comer em um restaurante japonês ótimo, vamos!

Ela levantou, segurou minha mão e me puxou, sem nem me deixar responder, ela foi andando me puxando pela mão até chegar em um carro.

— Se prepare, você vai ter uma noite incrível.

Alex entrou no carro e abriu a porta para mim, só de estar perto dela me sinto bem, ela passa uma tranquilidade tão grande e desde o episódio com a Connie pela primeira vez fico tranquilo. Meu celular vibrou no bolso, peguei e vi que tinha uma mensagem.

“Onde você tá? P ta surtando aqui”

Era de Ametista, a única gem que havia concordado em ter um aparelho celular, porque Garnet e Pérola achavam desnecessário ter um celular.

Pensei em responder, mas era óbvio que iria sofrer com sermões e palestras que iriam durar o restante da noite se eu voltasse para casa agora, desliguei o celular e o guardei no porta luvas do carro.

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Não faço ideia de que horas são, porque depois no meio da noite quando fui ligar meu celular, eu e Alex gravamos tantos vídeos que a bateria do meu celular acabou antes que que eu pudesse responder a vigésima segunda mensagem de Ametista, que estava me mandando mensagens avisando que Pérola estava surtando. Alex parou o carro na orla, sai do carro e me virei para ela.

— Obrigado pela carona e também por ter me animado.

Ela sorriu.

— Não foi nada, amiga é para isso.

Ela acenou e partiu com o carro. Caminhei para o templo, possivelmente irei passar por um longo interrogatório, já que não importa a idade que eu tenha, eu sempre serei um bebê diante daquelas que nunca envelhecem. A noite realmente havia sido ótima, Alex me levou a um restaurante japonês que tinha um aquário gigante e a gente podia pescar o peixe que queria comer, depois fomos em uma outra boate, ela me contou o porquê de ter ido ao encontro hoje comigo, o namorado dela havia traído ela foi então que tive a ideia de ir na casa dele e jogar coisas na janela dele, ele chamou a polícia e por sorte já estávamos bem longe. É minha noite valeu a pena.

Olhei para o templo, ele parecia estar quieto e isso era um péssimo sinal, subi as escadas de casa e tive a visão das três gems sentadas no sofá, suspirei e abri a porta.

— Onde você estava?!

Pérola levantou do sofá nervosa vindo na minha direção, estou em sérios problemas.

— Estava me divertindo.

Respondi dando de ombros e assinando meu atestado de óbito, ela bufou e pareceu respirar fundo, Ametista e Garnet vieram para perto de mim.

— Carinha, nós estávamos preo...

Ametista foi interrompida por um grito de Pérola que pegou todos de surpresa, ela apontou para mim horrorizada enquanto se aproximava mais para me avaliar.

— O que aconteceu com você? Está imundo, eu pensei que já havia entendido depois de todas aquelas nossas conversas, que beber não te faz um ser humano melhor.

Só agora ela percebeu que eu estava todo sujo e tinha um corte no meu braço devido à queda em cima da mesa, mas ainda sim ela insiste em me dar lição de moral, mesmo que indiretamente, depois eu me distraio e acabo chamando ela de mãe e ela ainda fica assustada.

— Briguei com o Pedee.

As três arregalaram os olhos e me olharam, o olhar de Pérola passou de raiva para preocupação.

— Você está bem? Não se machucou? Dói em algum lugar?

Botei as mãos no ombro de Pérola e ela olhou para mim.

— Eu estou bem, na verdade até me sinto melhor depois que bati nele.

— É Pérola, se acalma, ele está bem.

Garnet enfim havia se manifestado.

— Calma? Ele está machucado, passou a noite fora e não se deu o trabalho de avisar onde estava e agora vocês querem que eu fique calma porque estava se divertindo. É sério mesmo?

— É, confie em mim.

Pérola gritava e apontava para mim, me sinto como se fosse um adolescente, aqueles bem rebeldes que fazem as mães arrancarem os cabelos. Olhei para Pérola e vi que ela estava realmente muito nervosa enquanto Garnet com toda sua postura de líder tentava acalma-la, mas Pérola afastou Garnet rudemente.

— Agora eu lembrei, você sabia o tempo todo onde ele estava!

Pérola agora dirigia a raiva para Garnet, Ametista riu e me puxou para longe delas.

— Adoro quando isso acontece.

Ametista parecia estar vendo a um programa de comedia, já que ficava rindo olhando Garnet desesperada para tentar se explicar para Pérola. Momentos como esse eram bem raros, até que entendo a Ametista estar rindo, é engraçado ver as duas brigando, pelo menos os holofotes foram tirados de cima de mim, subi as escadas para ir no meu quarto antigo pegar uma roupa limpa.

Olhei pela janela e vi que uma pessoa se aproximava da casa, esfreguei os olhos, pode ser efeito da bebida, mas tenho a impressão que é a Connie, meu coração começa a acelerar, sinto dificuldade em respirar e à medida que a pessoa se aproxima tenho mais certeza que é ela, não sei o que fazer e estou todo sujo, corri para a porta passando pelas gems na sala.

— Onde o senhor pensa que vai?

Pérola falou, mas resolvi ignorar e sai de casa, voltei a andar normal em uma tentativa fracassada de parecer descontraído e que não estava nem um pouco nervoso por ver ela, um sorriso involuntário ia crescendo no meu rosto contra a minha vontade, é incrível o poder que ela tem sobre mim. Ela chegou perto de mim, mas não parecia estar muito feliz.

— Qual é o seu problema?!

Ela gritou para mim e meu sorriso desapareceu, fiquei olhando para aquela Connie raivosa que parecia estar prestes a explodir.

Notas finais
Espero que tenham gostado :D Então, como vocês leram no capitulo anterior a Pérola e a Garnet saiam para "missões" juntas, queria saber se alguém aqui tem interesse em ler um capitulo de lembranças do Steven onde ele conta para nós, como ele descobriu quais eram as "missões". Se vocês quiserem, eu escrevo e posto aqui, Então deixem um comentário falando se gostaram do capitulo ou também sugestões e não esqueçam de falar se querem ou não o capitulo das lembranças. Muito muito obrigada por terem esperado e até o próximo capitulo :D