Notas iniciais
Oiee Pessoal :D Como falei no capitulo anterior estava pensando em escrever um capitulo sobre como Steven descobriu as missões, fiquei muito feliz em saber que vocês querem ler e tenho uma ótima noticia, já estou terminando de escrever e ele vai estar aqui na semana que vem o/ Vocês viram o episodio que lançou na semana passada de SU, o Story for Steven? Gente, eu amei esse episodio e quero aquela mini Ametista pra mim, ela é tão fofa *-* Aqui está mais um capitulo e espero que gostem. Capitulo revisado por Tay-Senpai.

Connie estava com uma expressão nada agradável, parecia que ela estava me desejando a morte mais dolorosa do universo só com o olhar. Aquele olhar me deu calafrios.

— O que eu fiz?

Minha pergunta pareceu fazer Connie ficar com mais raiva ainda, mas eu não fazia ideia do que tinha feito para deixar ela com raiva de mim.

— Você só pode tá de brincadeira.

Fiquei surpreso com a reação dela, eu não havia feito nada, me lembrei do que havia acontecido. Ela só pode tá assim por causa do Pedee.

— Você tá assim por causa do Pedee? — Perguntei torcendo para que a resposta fosse negativa.

— É claro! Como você teve a coragem de falar aquelas coisas para ele?

Fiquei sem entender sobre o que ela estava falando.

— Falei o que mesmo? Me sinto meio perdido nessa conversa.

— Você falou que o Pedee podia ficar comigo, porque eu sou o seu resto!

Fiquei surpreso, não consegui pensar no que falar, ela está assim por causa de mentiras que Pedee falou para ela.

— Eu nunca falei isso, eu bati nele porque ele estava se esfregando em um monte de garota.

— Mentira sua! Ele estava todo machucado, ele falou que você falou mal de mim e ele pediu para você parar, mas você não parou, ao invés disso, você começou a bater nele.

É inacreditável como o Pedee é falso e mentiroso, o pior disso tudo é que ela está acreditando nele.

— Não acredito nisso, Deus abençoe Pedee por ele ser esse cara tão bom, um digno exemplo para a humanidade.

— Como você pode ser assim?

Connie me olhava incrédula.

— Assim como? Eu já falei o porquê de ter batido nele e além do mais só foram dois socos.

— Claro que não, ele estava todo arrebentado. Eu estava no final do meu plantão no hospital, quando ele chegou choramingando.

— Eu te garanto que só foram dois, ele deve ter dado em cima de alguém que fez o favor de terminar o serviço por mim.

O dia estava ficando cada vez pior, mesmo não tendo passado das nove da manhã ainda.

— Quem é você? Eu não te reconheço mais. — Ela me olhou com um olhar triste.

— Como não? Eu sou o mesmo.

— Você não é o meu Steven.

A voz dela estava baixa e soava um pouco triste, nunca pensei que isso fosse acontecer. Connie está magoada comigo e por mais que eu tente me defender ela não acredita e mim.

— E você não é minha Connie.

Depois que falei, ela me olhou com uma cara de espanto e mais uma vez falei o que não devia ter falado. Ela se afastou de mim, me deixando como um pateta parado no meio da praia. Não fui atrás dela porque só iria ser pior, não sei o que posso fazer para ela acreditar em mim, eu só queria que ela me entendesse. Às vezes eu sou tão insuportavelmente e idiota, que acabo deixando as pessoas que mais amo tristes comigo e eu me odeio por isso.

Entrei para dentro de casa triste, as gems estavam amontoadas na janela, elas deviam estar olhando minha conversa com a Connie. Nenhuma das três ousou olhar para mim e falar qualquer coisa, mas eu sabia que elas estavam com pena de mim.

— Steven, o que aconteceu?

Pérola perguntou me seguindo até o sofá, ela já deve ter esquecido que estava gritando comigo há poucos minutos atrás.

— Connie brigou comigo.

— Porque?

— O Pedee falou umas coisas para ela. — Minha voz saiu mais baixa do que eu queria. — Acho que eu devia desistir dela, eu fiquei tanto tempo fora, que agora parecemos dois estranhos, parece que tudo que a gente viveu simplesmente evaporou das memorias dela.

— Dói ver o Steven assim. — Pérola sussurrou para Ametista e Garnet.

Acho que no final das contas, eu e ela não fomos feitos um para o outro, por mais que eu sinta amor por ela não damos certo. Quando namorávamos quando adolescentes, os pais dela viviam reclamando com ela, que ela namorava o garoto do lava-rápido ou então o garoto que era criado pelas tias e não pelo pai. Todos os nossos problemas ou brigas eram quase sempre por causa dos pais dela, eles eram contra nosso namoro.

Suspirei cansado e me levantei do sofá, olhei para as gems que estavam na bancada da cozinha conversando baixo entre elas, odeio quando elas fazem isso, parece que existe uma irmandade ali onde eu não sou bem vindo. As três sempre estiveram do meu lado e mesmo sem jeito sempre se esforçavam para me ver feliz, elas sempre se preocuparam comigo.

Lembro um pouco da vez que perdi meu primeiro dente. Eu estava jogando beisebol com meu pai, na verdade ele estava me ensinando a jogar, uma das bolas que ele jogou eu não consegui acertar com meu bastão, então ela bateu na minha boca fazendo meu dente voar. Quando cheguei em casa corri para mostrar meu dente a Pérola e ela surtou, como sempre.

— Como isso foi acontecer?

Ela estava horrorizada enquanto eu sorria alegremente como toda criança que fica encantada ao perder um dente. Expliquei o que aconteceu do meu jeito, inclusive tirei a bola com um pouco de sangue do bolso do meu casaco, digamos que a reação dela eu nunca vou esquecer.

— É por isso que eu devia ter ido, eu sabia que não podia confiar no Greg e nessa brincadeira violenta. — Ela me segurou e avaliou minha boca — Steven, está doendo?

Fiz que não com a cabeça, Garnet chegou e foi para perto de mim.

— O que aconteceu, Pérola?

— O Steven perdeu um dente.

— Que legal, está feliz Steven?

— Isso não é motivo de felicidade! Eu sabia que os humanos eram frágeis, mas não sabia que era tanto!

Pérola repreendeu Garnet.

— Você sabe que humanos perdem os dentes certo? Para depois crescer dentes mais fortes...

— Mas eles não caem com uma pancada violenta devido a um pai irresponsável!

Ametista então saiu do seu quarto e depois de saber o que aconteceu começou a rir por causa do surto que Pérola estava tendo.

— Vai ficar tudo bem. — Ela chegou perto de mim — Steven, coloca esse dente debaixo do travesseiro que a fada do dente vai vir buscar seu dente e ainda vai te dar dinheiro em troca dele.

Pérola revirou os olhos e resmungou alguma coisa para Garnet que fez sinal para que ela ficasse em silencio. Naquela noite fui dormir mais cedo e coloquei meu dente debaixo do travesseiro, no meio da noite ouvi alguém chegar perto de mim, um sorriso enorme apareceu no meu rosto. Me virei para ver a fada, mas no lugar da fada havia um monstro que tinha uma cabeça de crocodilo roxa, com uma capa preta cobrindo o corpo. Gritei e me escondi embaixo das cobertas chorando, Pérola e Garnet apareceram. Pérola me vigiou dormir por semanas já que eu estava com medo do monstro voltar, meses depois descobri que o monstro era a Ametista.

Voltei da minha lembrança e olhei para elas.

— Pessoal?

Elas olharam para mim no mesmo instante.

— O que? — As três responderam juntas.

— Eu estive pensando e acho que não agi certo com vocês na noite passada.

— Está tudo bem Steven, deixa pra lá.

— Não está não, eu quero pedir desculpas por ter deixado vocês preocupadas, vocês sempre estiveram presentes pra mim e sempre tiveram tanto cuidado comigo. Lembram do dia que perdi meu primeiro dente?

As três sorriram ao lembrar e eu também.

— Foi desesperador. — Pérola falou

— Foi engraçado, você surtou P.

— Tenho que concordar com a Ametista, foi engraçado. — Garnet tampou a boca enquanto ria.

— Eu só quero pedir desculpa, porque sei que agi errado.

Elas me abraçaram.

— Nós te amamos Steven.

— Acho que vou para o meu quarto descansar.

— Descanse carinha.

— Durma bem.

Fui para meu quarto pegar a roupa para tomar um banho rápido. Quando sai do banheiro não vi nenhuma das três gems na casa, tenho quase certeza que elas estão juntas armando algum complô contra mim. Deitei na cama e fiquei olhando para o teto, os adesivos de estrelas que eu havia ganhado de Connie ainda estavam colados lá, toda a noite eu dormia olhando para aquelas estrelas e lembrava de como meu dia tinha sido maravilhoso ao lado dela. Eu preciso tirar elas dali o mais rápido possível.

Mais tarde quando acordei não havia ninguém ali, nenhum sinal de Garnet, Pérola e Ametista, elas devem estar com o complô secreto até agora, olhei para a bancada e vi que lá tinha uma tigela com alguns biscoitos, todos eles tinham enormes carinhas felizes, também havia um bilhete ao lado da tigela.

“Fizemos esses biscoitos para você, não se preocupe em deixar para a Ametista ela não está merecendo.

ps: Não escute a Pérola, deixe alguns para mim e eu mereço sim!

ps²: Não merece não!

ps³: Ignore a Pérola, vou voltar da missão com fome e quero biscoitos! ”

Não pude deixar de rir ao ler o bilhete, a letra desenhada de Pérola contra o garrancho de Ametista, elas saíram em uma missão e nem me chamaram. Peguei um biscoito da tigela, até que estão bem gostosos.

Como estava devendo uma visita para meu pai, resolvi ir para a casa dele já que não o vejo desde a noite de natal, apesar de já estar quase anoitecendo uma visita rápida não faria mal. Ele agora morava em uma casa tradicional com a esposa e o filho dela, se não me engano ele deve ter uns dezesseis anos.

— Steven, como é bom ver você filho.

Meu pai me abraçou.

— Bom te ver também pai.

— Quais as novidades? Veio atrás de um conselho paterno não é?

Olhei para meu pai e ele parecia estar muito feliz, coisa que eu não via muito quando era criança, acho que achar alguém pra ocupar o lugar da minha mãe fez bem para ele.

— Quase isso, mas vim aqui para te ver, desde o natal que a gente não se fala.

Os olhos do meu pai brilharam, ele sempre gostou das minha visitas, as nossas noites do pijama eram as melhores, tempos que não voltam mais.

— Fico tão feliz em ver você tão responsável Steven.

—É.

— Me encho de orgulho só de ver o menino independente que meu filho se tornou. — Abracei meu pai então entramos para dentro de casa. — Então como tem passado filho?

— To me decepcionando, me magoando, tomando decisões difíceis mas estou bem e você? — Olhei para a sala e a casa parecia estar vazia. — Cadê a Mary e o Bob?

Meu pai estava indo para a cozinha, ele pegou dois refrigerantes na geladeira e me entregou um.

— Bob saiu com uns amigos e a Mary foi no médico.

Não tive a chance de conversar com a Mary e seu filho ainda, já que desde que voltei minha vida gira em torno na minha decepção amorosa.

— Ela está doente?

Perguntei preocupado olhando para meu pai.

— Steven, você vai ter um irmãozinho.

— Como é que é?

Meus olhos se arregalaram e olhei para meu pai assustado.

— A Mary está gravida, isso não é ótimo?

Minha respiração falhou, fiquei sem saber o que falar, isso é permitido? Como ele ousa querer outro filho, eu já não sou suficiente?

— Isso eu entendi, mas como assim você vai ter outro filho? Você não tá muito velho pra isso não?

Ele se assustou e ficou corado com o que eu disse.

— Bom, idade não tem nada a ver com isso, nunca é tarde para se ter um filho.

— Claro que tem! Você vai me substituir!

Ele olhou para mim se segurando para não rir.

— Você já não ta velhinho demais pra ficar com ciúmes não?

Falou o cara que vai ter um outro filho no auge da velhice.

— Tô sem palavras.

— Eu também fiquei, não consigo acreditar até agora.

Meu pai estava tão feliz, me pergunto se ele ficou desse jeito quando soube que minha mãe estava gravida.

— Apesar do choque fico feliz por você.

Sorri um pouco sem graça para o meu pai, então ele me abraçou.

— Então filho, quais seus problemas? Seu velho pai aqui vai te ajudar.

— Você já deve saber— Ele puxou uma cadeira, sentou e fez sinal para que eu me sentasse também. — A Connie está noiva do Pedee e agora está com raiva de mim.

— Você gostou muito dessa Connie não é? — Ele não sabe o quanto. — Vou te dizer uma coisa filho, sempre vai aparecer alguém pra te fazer feliz mesmo você não querendo. Em qualquer esquina pode aparecer o amor da sua vida. Pra falar a verdade as coisas acontecem do nada, sem nenhum aviso. Piscou, aconteceu. Então se não aconteceu com a Connie, vai acontecer com outra garota, quando você menos esperar, o amor vai acontecer.

Olhei para o meu pai, ele nunca havia me dado um conselho realmente útil como esse, os conselhos dele nunca faziam sentido.

— Então você está falando que devo desistir?

— Não, se eu tivesse desistido da sua mãe no primeiro fora que ela me deu, você não estaria aqui hoje.

— Então eu devo lutar?

— Não.

Fiquei confuso, eu não devia desistir mas também não devo lutar. Isso não fez sentido, agora sim meu pai está de volta.

— Não entendi muito bem.

— Você tem que deixar tudo acontecer, vai acontecer quando for para acontecer.

Assenti fingindo que tinha entendido mas na verdade só não queria debater com meu pai. Conversei por mais um tempo com ele e sai de lá, quem sabe as gems já voltaram e a gente pode jogar algum jogo de tabuleiro ou cartas. Na casa ao lado a luz da garagem estava acessa, caminhei para lá e vi Lars arrumando uma bancada.

— Lars!

Acenei para ele que virou para me olhar.

— Fala aê Steven, veio visitar seu pai?

— Vim, faz tempo que não falo com ele.

Entrei na garagem, Lars estava mexendo em uma caixa com alguns cds antigos. Lars devia estar em um dos seus momentos nostálgicos, era estranho ver Lars como um pai de família tão certinho.

— Pegando alguma gatinha?

— Não, tô solteiro.

Lars se virou e fez uma cara estranha.

— Então quem era a gatinha que estava com você hoje de manhã?

Fiquei assustado, como ele sabia que eu sai com a Alex?

— Como você sabe disso?

— Tenho minhas fontes.

— Lars!

Ele começou a rir.

— O que foi? Tudo acontece em Beach City.

— Como você sabe que a Alex me deixou em frente de casa hoje?

Ele riu mais ainda e demorei um bom tempo para se recompor.

— Então o nome dela é Alex e ainda te deixou em frente de casa. — Ele me olhou com um típico olhar maroto. — Steven, Steven, o que você está aprontando?

Eu e minha boca anormalmente grande, agora ele vai tirar sarro de mim por um bom tempo. Senti minhas bochechas ficarem vermelhas.

— E-eu não tô fazendo nada!

— Sadie! O Steven tá de namoradinha nova, eu te disse!

Lars gritou Sadie e depois que falou gargalhou.

— É mentira!

Gritei para Sadie sabe se lá onde ela está.

— Zuar com você nunca perde a graça. E eu te vi com a garota hoje enquanto fui comprar pão de manhã.

Agora está explicado, ele falou aquilo esperando que eu desse mais informação.

— Não sabia que você agora fazia parte do time dos fofoqueiros...

— Como é?

Lars me puxou e prendeu minha cabeça no meio do braço dele.

— Nada!

Ele me apertou mais.

— Por você ter mentido para mim em relação a garota e por falar que sou fofoqueiro, eu só vou te perdoar se você for comigo levar a Susie no parque amanhã.

— Mas amanhã é domingo!

Ele bagunçou meu cabelo.

— Eu vou, eu vou. — Ele me soltou, arrumei minha roupa. — Não sei pra quê você quer que eu vá.

— Você vai tomar conta da Susie para mim.

— Isso é fácil, ela parece ser uma criança tão calma.

Ele gargalhou.

— Isso é o que você pensa.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Gente tava aqui pensando, se vocês não gostarem de alguma coisa ou acham que devo mudar alguma coisa, falem ai nos comentários. Posso estar errando em alguma coisa e posso não estar percebendo. Obrigada por ler e até semana que vem, no capitulo bônus: "Barulhos estranhos na floresta"