Notas iniciais
Ah ! sei que já tem uma pessoa acompanhando... então eu dedico esse capítulo a você pessoa linda que está acompanhando mas será que você poderia COMENTAR pra saber se está gostando ? OBRIGADA POR ACOMPANHAR :)

Na manhã seguinte, eu acordei com uma horrível dor de cabeça, consequência da enorme desventura. Já ouviram falar em coisas que acontecem em horas erradas e com pessoas erradas. Pois é, foi o que aconteceu no dia deste maldito acidente. Em uma noite chuvosa, tudo que eu mais amava se foi para sempre...

Tanta dor... Gritos, choro, medo e angustia. Tudo veio com tudo para cima de mim e eu não sábia se ia aguentar. Eu não queria aguentar.

Estudávamos na Stanford University, na Cálifornia. Amanda fazia faculdade de medicina e eu cursava Administração, já que o sonho do meu pai era ver eu e os meus irmão trabalhando na Simons Corporation.

Eu estava dirigindo em uma viagem, já que estava de férias da faculdade. Iriamos visitar a mãe de Amanda e já era de noite. Eu estava dirigindo como sempre fazia só que ela sempre dizia que se sentia impotete, já que tirou a carteira de motorista e nem sequer pegou em outro carro para dirigir desde então, já que eu sempre estava a sua disposição. Tá eu admito, eu a queria sempre perto de mim, por isso sempre oferecia carona para ela em qualquer momento. Não era tantas vezes já que ela morava no campus da faculdade .

Foi assim que fizemos uma bela amizade, bem mais o menos. O começo de tudo é meio complicado de explicar.

[ REMEMBER- lembranças on ]

Eu a conheci na primeira semana de aula, e eu como sempre era a sensação do momento. Estava passando pelo campus em uma noite de festa que ia ter no quarto de um dos conhecidos do Bryan. E ela veio em minha direção, linda com os longos cabelos loiros e aqueles olhos brilhantes e cheios de doçura. E eu me aproximei bem devagar olhando bem no fundo de seus olhos dizendo:

– O que uma moça tão bonita faz andando sozinha pelo campus a noite ? Está desacompanhada ?

– Só estou tomando um ar .- Ela me disse constrangida, com um sorriso tímido.

– Bem se você quiser eu fico aqui com você para lhe fazer companhia. E talvez se você preferir...- Falei me aproximando mais e mais. E quando ia terminar o percurso em direção a sua maravilhosa boca recebo um tapa estalado no rosto e fico totalmente sem reação quando eu vejo a levar a mão a boca, surpresa tanto quanto eu pela sua própria reação.

– Me desculpa... Eu... sinto muito, mas a culpa foi sua.

– Minha ?- Pergunto indignado.

– Sim, sua culpa. Você estava pensando que ia chegar aqui e tentar me beijar. Eu conheço a sua fama de pegador Theodore Simons , não pense que só porque é bonito, charmoso e rico que isso vai me impressionar.- E saiu a passos largos em direção a ala dos quartos.

– Wow! Mas o que diabos foi isso Theo ? — Bryan chega por trás e eu o olho de soslaio com raiva.

– Aquela garota é totalmente maluca. Me deu um tapa só porque estava flertando com ela. Até parece que nunca recebeu uma cantada, bonita do jeito que é.

– Meu caro Amanda Willians não é pro seu bico. — Bryan se põe a rir de uma maneira frenética que até me contagia. E ao fim de tudo estamos rindo feito dois idiotas por causa de um tapa que nem mereci, ou acho que não.

– E por que não ? Ela fez algum voto de castidade ou coisa parecida ?- Perguntei ainda rindo da minha situação.

– Ela é uma bolsita da faculdade e eu ouvi dizer que ela tem um noivo no Texas.

– Noivo? No Texas ? — Me pus a rir novamente.- E ela veio para cá estudar enquanto ele aproveita as faras lá. Que garota ingênua.

Mas em meus pensamentos eu não estava feliz com aquela notícia e eu não sei o porque de tanta tólice que me passa a mente.

[ REMEMBER -lembranças off ]

– Por que você não me deixa dirigir Theo ?

– Porque eu gosto de ser seu motorista particular. — Respondo com o meu melhor sorriso e recebo um sorriso arrebatador de Amanda. Oh! Como eu amo essa mulher.

– Por favor Theo? Me deixa dirigir, prometo que vou devagar coisa que você deveria está fazendo, já que está de noite e você deve estar cansado. Está dirigindo desde do começo da viagem.

A viagem duraria pouco mais de vinte horas e nesse meio tempo pararíamos em um hotel no meio do caminho para descansar. Só faltava achar um. No ultimo posto de gasolina em que paramos me informei que teria um a uns 3km.

– Tudo bem, tudo bem, eu vou deixar você dirigir até o hotel mais próximo, pois precisamos descansar e amanhã continuaremos a viagem.- E eu estacionei o carro, para invertemos de papel. Ela deu um gritinho de empolgação e se acomodou no banco do motorista.

Lembro de quando ela começou a dirigir o meu carro com um sorriso enorme no rosto. Reparei que ela não usava o cinto de segurança. Mas que mau isso iria fazer já estávamos perto do hotel em passaríamos a noite dormindo com o seu corpo colado no meu.

E de repente ficamos nos olhando por um curto espaço de tempo e só me lembro de uma luz muito forte vindo em nossa direção e ela conseguiu fazer com que o carro fosse para o lado da estrada e o carro bateu forte em uma arvore com o grande impacto. Depois de um tempo desacordado. Vi várias luzes vermelhas e amarelas e o corpo de Amanda atravessado o vidro frontal do carro e lataria amassada e muito sangue.

Eu tentei gritar pelo nome de Amanda só não tinha forças para fazer em si e tudo apagou. Só depois de um tempo acordei com um som de bip que irritava meus ouvidos. E quando tentei abrir os olhos simplesmente não conseguia. Meus olhos estavam pesados e meu corpo doía tanto. E eu sempre ouvia pessoas falando baixo e esse maldito som de bip, me incomodava extremamente.

E quando finalmente consegui abrir os olhos ouvi alguns murmúrios e um grito de surpresa irritou meu ouvidos, tentei virar a minha cabeça para olhar para o lado e só encontrei minha irmã mais nova com os olhos cheios de lágrimas e as mãos fora aos lábios emocionada e de uma hora para outra saiu correndo e ouvi gritar pelo médico dizendo que eu tinha acordado. Depois de alguns segundo o médico entrou no quarto com uma prancheta na mão me avaliando com um olhar. Eu não conseguia falar, não sei se era por essa coisa que me cobria a voz com um ventinho meio frio saindo por ele. Mas o que diabos aconteceu para eu vir parar aqui. Minha ultima lembrança era de estar com Amanda e...

É nesse momento que começo a me lembrar do que aconteceu, o carro saindo da estrada e a batida na árvore. Oh porra ! Como será que estar a Amanda ? Eu preciso saber se ela esta bem.

– Amanda... Onde ela... esta ?- comecei a murmurar repetidas vezes.

Eu percebi que os bips começaram a soar mais autos e rítmicos e o medico chama a enfermeira que logo me dá alguma coisa pelo o tubo de soro que vejo próximo a mim e eu caiu em um sono profundo.

Um tempo depois de ser dopado várias e vária vezes, tanto que nem vi o tempo passar apresentei uma melhora no hospital e já não precisava de tantos aparelhos conectados a mim.

Eu estava ansioso para saber notícias sobre Amanda, se ela estava bem, se eu poderia vê-la. Eu já não aguentava de tanta angustia e quando minha mãe, meus irmãos e o médico estavam presente eu perguntei:

– Doutor, onde está Amanda ? — Todos na sala se calaram de repente se olharam com olhares suspeitos e depois só um silêncio mortal.

– Onde Amanda está ? — perguntei novamente em um tom mais alto.- Ela está bem não é ? Se recuperando como eu não é ? Me digam, falem alguma coisa por favor.

– Theo... a Amanda... ela...- Amy tenta falar mas não consegue e eu vejo lágrimas em seus olhos. Ah não!

– Nãooo !- grito o mais alto que posso.- Ela não morreu, ela não pode ter me deixado. Não, não e não.

Sinto minha família me abraçar e chorar comigo. Não acredito nisso, não pode ser verdade. Eu me recuso a acreditar que ela se foi para sempre.

– Meu filho... Ela não resistiu. — Minha mãe me abraça mais apertado e agora me vejo chorando como um bebê, quando ouço a voz do médico nos interrompe.

– Ela teve morte cerebral em decorrência da pancada na cabeça, mas no entanto a família fez uma doação de órgão, e uma dessas doações foi realizada aqui nesse hospital.

Mas eu não consigo escutar mas nada. Só consigo sentir a dor dentro do meu peito, me consumindo e me corroendo por dentro.

Notas finais
Criticas ? Elogios ? Podem dizer ...