Por que me deixou ?
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Olá ! Eu me chamo Hayley tenho 22 anos de idade a quase dois anos atrás aconteceu coisas na minha vida que me marcaram para sempre. E agora eu irei lhes contar a minha história da vida que não é tão interessante aos olhos de muitas pessoas , mas pra mim foi mais do que importante. Foi algo difícil para minha família e para os meus amigos . Eu era a garota das festas badaladas. A que bebia todas e acordava na casa dos amigos com uma ressaca forte e só ali eu percebia que a noite tivera sido boa o bastante já que não lembrava de nada. E é exatamente assim que eu me divertia, era assim que eu me sentia bem. Ou mais o menos.
Quer saber minha vida era boa , boa até demais eu diria. Estudava em uma boa escola , era inteligente, apesar das festas, e tinha passado no vestibular para estudar administração. E tudo começou a desmoronar na minha frente e eu não podia impedir. Em uma tarde enquanto eu arrumava a casa passei muito mal tive falta de ar e cai no chão. Meu irmão me encontrou desacordada no piso frio quando tinha acabado de chegar da faculdade. Lucas e eu eramos muito próximos me vê daquele jeito realmente o abalou .
– Você precisa fazer alguns exames para verificar o que exatamente você tem. — Disse o médico me olhando com extrema cautela.
Minha mãe me levou direto para o hospital San Francisco, meu irmão queria me acompanhar mas mamãe não permitiu. Disse a ele que ela faria isso e que se precisasse de alguma coisa ligaria.
–Vou marcar um ecocardiograma e uma tomografia para você... é... Hayley.- Ela me olha inexpressivo.
–Você tem alguma ideia do que ela tem doutor ?- Minha mãe pergunta aflita.
–Não quero me precipitar com o diagnostico, eu preciso ter certeza de tudo para lhe dar uma afirmação concreta.
Passei o dia todo fazendo esses malditos exames. Quando saímos do hospital meu irmão esperava no estacionamento do hospital com seu Honda Civic preto. Ele parecia cansado, também com a vida que ele tem, trabalha e estuda e ainda vai me buscar das minhas bebedeiras. Ele sempre foi meu cúmplice para encobrir todas as coisas erradas que fazíamos. Eu só não sabia o que esperar daqueles exames. Iriamos buscar os resultados amanhã e mostrar ao médico. E aquela noite foi a noite mais mau dormida da minha vida.
Eu e minha mãe fomos ao hospital San Francisco para constatar que eu estava muito doente e eu juro , não consegui sequer chorar , fiquei em total estado de choque.
–Ela esta com um tumor no coração, e esta em um período avançado, a única opção que temos é tratamento para desacelerar que o bombeamento do sangue transplante de um novo o
Eu e minha mãe fomos ao hospital San Francisco para constatar que eu estava muito doente e eu juro , não consegui sequer chorar , fiquei em total estado de choque.
Só conseguia ouvir os choros e murmúrios da minha mãe e as lástimas do médico. Mas que porra ia acontecer com a minha vida a essa altura do campeonato. E como eu iria contar isso para os meus amigos que eu estava com um tumor no coração e que agora eu iria ter que esperar em uma fila por um novo coração e se não aparecesse eu iria morrer. Como eu iria conseguir contar isso ao Johnny? Como ?
Eu me sentia tonta a cada sessão com todos aqueles remédios. Os enjoos eram frequentes na minha vida e os desmaios também . Eles estavam tentando controlar a evolução do tumor. Não posso evitar de me sentir frustrada com isso. Terminei com Johnny já faz um mês e isso foi antes de eu lhe dar essa notícia. O peguei com uma " amiginha " na cama dele. Cheguei no apertamento dele um dia depois que recebi a notícia no hospital. No dia anterior tinha chorado a noite inteira e eu com certeza estava com os olhos inchados e com olheiras enormes. Foi um horror ter que me olhar no espelho e me ver desse jeito. Ouvi gritinhos de excitação e até alguns gemidos. Fui andando em direção ao seu quarto e a porta estava entreaberta e a cena que eu vi não foi nada agradável. Não tive nem reação. Só sai daquele ninho de cobras e bati a porta com toda a força que tinha. Com lágrimas nos olhos e apertei o botão do elevador e fiquei esperando, mas com a demora desci correndo as escadas correndo.
Acho que eles estavam brincando de médico onde ele fingia ser o ginecologista e ela a paciência. Ah ! Irei poupá-los dos detalhes sujo daqueles dois, não vale a pena relembrar. Depois que sai do seu apartamento passei mau na saída do prédio e ele veio ao meu socorro. O pior de tudo foi ele saber pela boca da minha mãe que eu estava muito doente. Ele ficou arrasado e foi naquele momento que eu vi ele me olhar nos olhos com tamanho arrependimento e pena. Mandei ele embora a ponta pés e subi para o meu quarto no mesmo instante. Não queria olhares de pena de ninguém, muito menos daquele babaca.
Piorei ainda mais, e meu Deus por que isso aconteceu logo comigo. Eu sei que nunca fiz por merecer toda essa catástrofe comigo. Fui internada no hospital por duas semanas e as únicas visitas que recebi eram da minha família, e do Johnny, apesar de não admitir eu gostava da sua companhia. Ele era um cara legal e tinha um jeito de falar que me fazia se sentir especial. E aquele olhar de pena tinha desaparecido quase que totalmente, apesar de ele vacilar um pouco. Nós não tínhamos aquele amor todo especial, mas eu gostava dele e sei que de alguma maneira ele também gostava de mim. Depois que eu tive que me internar no hospital resolvemos esquecer o que aconteceu já que eu não tinha esperança de sobreviver aquilo. Nos tornamos amigos, e ele me ajudou muito a manter o foco, me fazia sorrir já que eu chorava todas as noites. Ele se dedicou inteiramente a mim naquelas duas semanas.
–Então, como vai a minha princesa ?- Johnny fala entrando no quarto com um belo sorriso.
–Oi Johnny- falo com um sorriso fraco e ele me dá um abraço meio apertado e se senta na minha cama.- Eu estou bem, na medida do possível . E você ?
–Eu vou ficar bem, quando você ficar bem.- Ele me olha com aquele olhar de que esta prestes a desmoronar ali na minha frente. Eu o abraço bem apertado, enquanto falo palavras doces dizendo que vai ficar tudo bem, que nós dois vamos ficar bem.
–Hayley... Eu te amo.- Meu corpo travou na hora. Não podia nem acreditar no que estava ouvindo.
–O quê ? Johnny... Eu...
–Eu sei que não senti o mesmo que eu... Eu só percebi que não posso ficar sem você Hayley. Você é importante pra mim e eu sei que fiz besteira mas eu amo você.
Ficamos um tempo nos olhando paralisados e eu o vi se aproximar lentamente e me beijou, simplesmente me beijou. Não consegui me mexer, fiquei chocada com a sua declaração e realmente não sabia o que responder. Quando o beijo acabou, ficamos um tempo em silêncio.
Depois que ele sai dizendo ir a lanchonete do hospital, parecia um tanto nervoso. Enquanto eu fico pensando no que o Johnny me disse. Ele parecia tão indefeso e tão triste. Eu nunca o imaginei assim, desde a forma como me olhou ou o modo como as palavras saíram da sua boca. Não tenho tempo de pensar em muita coisa ele volta com um sorriso fraco. Ele passou a o resto da tarde me contando o que estava acontecendo na sua vida, desde a faculdade que ia bem até o fim do casamento dos seus pais. Dona Amélia sempre me tratou como uma filha, e eu lembro que no primeiro dia em que a conheci em um jantar de ação de graças que Johnny me levou. Lembro de todos me olhando espantadas e Amélia falou no meu ouvido que seu filho nunca tinha trazido nenhuma outra garota para conhece-los e que eu era muito especial para o seu filho.
***
Dois dias depois da última visita do Johnny o Doutor Joshua veio ao meu quarto. Estávamos eu e minha mãe conversando sobre coisas banais naquela manhã até ele dizer:
–Conseguimos Hayley, o seu novo coração e temos que prepara-la imediatamente para o transplante.
–Minha mãe se animou na hora, eu também de certa forma. Me sentia mau por saber que outra pessoa morreu para conseguir aquilo, mas eu empurrei esses sentimentos pro fundo do meu coração.
***
Depois me preparar para o transplante, estava eu deitada nessa maca e várias enfermeiras e enfermeiros me levaram ao centro cirúrgico .
–Vai ficar tudo bem Hayley.- Minha fala me dando um beijo na testa e se afasta. Meu irmão e Johnny também estão aqui.
–Vai ficar tudo bem Lee, eu te amo.- Daniel me diz com um carinho intenso e com uma expressão de preocupação em seu rosto. E dessa vez Johnny se aproxima com os olhos alegres e ao mesmo tempo preocupados e com um pequeno sorriso.
–Eu vou estar do seu lado quando você se recuperar dessa cirurgia princesa. Eu prometo... E Hayley...- Ele se abaixa e sussurra no meu ouvido.- Eu te amo.
E é com essas palavras eu entro naquele centro cirúrgico com a promessa de ficar boa e voltar para eles, e ser feliz de verdade.
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