Por enquanto

7 Capítulo 7 - Nova York


Notas iniciais
Me desculpem, eu prometi que postaria até sexta, mas é que todas as sextas eu tenho aula de manhã e a tarde e depois ainda vou para casa de uma amiga minha, então só chego em casa umas 8 horas e eu tava cansada então fui dormi, na verdade eu nem postaria esse capítulo hoje, mas to postando porque certas pessoas me mandaram MP pedindo pra mim postar então aqui estamos nós, espero que gostem, boa leitura, deixem reviews!

Chegamos à Nova York naquela tarde e seguimos o mais rápido possível em direção à casa de Annabeth no Upper East Side, ao chegarmos encontramos Bianca, Piper e Juníper aflitas na sala.

Assim que me viram correram em minha direção me esmagando em um abraço coletivo, em seguida me soltaram voltando ao estado de aflição.

...

A noite chegou à medida que os meninos chegavam, me abraçavam e sentavam em um lugar qualquer, assim como a madrugada se aproximava minha preocupação aumentava, minha única esperança eram Grover e Jason que não tinham chegado ainda.

O primeiro a quebrar o silêncio foi Leo com uma de suas velhas piadas sem graça para quebrar o gelo, eu sentia falta delas, mas nesse momento tudo o que conseguiu arrancar de meu rosto foi um mínimo sorriso.

As palavras de Leo foram o bastante para iniciarem uma conversa contando suas respectivas experiências na busca pela cidade atrás do menino, a única parte que minha cabeça registrava era o óbvio, não o tinham achado.

Fui tirado de meus devaneios por Bianca que estendia uma xícara de café em minha direção, a peguei e tomei um bom gole, me arrependi assim que senti o líquido queimando minha língua, corri em direção à cozinha e cuspi tudo na pia, bebi uma garrafa de água e voltei para a sala com a xícara em mãos tomando calmamente.

Os meninos se seguravam para não rir assim como Thalia e Clarisse, já as outras mantinham uma expressão desaprovadora.

Fechei a cara e me joguei no sofá.

...

A madrugada veio rápido, Thalia, Piper, Nico e eu éramos os únicos acordados esperando pela chegada de alguém.

Logo Piper adormeceu, com isso meus olhos já pesavam, então lentamente eles foram se fechando, mas fui surpreendido pelo barulho da porta se abrindo.

Levantei assustado e encarei Jason que trazia um garotinho loiro adormecido em seus braços.

Com cuidado ele o depositou ao meu lado no sofá, me abraçou e sentou na poltrona.

-Esse garoto é pesado, falou ele.

Thalia riu.

-Onde ele estava? Perguntou Nico.

-Central Park, chorando, estava congelando quando o encontrei, acabou adormecendo no caminho.

-Acho melhor levarmos ele para o quarto, falou Thalia. Percy pega ele no colo.

Olhei em sua direção.

-Porque eu?

-Sério Percy? Você tem certeza de que quer que eu te responda?

Com isso cautelosamente peguei meu filho nos braços pela primeira vez e segui Thalia escada acima.

Ela abriu a porta do quarto, entrei e assim que fui colocá-lo na cama ele abriu os olhos assustado.

Charlie gritou e me empurrou caindo na cama.

Afastei-me espantado e encarei Thalia.

-Charlie! Acalme-se, por favor, tentou Thalia.

-Mas, mas... É Percy Jackson!

-Não, ele é só o idiota do meu primo.

-Ei! Protestei.

-Cala a boca Percy!

-Vem calar!

-Parou os dois! Gritou Charlie. Alguém pode me explicar porque o dono da Jackstation está no meu quarto? E espera, ele é seu primo?

-Percy será que pode sair um pouco?

Sai sem reclamar.

POV Charlie:

-Prossiga-falei.

-Tudo bem, eu não vou enrolar, ele é o seu pai, Charlie, disse Thalia.

-O QUE?

-Foi o que eu disse.

Eu não conseguia acreditar, Percy Jackson, o cara que admirei por anos, que eu sonhava em conhecer é meu pai? Porque ele só apareceu agora? Eu simplesmente não sabia o que pensar.

-Acho melhor você falar com ele pessoalmente, continuou ela e puxou o Jackson para dentro e saiu em seguida.

-Oi – ele disse.

-Porque está aqui? Porque só veio agora depois de tanto tempo?

-Eu... E-eu não sabia e... Eu queria é... Te conhecer, gaguejou ele.

-Como não sabia? Vai me dizer que nunca mais falou com minha... – minha voz morreu ao lembrar dela, cai derrotado em cima da cama.

-Sua mãe era uma mulher fantástica Charlie, eu a amava, ainda amo, sinto muito por estar longe durante todos esses anos, mas quero que saiba que agora estou aqui e que pode contar comigo...

-Sim ela era, mas se a amava porque ficou longe? Me abandonou quando eu ainda era um bebê? Porque foi isso que você fez não foi?

Ele pareceu ficar abalado com minhas palavras, mas não me importei, tudo o que eu quero agora é a verdade.

-Não posso lhe contar, desculpe, mas sua segurança depende disso, você ainda é uma criança, e se quer saber, eu não te abandonei, nem sabia da sua existência até ontem, viajei da Califórnia até aqui por sua causa, satisfeito agora? Falou ele.

Fiquei estático, afinal eu estava sendo injusto com ele, mas será que aquilo tudo era mesmo verdade?

-Sei que deve estar querendo ficar sozinho então eu... Bem, já vou indo.

-Espera...

Ele se virou olhando em expectativa para mim.

-Acho que...Talvez, só talvez, possamos ser amigos, falei hesitante e estendi a mão direita.

Ele sorriu e apertou minha mão firmemente.

-Pode ficar se quiser.

Ele assentiu e olhou em volta, seus olhos pararam em meus vídeo games, me deixando constrangido, afinal todos eram Jackstation.

-Vejo que ainda não tem Ognarom 3, falou por fim.

Passei a mão pelos meus cabelos em um claro sinal de nervosismo.

-Na verdade era... Deixa pra lá.

-Fala...

-Era o que eu esperava ganhar de aniversário, mas isso não é importante.

Ele ficou pensativo por alguns instantes e logo continuou.

-Eu acho que você está cansado, então eu... Eu já vou indo.

Foi o que disse antes de sair pela porta e me deixar sozinho, deitei na cama olhando para o teto e pensando em tudo que aconteceu nos últimos 2 dias e foi assim que embarquei no mundo dos sonhos.

Notas finais
Espero que tenham gostado, DEIXEM REVIEWS!