Por enquanto
8 Capítulo 8 - É diferente
Notas iniciais
Dois dias depois...
Os últimos dias foram estranhos, não posso afirmar que fiquei mais próximo de Percy, no máximo trocávamos algumas palavras, nada além disso, Thalia e os outros tem passado grande parte do tempo tentando me animar, fico agradecido mas nada que eles falarem vai trazer minha mãe de volta.
As buscas pelo corpo dela continuaram, mas nada foi encontrado, então Atena com suas ideias brilhantes resolveu fazer o enterro assim mesmo, agora aqui estou eu, vestindo terno e gravata.
Quando desci as escadas Percy que assim como eu usava terno, me esperava.
-Onde estão os outros?
-Já foram.
-E eu vou com quem? Max está de folga.
-É... Thalia achou melhor que você fosse comigo.
Obrigado Thalia, já não é ruim o suficiente eu estar indo para o enterro da minha mãe e ainda tem que ser com ele?
Segui até a porta e desci até a garagem, sabia que ele estava me seguindo.
Me surpreendi ao encontrar dois seguranças nos esperando.
-Em que carro nós vamos? Perguntei.
-Naquele:
Segui seu dedo e vi um Maserati gran turismo azul estacionado.
É verdade, esqueci que ele é o todo poderoso dono da Jackstation.
A partir dali seguimos o caminho até o cemitério em silêncio, ele dirigia enquanto eu observava pelo retrovisor o carro dos seguranças nos seguindo.
Quando o carro parou e olhei para a entrada, meu coração se apertou e meus olhos lacrimejaram só agora a ficha tinha caído realmente.
Relutante sai do carro, Percy ao perceber minha reação me abraçou de lado, não me importei, andamos assim até a aglomeração de pessoas ao longe no gramado.
As lágrimas começaram a escorrer descontroladamente enquanto me lembrava dela, olhei para cima, Percy chorava silenciosamente, quando percebeu meu olhar, limpou o rosto.
Ele afagou meu cabelo e isso foi o suficiente para lhe abraçar de verdade, me agarrei a ele e chorei como um bebê.
Em um instante percebi os braços de Percy se apertarem mais forte contra mim, como se quisesse me proteger com um abraço.
Levantei os olhos e olhei em volta, quando vi alguém que fez toda minha tristeza se transformar em ódio, Luke Castellan me observava.
Me soltei de Percy, andei a passos firmes em sua direção e o empurrei com toda a minha força.
-O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI? A CULPA É TODA SUA! SE VOCÊ NÃO TIVESSE INDICADO AQUELE TRABALHO MINHA MÃE AINDA ESTARIA VIVA!
Seu olhar passou de confuso para raivoso.
-Quem você pensa que é moleque? Falou ele e me empurrou, eu cairia se alguém não tivesse me segurado.
-Não toque nele, rosnou Percy se pondo entre nós dois.
-Jackson, há quanto tempo, acho que Annabeth não gostaria de te ver aqui...
-Você não tem o direito de falar da minha mãe! Gritei.
-Garoto, conforme-se, a sua mãe morreu, Annabeth morreu Charlie, BUM, não volta mais, pronto, acabou, entendeu agora?!
Aquelas palavras desceram como uma faca em meu peito, dilacerando tudo pela frente.
Corri, corri sem rumo pelo gramado, sem me importar de pisar nas milhares de lápides pelo caminho.
Me sentei embaixo de uma árvore e chorei mais ainda.
Senti alguém sentar do meu lado, Percy.
-Não fique assim filho, eu te entendo, sei como é difícil.
-Não me chama de filho! E como pode entender? Você não sabe o que é perder alguém! Gritei. Vai embora!
Ele fez o que pedi.
-Está enganado Charlie, disse Nico atrás de mim.
Me virei para encará-lo.
-A mãe de Percy o abandonou quando ele tinha 6 anos.
-É diferente, afirmei.
-É diferente? Charlie, você sempre soube que sua mãe te amava, já a mãe de Percy escolheu ir embora.
Esquadrinhei o local com os olhos, o Jackson estava um pouco adiante com um olhar vago para os túmulos.
-Fale com ele, insistiu Nico.
-Não.
-Argh, você e esse seu orgulho besta que herdou da sua mãe. Vá falar com ele agora!
Andei lentamente até ele que ficou assustado com minha presença.
-Desculpa.
-Tudo bem, eu já superei.
Ele se ajoelhou e abriu os braços, não consegui dizer não e o abracei.
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