Por Você

12 Capítulo 12


Notas iniciais
Não vou pedir desculpas!!! Não vai adiantar nada mesmo Y_Y
Sei que não mereço perdão e sei que vou acabar fazendo de novo -.-'
Não tem nenhuma explicação plausível, eu simplesmente não consigo postar semanalmente e não consigo cumprir minhas promessas de "vou postar logo o próximo ^^"
Sei que isso é "uma puta falta de sacanagem", literalmente ¬¬', mas a vida é assim, a gente se decepciona com as pessoas.
Espero que vocês não estejam tão decepcionados comigo a ponto de ter abandonado a fic, aí vai mais um capítulo, não muito grande, mas o próximo já está em andamento.
Leiam, por favor, as notas finais, onde estão os agradecimentos, etc

Kaoru decidiu sair da água assim que sentiu que a temperatura estava caindo. Pegou a toalha que havia trazido e, sentindo a vento gelado sobre a pele molhada, enrolou-se rapidamente, secando-se da melhor maneira que podia e, em seguida, vestindo suas roupas. Saiu dali ainda incomodado com a sunga molhada sob a bermuda.

Não muito longe dali, seu irmão mais velho já se encontrava organizando as coisas de ambos para o retorno. Os demais hosts estavam no acampamento, faltando apenas Mori e Honey, que chegaram ao mesmo tempo em que o gêmeo mais novo.

Estranhamente, cada um dos hosts parecia absorto em seus pensamentos, e trocaram poucas palavras antes que o motorista da família Ootori viesse os buscar.

Durante o trajeto de volta às suas casas os garotos foram em silêncio, mas era possível perceber os sentimentos que dominavam cada um apenas pelas suas expressões. Honey estava confuso e envergonhado e Mori-Senpai, assim como o presidente do Host club, se encontrava num misto de ansiedade e insegurança. Kyouya tinha um quase imperceptível sorriso no rosto e uma expressão distante como a que Haruhi ostentava, porém a pequena não parecia muito feliz com essa sensação. Enquanto isso, Kaoru demonstrava um grande desânimo, coisa que passou despercebida pelo seu irmão gêmeo, que de longe era o que transparecia mais suas emoções. Hikaru estava visivelmente perturbado, em grande parte pelas situação e sensações que tivera mais cedo por causa do mais novo, mas os demais hosts não perceberam seu estado, pois cada um tinha muito em que pensar.

O retorno às aulas após o feriado foi tranquilo. Os dias transcorriam normalmente na escola e no host club e, por sorte, os anfitriões sabiam disfarçar bem suas preocupações na frente das clientes e também uns dos outros.

Kaoru, no entanto, começou a perceber uma mudança significativa no comportamento de seu irmão gêmeo. O mais velho parecia evitar ficar a sós com ele na escola e em casa, porém o flagrava diversas vezes o observando de longe com uma expressão estranha e, quando este percebia que havia sido pego, disfarçava ou saía do lugar em que se encontravam. Em casa, o mais velho dos Hitachiin sequer dirigia a palavra ao irmão durante as refeições e sempre procurava ir para cama mais cedo, fingindo já estar dormindo quando o irmão ia se deitar.

Tudo isso machucava muito Kaoru, o gêmeo mais novo não fazia ideia do que se passava na mente de seu irmão e, é claro, acabava apelando para especulações. A hipótese que mais gritava em sua mente era de que somente agora a ficha do mais velho poderia ter caído quanto a sua preferencia por homens e, compreendendo o que isso significava, Hikaru poderia estar o evitando. Era torturante, mas o ruivo mais novo não tiraria isso a limpo. O medo de confirmar suas suspeitas e ter a certeza de que o irmão, a quem tanto amava, não o aceitava, minava sua coragem.

Enquanto Kaoru remoía essas suspeitas, seu irmão sequer percebia o quanto o estava magoando com suas atitudes. Um turbilhão de sentimentos perpassavam seu coração, e o mais velho dos Hitachiin não sabia lidar com essa situação.

Hikaru não compreendia sua comoção pela situação em quer vira o irmão durante o acampamento, afinal eram gêmeos, sempre fizeram muitas coisas juntos. Para ambos era algo muito comum, desde a tenra infância, os banhos a dois, as trocas de roupa simultâneas, o toque acidental entre os corpos durante a noite, a compreensão mútua apenas pelo olhar...porquê então agora cada um desses gestos se tornara tão estranho, tão...constrangedor? Sim, era isso que Hikaru sentia, estava com vergonha do irmão, não tinha coragem de encará-lo, se sentia tímido com relação ao seu próprio corpo, ainda que soubesse que o do irmão era simplesmente idêntico, tinha receio de tocá-lo e tudo isso havia começado naquele dia em que o vira se banhando sozinho no rio, ou talvez não... Pensar em todas essas coisas estranhamente fazia o mais velho dos Hitachiin se lembrar da bendita carta que Kaoru recebera junto ao presente de dia dos namorados, daquele tal Fujiwara. Ainda tinha mais essa! Hikaru tinha que tirar a limpo essa história, afinal o mais novo não tocara no assunto até o momento.

A verdade é que até o presente momento Kaoru nem sequer havia se lembrado de que devia uma resposta a Kouji, e muito menos de que deveria ter contado sobre a declaração a Hikaru.

O mais jovem dos gêmeos estava se preparando para tomar banho, o irmão ainda não havia subido para o quarto quando, ao buscar uma cueca em sua gaveta, acabou observando, sobre o criado-mudo que ficava ao lado da cômoda, o cartão que recebera de seu mais novo pretendente, Fujiwara Kouji. Hikaru foi tomado por uma sensação estranha, como um choque que começava pelos pés, causando um estremecimento, seguido por um estranho frio do abdômen. Lembrou-se que o bilhete ficara ali, sobre o móvel, durante todos esses dias, perfeitamente visível para quem quisesse lê-lo. Seus pais poderiam tê-lo lido durante o feriado, ou até mesmo uma das empregadas poderia tê-lo lido e delatá-lo aos pais – só cogitar alguma dessas hipóteses fazia o garoto passar mal, afinal não seria fácil o momento de revelar suas preferências a seus pais — por último, Hikaru poderia ter visto do que se tratava. No último caso não o preocupava que ele soubesse o conteúdo, afinal o mais velho já sabia de sua preferencia e dissera que não se importava com isso – nesse momento um sorriso triste surgiu em sua face – mas que ele se chateasse pelo fato dele não ter lhe contado logo sobre a situação.

Kaoru pensou sobre o assunto e chegou à conclusão que provavelmente nenhuma das hipóteses havia acontecido, afinal não era do feitio de seus pais mexerem em suas coisas, aliás, eles mal entravam em seu quarto. Quanto às empregadas, ficou tranquilo, elas pareciam ser fujoshis o suficiente para adorar a ideia ao invés de dedurá-lo aos pais. A situação mais provável era a de Hikaru ter visto, mas conhecendo o irmão, sabia que o temperamento impulsivo do mesmo não deixaria que isso passasse em branco.

Por fim decidiu que deveria falar logo com o mais velho e também pensar no que faria com relação ao ex-colega de classe. Sendo assim, preferiu esperar o irmão subir para conversarem, antes de tomar seu banho. Sentou-se na cama com o bilhete em mãos e pôs-se a observar a porta, esperando que a mesma desse algum sinal da entrada do irmão e, enquanto isso, devaneava sobre o que falaria a Kouji quando o encontrasse na escola.

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Hikaru se encontrava no jardim da mansão dos Hitachiin, estava enrolando após o jantar, quem sabe assim dava tempo de seu irmão ir dormir antes que chegasse ao quarto. Sim, ele sabia que parecia infantil o seu comportamento, mas não podia evitar, afinal Kaoru sempre fora o mais maduro, mais ponderado e mais compreensivo, mesmo sendo o mais novo — apenas alguns segundos, diga-se de passagem. O mais velho não sabia o que fazer, queria voltar a ter a mesma relação de antes com o irmão, mas as coisas pareciam tão complicadas.

Havia aquela conversa com Haruhi, a conversa com Tamaki, a carta de Kouji ao irmão, as sensações depois da cena do rio, seu constrangimento perto de Kaoru... tudo isso dava voltas na mente de Hikaru, que ficava cada vez mais confuso e, dessa vez, não podia contar com nenhuma das duas pessoas com quem costumava desabafar: Kaoru e Haruhi. O primeiro era a razão dos seus problemas, ou seja, não poderia falar com ele, a segunda Hikaru até tentara, mas a pequena parecia muito ocupada e distante depois da volta do acampamento, coisa que o mais velho atribuiu à preocupação com os estudos, já que a morena precisava manter suas notas para não correr o risco de perder a bolsa.

Chegou à conclusão de que no final das contas teria que resolver tudo sozinho.

Pensando nisso, o mais velho dos irmãos resolveu subir ao quarto, quem sabe um bom banho e uma noite bem dormida o ajudassem a pensar com mais clareza.

O que Hikaru não imaginava é que seu irmão estava prestes a confundi-lo ainda mais...

Notas finais
Bom galera, como eu disse no início, não tá muito grande, mas já estou trabalhando no próximo.
Não vou prometer que vou postar a continuação em algum dia específico ou em algum prazo máximo, pois acho que isso é ainda pior do que a demora -.-'
Quero agradecer a Okumura Yui, Neko Girl, Hinata Uchiha, Flora Sugiura, Juli Blanc que leram e comentaram o capítulo anterior. Saibam que seus reviews são muito importantes pra mim, se eu não largo essa fic é por respeito e gratidão à vocês (e também um pouco de vontade de por esses gêmeos se pegando XD)
Agradeço também à Duda chan, Juli Blanc, Mitaya Miharu, Zoe Dragneel e a Amane por favoritarem, não sei o que seria dessa fic sem vocês.
Acho que tem mais alguem que favoritou e que eu não citei, mas eu não consigo ver o nome de todos, apenas os mais recentes, então se você favoritou e não recebeu agradecimento pode falar no review, mas recebe já o meu obrigada ^^
Meu agradecimento especialíssimo é pra Ritsu Onodera, que recomendou a fic, além de postar uns reviews muito fofos. Obrigada seu lindo!!
No mais, tentei dar uma revisadinha e arrumar os erros antes de postar, mas se tiver algo muito gritante me avisem, por favor.
Se puder deixar um review eu ficaria muito feliz, é muito importante para mim!!!