Por Você

13 Capítulo 13


Notas iniciais
Yooo mina!!!
Olha eu com capítulo novo, eu disse que o próximo já estava em andamento...e veio grandinho, o maior que já fiz até agora!!!
Porém eu já aviso que boa parte desse chap é focado nos dois casais héteros da fic, então não se chateiem por favor, mais pro final tem um pouco dos nossos gêmeos lindos!!
Obrigada à Okumura Yui, Hinata Uchiha, Neko Girl e Juli Blanc pelos reviews fofos *-* vocês me motivam sempre!!!
Enfim, o capítulo...

Haruhi andava distraída pelos corredores da escola durante o intervalo. Carregava nos braços uma porção de livros que pegara na biblioteca, afim de estudar para as provas que seriam dali a duas semanas. A morena sequer percebia os olhares de admiração e suspiros que arrancava por onde passava. As garotas que frequentavam o host club eram cativadas pela aparência andrógina (?!) e pelo comportamento gentil e delicado do “garoto”, que além dessas qualidades ainda tinha um excelente desempenho acadêmico.

Porém não era só das garotas que Haruhi arrancava suspiros e olhares. O presidente do host club observava atentamente cada movimento da pequena que, distraída, sequer percebera que estava indo em sua direção.

– Deixe-me te ajudar, Haruhi – Tamaki simplesmente se colocou a frente da garota, lançando seu melhor sorriso sedutor, causando muitas hemorragias nasais nas yaoi fangirls de plantão.

A Fujioka, no entanto, assustou-se com a presença do rapaz e acabou corando devido a lembranças da última vez que estivera a sós com o loiro. A morena piscou algumas vezes, um tanto aturdida e chegou a abrir a boca para falar algo, porém nada vinha a sua mente. Quando finalmente pode organizar seus pensamentos para formular uma frase, ambos, ela e o mestiço, foram surpreendidos por uma cena um tanto inusitada, pois os dois estavam bem em frente às escadas quando aconteceu.

Kyouya e Renge estavam descendo a mesma, enquanto conversavam sobre as ideias da garota para o Host club

– Kyouya, escute o que eu digo, seria um grande sucesso!! Imagine só os hosts encenando peças de Shakespeare, Haruhi poderia fazer o papel de mulher (?!) e até eu poderia fazer uma ponta! — Os olhos da garota brilhavam ao imaginar as cenas — Eu posso cuidar de adaptar os roteiros pra uma coisa mais simples.

– Aham – Kyouya não se mostrava completamente atento às palavras de Renge e apenas concordava com o que ela dizia. O moreno até se esforçava para acompanhar o que ela dizia, mas os movimentos delicados de seus lábios enquanto falava, a maneira divertida de agitar os braços ou a forma meiga de entrelaçar os dedos próximos a face o deixavam desconcertado. O mais jovem dos Ootori se pegava completamente fascinado, coisa que nunca fora do seu feitio.

A garota percebeu que não tinha toda atenção do rapaz, então resolveu apelar:

– As garotas pagariam qualquer preço pelos convites!

–Aham – Novamente Kyouya não deu atenção às palavras de Renge, porém a garota, dessa vez, se surpreendeu muito, afinal ela estava falando em dinheiro! A surpresa foi tanta que fez a loura parar bruscamente, voltando-se para o rosto do Ootori.

Um rapaz que vinha andando atrás deles distraidamente, não percebeu a parada súbita de renge, e acabou esbarrando seu ombro no da garota, que perdeu o equilíbrio e acabou pisando em falso.

Antes que a loira sofresse uma queda, sentiu seu braço ser puxado com força, e seu corpo se chocar contra um mais alto e mais forte, cujo outro braço envolveu sua cintura, mantendo-a próxima.

Renge levantou os olhos e percebeu a face de Kyouya muito próxima da sua, ele sustentava o olhar no seus olhos, numa cena que parecia saída de um livro de conto de fadas.

– Você...me salvou... – A Houshakuji parecia hipnotizada pelo atmosfera do momento, tanto que levou seus braços ao redor do pescoço de Kyouya, aproximando ainda mais os rostos, sentindo-se corar com a ação.

Kyouya podia sentir a respiração de Renge em sua face, de tão próximo que estavam. O Ootori també era capaz de sentir o cheiro dos seus cabelos e o perfume que desprendia de sua pele e cada um desses odores o deixava cada vez mais entorpecido, além do toque suave das mãos ao redor de seu pescoço. Em um movimento rápido, porém mal calculado, Kyouya curvou-se para a frente afim de tomar-lhe os lábios, porém o cena que se sucedeu não foi nem um pouco romântica:

Diante do clima que rolara, ambos não perceberam que faltava apenas um degrau para ao final da escada e, quando Kyouya se inclinou sobre Renge, a loira perdeu o equilíbrio. Como ambos estavam abraçados, o resultado foi que os dois acabaram indo ao chão.

Renge caiu sentada, enquanto Kyouya, que se movimentara durante a queda, caíra transversalmente sobre seu colo, de peito no chão e com as mãos esticadas para cima, seu óculos indo parar a alguns metros de distância.

Todos que estavam fora de suas salas naquele momento encravam o casal, divertidos. Renge simplesmente não sabia onde se enfiar de tanta vergonha, além de quase ter beijado Kyouya na frente de tantas pessoas, ainda passara o vexame da queda. Não sabia se seria pior se o beijo tivesse se consumado.

Já o Ootori encontrava-se irritado, levantou-se rapidamente, ajudando a loira a colocar-se de pé também. Murmurou um pedido de desculpas rapidamente, o que deixou a gatora atônita, e em seguida foi buscar seus óculos. Ao coloca-los, porém, percebeu Haruhi e Tamaki o encarando, estupefatos e amaldiçoou-se por ter se deixado ver em situação tão vexatória por aqueles dois.

Antes que tivesse a chance de dizer qualquer palavra, foi surpreendido pelo som dos sapatos de Renge, que saía apressada, e visivelmente envergonhada, em direção aos sanitários.

“Bom trabalho Kyouya” – pensava o moreno consigo mesmo – “Além de quase beijá-la em público, a faz cair no chão e ainda a ignora depois de todo o constrangimento. Se você queria afastá-la, fez a coisa certa!”. — Enquanto pensava nisso, o Ootori tinha uma expressão de contrariedade no rosto. – Não há nada que eu possa fazer no momento, o melhor é pensar com calma numa maneira de consertar isso.

Haruhi e Tamaki ainda encaravam o vice-presidente do host club com olhos arregalados e bocas abertas em “o”, porém o mesmo não se deu por abalado, simplesmente os ignorou e se dirigiu a sua sala de aula, a passos rápidos.

Haruhi, após o susto inicial, fez menção de ir atrás de Renge, algo como solidariedade feminina, ou coisa parecida, porém foi interceptada pela mão direita de Tamaki, que a segurou pelo ombro.

– Doushita? – A garota ficou confusa com a interrupção do loiro e enrubesceu com a proximidade do rosto dele quando o mesmo se inclinou para falar próximo ao seu ouvido:

–Você não pode entrar lá com ela, esqueceu? – O presidente do host club tinha um sorriso divertido nos lábios enquanto apontava para a plaquinha pregada na frente da porta do toilet feminino.

A garota, após compreender que realmente não poderia prestar nenhum auxílio a colega, já que se fazia passar por um rapaz diante de todos da escola, resignou-se e, desvencilhando-se sutilmente do braço de Tamaki em seu ombro, resolveu seguir para sua classe, ainda com os livros nos braços. O loiro, no entanto, retirou os livros de si, fazendo questão de leva-los, e assim ambos foram caminhando, o presidente do host club na frente, com os livros, tagarelando de forma dramática sobre a cena que a “Oka-san” fez nas escadas, enquanto Haruhi ia atrás, observando suas costas. Olhando agora seus movimentos e sua forma de falar, mal era capaz de acreditar na conversa que tiveram no último dia de acamapamento.

Flashback on

Haruhi acompanhava Tamaki por uma trilha dentro da mata. Estranhamente o maior se mostrava quieto e concentrado. A morena estava distraída, e quase trombou com as costas do loiro, quando este parou bruscamente na frente de si.

Haruhi então se afastou um pouco do maior, podendo olhar bem em volta.

Estavam numa pequena clareira no meio da mata, a grama onde pisavam era rasteira, porém as vegetação ao redor era bem variada, contendo diversos tipos de arbustos pequenas árvores. Porém, o que mais chamava atenção naquele local eram as árvores de grande porte, pois eram apenas árvores que pareciam se encontrar no auge da floração, o que era estranho para a época. Haviam flores de variadas cores, e os galhos mais altos se entrelaçavam uns nos outros, misturando as cores e coando a luz do sol, que adentrava a área em pequenos feixes, tornando a paisagem ainda mais bela.

Realmente era um lugar muito bonito, tinha que admitir que o presidente do host club tinha um bom senso de estética.

– Que lindo... – A pequena disse mais para si mesma, como uma constatação.

– Que bom que gostou – O loiro agora ostentava um sorriso diferente dos que costumava oferecer às clientes do Host Club, pois era um sorriso sincero e que transmitia todo o carinho que sentia pela garota. – Espero que o Hikaru-kun e o Kaoru-kun consigam se entender.

Esse último comentário do maior despertou a morena de seu devaneio e, de repente, tudo se fez claro em sua mente.

– Tamaki, por que me trouxe aqui? – A Fujioka tinha uma postura inquisitiva, parecia de certo modo irritada.

– Eto...os filhinhos precisavam conversar... – O loiro encarava o chão, a mão atrás da nuca, numa posição constrangida, realmente trouxera Haruhi ali para mostrar a ela aquele belo lugar, mas não podia negar que também havia pensado que essa seria uma ótima forma de afastar a morena dos gêmeos para que eles, quem sabe, aproveitassem essa chance para conversar, afinal o rapaz ficara um tanto preocupado depois de sua conversa com o Hitachiin mais novo.

– Haruhi, se você ficasse lá um deles ia te arrastar pra fazer alguma coisa e eles não iam se entender!!! – Tamaki agitava os braços sem parar e tinha a face mais ou menos com essa expressão ><, enquanto tentava algum argumento que amenizasse a situação.

Enquanto isso, no rosto de Haruhi, que estava de costas para o lorio, quase era possível visualizar linhas azuis na testa e veias saltadas, indicando seu estado de espírito

– Esse maluco só queria me tirar de cena – disse a pequena trincando os dentes.

Alguns instantes depois o loiro parou de dar chilique, e ambos ficaram em silêncio, apenas admirando a paisagem ao redor de si.

Depois de algum tempo o loiro resolveu quebrar o silêncio.

– Eu só quero que vocês sejam felizes... – Ambos haviam sentado na grama e nesse momento tinha as pernas flexionadas à frente do seu corpo e apoiava o tronco com os braços atrás do mesmo, fazendo com que sua cabeça pudesse ficar um pouco inclinada para cima. O maior olhava na direção do alto das árvores, mas seu olhar parecia perdido e seu sorriso um tanto entristecido.

Haruhi surpreendeu-se com o comentário e indagou:

– Como assim? De quem você está falando?

– De você e do Hikaru-kun... – Tamaki deu uma pequena pausa após dizer o nome dos dois, porém depois continuou: — E Kaoru-kun, Kyouya, Honey e Mori-Senpai também, todos vocês.

O loiro ainda não encarava a pequena e, por isso, não pode ver a expressão de assombro que surgiu no rosto da mesma. “Que espécie de conversa era aquela? O que havia acontecido com o Tamaki idiota que ela conhecia?

– Por que você está dizendo isso? – A morena praticamente sussurrou a frase, que não passou despercebida pelo maior.

– Eu fico pensando o que vai ser quando nos formarmos...tudo é muito bom agora enquanto estamos todos juntos, mas daqui a alguns anos mesmo que queiramos ficar próximos, pode ser muito difícil... – Finalmente o loiro olhou para Haruhi, que pode ver um brilho de tristeza nas íris violetas – Eu e Kyouya provavelmente vamos assumir os negócios de nossas famílias, você tem um futuro brilhante pela frente, pode escolher a profissão que quiser e provavelmente terá muito sucesso e será um mulher muito ocupada...sorte tem o Mori e o Honey-Senpai e o Kaoru e o Hikaru-kun que sempre vão estar perto das pessoas importantes para eles.

Nesse momento ouve uma pausa dramática em que a pequena tentava compreender as palavras do mais velho, parecia que ele queria dizer algo muito mais profundo, que existia um significado oculto em tudo aquilo, mas antes que a morena tivesse chance de desvendar esse mistério, o maior voltou a dizer:

– Eu só queria que você soubesse disso...que eu quero que você, quer dizer, que vocês – nesse momento pareceu que o loiro se enrolava com as palavras – sejam muito felizes, mesmo que eu não possa estar por perto – Os olhos violeta agora encaravam firmemente os castanhos – por que eu os amo muito.

Para Haruhi estava difícil processar tudo aquilo, aquela maneira séria de falar, a tristeza em sua face, as palavras cheias de reais sentimentos, a angústia em sua voz e, ao mesmo tempo em que tentava digerir tudo isso, a menina não pode deixar de se ver encantada por esse outro lado da personalidade do loiro, mas antes que ela pudesse se manifestar de alguma forma, o antigo Tamaki parecia já ter voltado.

O mais velho se levantara e agora remexia os arbustos próximos as árvores, voltando logo com algumas flores que tentava prender nos cabelos da pequena.

– Essas ficam lindas em você Haruhi!!

Enquanto isso, a morena não dava muita atenção a essa tentativa de deixa-la mais feminina, pois estava por demais aturdida com a mudança repentina de comportamento do loiro.

Em meio a risos e dramas do presidente do Host Club, ambos voltaram ao acampamento.


Flashback off

Na mansão Hitachiin, Hikaru se encontrava parado em frente à porta de seu quarto, hesitante.

O gêmeo mais velho ainda não se julgava preparado para conversar com o irmão, por isso esperava para ter certeza de que o mais novo já adormecera. Pensando nisso, colou o ouvido direito à madeira da porta e, não ouvindo nenhum ruído, resolveu entrar. Tocou o metal frio da maçaneta e sentiu a mão tremer um pouco pelo nervosismo, pois fazia tudo de forma muito lenta, para evitar qualquer perturbação no sono do mais jovem. Girou-a lentamente e, colando seu corpo à madeira, empurrou-a devagar, com a maior cautela possível. O quarto estava na penumbra e Hikaru, não notando nenhuma alteração, colocou-se de costas para a cama, entretido na tarefa de fechar a porta tão levemente quanto a abrira. Assim que terminou a tarefa, sentiu um alívio, parecia besteira, mas essa simples ação o deixara nervoso. Quis suspirar, mas achou que o ato poderia ser por demais ruidoso e, pé ante pé, virou-se a fim de observar seu irmão dormindo, antes de se dirigir ao banheiro para se lavar.

No entanto, ao virar-se de costas para a porta, seu coração deu um pulo no peito, e sentiu-se tremer de repente, como se houvesse levado um choque, pois seu irmão estava parado a frente da porta do banheiro, olhando para si com uma expressão curiosa, enquanto secava os cabelos com uma toalha branca, e tinha outra presa à cintura, apenas esses dois pedaços de tecido cobrindo sua nudez. O fato de Kaoru estar com o torso descoberto e ainda molhado, de forma que as gotas de água escorriam pelo peitoral branco, liso e pouco definido, morrendo na barra da toalha presa um pouco abaixo do umbigo e molhando os poucos pelos curtos que traçavam uma fina linha em direção ao púbis, deixavam Hikaru ainda mais tenso, pois o mesmo não conseguia parar de fitar o corpo esguio, tão igual ao seu.

Kaoru não compreendeu as atitudes do irmão: nem a maneira de entrar sorrateiramente no quarto, nem o susto que levara ao vê-lo e muito menos a forma com que olhava para si, como se nunca houvesse o visto. Sentindo o peso do olhar do irmão mais velho sobre seu corpo, resolveu quebrar o silêncio e, sentando-se à cama, disse:

– Ano...Hikaru, eu preciso conversar com você – O gêmeo mais novo agora tinha um semblante receoso

Ao ouvir as palavras do mais novo, Hikaru pareceu despertar de um transe, e acabou ficando também constrangido, tanto pelas ações anteriores, como pela forma que o encarara instantes antes.

– Conversar? Sobre o quê? – Hikaru já fazia uma ideia do que o irmão pretendia ter como tema da conversa. Com certeza o indagaria com relação ao seu distanciamento, mas não tinha muitas alternativas, fora pego no flagra, agora teria de conversar com o mais novo.

– Sim, tenho uma coisa pra te contar, mas pode ir tomar seu banho primeiro enquanto eu aproveito e me troco. Eu fiquei te esperando, mas como você demorou eu fui tomar banho antes. – Ao ouvir a palavra banho, o mais velho não pode deixar de olhar de novo para o corpo do irmão, ainda parcialmente molhado, porém acabou desviando logo a sua atenção, respondendo:

– Tudo bem, eu tomo um banho rápido e a gente conversa – O mais velho apanhou uma roupa íntima em sua gaveta e também um pijama, coisa que o mais novo estranhou, pois normalmente ambos se trocavam no quarto.

Hikaru achou que ao se concentrar no banho poderia esquecer a cena que acabara de ver, porém ao entrar no banheiro percebeu que o ambiente ainda tinha o cheiro do sabonete e do shampoo que Kaoru usava. Os gêmeos não usavam os mesmos sabonetes, shampoos, cremes e perfumes, pois tinham gostos diferentes para aromas e, ao sentir o perfume suave e levemente adocicado no ar, imediatamente veio à mente de Hikaru a imagem de seu irmão, com o corpo molhado do chuveiro. Sem perceber, à medida que se despia e entrava no box, começou a imaginar o mais novo no banho, a expressão serena no rosto, os cabelos molhados, as mãos passando suavemente o sabonete pelo contorno dos braços e peito. Quando deu por si, Hikaru estava com a mão próxima ao seu membro, que começava a dar sinais de vida. O mais velho dos Hitachiin ficou assustado com as reações de seu corpo e, mais ainda, com o caminho por onde sua mente o havia levado, parecendo pregar-lhe uma peça. Olhando novamente para o órgão semi-desperto, o gêmeo mais velho resolveu mudar a posição do chuveiro para “frio”, decidido a esquecer os pensamentos que acabara de ter.

O mais velho dos gêmeos Hitachiin saiu do banheiro de cabelos molhados e bagunçados e trajando um pijama de finas listras vermelhas e brancas, constituído por uma camiseta e uma bermuda que chegava até os joelhos. Ao se aproximar da cama, não pode conter um suspiro de alívio por encontrar o irmão já devidamente vestido, também com um pijama do mesmo modelo, porém de tecido liso na cor verde. O irmão mais novo virou o rosto em sua direção ao ouvi-lo suspirar e o mais velho, ao ver sua expressão curiosa, acabou dando mais uma olhada para baixo, a fim de conferir se realmente havia conseguido “se acalmar”.

Por fim, o ruivo mais velho sentou-se ao lado do mais novo na cama, e pode ver que este tinha um papel em suas mãos, uma carta já conhecida por Hikaru.

– Eto...então Hikaru, eu queria conversar com você. – O mais novo se mostrava incerto sobre o que dizer.

– Sim, isso você já disse – o mais velho riu divertido, a fim de facilitar as coisas para o irmão.

– É que...lembra-se do dia dos namorados? Então...na verdade aqueles chocolates que eu dei para o Honey-Senpai e o que ganhamos da Haruhi-chan não foram os únicos que recebi... – Agora Kaoru olhava para o chão e apertava o papel em mão, tomando coragem para continuar – Então, na verdade teve mais uma pessoa que me deu um presente e...com o presente ela me entregou isso – Agora o mais jovem estendia o papel, um tanto amassado, na direção do irmão.

Hikaru parou o gesto do irmão, empurrando levemente a mão deste de volta e disse:

– Na verdade eu já vi isso Kaoru. – O mais velho não quis olhar nos olhos do irmão enquanto dizia isso, de certa forma estava envergonhado pelo que havia feito, mas também um pouco magoado pela demora do irmão em lhe contar.

– Já viu? Como? – os olhos do Hitachiin mais novo haviam se arregalado, então mais velho já tinha visto a declaração de Kouji, será que por isso ele estava chateado consigo?

– Sim...olha, eu sei que eu não devia mexer nas suas coisas sem avisar, mas foi quase um acidente, e você também devia ter me contado já...nos combinamos que você sempre falaria comigo, não foi? – Agora era possível perceber na voz de Hikaru um misto de remorso e irritação.

– E-eu queria te contar Hikaru, eu ia te falar naquele dia em que você foi à casa da Haruhi, mas você chegou tão animado com a ideia do acampamento que eu acabei deixando pra depois. Durante a viagem não teve uma vez que nós ficássemos sozinhos pra eu te falar e, desde que voltamos você tem estado distante...eu não tive chance de te dizer nada!

Hikaru refletiu por alguns momentos sobre as palavras do irmão e concluiu que o mesmo estava certo, ele mesmo não dera chances ao irmão de falar...a verdade é que aquela história o incomodava muito, e ele tinha medo da decisão do irmão. Porém o mais velho dos Hitachiin sempre fora o mais impulsivo e, por isso, acabou dizendo:

– Tudo bem, deixa pra lá, você está certo. Mas então, já decidiu o que vai fazer a respeito desse cara? – Hikaru estava visivelmente interessado na resposta do irmão, e o mesmo pode perceber um certo ar de desdém quando o mesmo se referiu ao rapaz.

– Ainda não, nem o vi ainda depois disso, mas acho que, pelo menos por enquanto, não vou quero ficar com ele. – Hikaru sentiu um pequeno alívio, e também algo se aquecer em seu coração, mas não soube como interpretar esse acontecimento. Ainda agindo de acordo com as emoções disse:

– Qualquer coisa que você decidir eu quero ser o primeiro a saber!!

Kaoru riu divertido do jeito do irmão, mas tentou não entender esse gesto de nenhuma outra forma que não instinto protetor de irmão.

– Tudo bem, você vai ser o primeiro a saber do que eu resolver. Agora vamos dormir!

Hikaru assentiu e ambos puxaram a coberta e deitaram-se.

O irmão mais velho estava um pouco aliviado pelo fato do mais novo não ter insistido em saber o porquê de seu afastamento enquanto o mais novo tentava entender o que se passava pela mente do irmão, pois antes ele se mostrara distante e, agora, repentinamente se mostrara tão amigável. O mais novo acabou achando melhor deixar esse assunto para depois e ajeitou-se melhor na cama para dormir.

Kaoru ficou de lado, virado para a parede, de costas para o irmão mais velho que, também deitado de lado, ficou a observar seus cabelos, a forma como os fios contornavam o pescoço alvo, os fios bem aparados próximos à nuca, a curva do pescoço em direção aos ombros e as costas que se movimentavam conforme a respiração do outro. Sentiu algo aquecer dentro de si novamente, porém não pensou mais sobre isso, e logo se viu vencido pelo sono.



Continua...

Notas finais
A mesma ladainha de sempre, tentei dar uma revisada, mas pode ter muitos erros ainda porque não tenho beta!!!
Espero que tenham gostado, mesmo com os casais que não são preferencia da maioria em destaque.
Já deu pra ter uma noção que o Hikaru já tá percebendo algo estranho né =S
Obrigada a quem leu até aqui, se possível deixe um reviewzinho, onegai...
Até o próximo chap. galera, que talvez não saia tão rápido quanto esse!
Bjs,
Moro-chan