Por Um Segundo
22 Mãos leves
Notas iniciais
Minha semana de provas acabou AEEEE!
Mas como toda boa aluna do Ensino Médio, eu não estou de férias ainda :(
Férias de fato só dia 23 de janeiro, amores, e isso é tão triste, chorem comigo :/
Mas eu apareci, olha que legal. Tava com saudade :)
Para ler o capítulo, aperte 1
Para mandar um beijo para a autora, aperte 2
Para mandar dois beijos para a autora, aperte 3
Para apertar a bunda do Ian Somerhalder, aperte 4 (e me chame)
Para sair dessa história ridícula, aperte o "X" no canto superior direito do seu navegador.
Mas atenção.
O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: fechar essa página sem ler esse capítulo encherá seu capítulo de vírus e apagará todas as fotos do Harry Styles que você tem salvas no seu pc.
Então eu recomendo que você leia esse capítulo e aperte 1, 2, 3 e 4, 4, 4, 4,4, kkkkkk
Cara, o que foi isso?
Bom, vou deixar vocês lerem o capítulo.
Tem presentinho (ou não) no final. :)
Enjoy ♥
"Quem abre o coração à ambição, fecha-o à tranquilidade."
Provérbio chinês
– Eu sabia que tinha o dedo dele nisso. — Fala Griffin, pensativo.
Mas que ótimo.
– E por que você não me falou, tipo assim, naquela hora, quando eu estava quase tendo um ataque cardíaco?
Griffin descola os olhos do bilhete que Albert Galiarddi deixou na Ferrari e os coloca em mim.
– Não faça tanto drama, Bellie. Eu só não queria falar na frente de todo mundo.
Eu bufo e olho para o outro lado. A aula já acabou, as pessoas estão saindo, e não tiram os olhos de mim nem por um instante. Parecem estar procurando a Ferrari. Bom, no meu bolso ela não está.
Griffin olha o bilhete de novo. Ele está assim, com essa pose de pensador, encostado na BMW com a mão no bolso de frente para mim há uns dez minutos.
– "Pensar neles com carinho..." — É a vigésima vez que ele repete a frase. — Sabe o que isso quer dizer, não quer?
Eu respiro fundo, mas não respondo. Griffin suspira.
– Tem uma mensagem subliminar bem aqui. — Fala ele, batendo os dedos no bilhete.
– Estou vendo. Bem subliminar. — Ironizo. — Mas onde quer chegar?
– Aquela — Ele responde, calmamente. — é uma Ferrari California.
– E daí?
– Daí que se eles tivessem te oferecido, digamos, outro carro, não teria o mesmo efeito.
É claro que não. Ferrari California. Em que estado nós estamos?
– A Liga Estadual. — Sussurro.
– Isso. — Ele aprova. — Sabe onde eu quero chegar agora? Sabe o que eles querem?
Eu engulo em seco
– Que eu assine aquele contrato de patrocínio agora mesmo como uma cachorrinha de estimação?
Ele sorri.
– Exatamente. Isso — ele bate a mão no bilhete de novo. — É um ultimato. Isso quer dizer que...
– Eu tenho que tomar uma decisão agora. — Completo.
Griffin me olha só por um segundo e eu sei que estou certa.
○ ○ ○
Minhas pernas estão tremendo. Eu estou sentada na sala do sofá da casa de Griffin, olhando para os lados, encarando as paredes cobertas de quadros chiques, e não sei exatamente por quê.
– Pronto. — Fala Griffin, tirando o celular da orelha.
Ele estava na minha frente o tempo todo, mas eu não conseguia destinguir as palavras que ele pronunciava ao telefone.
– Hoje? — Pergunto.
– Hoje. — Ele assente.
– Aqui? — Questiono.
– Aqui. — Ele confirma.
Eu respiro fundo como tenho tentado fazer. Pelo que parece, Albert Galiarddi virá com sua trupe de milionários à casa de Griffin hoje à noite para me entregar o contrato para assinatura, e ver pessoalmente Bellie Harper assinando o que era para ser uma proposta promissora para o futuro, mas não é isso que parece. Pelo menos não para mim.
Griffin ri e eu saio de meus pensamentos.
– Não precisa ficar tão nervosa.
– É claro que precisa. — Mordo meu lábio. — Ainda não contei para meus pais.
Ele passa as mãos nos cabelos.
– Mas isso não é problema. Eles vão deixar, não vão?
○ ○ ○
– De jeito nenhum! Você é muito nova, Bellie.
– Eu tenho quase dezessete anos, mãe. — Tento argumentar.
Ela não me ouve. Pais nunca ouvem os filhos, mesmo que eles estejam claramente certos. É errado quando você está certo, e não eles.
– Não importa. É muito cedo para patrocínio, Bellie. Não quero você envolvida com contratos.
Eu olho para meu pai à procura de ajuda. Ele não diz nada, apenas fica sentado, na mesma posição de antes.
– Não é nada demais, mãe. Eles só vão pagar a minha viagem e fazer algumas propagandas comigo, nada demais.
– É justamente isso que eu não quero! — Grita a minha mãe, batendo as mãos nas coxas, me fazendo agradecer por não ter deixado Griffin vir comigo.
Abro a minha boca para discutir, mas todos os argumentos que Griffin tinha me dito simplesmente sumiram.
– Bellie, minha filha — Fala meu pai, pela primeira vez. — Você sabe o que acontece quando esses contratos não são cumpridos?
– Não exatamente. — Engulo em seco.
Minha mãe estala a língua.
– Então está decidido. A resposta é não. — Decreta ela.
Eu fecho a cara e me conformo. Parece que a resposta é realmente não. Irritada, subo a escada para meu quarto com passos fortes e me jogo na cama. Três minutos depois, Griffin me liga.
– Está tudo bem para hoje à noite?
Eu fico sem reação por um momento. Respiro fundo e digo, com a voz forçada:
– Sim.
– Ótimo. — Ele diz. — Te vejo hoje, então.
Eu desligo o telefone e jogo minha cabeça contra a cama.
○ ○ ○
Eu chego na casa de Griffin vinte minutos depois do combinado. Excelente. Se eu queria mostrar que não sirvo nem para ver as horas de direito, estou conseguindo.
Não sei se eu devo bater na porta. Acho que vai chamar muito a atenção. Eu podia, sei lá, entrar pela janela e fingir que estava aqui o tempo todo.
Acho melhor eu tocar a campainha mesmo. Com os dedos tremendo, eu estico minha mão para o botão dourado. Eu mal o toco e Griffin atende, como se estivesse atrás da porta me esperando. Eu dou um passo para dentro para dar-lhe um selinho, mas não consigo fazer nada quando olho a sala.
Procuro nos sofás lotados algum rosto conhecido. Encontro quatro, apenas. Joseph Carmichael, como era de se esperar, está com um sorriso que provavelmente deveria me tranquilizar, mas vejo que ele também está nervoso, então o gesto não funciona. Victoria Carmichael também está sorrindo, mas você tem que ser bastante idiota para não perceber a falsidade que vem dele.
E então eu dou uma olhada rápida nos outros dois rostos que conheço, o que rapidamente se mostra algo que eu não deveria ter feito. Ver Albert e Vince Galiarddi, sérios e impecáveis, faz meu coração disparar. Albert me manda um sorriso, que eu não consigo responder. Vince olha para mim intesamente, o que, aposto, me faz corar. Griffin percebe e faz uma cara feia.
– Que bom que se juntou a nós, Bellie. — Diz Albert Galiarddi, assim que eu me aproximo de onde eles estão.
Isso é um modo elegante de dizer "Você está atrasada, sua desocupada. Se você demorasse mais um minuto, nós estaríamos caindo fora."
Os milionários se levantam e me cumprimentam. Quando abraço sr. Carmichael, ele coloca a boca perto do meu ouvido e sussurra, de um jeito que me lembra assustadoramente Griffin:
– Vai dar tudo certo.
Eu assinto minimamente para que ninguém perceba nossa breve comunicação, mas não acredito na afirmação. É impossível dar tudo certo. Pelo menos na minha vida.
Depois que já apertei a mão de todos os presentes, inclusive Vince, cuja mão segurou a minha por apenas um décimo de segundo, e sob o olhar vigilante de Griffin, me sento no sofá, de frente para todos os patrocinadores, em linha reta com a dupla Galiarddi, e ao lado dos Carmichael.
– Onde está Viper? — Sussurro para Griffin, aproveitando a distração de Albert, que parece estar olhando alguns papeis com os outros homens.
– Ela saiu. — Ele sussurra de volta.
Fico meio desapontada. Eu precisava da visão de outro rosto familiar, A postura confiante de Viper me deixaria mais calma, seus olhos violeta me dariam mais segurança.
– E Blake? — Pergunto.
– Saiu com Viper. — Responde ele, parecendo meio impaciente com as perguntas.
Fico um pouco mais feliz. Blake aqui só deixaria tudo pior. A mera lembrança da existência dela me faz sentir cada vez mais à beira de um colapso nervoso. Só não pergunto a Griffin por quê, raios, sua irmã e sua prima saíram juntas, sendo que ambas se odeiam, porque ele também parece que vai explodir.
Albert Galiarddi suspira e consegue minha atenção de volta.
– Vamos direto ao ponto.
Tradução: "Vamos acabar logo com isso. Quanto mais cedo começarmos, mais cedo eu poderei ir para a minha mansão comer caviar na minha banheira."
O pai de Vince está com a cabeça abaixada no momento, ainda olhando papeis, mas levanta sua cabeça tão rápido que quase dou um pulo de susto pela imagem repentina de seus olhos azuis.
– Gostou do presentinho que mandamos, Bellie? — Pergunta.
Sou obrigada a confessar que demoro para me lembrar de que presentinho ele está falando. Talvez seja uma Ferrari California vermelha discretíssima que recebi hoje, da forma mais discreta possível.
Enfim, o objetivo da Ferrari era me fazer assinar o contrato, e eu estou aqui agora, não estou?
Eu engulo em seco. Havia me esquecido completamente. Consegui vir à casa de Griffin dirigindo, depois de implorar veementemente para meu pai me emprestar a Maserati. A Ferrari está, agora, no estacionamento dos professores de uma escola.
– Gostei. — Respondo, a voz saindo baixíssima, mas, pelo modo como Albert sorri, vejo que fiz o que ele esperava que eu fizesse.
– Faça bom proveito dela. — Ele me aconselha.
Assinto sem saber muito bem o que fazer. Todos os milionários aqui parecem saber do que ele está falando. Isso tudo é um grande plano maligno direcionado a mim.
– Este é um contrato relativamente simples. — Comenta Albert, despreocupadamente, enquanto coloca quinze folhas grossas e grampeadas na minha frente.
É. Estou vendo a simplicidade.
Eu troco olhar rápido com Griffin, mas tenho quase certeza que Albert percebeu.
– Podemos começar? — Ele pergunta, devagar, como se quisesse me dizer que se eu quiser sair correndo, pular a janela e fugir para o colo de minha mãe, eu ainda tenho chance. Mas eu sei que não tenho.
Confirmo com a cabeça.
– É tudo realmente muito simples. — Diz um outro publicitário, com voz de locutor de televisão, com cabelos pretos brilhantes demais. — Nós pagaremos a viagem do time todo, incluindo gastos pessoais, como alimentação e o hotel.
Eu levanto as sobrancelhas. Pagar tudo, do time inteiro, para me patrocinar, apenas? Eles me querem tanto assim? O cara para de falar. Acho que está parecendo que eu estou duvidando um pouco da proposta deles, o que, com certeza, deve estar sendo visto como um sério xingamento. Eu dou um pigarro como se dissesse ao homem para continuar. Ele entende minha deixa e prossegue:
– A Youthful Energy é uma marca japonesa que está começando seus negócios na América muito recentemente.Tudo o que queremos promover é essa marca esportiva que está investindo muito dinheiro em vocês. O que desejamos é um preço muito pequeno a pagar, na verdade. A Liga já está próxima, então basicamente queremos que você faça propaganda da marca, jogando com um uniforme com o nome, e fale o melhor que puder em relação a ela, nas entrevistas que der, se houver, e para os empresários que possam se interessar na Festa de Abertura. Você, como capitã de um dos times favoritos à vitória, será bastante procurada.
O jeito como ele fala me incomoda. Como se ele fosse um apresentador de telejornal e eu fosse o público burro e alienado, esperando ordens do cara da bancada.
– Tem alguma dúvida com relação a algumas dessas coisas, Bellie? — Pergunta-me, docemente, Albert.
Eu olho para Vince, como se eu estivesse perguntando se tenho alguma dúvida. Não sei se tenho alguma pergunta a fazer, já que tudo me parece muito claro. Também não sei se isso é bom.
– Qual é o tempo de validade do patrocínio? — Pergunta Griffin tomando o controle da situação, quase me fazendo suspirar de alívio.
– Bancaremos a faculdade dela toda. — Responde o homem que estava dando as instruções, com a voz dura, meio se estivesse dizendo a Griffin para não se meter.
– E se ela não quiser se tornar uma jogadora profissionalmente?
Albert Galiarddi dá uma risadinha.
– Não estamos te obrigando a ser uma jogadora, Bellie, querida. A publicidade que conseguiremos com a Liga Estadual se você nos ajudar é muito grande. A sua faculdade será como um agradecimento. Além disso, a marca quer arriscar com você.
Acho que nem eu arriscaria comigo.
Mas enfim, esses caras, de terno e gravata, estão praticamente me dando uma faculdade. Eu teria que ser muito estúpida para dizer não.
Sr. Carmichael abre a boca pela primeira vez. Não estou prestando muita atenção o que ele está falando, nem ao que Sr. Galiarddi está respondendo. Parece que Griffin entrou no assunto também. Escuto vagamente algumas palavras, eles devem estar discutindo dinheiro, quanto realmente eles estão dispostos a pagar para me tornar uma deles. Estou escutando valores bem altos.
Jogar com uma camisa diferente. Puxar o saco da marca em entrevistas esportivas, e sair por aí discursando sobre a vantagem da marca sobre as outras, mas eu não sei exatamente nem do que se trata.
Peter é extremamente supersticioso com relação a uniformes e sei que ele não me deixará jogar com uma camisa diferente das demais nunca. Mas acho que posso convencê-lo. Nem que seja na hora.
Albert, Joseph e Griffin conversam por mais vinte minutos. Está ficando tarde e eu estou imaginando meus pais, tentando adivinhar onde estou com o carro deles.
O assunto acabou. Griffin se encosta no sofá novamente e passa o braço pelos meus ombros. Todos estão olhando para mim agora, eu sei disso porque estou sentindo pares de olhos na minha direção, porque eu mantenho os meus encarando o chão. O chão dos Carmichael é muito bonito.
– Se sinta à vontade se quiser ler. — Fala Albert, me estendendo o contrato. Estou meio que sentindo que a hora é agora.
Eu pego o contrato grosso, e quando leio a terceira palavra, sei que não vou conseguir lê-lo. Primeiro porque absolutamente todos estão olhando para mim. Sinto a pressão sobre minha cabeça crescer cada vez mais. Segundo porque este contrato é muito grande. Sim, Albert me ofereceu a leitura, mas eu realmente não acho que ele queria realmente que eu o lesse. Quero dizer, ele ainda tem que ir para sua mansão comer caviar na banheira. Terceiro porque parece que isto está escrito em outra língua. Acho que eu ia precisar de algum Google Tradutor para me dizer o que está digitado aqui, porque as palavras são muito difícies. Até mesmo eu, com toda essa inteligência me concedida por vontade divina, e todo esse meu vocabulário extenso e surpreendente que possuo, não estou entendendo absolutamente nada.
Eu coloco o contrato no meu colo e olho para Griffin. Acho que ele entenderia o que está escrito aqui, mas não quero ter que esperar até ele ler e interpretar as quinze páginas. Em seguida olho para Vince. Ele está inclinado, o cotovelo apoiado na coxa e a mão segurando seu queixo. Ele não faz nada, não está olhando para mim. Está olhando para o contrato, pousado no meu colo, gozando de todas as palavras complicadas que estão contidas nele. Acho que Albert Galiarddi está prestes a rir da minha cara.
Eu dou um pigarro. Jogo uma mexa de cabelo para trás e digo, com a voz mais clara que consigo:
– Alguém tem uma caneta?
Eu juro, surgem mãos até do além com canetas para mim. Eu pego a primeira caneta que vejo diante de várias outras que estão estendidas na minha cara. As outras mãos recuam quando me abaixo para assinar.
Eu volto com o contrato para a mesa de centro. Olho nos rostos de cada um dos patrocinadores, como se quisesse, a essa altura dos acontecimentos, saber com quem estou lidando. Todos estão com sorrisos indisfarçáveis nos rostos.
Sabe, acho que eu esqueci como se escreve. Meus dedos, tremendo, tentam passar as folhas do contrato, mas não conseguem. Albert pega da minha mão e coloca na última página, e coloca o dedo magro em uma linha no final de tudo, one está escrito "Ciência de Isabelle Mason Harper".
Minha mão continua tremendo. Apoio na mesa e faço minha assinatura, que sai mais como um garrancho. Mas agora está feito. Não tem como voltar atrás.
Albert Galiarddi pega o contrato assinado e o admira por um momento, como se fosse algum tipo de troféu particular. Para ele, provavelmente é. Ele sorri satisfeito.
– Perfeito. — Fala, olhando emocionado para minha letra tremida e mal feita na linha de assinatura.
Todos os outros publicitários têm a mesma expressão de felicidade e vitória no rosto.
Acho que eles estão levando isso um pouco a sério demais.
○ ○ ○
A melhor parte de sair de casa é voltar para ela. Especialmente agora, que consegui sair da casa de Griffin, felizmente. Ele quis vir comigo, mas como eu estava de carro, e meio abalada ainda, preferi vir dirigindo sozinha, ouvindo Lily Allen no rádio, fingindo que estou em um videoclipe. Não ia ser legal Griffin me ouvir cantando "The Fear" com todos os pulmões que tenho.
Eu escondi o contrato quando entrei para que meus pais não o vissem. Eu voltei com ele para casa porque, supostamente, meus pais deveriam assiná-lo também, me dando sua permissão. Mas eles não me deram permissão, e é aí onde se encontra o meu problema da vez.
Estou deitada na cama, a luz do maldito abajur chinês na minha cara, revirando todas as folhas do contrato, ainda sem lê-lo.
Eu olho o lugar onde as assinaturas de meus pais deveriam estar, embaixo da minha. Eu tomei uma decisão. A decisão de ser patrocinada. Posso jogar esse contrato pela janela, mas conseguiriam outro para mim em um piscar de olhos.
Respiro fundo. Pego uma caneta, coloco o contrato na cama e, deixando a mão leve e tentando lembrar das assinaturas de meus pais, escrevo os nomes deles nas linhas abaixo da minha.
Sim, estou falsificando a assinatura deles. Mas não tem problema, não é? Meus pais não precisam saber que sou patrocinada, e meus patrocinadores não precisam saber que meus pais não permitiram.
É só mentir.
Por que eu tenho a sensação de que alguma coisa vai dar errado?
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Agora vem a parte difícil. Vejam bem, eu vou pedir uma coisa para vocês antes. É o seguinte: não esqueçam o capítulo. Essa história não é minha, é da Bellie kkkkk' então comentem o capítulo, por favor, antes de seguirem para as próximas linhas. Obrigada pela sua compreensão, sua ligação é muito importante para nós, você será atendida daqui a pouquíssimos minutos, existem apenas 423 pessoas na sua frente.
Kkkkkkk desculpem. Eu estou nervosa com isso. Postar esse texto e tal. E é meia noite, eu acabei de sair de uma semana de provas, vamos lá. Eu mereço um descanso kkk.
Mas eu prometi que ia postar e aí está. É a segunda vez que eu faço isso e eu espero sinceramente que vocês gostem tanto quanto vocês gostaram de "Cidade das sete luzes", o primeiro texto que eu postei. Eu fiquei tão bem depois que quis postar mais. É meio que um jeito de ficar mais perto de vocês e eu sei que muitas de vocês são mais novas que eu, então estou tentando impedir que vocês cometam os erros que eu cometi ano passado e esse ano.
Enfim. Estou enrolando.
Seja o que Deus quiser.
*Uma explicação rapidinho. O nome do texto é "Como remendar um coração partido" porque exatamente depois disso, a aula que eu tive era de Inglês e o meu professor (que fala de qualquer coisa, menos de Inglês) começou a falar de uma músicas das antigas chamada "How do we mend a broken heart" e, sei lá, eu achei profundo, traduzi e coloquei aí. kkkk*
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*Acontecido dia 13/08/2012, escrito dia 13/08/2012
Eu soube que eu escreveria um texto sobre isso um segundo depois que aconteceu. Aconteceu hoje, e eu simplesmente precisei colocar isso em algum lugar.
Bem, não sei quando, nem como, nem por quê, você apareceu na minha sala. Eu não te vi, vi seus amigos. Eu estava me levantando, e, sentada na segunda cadeira ao lado da porta, percebi seus amigos dois passos dentro da minha sala, e eu soube que você estava ali. Quero dizer, todos os seus amigos estavam. Eu sei o nome de todos, e tenho ciúme de todos. Mas a lógica, para mim, na hora, foi que você estaria com eles. Eu dei três passos para frente, e vi que você estava, realmente, com eles. Você era o que estava mais longe da porta, talvez porque você não quisesse entrar.
Ou talvez porque você soubesse que aquela era a minha sala. Você já me viu lá dentro. E já entrou lá também, quando eu estava.
Mas dessa vez você não entrou. Ficou na porta, enquanto seus alguns dos seus amigos entraram.
E aí aconteceu.
Uma troca de olhares.
Mais de um ano e meio depois, a primeira troca de olhares.
Sabe, eu acho que os olhos falam. E os nossos falaram tanto naquele momento. Eu em silêncio, você em silêncio, os seus amigos invandindo a minha sala, testemunhando, sem saber, uma conversa silenciosa entre duas pessoas que estavam, ao mesmo tempo, tão perto e tão longe.Não foi longo, mas também não durou décimos de segundo. Você ficou com vergonha, eu não fiquei. Já me preocupei demais em não deixar você flagrar o meu olhar por todo esse tempo, e eu cansei.
E quer saber? Eu gostei. Gostei da conversa relâmpago que tivemos hoje, por mais que talvez não tenha significado a mesma coisa para você, mas para mim foi especial. Nós trocamos um olhar parecido no dia em que nos conhecemos. Preciso falar mais?
Eu fiquei ridiculamente feliz depois. O olhar acabou rápida e inexplicavelmente como começou, eu dei meia volta e fingi que tinha um assunto com algum amigo meu. E aí eu saí da sala, soltando o cabelo do rabo-de-cavalo que nosso colégio obriga as meninas a usarem, fingindo estar mais interessada em reconstituir o penteado do que falar com o amor da minha vida, parado a centímetros de mim, na porta da minha sala.
Eu meio que senti os seus olhos em mim quando eu fiz isso, mas estava muito ocupada em encenar um interesse vazio em olhar para a frente, então não posso ter certeza. Você certamente não viu, mas eu sorri quando te dei minhas costas. Eu sorri porque uma alegria infantil tomou conta de mim pelo resto do dia, depois da percepção de que eu estava olhando para você, e você estava olhando para mim. Eu e você. Mais ninguém no mundo, ponto final.
Foi como se o único ponto de luz que existisse estivesse ali, onde você estava.O problema foi que tudo voltou. Tudo o que eu senti no dia em que eu te conheci, voltou hoje, com um olhar. Todas as conversas que nós nunca tivemos, passaram rapidamente, só de te ver. E os sorrisos, que nunca trocamos, estavam presentes lá também.
Enfim, acho que talvez o meu coração precise ser remendado de novo. Todas as fortalezas que eu havia contruído, todos os muros, toda a guarda que eu tinha preparado, e todo o isolante que eu tinha colocado nele não servem mais para nada, desde aquele olhar. Eu ouvi sua voz depois, soando baixa, e meu coração reconheceu o dono. E quis gritar "Ei, venha pegar o que é seu."
E, se você nem mesmo estava olhando para mim, se eu entendi mal, se eu me enganei, me desculpe. Não se sinta culpado, esse é um defeito meu, eu faço isso constantemente. Enxergo luzes que piscam demais onde não tem, enxergo qualidades onde não tem, enxergo romances em potencial no que não daria meia página de uma revista em quadrinhos para crianças de cinco anos.
Então, se eu estou errada, me deixe reconstruir meu coração, colocá-lo de volta no lugar. Ensinar a ele que o lugar dele é no peito — e no MEU peito — e não na boca, e que você nunca vai vir pegar nada.
E, principalmente, se eu estiver mesmo errada, por favor, não me olhe de novo.
Notas finais
Tô nervosa com esse texto. Daqui a uns eu apago.
E pra quem não leu CDSL e quer ler, me manda uma MP, um review, um sinal de fumaça, ou um ingresso pro show do One Direction que eu tô aceitando kkkkk
Mas sério, quem quiser ler me manda alguma coisa :)
Obrigada mesmo e desculpem meu ataque muito raro e inofensivo (aham) de idiotice essa madrugada.
Um beijão!
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