Por Um Segundo
17 De zero a cem
Notas iniciais
Eu comecei a escrever ES com 14, lembram? Bom, dia 02/09 foi meu aniversário (como acontece todo ano hahaha eu devia ganhar um Emmy por essa), e eu ganhei mais um aninho de vida.
Então obrigada a todo mundo que acompanha, e se alguém quiser me dar uns presentinhos atrasados, eles são mais que bem vindos kkkk.
O plano era postar no dia do meu aniversário, mas parece que eu era mais responsável com quinze do que com dezesseis anos kkkkkk.
Mas está aí, boa leitura!
AVISOS NAS NOTAS FINAIS! ♥
P.S.: "PERGUNTE À AMY" ESPECIAL!
"Os melhores presentes não vêm em caixas."
BillWatterson
Depois que deixei a companhia de Shesnon, peguei um táxi até à auto-escola para entregar a autorização. Minha carteira de motorista estará pronta em três dias. Em seguida, liguei para Griffin e contei a novidade. Ele não ficou surpreso, mas pareceu bastante feliz por mim. Fez questão de ir até a auto-escola para me levar para casa.
– Quer entrar? — Pergunto, assim que ele estaciona.
– Claro. — Responde, descendo do carro rapidamente e abrindo a porta para mim.
– Olá, garotos! — Fala minha mãe, que está deitada em uma mesa de massagem no canto da sala, apenas de toalha, enquanto uma pequena chinesa aperta seus ombros cuidadosamente. — Como foi no teste, querida?
– Ótimo, passei. — Respondo, tentando sair rapidamente daqui. A última coisa que eu precisava era que meu namorado visse minha mãe de toalha.
– Que bom, querida! Seu pai vai ficar feliz.
– Aham. — Assinto rapidamente e subo a escada puxando Griffin pela mão. Ele está tentando não rir. Que vergonha.
Eu suspiro quando entro no meu quarto e me deito na cama. Griffin para para olhar alguns porta-retratos que insisto em ter comigo. Algumas fotos minhas com Heath, algumas com Tensy, meus pais e muitas com todo o time de vôlei. Griffin já sabe todas as fotos de cor, mas faz questão de olhá-las cada vez que entra.
Quando termina, ele se senta na beirada da cama e pega na minha mão.
– Eu odeio falar disso com você. — Começa.
Eu suspiro e reviro os olhos.
– Minha resposta está igual, Griffin.
Ele assente.
– Sei. Só acho que não temos tanto tempo agora.
Eu mordo meu lábio.
– Eu vou tomar uma decisão. — Garanto. — Mas não agora. Acabei de fazer um exame de direção e não foi exatamente a coisa mais linda do mundo.
Duas centenas de nerds vestidos de personagens em quadrinhos. É claro que não foi lindo.
– Eu sei, desculpe. — Griffin abaixa a cabeça.
– Confie em mim. — Peço.
– Eu confio. — Ele responde, mas estreita os olhos.
Fecho meus olhos por alguns minutos enquanto sinto seu carinho na minha mão. Acho que poderia ficar assim para sempre...
– Bellie! Vem ver isso! — Grita Heath, pulando em cima de mim.
Eu abro meus olhos e dou de cara com o pirralho. Estou com um garoto de catorze anos jogado em cima de mim. Respiro fundo.
– O que foi?
– Vem ver! — Ele grita, de novo.
– O que está acontecendo? — Olho em volta. — Onde está Griffin?
– Ele saiu tem uns dez minutos. Disse que você estava dormindo. — Fala, rapidamente, como se isso não interessasse.
Não posso evitar de me sentir bem e mal ao mesmo tempo. Griffin ficou comigo até eu dormir, o que é bom. Mas eu dormi com ele aqui, o que é ruim, porque temos pouco tempo juntos. Não posso usar esse tempo inconsciente.
– Agora desce. Você tem que ver uma coisa. — Fala Heath, completamente animado.
– Ok. — Respondo. — Mas faz uma coisinha para mim antes, então.
Ele pisca.
– O quê?
– SAI DE CIMA DE MIM! — Grito.
Heath pula para o chão.
– Você é muito grossa. Griffin só devia te aguentar quando você está dormindo mesmo.
Eu reviro os olhos e me levanto. Estou com o cabelo completamente desarrumado e as roupas amassadas, mas não estou com ânimo para me trocar.
Desço as escadas ainda meio cambaleando por causa do sono. A porta de entrada está aberta e meu irmão já sumiu de vista. Eu saio da casa e uma brisa gelada me faz colocar os braços ao redor do corpo.
– Bellie! — Ouço a voz de Heath gritar.
Eu acordo e olho em volta. Meus olhos focalizam minha mãe — já de roupas, graças a Deus -, meu pai, que deve ter chegado do trabalho agora e meu irmão. Os três com sorrisos gigantes, ao lado de um...
– Pai! — Ofego. — Você não fez isso!
Ele sorri mais.
– É todo seu. — Fala, dando um tapinha no capô.
Um carro. Meu pai me comprou um carro. Eu chego mais perto maravilhada e dou uma olhada geral. Um Audi A6.
– Deve ter custado uma fortuna. — Comento.
Meu pai dá de ombros.
– Você merece. — Fala, me jogando a chave.
Eu a pego sorrindo e a sacudo para vê-la refletir os quatro arcos da marca de meu novo carro.
○ ○ ○
– É lindo. — Diz Griffin, dando a volta no Audi.
– Não é? — Pergunto, animada.
Ele sorri para mim.
– É. Mas precisamos ir agora.
Faço um biquinho e passo a mão no carro. Griffin ri com o gesto.
– Você só vai poder dirigir daqui a dois dias, Bellie. Entre, ou vamos chegar atrasados. — Ele aponta para a BMW.
Eu faço uma careta e entro no carro dele. Passo o caminho todo de ida para a escola falando todas as qualidades de meu carro, que eu fiz questão de decorar.
– Bellie, eu já entendi. — Diz Griffin rindo, quando repito para ele trinta vezes quantos cavalos tem meu carro. — Já chegamos.
Nós descemos do carro, um pouco atrasados por termos ficado algum tempo admirando o Audi. Encontro Tensy com as meninas e combino de me encontrar com Griffin na hora do intervalo.
Mal cumprimento minhas amigas e o sinal bate. Felizmente, tenho a próxima aula com Tensy. Nós entramos na sala de Literatura e ocupamos os lugares do fundo. Ninguém precisar prestar atenção em Literatura.
– Bom dia, turma. — Diz a professora Valerie War, com sua voz arrastada, ao entrar na sala.
Valerie é uma das pessoas mais estranhas que eu conheço. O que, vindo de uma pessoa como eu, especialista em coisas estranhas, é muito, acredite. Valerie tem cabelos castanhos, indomados e cacheados demais, tem as pernas bronzeadas ligeiramente tortas e os olhos de um verde estranho. Ela sempre entra deslizando na sala, como se tivesse descido de sua bolha particular, situada a uns bons anos-luz deste planeta. Está usando um vestido verde-água que não cobre muita coisa, fala com uma pronúncia forçada do "T" e tem as narinas tão grandes que caberia uma nave espacial em cada uma. Além de ser completamente esquisita, ela não fala nada que faça sentido, por isso tentar entender o que ela diz é um esforço inútil, uma causa perdida.
Valerie tira os cabelos grossos da frente dos olhos e começa a falar qualquer coisa a ver com um artista que ela jura ser um Renascentista conhecidíssimo, mas que ninguém sabe quem é.
– Eu ganhei um carro. — Digo, virando-me rapidamente para Tensy.
Ela arregala os olhos e em seguida sorri.
– Quando vai poder dirigí-lo?
– Depois de amanhã. — Sorrio de volta. — Mas eu mal posso esp...
– Bellie, por favor, leia o texto no quadro da página 117.
Página 117? O que diabos essa mulher faz na página 117? Até onde eu sei, estamos no começo do ano. Ou os meses são contados mil vezes mais rápido no planeta em que Valerie War vive?
Eu viro as páginas desesperadamente porque eu não tinha aberto o livro ainda. Passo os olhos pela página e descubro o que Valerie quer que eu leia, um quadro pequeno sobre a descoberta e o uso do fogo.
Depois que eu termino de ler, encaro Valerie esperando o próximo passo de loucura dela. Ela desvia os olhos injetados de mim e senta na mesa do nerd na primeira carteira. Ela adora sentar nas mesas das pessoas.
– Isso, obrigada, Bellie. Agora vamos refletir sobre o fogo. Eu posso ver alguém com uma tocha de fogo na mão e ter várias interpretações. Às vezes, o fogo na mão da pessoa não é um fogo.
Claro que não. Às vezes o fogo é geleia.
– Às vezes — Continua Valerie, ignorando a metade da sala que está rindo de sua cara. — O fogo é uma homenagem para os antepassados.
Eu reviro os olhos. Todo mundo aqui de trás já está dormindo. Enquanto Valerie está viajando mais no assunto, minha mente se desconecta da Literatura e passa a pensar em coisas mais sérias. Por mais que tudo esteja dando certo agora, e por mais que eu faça todos os dias, parece que na minha vida sempre falta alguma coisa, alguma decisão a ser tomada. Meus pensamentos passam por todos os meus últimos dias, e a única coisa que sei é que estou pensando na origem da vida quando o sinal finalmente dá o ar da graça.
– E é por isso que eu digo — Fala Valerie, tentando se fazer ouvir, embora fique muito difícil com os alunos já se levantando para ir para o intervalo. — Nunca fiquem de biquíni na frente de um cavalo.
Eu junto as sobrancelhas. Talvez eu não seja a pessoa mais idiota do mundo, afinal.
Tensy e eu saímos juntos e encontramos Griffin, Viper e Austin do lado de fora. Austin começou a estudar aqui tem pouco tempo realmente, mas ele provou ser um cara legal. Cada dia que passa, Tensy sente mais vontade de chutar Derek Hall e pular em cima dos braços sarados dele. Eu apoio completamente.
Griffin e Austin sustentam expressões bem animadas.
– Passamos. — Sussurra Griffin no meu ouvido quando chego perto, o braço esquerdo me abraçando.
Eu pisco.
– No quê?
– Nos testes para o time de futebol e vôlei. — Responde Austin, que ouvira tudo.
– Nos dois? — Meus olhos se arregalam.
Austin dá um soco de brincadeira no ombro de meu namorado.
– Sim, não é, capitão? — Pergunta ele, em tom de brincadeira.
Ergo minhas sobrancelhas.
– Capitão?
Griffin dá um beijo no alto de minha cabeça.
– Ei, é sério. — Afasto o braço dele. — Capitão? Dos dois times?
Griffin assente, mas parece não dar muita importância para o fato. Eu franzo o cenho e coloco o cérebro para pensar.
– Mas antes o capitão do time de futebol não era...
Griffin acompanha meu raciocínio.
– Vinni Prettery. — Completa ele.
Então, como se tivesse esperado seu nome ser pronunciado para aparecer, Vinni Prettery passa a alguns metros de nós, à direita, lançando um olhar de ódio para Griffin.
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Gente, o carro da Bellie é esse, para quem quiser saber:
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Notas finais
- Gente, a letra do Steve é difícil de ler mesmo (leia-se: feia), se alguém não entender, por favor, me avise. Mas é isso aí, nossa primeira coluna com a carta de um personagem fixo! Uhuuul, bate ae o/
- Se lembram que eu decidi que ia fazer uma coluna chamada "Coração da Ana"? Essa coluna falaria da minha vida, principalmente com relação à pessoa que me inspirava a fazer o Griffin, e ela apareceria em alguns dos capítulos pares. Bom, apesar de eu saber que essa pessoa não merece que eu escreva uma vírgula para ela, eu não desisti. Ah, e troquei o nome. Não vai se chamar mais "Coração da Ana", e sim "Coração Classe A". Eu vou postar aqui mesmo, em ALGUNS capítulos pares.
- Aeeee, primeiro desafiozinho "Por um Segundo"! Bom, sabem a aula de Literatura que vocês acabaram de ler? Pois bem, ela aconteceu de verdade. A minha professora de Literatura é EXATAMENTE como eu descrevi, e ela realmente falou aquilo a respeito do fogo e tal. Eu sei, ela é louca. kkkkkk
Enfim, o desafio é: QUEM CONSEGUIR ACERTAR O NOME DA MINHA PROFESSORA DE LITERATURA GANHA UM BEIJO DO GRIFFIN. OU OUTRA COISA, SE TIVER IDEIA MELHOR. E BEIJO NO ROSTO, QUE É PRA BELLIE NÃO FICAR BRAVA.
VALENDO!
Dica: o nome da professora da Bellie é Valerie War. Traduzam.
Bom, é isso, desculpem, e obrigada pela leitura! Beijos s22
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