Por Um Segundo
18 Como gastar duzentos dólares
Notas iniciais
"Apenas dance. Vai ficar tudo bem."
Just Dance (Lady Gaga)
Eu não sou uma pessoa que, sabe, desmaia facilmente. Mas sinto como se eu pudesse perfeitamente desmaiar agora. Não estou planejando ser dramática ou emotiva demais, mas você se sente meio que voando quando recebe sua carteira de motorista. Ou pelo menos a primeira via dela.
Eu pedi para Griffin vir comigo de volta à alta escola e não precisei falar duas vezes. A mulher loira de coque perfeitamente preso da recepção já me entregou a minha e eu estou radiante agora. Pelo menos até agora, quando pedi para Griffin para dirigir a BMW e ele olhou para o lado desconfortável.
– Não confia em mim? — Cruzo os braços.
– Confio. — Ele responde, com veemência.
– Então me deixe dirigir.
Griffin se rende e me entrega as chaves. Eu sorrio.
– Tome cuidado. — Ele me adverte.
– Só coloque o cinto de segurança. — Ordeno.
○ ○ ○
A boa notícia é: eu dirigi o carro de Griffin e não matei ninguém — nem fiz nada soltar um parafuso sequer. Acho que posso me considerar orgulhosa de mim. Griffin me deixou aqui e foi embora para casa, então eu não tenho nada para fazer. Talvez tenha algumas toneladas de deveres atrasados, mas como eu sinceramente ainda não me importo, continuo sem nada para fazer. A campainha toca. Estou sozinha em casa porque minha mãe foi comprar alguns sutiãs e levou meu irmão com ela. Não me pergunte por quê ela gosta de levar Heath para essas coisas, eu não entendo minha mãe. Talvez ele tenha feito alguma coisa realmente errada e ela queira puní-lo com uma tarde no shopping analisando sedas e babados.
Eu desço e me assusto quando vejo Tensy na porta. Ela está com um sorriso enorme no rosto.
– O que foi? — Pergunto.
Ela não responde. Apenas tira da bolsa o que me parecem convites.
– Festa. Amanhã. — Informa, jogando na minha direção três deles.
Eu reviro os pequenos retângulos. É realmente uma festa amanhã, mas não tenho certeza se devo ir. Tenho que estudar, e escrever a coluna da Amy, que adiei até agora.
– Vamos? — Tensy ergue as sobrancelhas, já que eu disse nada até agora.
– Eu não sei. — Mordo meu lábio.
Tens claramente esperava outra resposta.
– Você precisa sair de casa, Bellie. Por isso eu digo que você vai nem que eu tenha que arrastá-la até lá.
Eu duvido que Tensy em algum dia da vida dela teria a vontade e a coragem necessárias para me arrastar com as unhas sempre recém-feitas.
– Não posso ir amanhã, Tensy.
Ela revira os olhos.
– Ah, qual é. Eu já comprei o convite do Griffin. Viu como eu penso em você?
Eu olho as entradas na minha mão, confusa.
– E por que três convites?
Ela fica vermelha.
– Ah, sabe. Eu esperava que você pudesse, sabe, sem querer... jogar um na frente do Austin...
Eu junto as minhas sobrancelhas.
– Acho que seria mais fácil entregar na mão dele. — Concluo.
– Não. — Tensy nega. — Não quero que ele ache que eu quero desesperadamente que ele vá.
– Mas você quer desesperadamente que ele vá. — Afirmo.
Ela passa as mãos na roupa, nervosa.
– Mas ele não precisa saber.
Eu bufo e olho para o teto.
– Sabe, é nessas horas que eu vejo que os homens têm razão. Mulheres são complicadas.
Tensy suspira.
– Você vai ou não?
Eu examino os ingressos uma última vez; e meus olhos param no endereço.
– Tensy. — Falo, tentando manter a calma.
– Oi? — Ela pergunta, docemente.
– É NAQUELA BOATE DO CISNE DE GELO! — Grito, com raiva.
– E o que tem? — Ela pergunta, sem entender.
– Tem que eu fui EXPULSA de lá ano passado. EXPULSA. Eu não sei que língua você fala, mas na minha língua e na do resto do mundo, expulsa não quer dizer "volte sempre". Quer dizer "volte aqui se quiser ser jogada para fora de novo, enquanto o outros riem da sua cara segurando coquetéis de duzentos dólares!"
Tensy faz uma cara ofendida.
– Que exagero, Bellie. Essa boate não vende coquetéis de duzentos dólares.
Eu bufo.
– Sério? Foi essa a parte que você ouviu?
Tensy respira fundo.
– Se acalme, Bellie. Isso foi ano passado. Ninguém mais lembra da sua cara. E acho que agora o dono daquela boate deve ter percebido que você quebrar aquela estátua de gelo foi bom para todo mundo.
– Por quê?
Tensy me olha como se a resposta já estivesse óbvia.
– Porque assim eles podem colocar uma minha no lugar.
○ ○ ○
– Obrigado, Bellie.
– De nada, Austin. — Eu sorrio para ele.
Eu sei que Tensy me pediu para jogar o convite despropositalmente na frente dele, mas considerando que eu sou uma péssima atriz e a chance de Austin entender o que aquilo queria dizer era mínima, eu preferi entregar na mão dele como eu avisei — sim, eu avisei — que ia fazer. E, bem, nós não somos mais menininhas de cinco anos. Tensy consegue lidar com as novas paixonites dela sem agir como uma.
Hoje foi um dia especial para mim. Com os movimentos de quem dirige há muito tempo, consegui vir com meu carro para escola. Mesmo que Griffin tenha ficado do meu lado o tempo todo, quase tomando o volante da minha mão de tanta ansiedade. Dirigir meu próprio Audi foi mágico para mim. Ver as outras pessoas admirando meu carro e comentando quando desci foi especialmente satisfatório. Saber dirigir me deu mais liberdade. Principalmente porque agora posso ter certeza que nunca mais vou ter que andar de ônibus de novo.
A última vez não foi muito legal.
○ ○ ○
– Você não precisa dirigir o tempo todo, Bellie.
– Eu quero, Griffin. — Retruco.
Ele suspira.
– Vamos no meu carro, então. — Ele sugere.
– Não. Eu não tenho um carro à toa. Entre.
Ele abre a boca para discutir, mas eu o corto.
– Você não corre risco de vida, Griffin. É só não me atrapalhar.
Ele olha o céu. Estamos na porta da minha casa, a BMW dele parada na calçada, meio que brigando com o meu Audi fora da garagem. Tensy me mandou uma mensagem avisando que já está indo para a festa. Precisamos nos apressar se quisermos chegar junto com ela.
– Tudo bem. — Griffin cede, entrando muito a contragosto no banco do carona.
Nós vamos em silêncio. Eu estou nervosa porque eu sei que vou ser parada na porta, por ser uma persona-non-grata na boate. Eu fui expulsa uma vez e vou ser expulsa de novo quantas vezes eu tentar entrar, e tenho plena ciência disso. Por isso meu plano é entrar me escondendo um pouco com o cabelo e com o corpo atrás do de Griffin. O problema é que, bem, ele não sabe. Eu não teria coragem de falar com ele que eu não podia ir à festa por ter sido expulsa da primeira vez, mesmo que ele tenha visto.
Quando chegamos, a primeira coisa que vimos é Tensy encostada em sua Mercedes, usando um vestido prata que acaba antes da metade da coxa.
Griffin abre a porta para mim e passa um dos braços pelos meus ombros quando uma brisa fria me faz arrepiar.
– Onde está Austin? — É a primeira coisa que Tensy pergunta. Acho que agora já entendemos a função do vestido.
Griffin franze a testa e dá uma olhada rápida no celular.
– Já deve estar chegando. — Ele responde.
Eu me abraço quando o vento aumenta, e Griffin aperta o braço ao redor de mim. Três minutos depois, vemos o Porsche de Austin chegando. Ele desce do carro vestindo um casaco chique que marca os braços dele. Sinto as pernas de Tensy meio bambas do meu lado.
Austin cumprimenta todos nós, abraçando Tensy um pouco mais longamente. Viper não veio porque ainda tem que resolver algumas coisas da mudança de Sao Francisco para cá e não estava muito animada, de qualquer maneira.
Nós entramos na fila gigante. Por que todo mundo resolve ir a uma festa em uma boate chique em um sábado? Vamos ser mais originais.
Tanto Austin, Tensy, Griffin e eu sabemos que, falando o sobrenome de qualquer um de nós, poderíamos entrar facilmente antes de qualquer outra pessoa, mas não chegamos a tanto. Ninguém aqui tem pressa.
Ainda está frio e eu abraço Griffin para me aquecer. A jaqueta de couro dele me esquenta, e eu paro de pensar em como seria dormir deitada no ombro dele quando eu vejo um menino que me é estranhamente familiar. Os olhos azul-escuro, a cabeça meio raspada, uma cicatriz pequena no queixo. Ele está conversando com outros garotos, a três pessoas de nós. Ele vê que eu estou reparando-o, e me encara. Eu fico vermelha e desvio olhar, mas consigo sentir seus olhos sobre mim.
Chega a nossa vez. Eu estou tremendo. O cara da recepção é o mesmo homem com cara de buldog que me atendeu da última vez. Me aproximo ainda mais de Griffin, colocando a cabeça em seus ombros, tentando esconder o máximo que posso com o cabelo. Eu devia ter posto uma peruca. Meu namorado entrega os quatro convites e o cara-de-buldog me encara. Griffin parece um pouco incomodado, mas não fala nada. É agora. Vou ser descoberta e mandada para fora.
Por incrível que pareça, ele nos deixa passar e atende as pessoas atrás de nós. Eu respiro aliviada.
– O que foi? — Pergunta Griffin.
Minta.
– Eu...
M-i-n-t-a.
– Eu... só achei bom sair de lá. Estava frio. — Invento, pessimamente.
Mas não é uma mentira. Realmente foi bom sair de lá, e realmente estava frio. Ponto para mim.
Nós entramos de vez na boate e eu esqueço com o que eu estava preocupada. Meus olhos passam por cada detalhe da festa, desde o chão, até o DJ animado a três metros acima de pista de dança. E graças a Deus, não há nenhuma estátua de gelo em forma de cisne no meio da pista de dança. Acho que eu não corro o risco de quebrar uma hoje.
O menino que eu vinha reparando passa do meu lado e me lança um olhar rápido. Eu tento olhar para outro lado.
Uma música do Usher toca muito alto, e torna impossível ficar parado. Nós quatro vamos para o meio da pista, o que é extremamente difícil com todas essas pessoas bêbadas e animadas demais nos empurrando. Percebo alguns garotos me olhando, e Griffin passa o braço pela minha nuca e me beija toda vez que nota algum olhar mal-intencionado na minha direção. Tensy e Austin ainda não se beijaram, o que é anormalmente estranho para Tensy. Ela é sempre muito rápida.
Nós estamos dançando por um tempo que eu estimo ser de uma hora. Às vezes algum segurança aparece aqui para se certificar de que está tudo bem. Acho que isso começou depois da primeira e última vez que eu estive aqui. Eu me escondo toda vez que vejo um.
– Quer beber alguma coisa? — Pergunta Griffin.
Percebo que estou com a garganta seca e assinto para ele, e Griffin me beija antes de se virar. Tensy e Austin estão conversando sentados em uma mesa no canto, de onde eu posso vê-los. Eu mando olhares constantes na direção dos dois e eles ainda não se beijaram. Tensy está enrolando uma mecha de cabelo no dedo com unha comprida, o que ela sempre faz quando está nervosa, e o que me leva a ter certeza de que ela não está gostando nada da situação.
Sinto uma mão na minha cintura. Griffin voltou antes do que eu esperava. Eu me viro e coloco meus braços ao redor do pescoço dele.
Mas não é o pescoço dele.
Tiro meus braços imediatamente do garoto. A cicatriz no queixo aparece mais com essa luz, fazendo-o ficar um pouco mais sexy. Ele dá um sorriso torto.
– Eu sou tão feio assim? — Pergunta, charmosamente.
Minha língua se move para negar a afirmação, mas tento pensar novamente e formar uma frase com concordância.
– Eu tenho namorado.
O garoto chega mais perto de mim. Pega a minha cintura de novo e coloca os lábios na minha orelha.
– Não tem problema.
Sua mão pega a lateral do meu rosto e me faz olhar diretamente para ele. Eu quero fugir, mas ele é muito forte. Tento olhar ao redor para localizar Tensy ou Austin. Ninguém parece perceber o que está acontecendo. Eu não esperava outra coisa. Duas pessoas se agarrando na pista de dança é completamente natural e todo mundo sabe disso. Menos quando uma dessas duas pessoas sou eu.
O garoto tenta me beijar, mas eu desvio. Ele ri.
– Não seja tão difícil, Bellie.
– Quem é você? — Pergunto, me debatendo nos braços dele.
Certo. Quem é esse garoto? De onde eu o conheço? Como ele sabe meu nome? Por que ele está tentando me beijar? E por que, diabos, o DJ trocou a música do David Guetta que estava tocando?
Ele gargalha e tenta me beijar de novo, mas não chega a concretizar a ação. Sinto suas mãos me largando rapidamente, e ele dá três passos para o lado. Foi Griffin. Griffin empurrou o garoto para o lado, tão rápido e tão forte que eu não sei como ele não caiu. Meu namorado se coloca na minha frente, e me empurra um pouco para trás. Ele está furioso, o que faz com que até eu tenha um pouco de medo dele.
A atenção da multidão está completamente voltada para nós. Eu não consigo ter uma noite normal, e eu já devia ter me conformado com isso. Eu não consigo simplesmente ir a uma festa com meu namorado, ficar bêbada e vomitar quando chego em casa. Esse é um luxo que Isabelle Harper não pode ter.
O DJ vai parar a música daqui a pouco. Ótimo. Sou uma especialista em brigas em festas. Acho os rostos meio tensos de Tensy e Austin. Tensy parece mais irritada do que tensa, imagino que não deve ter acontecido nada. Austin imediatamente se apressa para se colocar ao lado de Griffin, que balança a mão displicentemente, dispensando a ajuda.
E aqui vamos nós de novo. O garoto e Griffin se encaram com fúria, raiva, e eu só consigo pensar em uma coisa.
Eu já provei os coquetéis de morango?
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Eu seria uma completa vaca se eu não falasse disso aqui. No último capítulo, eu disse que era meu aniversário, e no mesmo dia eu recebi o presente mais lindo que eu ganhei na minha vida.
Ceci. É sério, garota. Por onde eu começo com você?
Eu vou postar aqui, ok? Porque é simplesmente lindo e eu quero que todo mundo veja.
Cara, eu não sei por onde começar. É horrível essa sensação, de querer falar tanta coisa e não saber como.
Sabe, quando eu comecei "É Segredo", eu achei que ninguém ia ler. Eu era só uma menininha de quatorze anos apaixonadinha que achou que Malhação estava demorando muito para começar e fez a besteira de ligar o computador. Hoje, eu sou uma menininha de dezesseis anos, ainda apaixonadinha, mas com muito mais coisa na cabeça (apesar de ainda assistir Malhação).
E aí, um pouco mais de um ano depois, eu recebo uma homenagem dessas. A Ceci é uma leitora minha desde a época de "É Segredo", leu minhas outras histórias, e me deu o prazer de escrever com ela em "As Imaginárias". Eu não consigo colocar em palavras o quanto eu gostei disso, Ceci. Não consigo mesmo, eu não consigo achar nenhuma palavra pra dizer o quanto eu achei incrível e o quanto eu chorei quando eu vi essa foto, e o quanto eu choro toda vez que eu vejo. Todo o cuidado que você teve, de pegar tantas fotos da Jéssica Alba e tal (eu vivo procurando fotos dela pra ES e PS e eu não achei nem metade dessas). E eu fiquei completamente desabada por dentro quando eu li as palavras "For the real Bellie" no meio da foto.
Meu Deus. Estou chorando de novo agora, mas que merda. Enfim, vou tentar parecer um pouco mais respeitável.
Ceci, obrigada. Obrigada por ter me dado essa alegria, esse reconhecimento, essa honra, essa gratidão, essa atenção, esse carinho, e essa vontade de ir até a sua casa e te encher de abraços que não vai passar nunca.
Essa foto é papel de parede de celular, Ipod, notebook, e tudo que você conseguir imaginar. E quando me perguntam o que é, eu sorrio e digo "Isso foi um presente de uma amiga." Porque foi. E é uma das coisas mais lindas que eu já vi, mais bem pensadas e mais bem feitas.
Eu gostaria de poder te retribuir isso, porque de verdade, eu não mereço. Mas o meu talento no Photoshop é nulo, a recompensa vai vir de outra forma. Na história, como um personagem, sei lá. Eu vou pensar em alguma coisa, mas seja lá o que eu pensar, não vai ser tão grande quanto o que você fez.
Obrigada mesmo. Mas sabe, acho que só "obrigada" não agradece direito. Então eu vou agradecer em outras línguas:
Danke Ihnen (Alemão)
Thank you so much (Inglês — uau, Ana, sua inteligência me fascina)
Gracias (Espanhol)
Moitas grazas (Galego)
Merci (Francês)
Hvala (Croata)
Mulțumesc (Romeno)
Takk (Norueguês)
σας ευχαριστώ (Grego)
благодаря (Búlgaro)
ありがとう (Japonês)
Grazie (Italiano)
þakka þér (Islandês)
Teşekkür ederim (Turco)
Kiitos (Finlandês)
شكرا (Árabe)
Gràcies (Catalão)
Gratias ago vos (Latim)
Shajdowiendehsndi (Uma língua que eu inventei porque acho que só as existentes não são suficientes)
Bom, é isso. Obrigada, se alguém leu até aqui. Obrigada se não leu também. Obrigada Ceci por deixar os meus dias mais brilhantes toda vez que eu vejo aquela foto e penso que vale a pena continuar com isso aqui. Eu sinto que tudo o que eu escrever pra você vai ser um eterno agradecimento. Porque eu, com trinta anos de idade, ainda vou ter essa foto.
Notas finais
P.S.: o próximo CCA (Coração Classe A - a coluna de textos pessoais) sai no capítulo 22. Em um dos capítulos eu vou postar alguns títulos de texto (eu tenho 19 até agora) pra vocês escolherem qual vocês querem ler.
P.P.S.: R.I.P para o meu fone de ouvido que hoje, dia 15 de outubro de 2012, às 00:43, acaba de falecer. Quem já passou por isso sabe o quanto é ruim ficar sem música no meio da madrugada.
Agora é sério, eu vou embora. Beijo!
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