Por Um Segundo

19 Feche os olhos


Notas iniciais
Hey! Aposto que vocês não esperavam me ver tão cedo assim, hein? Pois é, acho que eu tomei vergonha na cara.
...
Esqueçam, esse dia não vai acontecer.
Mas já posso dizer que postei um capítulo a tempo!
Gostaria de mandar um beijão à mickey_girl, que recomendou a minha história! Aeeee =D
Eu não sei quando você recomendou, porque com esse novo visual do site fica difícil de ver e tal (não é desculpa, juro), mas eu queria deixar pra você o meu agradecimento especial. Eu adorei, muito obrigada mesmo. Obrigada a todas que leem, eu fico realizada quando leio o que vocês deixam pra mim.
Aí está o capítulo. Tem uma observação no final dele, POR FAVOR LEIAM:

"Mais penosas são as consequências da ira do que as suas causas."

Marco Aurélio



O DJ abaixa a música. Excelente. Agora é oficialmente uma briga.

– Eles estão brigando? — Pergunta Tensy, surgindo de repente do meu lado.

Apesar de estar completamente nervosa, arranjo forças para me virar para ela com os olhos arregalados.

– Não. Estão discutindo a novela das oito com um pouco mais de emoção.

Tensy revira os olhos e me ignora.

– E por que estão brigando? — Questiona.

– Porque um é Team Edward e o outro é Team Jacob.

Minha amiga faz uma cara de nojo.

– Você não consegue levar nada a sério.

Eu finjo que não escutei e me volto para a briga. Griffin e o outro garoto ainda não se encostaram, mas trocam ameaças em voz baixa e tenho certeza que devem ser realmente interessantes, porque todas as pessoas ainda prestam atenção nos dois.

– Griffin. — Falo, dando cinco passos para frente e encostando a mão devagar no ombro dele. — Vamos embora.

Griffin olha para mim como se não conhecesse.

– Pode ir se quiser. — Responde, sem nenhuma emoção na voz.

Eu recuo um passo como se ele tivesse acabado de me dar um soco.

– Eu não vou sem você. Isso é infantil. Vamos.

Ele me olha e eu esqueço completamente o que estava dizendo. Consigo ler seus pensamentos através de seu olhar, e percebo que ele não vai embora não importa o que eu faça. A raiva é maior do que qualquer outra coisa agora.

Griffin ainda está olhando para mim. Eu abro a minha boca para dizer alguma coisa, mas seja o que fosse que eu ia dizer, as palavras se convertem em um grito de susto quando, pelas costas dele, vejo o outro garoto avançar com a mão em punho para Griffin, ainda virado para mim.

Eu fecho meus olhos. Não sei se vou aguentar ver o que sei que aconteceu. Não vou aguentar ver Griffin machucado por causa de um soco no rosto dado por um menino qualquer cujo o nome eu nem mesmo sei.

Desisto e abro meus olhos devagar. Griffin não está ferido. O outro garoto está a muitos metros de onde estava antes. Eu demoro um pouco, mas junto as peças. Griffin simplesmente deu um passo para trás e o garoto passou direto.

Meu namorado também entende o que aconteceu agora, e ri da situação. O gesto dele enfurece ainda mais o menino, que parte para cima de Griffin com rapidez e força.

Aparentemente sem pensar muito, Griffin segura o pulso do garoto, o que faz com que ele esqueça o que está fazendo. Griffin vira o menino de costas para ele e, com cara de tédio, lhe aplica um cotovelada nas costelas. O garoto cai no chão.

– Vamos embora. — Fala Griffin, deixando o menino caído atrás de si e andando imensamente mais calmo na minha direção.

– Ali! — Grita alguém.

A multidão abre caminho e dois seguranças aparecem. Novamente o cara de buldog. Estou definitivamente ferrada. Eles olham o garoto desfalecido no chão, mas que ainda respira com alguma dificuldade por causa do golpe nas costelas. Os amigos, que provavelmente estavam em outro local e só chegaram aqui agora, estão ao redor dele lançando um olhar de fúria para Griffin, que não parece perceber.

– O que aconteceu aqui? — Pergunta um dos seguranças.

Francamente, por que ninguém consegue deduzir por si mesmo? Griffin e o outro garoto não estavam colhendo lírios do campo de mãos dadas, isso eu posso garantir.

Todas as pessoas começam a falar ao mesmo tempo e algumas mãos apontam para Griffin e para mim. Por que para mim? Eu tentei impedir, a culpa não é minha. Me escondo com o cabelo com o coração batendo forte.

Os seguranças caminham na nossa direção. Pronto. Vão me descobrir, me expulsar de novo e me colocar para ver o sol nascer quadrado. Minhas orelhas estão zumbindo e de repente todas as cores se tornam preto.

– Vocês estão expulsos daqui até segunda ordem. Me acompanhem.

Griffin não esboça nenhuma reação. Apenas entrelaça os dedos nos meus e segue os dois homens,Tensy e Austin estão atrás de nós. Eu olho para trás apenas uma vez — e o menino ferido não está mais lá.

– Tudo bem. — Falo baixinho, só para Griffin. — Eu já não podia entrar aqui mesmo.

Griffin arregala os olhos levemente e me encara.

– Como assim?

– Você sabe... — Falo, envergonhada. — Eu fui expulsa daqui aquela vez que...

– Não foi não. — Ele responde, me olhando como se ele estivesse explicando a uma criança de três anos que ela tem dois olhos.

– Claro que fui. — Começo a ficar confusa. — Você viu.

– Bom, é, você foi. Mas foi por minha causa. No dia seguinte eu liguei para cá e esclareci tudo.

Tenho vontade de pular em cima dele.

– Sério? Então eu não tinha sido expulsa?

Então todo o meu esforço de não ser percebida hoje foi completamente inútil e ridículo? Que ótimo.

Mas se bem que eu fui expulsa agora, de qualquer jeito.

– Me dêem seus nomes. — Fala um segurança, assim que nós chegamos a uma parte meio escondida na entrada, com computadores de última linha, e monitores com as imagens de vários ângulos da boate.

Griffin solta uma risadinha e coloca um dos braços nos meus ombros.

– Griffin Carmichael. — Informa.

Os olhos dos seguranças se arregalam. Acho que consigo ver todas as veias das córneas deles daqui de onde estou. Eles se entreolham, claramente sem saber o que fazer. Os rostos deles estão mudando de cor.

– D...desculpe, senhor Carmichael. Não sabíamos que era... nós não...bem, talvez expulsão seja muito forte... acho... acho que o menino vai sobreviver. — Fala um dos seguranças, olhando para o chão.

Griffin levanta a sobrancelhas, cético.

– Creio que sim. — Concorda.

– É... não precisamos fazer disso um grande caso, não é? — Propõe o outro.

Griffin continua com as sobrancelhas levantadas, parecendo se divertir.

– Vocês têm certeza? Estou assumindo total responsabilidade.

Eles assentem como cachorrinhos. Griffin sorri para eles e os seguranças nos liberam.

Nós rimos quando vamos embora por causa do embraçamento dos dois homens quando Griffin lhes disse seu nome, mas as risadas são imediatamente interrompidas por um barulho mais alto e mais urgente.

Sinto Griffin se preparar para correr do meu lado, mas minha mão é mais rápida e segura o ombro dele.

– Não. — Digo, antes que eu possa realmente entender o que aconteceu.

O queixo de Tensy está no chão. Meu coração nunca bateu tão forte. Austin está com os olhos arregalados, e Griffin treme de fúria. Nós quatro vemos a mesma cena: um grupo de meninos cobertos pelas sombras da noite, indo embora gargalhando, deixando para trás um Audi A6 com o alarme disparado, as quatro portas abertas, a lataria completamente arranhada, o motor em chamas, e todos os vidros quebrados.



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Prezada Amy,


Estou oito quilos acima do peso normal para as garotas da minha idade. O que eu faço?


Martha Foley




Querida M.F,


Vou te dar uma dica que talvez funcione: passe a comer chiclete sem açúcar.


Sabiamente,

\"\"



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Gente, é o seguinte, eu precisava falar de um assunto muito sério com vocês, então achei melhor colocar no capítulo do que nas notas, porque francamente, ninguém lê as notas.

Bom, vou parar de enrolar.

Vocês podem ler todas as minhas palavras, de todos os meus capítulos, de todas as minhas histórias, de toda a minha vida e vocês vão perceber que eu nunca, nunca, N-U-N-C-A pedi reviews, comentários, recomendações, declarações de amor, fogos de artifício, uma rua com o meu nome, uma estátua com a minha cara, ou o que for. Primeiro porque eu não me acho tão boa a ponto de ficar exigindo comentários para cada sílaba que eu escrevo. Segundo porque eu não me acho tão ruim a ponto de ficar mendigando comentário dos outros.

E eu não vou, de jeito nenhum, falar que eu só continuo a escrever se vocês deixarem 200 reviews nesse capítulo. Eu gosto demais de escrever pra ficar fazendo isso.

Mas o negócio, falando abertamente, é o seguinte: review ajuda. Quem escreve também vai saber do que eu estou falando. É um estímulo, um combustível, entendem? É a certeza de que alguém está gostando além de mim. É a certeza de que eu estou atingindo outra pessoa. Por que, sinceramente, se eu escrevesse para mim mesma, eu abriria um documento no Word e pronto. Se eu estou postando aqui, eu gostaria de receber comentários. E essa é a verdade.

Aqui vai uma outra verdade: eu não sou idiota. Eu sei que Por Um Segundo tem milhares de leitores fantasmas. A mesma coisa acontecia com É Segredo. Os números de PS são altos, gente. Não tão quanto os de ES, que são altíssimos para uma Original, mas são altos mesmo assim.

Então, se você está lendo isso e nunca comentou, por que não deixa um pouco de carinho pra mim hoje?

Não me levem a mal. Eu sei que é chato. Eu sei que é chato deixar reviews, e pensar no que dizer, é mais fácil ler a história e tchauzinho pra ela. Só que eu fico meio assim de pensar que tem gente que lê e o capítulo não foi suficiente a ponto de fazer com que a leitora queira deixar um comentário. É por isso que eu fiquei tanto tempo sem postar. Eu tenho os capítulos prontos até o 28, amores. Eu poderia postar tudo de uma vez e um terço de PS já estaria aqui. Só que eu gosto de responder reviews, ler os comentários de vocês, o que vocês acharam. Qualquer coisa.

Então, se vocês acharem que esse capítulo merece um comentário, por quê não deixá-lo? Vocês vão me fazer muito feliz. Especialmente agora, em uma parte da minha vida que não está muito legal.

E obrigada a todas que ainda continuam deixando comentários fielmente. Vocês me alegram muito, vocês são incríveis, obrigada mesmo. Por tudo.



Notas finais
Bom, isso aí. Se alguém não leu o que vinha depois do capítulo, eu quero dizer que isso foi uma falta de educação gigantesca da sua parte, e que infelizmente eu vou ter que mandar a minha professora de Literatura (que se chama Valéria Guerra, parabéns Ceci =D) ir até aí e falar no seu ouvido durante uma hora sobre romantismo.
Não é legal, acreditem.
Acho que vocês vão preferir o meu texto mesmo.
Ei, alguém aí está acompanhando a segunda temporada do X Factor? Eu viciei nesse negócio, mas ninguém que eu conheço assiste :/ (ninguém que eu conheço assiste X Factor mas todo mundo sabe o que aconteceu ontem na novela das nove. Eu vivo no lugar errado)
Beijos!