Por Todas As Primaveras
11 Capítulo 11 – Um novo começo
Notas iniciais
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Ainda não respondi os reviews dos dois últimos capítulos, mas farei ainda hoje, perdão girls, minha vida está uma correria.
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Seguindo o ritual, agradeço os comentários do capítulo passado e também a Vitória pela recomendação tão linda e também pela honra de ter dito que só fez uma conta no nyah para poder comentar a fic. Muito obrigada flor! Estava com saudades de você!
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Preparadas?
Acho que vocês vão me agradecer muito nos reviews! kkk Brinks. Espero que gostem.
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Beeeeeeeeeijos no bochecha.
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Capítulo 11 – Um novo começo
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Dois meses e meio depois
BELLA POV
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24 horas. 1.440 minutos. 86.400 segundos.
Malditas vinte e quatro horas de tensão e nervosismo.
Nunca o movimento do ponteiro me pareceu tão lento. Era como se ele brincasse comigo, numa lentidão proposital, consumindo o pouco que restou de minha tranquilidade.
E eu nunca me senti tão impotente.
Olhava todos os rostos apreensivos na sala de espera, alisando minha pequena barriga de grávida — uma mania que desenvolvi desde que realmente a notei crescer — e me perguntava se minha face demonstrava a mesma apreensão.
Meus olhos passavam rápidos por Alice, seu namorado Jasper, Emmet e Rosalie, Carlisle, mas era em apenas uma pessoa que se demoravam: Esme.
Esme Cullen sempre foi, desde a minha infância, a figura da bondade e calmaria, mas, olhando agora para o rosto da minha sogra, tudo o que eu via era nervosismo, dor e também fé, a mesma fé que eu lutava interiormente para manter comigo. Eu sabia o que era ver a pessoa que mais amava sofrer absurdamente nos últimos meses, mas a maternidade me levou a entender a dor de Esme por outro ângulo: a dor de uma mãe que via seu filho sofrer.
Foram pouco mais de dois meses, e em especial o último, com Edward tendo mais fraquezas, enjôos e reações aos medicamentos. Tudo isso para ter como fim cada vez menos resultados satisfatórios: quanto mais os médicos estendiam as sessões de quimioterapia, menos seu corpo reagia ao tratamento.
Apesar de toda essa luta, entrei no quinto mês de gestação sem que Edward deixasse de sorrir fazendo questão de acompanhar com uma fita métrica cada centímetro a mais que eu ganhasse em minha circunferência abdominal. Cada mudança física e emocional era recebida alegremente por nós dois. Mesmo quando meu humor estava uma droga e eu ia da felicidade esfuziante à tristeza ou raiva sem motivos, Edward ainda ria das minhas inconstâncias, achando graça até da minha irritabilidade excessiva.
Eu tinha me tornado uma gordinha — futura bolota — insuportável, e isso parecia diverti-lo. Bom, o fato é que Edward não devia mesmo reclamar, não quando era um dos causadores disso tudo.
Eu claramente não poderia ter feito um bebê sem seus espermatozóides.
Assim que entrei no quinto mês de gestação, alguns sintomas incômodos diminuíram, como os vômitos e enjôos, porém outros aumentaram, como dores nas costas e cansaço, além de meus tornozelos e pés agora viverem constantemente inchados. Apesar de tantas mudanças, estar grávida era uma sensação única e enriquecedora. Nunca me senti tão mulher. Ter a noção exata de que uma vida cresce a cada dia dentro de você, uma pequenina metade sua e do homem que você ama, é uma das emoções que eu qualifico como ‘aquelas que não se pode morrer sem sentir.’
Eu não sabia que queria tanto ser mãe até estar grávida.
Acho que essa nova emoção, somada à força do meu amor por Edward, eram as únicas razões de ainda não ter desmoronado. De a minha fé nos médicos e nesse transplante persistir.
Edward havia sido submetido ao transplante um dia atrás, mas precisou ficar sob monitoramento durante 24h em regime de isolamento. Isso apenas como prevenção, pois segundo os médicos nas primeiras horas após o transplante o paciente fica mais exposto a episódios infecciosos e hemorragias.
Estávamos esperando que o procedimento acabasse, para finalmente termos qualquer informação de como o organismo de Edward recebeu as células-tronco e se houve qualquer indício de rejeição.
Dr. Dane não demoraria a aparecer avisando que deu certo, e Edward não demoraria a voltar bem para sua família, para mim e nosso filho. Era tudo em que eu poderia pensar.
"Como estamos?" Carlisle perguntou e só então notei que tinha se sentado ao meu lado.
"Indo." sorri forçado, nunca parando de acariciar meu ventre.
"Tome isso, Bella. Suas mãos não param de tremer e seu rosto está pálido, não quero que desmaie." me indicou uma garrafinha de água e um comprimido que segurava. Olhei para seu rosto, só naquele momento notando a preocupação nele.
"Desculpe." pedi, não queria ser um motivo a mais para que se preocupassem.
"É um calmante receitado para gestantes, trouxe comigo achando que você pudesse precisar." Carslisle sorriu. Abri a garrafinha e peguei o comprimido em sua mão. "Não se preocupe, ele é fraco e não vai te deixar sonolenta, só um pouco mais calma."
Assenti, tomando o remédio e lhe lançando um olhar agradecido. Eu não queria mesmo tomar algo que me desse vontade de dormir agora, e meu sogro sabia disso.
"Obrigada."
"Não precisa agradecer, muito menos se desculpar, é normal que esteja nervosa, e eu cuido de você e do meu neto com prazer. Isso apenas porque Edward não está aqui agora, claro. Do contrário, ninguém mais conseguiria tal feito." ele riu levemente e acabei dando um pequeno sorriso, dessa vez sincero.
Minha gravidez ainda era considerada de risco, mas a anemia estava mais controlada e minha saúde bem melhor, tudo isso graças a Edward e seus cuidados excessivos. Apesar de como ele vinha passando, sua supervisão com meus remédios e repouso eram absurdos, nunca imaginei que sua tendência já natural à super-proteção fosse capaz de aumentar tanto.
Todos os Cullen acabavam se divertindo com essa insistência de Edward de que ninguém mais além dele podia cuidar devidamente de mim e do bebê.
Edward.
Respirei fundo, olhando rapidamente o relógio em meu pulso e constatando que agora já eram mais de 24 horas de espera.
"Vai dar tudo certo, você sabe." Carlisle sorriu, parecendo saber o que eu pensava. "O Dr. Collins é um dos maiores especialistas na aérea e esse procedimento é menos complicado e com menos chances de rejeição que um transplante de medula."
Assenti, lembrando de quando fomos apresentados ao Dr. Collins, mais de dois meses atrás.
...
FLASHBACK ON
"Esse é o Dr. Collins, cirurgião oncologista e um dos maiores especialistas na área que temos no país." Dr. Dane apresentou o médico loiro ao seu lado.
Eu e os pais de Edward esperávamos para conhecê-lo há alguns minutos.
Edward não vinha bem e dias atrás um desmaio fez com que o trouxéssemos até o Hospital. Os médicos decidiram que o melhor era voltar a interná-lo, explicando que sua imunidade estava muito baixa. Na ocasião, Dr. Dane comunicou que iria ouvir outros médicos à respeito do caso, inclusive um grande amigo seu da Faculdade, mas que ele acreditava ser o transplante o melhor passo já que o organismo de Edward não vinha mais reagindo bem a quimioterapia.
E agora estávamos aqui.
O médico loiro, que devia ter algo em torno de cinquenta anos, cumprimentou a todos, mas se dirigiu pessoalmente à Carlisle.
"Como vai, Dr. Cullen? O Dr. Dane me disse que o senhor também é médico."
"Sim, cardiologista. Estou bem na medida do possível como o senhor deve imaginar.”
O doutor assentiu. "Sinto muito o que está passando com seu filho, mas graças a Deus a doença ainda não está num estágio avançado, e mesmo que a quimioterapia não se mostre mais tão eficaz, Edward está apto para o transplante."
"Sim, o Dr. Dane nos explicou isso. O que me preocupa é achar um doador, o nome e as informações do meu filho já estão no banco de dados há meses, mas sabemos o quanto isso pode ser demorado, além da dificuldade de se achar uma medula compatível."
"Isso é verdade." Dr. Dane disse. "Por isso mesmo chamei o Dr. Collins aqui, para discutir com vocês da família outra alternativa, além do transplante de medula."
Franzi o cenho curiosa e vi a face de Carlisle passar da surpresa à compreensão. "Transplante de cordão umbilical." falou seguro.
"Isso mesmo Dr. Cullen, há alguns anos venho me dedicando a pesquisas com as células-tronco presentes no cordão umbilical. Ao todo, eu e minha equipe já realizamos em torno de oitenta transplantes, graças a Deus, todos bem sucedidos." o médico loiro assegurou.
"Sim, eu já li e conversei com outros médicos à respeito, também conheci alguns que realizam esse tipo de transplante." Carlisle comentou.
"Mas como exatamente isso é feito?" Esme falou pela primeira vez, tentando sanar a mesma curiosidade que acredito todas as outras pessoas não médicas naquela sala tinham.
Foi o Dr. Dane quem explicou. "A doação das células-tronco presentes no cordão umbilical só pode ser realizada com o consentimento da mãe, o sangue do cordão é coletado na hora do parto e encaminhado a um bando-público onde fica à disposição de pessoas que sofrem de doenças do sangue como o seu filho, senhora Cullen."
Carlisle se virou para mim e sua esposa, complementando a informação do médico. "No transplante com células-tronco de medula óssea, para que o resultado seja positivo é necessário um grau de compatibilidade de 100%. O sangue de cordão permite que se faça com apenas 70% de compatibilidade."
“Justamente.” Dr. Collins concordou. “Por isso que esse tipo de transplante é cada dia mais optado pela comunidade médica. Os E.U.A foi um dos primeiros a realizá-lo, mas hoje o procedimento já é realizado em outros países.“
Os médicos ainda ficaram mais algum tempo conosco, explicando todo o procedimento do transplante usando células-tronco do cordão umbilical. Na verdade, eles afirmaram que a cirurgia se dá praticamente da mesma forma que num transplante convencional de medula, apenas em vez de injetar no corpo do doente as células da medula, são colocadas as células-tronco presentes no sangue do cordão umbilical.
Caso optássemos por esse método, Dr. Dane garantiu que teríamos a vantagem de maior chance em encontrar material compatível em menos tempo e menor probabilidade de rejeição. Carlisle agradeceu e pediu um tempo para que conversássemos com Edward, ele mesmo queria falar à respeito com o filho.
Nós saímos da sala de espera direto para o quarto onde Edward estava internado e Carlisle imediatamente tomou à frente, repassando ao filho todas as informações dos médicos e discutindo a possibilidade. Edward escutou tudo em silêncio e antes de tomar uma decisão, perguntou o que achávamos. Eu não soube bem o que dizer, ao mesmo tempo que tinha ficado esperançosa com as informações que ouvi dos médicos, tinha medo. Esme também estava como eu, mas Carlisle foi firme garantindo que concordava ser aquela a melhor opção e isso foi o que bastou para Edward se decidir a fazer o transplante, a opinião do pai sempre foi muito importante para ele.
FLASHBACK OFF
...
"Será que ainda vai demorar muito?" Esme perguntou olhando para Carlisle. Após me entregar o comprimido, ele havia voltado para seu lugar de antes ao lado da esposa.
"Acredito que não querida, o Doutor garantiu que daqui a pouco viria nos informar como ele estava." Carlisle consultou o relógio e acabei fazendo o mesmo, constatando que agora já eram 24 horas e 20 minutos de espera.
Mesmo tendo sido obrigada a voltar para casa e descansar em algum momento da noite, não consegui pregar o olho nenhum minuto. Já era um dia inteiro sem dormir.
Apesar de ter escutado que se tudo corresse bem, sem qualquer rejeição pelo organismo de Edward, ainda seria necessário mais ou menos um ano para ele ter a vida totalmente ao normal, estava confiante, porque seria apenas um ano de adaptação comparado a todos os outros que teríamos para viver juntos.
"O médico vem vindo." a voz de Emmet me acordou dos meus pensamentos e ergui a cabeça num jato, ficando de pé mais rápido ainda ao ver a figura do Dr. Dane.
"Podem ficar tranquilos." foi a primeira coisa que disse, notando o quanto apreensivos estávamos. "Tudo ocorreu bem, dentro do que já era esperado. O organismo de Edward até agora não demonstrou qualquer sinal de rejeição às células-tronco transplantadas, os resultados até o momento são mais que satisfatórios." garantiu.
Pude claramente ouvir vários suspiros de alívio.
"Quando podemos vê-lo?" perguntei ansiosa.
"Logo. Ele está dormindo, o processo foi realmente desgastante e seu corpo necessita de um tempo de repouso, o sono é importante, mas pode acordar a qualquer minuto." Dr. Dane sorriu, sua feição não escondia a satisfação de um trabalho bem feito que permitia salvar vidas.
Eu realmente admirava sua profissão, era por isso que Edward tanto repetia ser a medicina um dos seus sonhos.
"Muito obrigada, Doutor." Esme sussurrou emocionada, pegando o médico de surpresa em um abraço.
"De nada Senhora Cullen, mas apenas fiz meu trabalho."
"Obrigado." Carlisle ignorou o médico fazendo questão de frisar seu agradecimento. "Agradeça também ao Dr. Collins e toda a equipe envolvida."
"Claro, Dr. Collins ainda está no quarto terminando de examiná-lo, mas logo deve aparecer por aqui e dar mais algumas informações."
Nós assentimos, o médico voltou pelo mesmo caminho de antes, e tudo o que pude sentir depois foram pequenos braços ao meu redor. Alice me abraçou e retribui, vendo as outras pessoas na sala fazerem o mesmo.
E então eu finalmente dei vazão ao choro que vinha prendendo durante essas últimas horas de espera e tensão, só que agora, eram lágrimas de agradecimento, não de tristeza.
...
EDWARD POV
...
Wow.
Pisquei por vários segundos. As coisas estavam meio confusas.
Quando finalmente consegui abrir os olhos, passei o olhar por todo o cômodo, só então lembrando que eu estava em um Hospital.
A lembrança dos últimos meses veio à tona e a ansiedade para saber como tinha sido o transplante me assaltou. Estava com um pouco de dor e fraqueza e me sentia desconfortável, mas nada que não pudesse suportar.
Lembrava de já ter me sentindo bem pior.
Dizer que não tive medo quando decidi seguir o conselho dos médicos e optar pelo transplante com células-troncos do cordão umbilical seria uma porra de uma mentira, mas se essa era minha opção mais viável para vencer a doença eu faria novamente, sem sombra de dúvidas.
Mesmo que os últimos dias que antecederam o transplante tenham sido uma merda dolorosa e desgastante.
Não tinha noção do tempo que dormi, se fazia horas ou mesmo dias, mas era tempo suficiente para sentir falta e querer ver Bella e sua barriga cada dia mais crescida.
Bella estava linda. Cinco meses e eu já me via doido para o dia do parto chegar e ver o rostinho da minha filha, porque sim, seria uma menina, eu tinha certeza, tanta como a que choraria como a porra de uma mulherzinha quando a visse nascer.
E não estava nem ai, talvez eu até desmaiasse na hora, vai saber.
O som da porta me arrancou dos meus pensamentos e a pessoa que entrou por ela me fez sorrir, mesmo que até esse gesto me parecesse consumir o pouco de força que tinha no momento.
Minha amendoeira.
"Oi, amor." parecia surpresa ao me encontrar acordado. Caminhou com rapidez até a cama e parou ao meu lado.
Apenas o som da sua voz e um breve olhar em seu rosto foi suficiente para eu perceber que ela prendia o choro.
Minha Bella era tão transparente.
"Ei." sorri de novo, porque era impossível vê-la e não fazê-lo. "Estava pensando em que momento minha bolota entraria por essa porta." impliquei com o jeito que a vinha chamando.
"Só porque você se encontra nessa cama, pálido como uma lesma e parecendo ter sido atropelado por um caminhão, não vou te bater pelo apelido infame." segurou minha mão ligada ao soro e sorriu.
Bella me tocava com extremo cuidado, como se qualquer força de sua parte pudesse me fazer quebrar.
"Obrigada pela feliz descrição do meu estado." ironizei. Balancei a cabeça, somente ela para brincar comigo assim.
Eu ri e ela riu comigo.
Wow. Porra. Rir doía!
"Seus pais estão lá embaixo na lanchonete." explicou. "Dr. Dane nos informou há algumas horas que tudo tinha corrido bem e que você dormia, então eles decidiram ir comer algo. Seus irmãos estavam aqui, mas voltaram para casa, prometeram vir te ver quando acordasse."
Assenti. "E você?" perguntei e me olhou confusa. "Porque não foi com eles? Não pode..."
"Ficar mais de três horas sem me alimentar." completou, se divertindo com meu modo super-chato-protetor como ela costumava implicar. "Eu sei, já comi e terminei rápido para vir te ver. Tinha esperanças que acordasse logo."
"Ótimo." assenti satisfeito.
Não é que eu fosse realmente super-protetor, é só que a Dr. Lee deixou claro que Bella tinha de manter repouso e não passar mais de três horas sem comer.
Só estava tentando seguir as ordens médicas.
"Você está bem?" franziu o cenho, agora sem qualquer sinal de brincadeira.
"Bem como se tivesse sido atropelado por um caminhão." brinquei, apertando sua mão na minha com a força que me foi possível.
"Eu estava brincando, você está lindo baby, lindo como sempre." abaixou para me beijar no rosto.
"Se você diz." dei de ombros, meio emburrado. Meu cabelo tinha caído absurdamente nos últimos meses e um tempo atrás decidir passar a máquina de uma vez, melhor que vê-los caindo aos poucos.
E eu adorava meu cabelo, droga. E a Bella também.
"Não está mesmo sentindo algo? Qualquer coisa de diferente? Alguma dor?" disparou a perguntar.
"Me sinto um pouco fraco, algumas dores, mas é suportável." dei de ombros, dando pouca importância.
A felicidade de estar bem apesar de tudo ultrapassava qualquer desconforto.
"Acho que eu devia sair agora e avisar o médico e seus pais que você acordou." aumentou o aperto em minha mão, parecendo hesitante.
"Não poderia esperar mais uns minutinhos?" perguntei, me comportando como uma criança carente.
Ainda não estava preparado para que me deixasse. Mesmo que por pouco tempo.
Ela sorriu.
"Eu te amo." murmurou e notei quando seus olhos foram inundados pelas lágrimas.
Eu sorri.
“Por todas as primaveras, anjo.”
Apesar de qualquer dor que eu pudesse estar sentindo, do que ainda teria que enfrentar, a sensação de vitória não me deixava.
Era como se eu estivesse diante de um novo começo.
...
N/A: Alguns podem ter achado o capítulo meio chato porque tiveram poucas cenas Beward, mas eu quis explicar sobre o transplante do que apenas fazer uma passagem de tempo e dizer que deu certo. Sei lá, prefiro as coisas bem explicadas. Minha mãe diz que isso é perfeccionismo, vai saber. UAHUAH
Mais uma vez friso que sou leiga no que diz respeito à medicina. Tudo o que descrevi nesse capítulo retirei de vários endereços que pesquisei e peço que me perdoem qualquer informação errada.
O transplante usando sangue do cordão umbilical é verídico. Eu não inventei, ok? rsrs Há vários relatos de transplantados que hoje vivem bem. Se quiserem ler mais a respeito, aqui vai alguns dos sites que li para escrever:
http://mariliaescobar.wordpress.com/2010/11/28/celula-tronco-de-cordao-umbilical-cura-leucemia/
Notas finais
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Foi um capítulo mais focado no transplante, mas o próximo (E último. Senta e chora) tem muiiito beward.
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Como sempre comentem, quem achar que a fic merece, recomendee!
E nos veremos no último capítulo! Por isso caprichem nos coments para eu vir rápido! kkkkkk
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Beeeeeeijos.
Fran.
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Fui.
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