Por Todas As Primaveras
9 Capítulo 9 – Com os braços bem abertos
Notas iniciais
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Como sempre, agradeço aos reviews e vou respondê-los daqui a pouco! Gostei de ler que teve gente chorando! Me desculpem, mas gosto quando as leitoras me dizem isso...rs Para mim o drama só vale se emocionar.
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Bom, vou parar de falar e deixar que leiam o capítulo que tem um das minhas músicas preferidas como trilha.
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Beijos na bochecha!
Fran.
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Capítulo 9 – Com os braços bem abertos
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BELLA POV
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"Parabéns, a senhorita está grávida de aproximadamente três meses."
A frase da médica se repetia em minha mente há exatas duas horas, desde quando sai daquele consultório.
Grávida. Eu estava grávida. Edward e eu teríamos um filho.
Nunca pensei que isso pudesse acontecer. Ser mãe era algo que passava por minha cabeça sim, mas apenas no futuro, depois de me formar e ter uma vida estruturada, não agora e muito menos com toda a situação que estávamos enfrentando.
Um bebê era uma responsabilidade muito grande.
Minhas mãos tremiam segurando o papel do exame que me mostrava que aquilo não era um sonho e sim realidade. As lágrimas não paravam de cair desde o momento que recebi a notícia.
Parada aqui, no estacionamento do prédio que estava morando com Edward e Alice, me sentia completamente entorpecida.
"Bella? Tudo bem?" escutei vagamente minha amiga me chamar. "Precisamos sair desse carro."
Respirei fundo e virei meu rosto em sua direção. Foi Alice quem me levou ao consultório em seu carro. Estava agradecida por ela estar comigo desde o começo.
Minhas emoções estavam em completa bagunça. Na minha mente vinha a dificuldade de ter um filho num momento complicado como esse, mas, ao mesmo tempo, o quadro muda e então penso que dentro de mim está sendo gerada uma vida, que é uma parte minha e de Edward. Não sei se choro ou dou risada com isso.
Como disse, uma completa bagunça.
"Você está bem, Bella?" seu olhar era preocupado e ela deu um pequeno sorriso. "Edward deve estar uma pilha, já fazem mais de quatro horas que saímos, vamos logo sair desse carro e entrar em casa." fez sinal para que saíssemos e respirei fundo mais algumas vezes.
Esse era justamente o motivo da minha apreensão, o nervosismo de Edward. Dois meses se passaram desde que ele saiu do Hospital, e não foram nada fáceis: os efeitos colaterais dos medicamentos o deixavam na maior parte do tempo fraco, sem muita disposição, vomitando e com constantes enjôos. E isso comprimia meu coração. Vê-lo nesse estado era o mesmo que ter meu coração esmagado com força.
Evitei ao máximo que ele percebesse como eu vinha me sentindo. Não tive muito enjôo, vomitei algumas vezes, mas a fraqueza e tontura eram constantes. Mesmo assim, considerando que não vinha me alimentando bem, achei que era apenas mais uma das inúmeras crises de anemia que eu tive ao longo da minha vida.
Estava tão estressada e envolvida com o tratamento de Edward que não pensei nem por um segundo que esses meus sintomas poderiam significar uma gravidez. Minha menstruação não estava desregular e a médica acabou me explicando que isso não é tão incomum de acontecer com algumas gestantes.
Foi preciso o toque de Alice após o que aconteceu mais cedo para que notasse algo.
...
FLASHBACK ON
Edward e eu estávamos deitados no sofá assistindo um filme do qual nem estava prestando atenção. Não parava de pensar no que me aconteceu hoje pela manhã. Eu tinha vomitado todo o meu café, fato que já aconteceu umas três vezes antes, e temia que Edward percebesse algo, pois não queria preocupá-lo.
Minha sorte é que na hora em que passei mal ele estava em uma consulta com o Dr. Dane a qual Esme o acompanhou. Ela e Carlisle tinha vindo de Forks há alguns dias e quis passar algum tempo com o filho, então deixei que fossem juntos e fiquei em casa.
"Bella?" Edward me chamou, acho que percebendo minha distração. "Por que está tão calada, anjo? Está estranha desde que cheguei do hospital..." me olhava de cenho franzido.
"Não é nada, amor." tentei sorrir e beijei seus lábios. "Vou pegar um pouco de suco.” sai do sofá não querendo que percebesse nada.
Fui para cozinha e abri a geladeira tirando a jarra de suco de laranja que havia feito mais cedo para Edward. Coloquei um pouco em um copo e fiquei olhando o líquido em minhas mãos, me perguntando se deveria ou não bebê-lo. Temia que isso me fizesse vomitar de novo, já que hoje nada parecia segurar em meu estômago. Não queria que Edward presenciasse uma sessão de vômito.
Suspirei e me virei para a pia, derramando nela o todo líquido do copo e me repudiando pelo desperdício.
"Porque fez isso?" tomei um susto, só então notando-o parado à porta com os braços cruzados e me fitando de cenho franzido. Seu olhar era preocupado e me dizia saber que algo estava errado. "O que está havendo, Bella? Eu não sou idiota, você está muito estranha e não é de hoje. O que está me escondendo? Por que em vez de tomar o suco, você o jogou fora?" perguntou tudo de uma vez.
"Não há nada de errado, eu só desisti de tomá-lo." dei de ombros, me virando novamente para a pia e começando a lavar o copo. Era apenas uma tentativa ridícula de fugir do seu olhar questionador.
Eu evitava preocupá-lo e estava fazendo justo o contrário. Eu era uma inútil.
"Por favor, anjo... Me diga o que há de errado." não percebi quando se aproximou e pulei levemente ao sentir seus braços rodearem minha cintura. Edward descansou a testa contra minhas costas e sua voz suplicante me deixou com mais raiva de mim mesma. Meus olhos marejaram. "Você não parece bem. Não minta... Por favor.”
Respirei fundo e olhei para minhas mãos percebendo que elas tremiam. Estava com medo de abrir a boca e minha voz sair embargada pelo choro preso em minha garganta. E eu nem sabia exatamente o porquê queria chorar, droga! Talvez isso fosse o resultado de todo o estresse acumulado nos últimos dias, já que eu tentava dar uma de forte quando na verdade me sentia quebrada por dentro.
Uma tontura me tomou repentinamente e fechei os olhos, orando para que passasse e eu pudesse me virar e garanti-lo que tudo estava bem. Em vez disso, fui sentindo minha respiração cada vez mais irregular, como se a passagem de ar em meus pulmões simplesmente estivesse sendo obstruída.
"Bella?" a voz apreensiva de Edward soou às minhas costas.
Tentei abrir os olhos e tudo o que vi foram imagens desfocadas, a parede e a pia à minha frente pareciam tremer. Senti-me ser virada e Edward me sacudir. A fraqueza me dominava mais a cada minuto e só pude pensar que provavelmente já teria caído se ele não estivesse me segurando.
"Bella! Fale comigo!"
Foi só o que ouvi antes de tudo escurecer.
FLASHBACK OFF
...
Quando acordei após o desmaio, percebi que estava deitada no sofá da sala com uma Alice me olhando apreensiva. Edward andava de um lado para o outro gritando no telefone o nome de Carlisle pedindo que seu pai viesse me examinar.
Foi quando me lembrei que seus pais estavam na cidade e me levantei rápido garantindo que estava tudo bem e aquilo não era necessário. Edward ainda tentou protestar e só se acalmou quando prometi que iria ao médico naquele mesmo dia.
Ele queria ir comigo, mas Alice notou minha apreensão e se ofereceu para me levar e não sei como, mas o convenceu que seria melhor assim. Foi no meio do caminho que ela me jogou a bomba insinuando que eu poderia estar grávida e tudo pareceu se juntar como um quebra-cabeças. Lembrei-me das duas vezes que Edward e eu transamos desde que cheguei à NY, todas sem camisinha.
Fomos à ginecologista obstetra de Alice que me pediu mais de um exame alegando que pelos sintomas poderia ser uma crise anêmica, como também a gravidez, ou até mesmo os dois.
Fomos informadas que o resultado demoraria mais ou menos uma hora e meia e então demos uma volta esperando que o tempo passasse mais rápido. Voltamos na hora marcada para confirmar as suspeitas da minha cunhada. Eu estava grávida. E não só isso, meus níveis de hemoglobina estavam bem abaixo do normal, o que indicava uma forte anemia que segundo a doutora era extremamente perigosa em meu estado.
“Estou bem, Alice.” falei por fim, voltando à realidade e vendo que minha amiga tinha ficado nervosa com meu silêncio.
“Bella, eu sei o que você está pensando. Você não pode esconder nada de Edward.”
“É claro que eu vou contar da gravidez Allie, nunca pensaria em esconder isso!” afirmei, surpresa por ela pensar que faria algo assim. Estava apenas me preparando, queria que ele ficasse feliz, mas não se preocupasse.
“Você não me entendeu, Bella. Eu sei que contará, estou me referindo ao estado da sua saúde, nós duas sabemos que você escondeu de Edward como vinha se sentindo mal nos últimos dias e não quer contar sobre o que a Drª Lee disse.” seu olhar era sério e imediatamente compreendi ao que se referia.
Ela deve ter visto algo que confirmou suas suspeitas em meu rosto porque suspirou e me olhou irritada.
“Escute bem Swan, você ouviu a médica, sua falta de atenção com a própria saúde resultou em uma forte anemia. Você está grávida, tem que voltar a se alimentar decentemente, ter repouso e tomar todas as vitaminas que foram receitadas. Não pense que eu deixarei que seja relapsa. Eu sei o quanto se preocupa com meu irmão, e agradeço muito por cuidar dele, mas agora há a vida de um bebê envolvida. Não vou deixar que esconda de Edward seu estado de saúde e muito menos que essa gravidez é de risco!”
Pisquei, deixando que as lágrimas acumuladas em meus olhos finalmente vazassem.
“Ele vai ficar preocupado, Alice.” eu sabia que ela estava certa em cada palavra, mas eu conhecia Edward, contar sobre minha saúde e que a gravidez é de risco irá deixá-lo ainda mais nervoso. Eu tinha medo que não aguentasse tanto estresse, era visível seu estado emocional debilitado com toda a situação do tratamento.
“Bella, eu entendo, e também me preocupo.“ ela pegou minhas mãos nas suas. “Mas nós duas sabemos o quanto Edward é super-protetor, então mesmo que essa gravidez não fosse de risco, ele ainda ficaria o tempo todo preocupado com seu estado. E você não pode esquecer de cuidar de si mesma, agora não é só sua saúde que depende de você, a do seu filho também.”
“Eu sei.” tirei minhas mãos das suas e limpei minhas lágrimas. “Eu não vou me descuidar." prometi. "Farei tudo o que a médica recomendou, não quero prejudicar meu bebê.” dei um pequeno sorriso e, pela primeira vez desde a descoberta, alisei minha barriga por cima da camiseta.
Vi Alice também sorrir com meu gesto.
“Me sinto culpada.” admiti triste. “Eu estava me alimentando mal e o risco da gravidez agora é minha culpa... se eu soubesse disso antes, eu...”
"Ninguém tem culpa." ela me interrompeu. “Você não sabia antes, mas agora sabe e fará a coisa certa. Essa gravidez fará bem a todos nós, você vai ver, meu irmão ficará muito feliz. Ele te ama muito, Bella." sorriu.
“Eu sei.” assenti também sorrindo. Edward sempre adorou crianças e mesmo que não tivéssemos planejado, ele ficaria feliz.
Eu e Alice ficamos mais alguns minutos dentro do carro, apenas tempo para que eu me acalmasse um pouco mais pois não queria entrar em casa tremendo e deixar Edward nervoso sem necessidade, e então saímos do estacionamento do prédio em direção ao elevador.
...
EDWARD POV
...
"Inferno! Já fazem mais de quatro horas!" esbravejei olhando para o relógio em meu pulso.
"Edward, pode se acalmar?" Emmet falou o mesmo pela milésima vez desde que chegou com Rosalie, sua nova namorada que conheceu através de Alice.
Não entendia até agora porque os dois apareceram aqui exatamente na mesma hora que Bella e minha irmã saíram para a consulta, e mais ainda a porra do motivo de não terem me deixado ir também! Eu por acaso tinha me tornado uma espécie de incapaz que não podia acompanhar minha garota ao médico? Tudo bem que não estava na minha melhor forma, os remédios da quimio mais me faziam sentir um fraco, além dos enjôos e vômitos, mas eu ainda podia acompanhar Bella a uma consulta. Eu não era um inútil, porra!
Algo estava me incomodando profundamente na forma que minha irmã e Bella se comportaram nas últimas horas, desde aquele desmaio na cozinha. Quando vi Bella desmaiar, me desesperei e Alice correu do seu quarto aparecendo na cozinha esbaforida e assustada com meus gritos.
"Não vê que isso está estranho, Emmet?" respirei fundo. "Porque uma consulta para fazer alguns exames duraria tanto? Algo está errado!" minha intuição estava me dizendo àquilo e milhares de coisa passavam por minha mente.
Todas ruins.
Será que era mesmo uma crise de anemia das que Bella tinha quando criança? Os sintomas eram os mesmos, mas poderia ser algo mais grave que ela não iria querer me contar, não é? E se meu anjo estivesse doente também? Eu não poderia suportar isso!
"Droga!" me levantei do sofá e comecei a andar de um lado para o outro
"Edward, você ficar nervoso assim não é bom. NY é uma cidade grande e o trânsito um inferno, as duas podem apenas estar demorando por conta disso." Rosalie tentou me acalmar.
"Eu sei." respirei fundo.
Isso não adiantou de porra nenhuma.
Talvez eu estivesse mesmo exagerando, me comportando como um louco obsessivo. Bella estava bem, essa sensação que ela me escondia algo era apenas meu cérebro já ferrado de tanta droga quimioterápica. Eu precisava que acreditar nisso.
Emmet começou a me perguntar sobre a faculdade, talvez querendo me distrair, e lhe contei que havia decidido trancar esse semestre e voltar no próximo. Não iria parar minha vida por conta da doença, mas precisava de um tempo de folga.
Os dois tentaram manter uma conversa comigo, mas quanto mais o tempo passava, mais nervoso eu ia ficando e minha mente montava várias razões para essa demora das duas. Cheguei até a cogitar que tivessem se envolvido num acidente. Eu estava ficando maluco!
Quinze minutos mais tarde, decidi que aquele era o meu limite. Alice e Bella saíram há quase cinco horas, pelo amor de Deus, isso não era normal!
Levantei-me decidido a fazer algo quando a porta se abriu.
As duas entraram rapidamente, mas não tive como olhar para minha irmã. Assim que coloquei meus olhos em Bella, e percebi seus olhos marejados, todo o resto naquela sala sumiu. Ela atravessou o cômodo num jato e se jogou em meus braços. Não esperava aquilo e por pouco não caímos juntos. Percebi que tremia e meu cérebro começou a cogitar todas as possibilidades para seu nervosismo.
"O quê?" perguntei, perdido e para ninguém em especial. Tentei afastá-la para ver seu rosto, mas ela se agarrou com força ao pano da minha camisa. Atordoado, olhei ao redor da sala vendo as expressões curiosas de Emmet e Rosalie, meus olhos pararam em minha irmã e vi que ela sabia o que estava acontecendo. "Alice?" implorei, desesperado para que alguém me explicasse algo que fizesse algum sentido diante daquela situação.
"Vocês dois precisam conversar. Vamos todos sair, vou para o apartamento do Jasper e mais tarde eu volto." foi tudo o que me respondeu e começou a caminhar para a porta. “Bella... lembre da nossa conversa, é pra contar tudo, não esconda nada." ela saiu, sendo seguido por meu irmão e a namorada, me deixando ainda mais perdido com suas últimas palavras.
Contar tudo o quê?
Da forma mais calma que pude, considerando meu nervosismo, sentei no sofá e trouxe Bella para meu colo. Ela apoiou a cabeça em meu ombro e escondeu seu rosto em meu pescoço.
"Anjo... O que está acontecendo?" perguntei, tendo como resposta o silêncio. "Chega disso, Bella. Você tem que me contar o que está me escondendo." levei uma mão até seu queixo e a obriguei a me olhar.
Seus olhos estavam vermelhos indicando que tinha chorado e sua expressão continha uma emoção diferente que eu não compreendia.
Juntando todas as forças que possuía, nos ergui do sofá e caminhei com ela nos braços até o quarto. Querendo olhar diretamente em seus olhos, nos deitei um de frente pro outro e resolvi quebrar aquele silêncio.
"O que está acontecendo?" sussurrei. "Foram os exames? Você... está doente?" minha voz chegou a falhar ao cogitar aquilo.
"Não." ela respondeu rápido, como se temesse que eu pensasse assim.
Coloquei uma mão em seu rosto. "Então o quê? Porque chegou daquele jeito? Porque demoraram tanto?"
Curioso, assisti enquanto ela se levantava e saia do quarto. Sua forma de se comportar estava me deixando cada vez mais apreensivo. Quando ia me levantar para procurá-la e exigir que me contasse seja o que for de uma vez, Bella apareceu segurando algo.
Franzi o cenho enquanto ela voltava a deitar à minha frente e me estendia um papel. Minha mente compreendeu que aquele só poderia ser o resultado de seus exames e arregalei os olhos, pegando-o com rapidez.
Precisei apenas de alguns poucos segundos e a leitura inicial para entender do que se tratava. A respiração ficou presa em minha garganta e gastei mais alguns minutos olhando para o positivo escrito ali.
Minha Bella estava grávida.
Eu iria ser pai.
Porra.
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With Arms Wide Open – Creed (Boyce Avenue acoustic cover)
É, acabei de ouvir as notícias de hoje
Parece que minha vida vai mudar.
Fechei meus olhos, comecei a orar
E lágrimas de felicidade desceram rosto abaixo.
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"Você está..." me interrompi, incapaz de terminar. Minha garganta arranhava pela emoção.
Ergui minha cabeça vendo que ela chorava e larguei o papel puxando-a para meus braços. Girei nossos corpos ficando por cima e apoiei meu peso em um dos cotovelos.
Apenas quando sua mão tocou meu rosto é que percebi que eu chorava também.
"Nós vamos ter um bebê." ela sussurrou baixinho, como se também estivesse incapaz de falar. Um sorriso puramente idiota se espalhou por meu rosto e me segurei para não começar a chorar e soluçar como uma criança.
Minha Bella teria um filho meu.
Porra.
Isso não poderia ser mais assustador e perfeito ao mesmo tempo. Eu amava crianças. Ter uma família sempre foi um dos nossos planos para o futuro, claro que após a faculdade e nos casarmos, mas isso não era importante agora.
Eu iria ser pai.
Nem sempre as coisas saem como planejamos, nunca imaginei que isso poderia acontecer nesse momento e com toda a situação que nós estávamos enfrentando. Mas, escutar que iríamos ter um bebê apagou qualquer resquício de sanidade do meu cérebro e apenas um pensamento de macho idiota ia se repetindo em minha mente.
A mulher que eu amo teria um filho meu.
Por-ra.
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Com os braços bem aberto sob o sol
Bem-vindo à esse lugar
Vou te mostrar tudo
Com os braços bem abertos.
Bom, eu não sei se estou preparado para ser o homem que tenho de ser.
Vou respirar fundo, trazê-la pro meu lado
Paralisados pelo deslumbramento, acabamos de criar vida.
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"Eu te amo." beijei todo seu rosto, misturando suas lágrimas com as minhas.
Eu estava chorando e rindo como um idiota, inferno.
Desci meus beijos por seu pescoço, seu colo, me abaixando na cama até chegar à altura da sua barriga. Levantei meu olhar e fitei seu rosto, vendo como os olhos chocolates brilhavam. Sorri para ela e ergui sua blusa, olhando para sua barriga lisinha que ainda não aparentava nada de diferente.
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De braços bem abertos sob o sol
Bem-vindo à esse lugar.
Vou te mostrar tudo
De braços bem abertos
Agora tudo mudou
Vou te mostrar o amor, vou te mostrar tudo...
Com os braços bem abertos
Com os braços bem abertos.
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"Oi, bebê... Aqui é o papai, sabe." sorri, não ligando a mínima se estava agindo como idiota. "Quero que saiba que estou muito feliz de saber que você está ai."
Escutei a risada de Bella e imagens de uma garotinha com cabelos castanhos e olhos chocolates surgiram em minha mente. Sempre quis ser pai de uma menina.
Eu iria ser pai. Porra.
Acho que eu estava ficando repetitivo.
"Bella, o que minha irmã quis dizer com você não me esconder nada?" me lembrei de repente do que Alice disse antes de sair.
Ela pareceu surpresa com minha pergunta e me olhou um pouco nervosa, bastou isso para que eu percebesse que havia mais. Algo que não queria que eu soubesse.
"Isabella." a repreendi. Ela só poderia estar louca se pensava que iria deixar que me escondesse qualquer coisa.
"Os outros exames estão na minha bolsa lá no sofá..." ela começou, sem realmente parecer querer falar. "Eu... estou com uma forte anemia. A doutora me passou várias recomendações e vitaminas e..." se interrompeu e suspirou.
"E o quê, Bella?" exigi nervoso. "Pare de tentar me poupar. Não quero que me esconda nada." a conhecia o suficiente para saber o porquê de sua hesitação.
"A gravidez é de risco." falou rápido, mordendo o lábio inferior.
"De... risco?" fechei os olhos, sabendo bem o que aquilo queria dizer.
Anemia é uma das maiores preocupações numa gravidez, principalmente para mulheres como Bella, que já tinham um histórico de anemia profunda. O risco não era só de perder o bebê, mas também era arriscado para a mãe.
A olhei sério.
"Eu vou com você à médica e farei com que ela me explique tudo, cada recomendação.” falei firmemente, segurando seu rosto em minhas mãos. “Você vai seguir tudo à risca e eu me encarregarei disso. Não vou permitir que fique se alimentando mal, não vou deixar que se descuide da sua saúde enquanto se preocupa comigo. Você tem que ficar bem, anjo. Não pode acontecer nada nem com você e nem com o nosso filho." minha voz foi sumindo no final. "Você me promete... promete que vai fazer tudo direito?"
"Eu prometo." ela sussurrou me abraçando. Deitei de costas na cama e trouxe seu corpo sobre o meu, apertando-a em meus braços.
"Eu te amo. Vai dar tudo certo... Nós vamos ficar bem." beijei seus cabelos.
Meu peito apertou de dor ao pensar na minha doença e na possibilidade de não conhecer meu filho ou não vê-lo crescer. Pensar nisso trouxe mais lágrimas aos meus olhos.
Agora, mais do que nunca, eu precisava lutar para ficar bem. Eu tinha uma razão a mais para isso, não perderia tudo o que mais amo no mundo.
Eu lutaria.
Por Bella e por meu filho.
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Se eu tivesse apenas um desejo, um pedidozinho só
Eu torceria pra ele não ser igual a mim.
Espero que ele seja compreensivo,
Que ele abrace essa vida, segure-a pela mão
E a apresente ao mundo
Com os braços bem abertos.
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É, acabei de ouvir as notícias de hoje
Parece que minha vida vai mudar
Fechei meus olhos, comecei a orar
E lágrimas de felicidade desceram rosto abaixo.
...
Bom, eu não sei se estou preparado
Pra ser o homem que tenho de ser
Vou respirar fundo, trazê-la para o meu lado
Paralisados pelo deslumbramento, acabamos de criar vida.
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Notas finais
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Oi? Eu confesso que choro (um poquinho só!) toda vez que leio esse capítulo. Talvez eu seja chorona, mas tudo bem. rs
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E agora? O que pensam da Bella ter engravidado justo agora? Bom ou ruim?
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Ah, como acho que todas leram nas notas da história, PTP é uma short, por isso não falta muito para acabar. :( Temos mais três capítulos e o epílogo.
É isso, leitores fantasmas (rs) comentem também, pelo menos agora que tá perto do fim!
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Comenteeeeeeeeem, recomendem, please!
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Beijos na bochecha de todas e nos vemos no próximo.
Fran.
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