Por Amar Você

1 Capítulo 1


Notas iniciais
primeiro capitulo
espero que gostem

Bom nessa fanfic estou tendo ajuda da akne-chan..obrigada pela ajuda
boa leitura !!

Se você pudesse mudar a vida de uma pessoa, o que você faria? Se você se apaixonasse por uma pessoa que do dia para a noite se esquecesse de quem você é ou se, algum dia foi melhores amigos? É exatamente o que acontece comigo. Chamo-me Shiroyama Yuu, mais conhecido como Aoi, e estou apaixonado pelo meu melhor amigo, Takashima Kouyou, ou simplesmente Uruha. Mas, como toda historia deve ser contada vai partir do começo.

oOo

Para minha tristeza, já era de manhã e, para piorar, segunda-feira.

_Yuu, acorda! Você tem que levantar! Tem colégio hoje! — Dizia minha mãe puxando as cobertas que se encontravam sobre mim.

_ Humm... Hoje eu não vou para o colégio! — Disse me virando para o lado e agarrando o travesseiro.

_ E porque não? Posso saber? – indagou se colocando ao meu lado.

_Porque eu estou com preguiça! Deixa-me ficar em casa só ho... — Não consegui terminar a frase! Minha mãe havia jogado um copo com água fria encima de mim.

_ E agora a preguiça já passou?

_J... Ja!- dizia tremendo.

Minha mãe tinha a aparência de um ser angelical, mas acho que a atitude dela mostrou o quão diabólico ela consegue ser comigo e com qualquer membro da família quando quer fazer a pessoa acordar cedo. E, sinceramente, em minha opinião, do seu jeito sutil e cruel, ela acabou conseguindo o que queria: Fazer-me Levantar.

_Que bom... – começou sorrindo. — Agora levanta se não você vai chegar atrasado!- Completou se retirando do quarto.

Como não havia o que fazer, decidi me levantar. Dirigi-me até o banheiro e retirei as peças de roupa molhadas que cobriam meu corpo e caminhei ainda sonolento, até o chuveiro. A água quente que escorria sobre meu corpo trazia sensações relaxantes sobre meus ombros cansados e meu rosto sonolento. Era o momento em que eu não precisava me preocupar com absolutamente nada.

Terminei o banho e enrolei uma toalha sobre minha cintura, único pedaço de pano que impediam que o meu corpo ficasse totalmente á mostra. Coloquei meu uniforme, deixando uma parte da blusa aberta e a gravata totalmente solta, pois esse estilo mauricinho, certinho não faz o meu gênero e eu faria de tudo para ficar longe dessa classificação.

_ Se eu soubesse que você estava se trocando eu teria entrado antes. – uma voz feminina tão familiar ecoou pelo meu quarto, me assustando e me fazendo, como reação automática, virar-me de encontro à mesma. Parada, de braços cruzado e sorridente estava a criatura que me aterrorizava em todos os meus piores pesadelos.

_Ah... Kumi-chan é você... – gaguejei vendo a figura parada na batente da porta do meu quarto.

Koda Kumi, 17 anos. Obcecada por mim e, o pior de tudo, minha irmã. Ela é uma das garotas mais populares do colégio, mas por mais que tenha dúzias de homens babando por ela, ela insiste em ficar correndo atrás de mim e tentando fazer com que minha vida se torne um verdadeiro inferno.

Provocante e sensual, caminhou em minha direção com aquela micro saia do uniforme e me atormentando com aqueles olhos castanhos maquiados.

_Nee..Yuu-kun... Quando vai perceber que sou a única que te ama de verdade? – questionou-me e em seguida me abraçando.

_ Claro que me ama, somos irmãos...

_Você sabe que não te amo como um irmão, é algo mais forte do que isso! — terminava a frase.

_Kumi-chan, por mais que fale isso, eu não vou fazer nada contigo! – Comecei. — Mesmo que você diga esta asneira, o que sinto por você não é nada alem de amor fraterno. — terminei a frase me soltando de seus braços e me dirigindo para fora de meu quarto.

_Isso é o que veremos Yuu-kun, um dia você ainda será meu.

As palavras de Kumi-chan entravam por um ouvido e saiam pelo outro. Ela sabia que por mais que ela tentasse me fazer mudar de idéia, sempre terminaria no mesmo ponto: ignorando-a. Desci as escadas lentamente e me dirigi até a cozinha.

_Pelo visto meu método funcionou mais uma vez! – comentou minha mãe sorridente e irônica.

_Hay, funcionou! Mas isso só prova o quanto você é cruel quando quer Oka-san!

_Claro que não querido, você já está acostumado com isso! — completou soltando uma gargalhada.

_Você se diverte fazendo isso com seu filho nee? – indagou meu pai sentado ao meu lado enquanto lia um jornal.

_Querido... – começou a senhora Shiroyama enquanto continuava a servir o meu café da manhã em seguida me dando um beijo na testa. — Você sabe que eu te amo, mas às vezes você não colabora comigo! Então é o único modo de fazer você levantar, desculpa?

_Só porque você é minha mãe!- Retribui dando um beijo na bochecha dela. — E eu vou tentar levantar mais rápido.

_Obrigada- terminou sorrindo.

_Bom dia, Oka-san! — Disse Kumi-chan se sentando.

_Bom dia, querida! Está com fome?

_Sim, um pouco... –começou exasperada e terminou sussurrando. — Fome de Aoi.

_Kumi-chan, toma seu café e para de falar por um tempo, o café da manhã da oka-san é feito para se comer quente e não frio, que é o que vai acontecer se você continuar falando.

_Você é tão carinhoso! – sussurrou — Espero que um dia eu possa retribuir esse carinho, ai eu quero ver você falar tanta besteira depois disso.

_Quando você reencarnar umas quinhentas vezes quem sabe nee? — completei.

Depois do café da manhã, peguei minha mochila e fui em direção ao meu colégio. A única sorte de ir até o colégio andando é o fato de que não preciso me preocupar em esperar ônibus ou, para minha felicidade, aturar as declarações de amor da minha irmã. E por mais um motivo...

_Aoi! – disse uma voz rouca com o qual o dono era um loiro apaixonante que surgia no meu caminho.

_Ah... Uruha, Tudo bem? – cumprimente-o sorrindo.

_Sim, e você?

_Sim, obrigado!

Uruha é um dos alunos mais inteligentes e cobiçados do colégio, e meu melhor amigo. Desde que se mudou com os pais para a rua da minha casa, no jardim de infância, nos tornamos grandes amigos e, desde então, o convívio se tornou maior, eu passei a adquirir um laço mais forte por ele.

_ Me deixa adivinhar, sua mãe usou o método dela? – indagou zombeteiramente.

_ Como sabe?- perguntei rindo.

_ Você não costuma ir para o colégio há essa hora sem ser acordado com um copo de água. -ele completou rindo.

_Um dia eu ainda arranjo um método de acordar mais rápido, pelo menos antes de minha mãe chegar ao meu quarto. — completei.

_ Quando arranjar! Avisa-me! Eu também preciso de um. – terminou.

Eu acho que acordar cedo tem suas vantagens e desvantagens. Uma vantagem é a de que você pode encontrar alguém no caminho e ter uma conversa divertida, a desvantagem é que, você tem que agüentar professores falando no seu ouvido até não agüentar mais.

_Senhor Shiroyama Yuu! Quantas vezes terão que te dizer que não se deve dormir na sala de aula? – indagou o homem batendo em minha cabeça com o livro.

_ Itai! – reclamei acariciando o local que recebera a pancada e retruquei. — Quantas vezes terão que te dizer que eu não estou dormindo? – comecei perguntando.

_Ah, não? Então me diga o que você estava fazendo neste exato momento?

_Recolhendo informações de olhos fechados! — completei fazendo os meus colegas de sala rir.

_O senhor é muito engraçadinho não? Vamos ver as gargalhadas que eu vou soltar quando estiver corrigindo suas provas.

_Professor, você sabe muito bem que minhas notas são completamente aceitáveis, ou já se esqueceu que por mais que você tentasse nunca conseguiu me dar uma nota vermelha?

_Err... Err... Só cale a boca e preste atenção na aula! — terminou se dirigindo ao quadro negro.

_Ok, S-E-N-S-E-I!

_Já se passaram três anos e você continua o mesmo Aoi de sempre não? Senhor Irônico. – disse Reita.

_Tem coisas que não precisam de mudanças, principalmente quando se trata de professores.

Reita era o “Malvado” da turma. Utilizava um cabelo extremamente loiro e arrepiado e uma faixa cobrindo seu nariz que, segundo ele, mostrava que ninguém deveria se meter em seu caminho. Mesmo tendo essa pose de rebelde, posso dizer que ele é um grande amigo.

_Você está certo, e cai entre nós, foi divertido!

_Sim, eu acho que depois disso ele vai fazer alguma coisa para tentar me ferrar, mas ele sabe que não consegue.

_Você diz isso porque seus pais podem ajudar você não é?

_ Claro, como adivinhou? — perguntei sorrindo ironicamente.

_Seus pais são professores, não é?

_Acertou! – completei — Então não preciso me preocupar com alguma matéria.

_Que divertido! –Terminou — Quem me dera tivesse pais professores, assim eu não precisaria me preocupar tanto em ficar na média.

_Nem todos possuem a mesma sorte. — terminei sorrindo

_Infelizmente não. — Terminou retribuindo o sorriso.

Finalmente chegou à hora da educação Física, minha matéria favorita e a única na qual eu não necessitava da ajuda dos meus pais para ter uma nota boa. Então era hora de jogar, futebol.

_Tudo bem, quero dois times, um com camisa e outro sem camisa.

_Porque que eu sempre tenho que ficar no time dos sem camisa? – perguntei.

_Porque você e do nosso time, idiota!- Ruki completou zombeteiras aquela criatura loira e miniatura de gente.

_Obrigada por ser tão amigável – completei — Não sabia que você tinha TPM.

_Arg, cala a boca Aoi, seu sedutor de irmã. – retrucou me dando um soco no braço.

_Não fala besteira sua imitação de gente, primeiramente eu nunca seduzi minha irmã, ela que fica pegando no meu pé, que garota mais irritante. – esbravejei revirando os olhos.

_Como se você ligasse muito para isso. — Reita completou – e seria estranho também se ela pegasse em outra coisa sua.

_ Reita seu tarado! Pensa antes de falar! – falei exasperado e tampando a boca do mesmo. – E você diz isso porque não tem uma irmã chata como a minha.

_Verdade, ele tem duas!- Respondeu um moreno ao nosso lado. Este é Uke Yutaka, mais conhecido como Kai, a criatura mais simpática e mais atordoada por nós. Dono de duas covinhas que não encantam apenas a nós, seus amigos, mas também boa parte da escola.

_ Pois é que azar, eu tenho que agüentar duas, e reclama de uma.

_Você diz isso porque não tem uma irmã viciada em você, que fica transformando sua vida em um inferno dizendo que é a única que ama você de verdade.

_Que drama Ao!i- completou Ruki — Mas isso não importa agora, Cadê o Uruha?

_Ele estava terminando de resolver uns assuntos, pelo menos foi isso que ele me disse. — Kai concluiu.

_Aposto que o assunto é referente a uma garota. — disse Ruki.

_Isso não importa, ele deveria estar aqui, se não vamos ter que começar sem ele. – completei.

_Por falar nisso, o que vocês estão marcando para as férias? Vocês sabem que faltam apenas três dias. – disse Kai.

_Ah, sim... Apenas três dias, isso soa tão bem para mim — Respondeu Reita. — Mas não, nada em especial...

_Pelo visto eu também vou ficar sem fazer absolutamente nada.

_Ruki, quando você faz alguma coisa em especial?

_Quando meus pais resolvem fazer uma viajem no último minuto. — completou fazendo todos soltarem gargalhadas.

_Todos em suas posições, vamos jogar!- Disse o professor em tom de voz alto.

_É, pelo visto não vai dar para esperar, vamos!- finalizou Reita.

Começamos então a jogar sem o Uruha que, mais uma vez, estava atrasado. A cada dia que passava eu não sabia se deveria agradecer pelo começo das férias ou se pedia para que não chegasse, pois eu sabia que o Uruha iria viajar para visitar seus parentes. Isso me deixava triste, mas, por mais que eu tivesse vontade de expressar isso, não queria demonstrar que eu sentia algo mais por ele, pelo menos não no momento.

_Acabou o tempo! Todos para o banho! — Disse o professor.

_Ok. — Todos responderam.

O bom de ficar a próxima aula dentro do vestuário dos meninos é o fato de que você pode pegar um chuveiro de água quente, terminar as lições ou até mesmo tirar um cochilo. Retirei a roupa que utilizava para a educação física e tomei um banho. Era tão bom sentir as gotas de água caindo sobre o seu ombro, me sentia realmente relaxado e, às vezes, esquecia de que estava no colégio. Sai do chuveiro como sempre fazia, enrolei a toalha sobre minha cintura e me dirigi até meu armário.

_Não sabia que você ficava escondido aqui, se o professor o souber vai me agradecer não acha Yuu-kun?

_Ku... Kumi-chan? O que você ta fazendo aqui? Não sabe ler, é o vestuário masculino. – falei assustado e tentando me afastar da mesma.

_ Eu sei... Por isso que eu estou aqui. — ela dizia se aproximando.

_ O... Oe.. O que pensa que está fazendo? Vai embora! – me afastando.

_Está com medo de mim Yuu-kun? Você sabe que eu não teria coragem de fazer nenhum mal com você!

_Kumi-chan... Saia daqui... Eu não vou falar de novo, ou você sai daqui ou...

_Ou o que Yuu? Vai chamar o professor? Sinto muito mais ele já foi embora. — ela completou me prendendo entre o armário e ela. — Só temos nós dois aqui.

_Kumi... Não me faça ter que forçar você a sair daqui... Você sabe que eu sou capaz de fazer isso.

_Mas eu sei que você não vai fazer isso com sua irmãzinha que te ama tanto não é?

_Kumi, ele já disse pra você que aqui é um vestuário masculino? – diz Uruha entrando no vestiário e se aproximando de nós.

_Uruha não me interrompe, estou tendo uma conversa com meu irmão.

_Tentando forçar ele a fazer alguma coisa, isso é uma conversa? Não interessa se você gosta dele, sai daqui, você nem deveria estar aqui pra começo de conversa.

_Quem vai me tirar daqui? Você sabe que não pode encostar a mim, e eu não permito isso.

_Mas eu permito. — disse empurrando-a para o banco.

_Seu idiota! Olha o que fez comigo. — Disse se levantando e se dirigindo até a porta — Queira ou não queira um dia você estará em minhas mãos.

_ Estressadinha não? Agora você vê o que eu tenho que agüentar. –resmunguei.

_Bom, pelo menos eu cheguei antes que ela te atacasse e bom... Você não teria muito como se defender. — Disse o Uruha rindo.

_Você ri da minha desgraça, né? Só porque você não é atacado pela sua irmã. –suspirei.

_Relaxa amigo, um dia ela vai se tocar que você não pertence a ela e vai acordar pra vida. -Terminou sorrindo.

_Quando isso acontecer eu acha que vai começar a chover pedras em vez de água. – completei.

_Bem provável...

_Bom, vamos esquecer isso. — Completava colocando a roupa que faltava em meu corpo — ou no meu caso, toda — o que está aprontando para as ferias? Você sumiu, não aparece mais na educação física e você sabe como o professor e chato com isso...

_Bom... Eu sei, mas estive ocupado resolvendo uns assuntos...

_Por acaso esse assunto e relacionado a uma garota? — perguntei soltando um sorriso irônico.

_ Não seja besta Aoi, e serio, eu estava resolvendo uns assuntos para minha viajem.

_ Ah... Sim... A famosa viagem para ver os parentes.

_Sim.

Realmente o que eu não queria que acontecesse de novo aconteceu. Desde que eu conheço Uruha ele sempre viaja nas férias e, por mais que eu tenha esperança de passarmos as férias fazendo algo juntos, sempre chegamos ao mesmo assunto: viagens.

_Bom... Eu vou indo... Tenho que arrumar minhas malas. — ele dizia desviando o olhar. Por mais que ele tentasse disfarçar, seus olhos não expressavam nenhuma satisfação naquela frase e, mesmo tentando, quando olhava pra mim, seu rosto ficava mais corado do que o normal. Era estranha a sensação de ver uma pessoa que realmente você gosta na sua frente quando você não se encontra adequado na situação. Meu rosto passava a queimar, e eu não possuía nenhuma reação a respeito disso.

_Ok... Divirta-se. — Respondi tentando sorrir.

_Obrigado. — Terminou saindo do vestuário.

As aulas se passavam calmamente, até o horário de sair daquele lugar. Fui direto para casa naquele dia, pois não estava animado para comemorar nada, muito menos as férias que, como sempre, seriam cansativas. Entrei em minha casa e fui direto para o meu quarto, tomei um banho e vesti a roupa mais folgada que possuísse, me jogando na cama e adormecendo em seguida. E por minha sorte, tendo bons sonhos.

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado XD
logo postarei o capitulo 2
então até la XD