Por Amar Você
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Sim... estou hehehe
Pessoal... desculpem a demora para postar...
Mas aqui está o capitulo novo...
Boa leitura...
_ Não vou repetir mais, Kouyou! Já para seu quarto e arrume suas malas! Viajara conosco e ponto final! – disse o mais velho na sala enquanto encarava o mais novo. Escutando aquilo, Takashima Kouyou, carinhosamente conhecido por Uruha, sobe todos os degraus da escada para o seu quarto despejando toda a sua raiva nos mesmos e na porta fechando-a com toda brutalidade depois que adentrara ao cômodo.
_ Droga, pai! Por que não consegue me entender? Eu só queria… — interrompeu sua fala ao lembrar-se da imagem de seu amigo, ou amado.
A muito que Uruha estava apaixonado por seu melhor amigo, Shiroyama Yuu, e nutria esse sentimento com todas as suas forças. Sentia esse forte sentimento percorrer por suas veias junto a seu sangue bombeado fortemente por seu coração todas as vezes que apenas pensava na imagem do moreno sorrir para ele e isso era mais do que suficiente para que tivesse a coragem necessária de desistir de tudo por ele.
Uruha POV´s
_ “Por que faz isso?” – Era o único pensamento que invadia minha cabeça.
Por que eu teria de ir junto? Está sempre viajando e sempre a negócios. Sempre participando de reuniões importantes das quais não posso nem assistir e tenho sempre que ficar trancado nos quartos de hotéis assistindo televisão ou fazendo absolutamente nada. Droga, Pai!
Decidi ignorar meus pensamentos e tomar um banho. Não queria mais pensar em nada, apenas em tomar um banho, ignorar meus pais e tentar dormir.
Despi-me completamente já dentro do banheiro, abri o chuveiro e coloquei minha mão sobre a água que caía, esperando o momento em que o contato com a mesma fosse agradável para mim. Quando senti que o contato reagia bem á minha pele, coloquei-me sobre aquela água, nem muito quente, nem muito fria, mais na temperatura adequada para mim a ponto de sentir meus músculos relaxarem apenas em entrarem em contato com aquele líquido morno.
_ “Ah, Kouyou, Porque não conta a verdade para ele? Porque não diz o que sente, não deve ser tão difícil, deve?” – pensava enquanto permanecia parado debaixo do chuveiro, sentindo a água molhar cada centímetro de meu corpo.
Yuu… Se ele não sentisse o mesmo, nossa amizade seria jogada no lixo e ele nunca mais olharia na minha cara? Ou será que ele sente a mesma coisa? Por que essas coisas têm de ser tão difíceis de ser vistas ou compreendidas?
Fui despertado de meus pensamentos quando percebi que estava debaixo do chuveiro a mais tempo do que imaginava. Bom, pelo menos foi o que minha mãe dizia na porta do banheiro. Desliguei o chuveiro, enrolei uma toalha sobre minha cintura e sai do banheiro. Dirigi-me até o armário e peguei uma cueca e um short, e depois de me vestir, me joguei na cama sentando na mesma. Não queria mais pensar em nada. Fiquei parado, olhando para o teto branco de gesso do meu quarto enquanto pensava e o meu cabelo era o único que demonstrava algum movimento devido às gotas de água que escorriam dos mesmos sobre minhas costas sem nenhuma peça de pano sobre ela. Quem me dera se essas gotas fossem trocadas por uma carícia, uma carícia do meu amigo, Aoi.
De um pensamento a outro, e mais outro em seguida, adormeci.
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_ Kouyou, querido acorde, já é de manhã! – Dizia minha mãe, puxando minha coberta.
_Hm... – resmunguei – Mãe! Eu quero dormir! – respondi segurando a coberta.
_ Levante desta cama já, mocinho! – Insistiu.
_ Tô doente! Não vou hoje! – finalizei me enrolando novamente ao meu cobertor.
_ Ah, Não? Pois bem… — Bom… digamos que minha mãe não seja uma das mais carinhosas no quesito “Acordar o filho!”. Ela tinha momentos de que com certeza a poderiam comparar com um anjo, mas hoje e agora não seria este momento, pois ela simplesmente resolveu…
_ GELADO! – gritei dando um pulo da cama.
Tomei um banho de água fria.
_ Agora, levante-se! – finalizou a mulher enquanto se retirava do quarto com o balde ainda em mãos.
Não vendo outra escolha, acordei por definitivo, já que se não o fizesse tomaria outro banho de água fria ou ganharia um galo no meio da cabeça. Fui para o banheiro e tomei um banho quente e rápido, coloquei meu uniforme – uma calça jeans escura, uma camiseta branca e social, e para adornar uma gravata meio que jogada em meus ombros – para depois sair do quarto.
Que dia era hoje? O pior dia da semana! Segunda-feira! Como eu odeio segunda! Geralmente as segundas começam chatas, com aqueles sermões inúteis, acordar cedo, ter que ficar olhando a cara de sono de todo mundo – apesar de até eu ainda estar com sono – e ir para escola. Bom… Talvez o fato de ir para a escola seja relevante.
Desci as escadas rapidamente, peguei um pedaço de torrada que havia na mesa e sai correndo para a porta, deixando meus pais sem entender nada. Eu andava rapidamente pelas ruas rumando o prédio maior daquele bairro – onde os adultos insistiam em nomeá-la “Escola” onde mais se parecia com uma “Prisão” – enquanto comia meu café da manhã – ou parte dele.
Olhei para frente e deparei-me com um rapaz de cabelos escuros que eu conhecia muito bem. Ele caminhava lentamente, como se o tempo houvesse parado ou ao menos ele nem se importasse de também estar se atrasando para a escola. Sim, era ele. Meu amigo e a minha maior paixão. Shiroyama Yuu. Queria correr em sua direção, tomar aquele corpo de míseros centímetros menor que eu em um abraço caloroso, mas eu simplesmente não podia fazer isso, não era certo.
_ Aoi! – o chamei enquanto me aproximava do moreno, o surpreendendo.
_ Ah! Uruha, Tudo bem? – me cumprimentou com um lindo sorriso estampado no rosto.
_ Sim, e você? – perguntei parando ao seu lado e retribuindo o sorriso.
_ Sim, obrigado! – respondeu e logo voltamos a andar.
Aoi.O garoto mais divertido e atraente de todo o terceiro ano. Acreditem ou não, mas até a irmã dele é louca por ele e pelo que me parece, ela não desiste fácil das coisas. Mas eu também não disse que eu sou assim, disse?
_ Me deixa adivinhar, sua mãe usou o método dela? – Comecei soltando um sorriso irônico.
_ Como sabe?- perguntou rindo.
_ Você não costuma ir para o colégio há essa hora sem ser acordado com um copo de água. – completei rindo. Eu não poderia dizer muita coisa, a mesma coisa aconteceu comigo.
_ Um dia eu ainda arranjo um método de acordar mais rápido, pelo menos antes de minha mãe chegar ao meu quarto. — completou.
_ Quando arranjar! Avisa-me! Eu também preciso de um. – terminei.
Ao menos o meu dia havia começado de uma maneira mais agradável, excluindo a parte do banho de água fria. Viram que minha mãe é mais do que cruel quando ela quer.
Passamos pelo enorme portal do colégio e logo entramos no grande prédio depois de passar pelo jardim para chegar a sala de aula. Mas como nada é para sempre, assim como felicidade de pobre, comigo não iria ser diferente. A Primeira aula tinha de ser justamente a mais chata, a de Matemática.
A aula de hoje estava mais chata do que de costume. Era tão entediante, que metade da sala já estava quase caindo de suas carteiras e Aoi, bom, esse já estava estirado sobre sua mesa, provavelmente no seu décimo sonho. Eu me esqueci completamente da aula e passei a prestar mais atenção nele. Kami-sama! Ele parecia um anjo ressonando, com sua face em plena tranqüilidade, sem qualquer tipo de preocupação. Estava tão calmo que eu senti vontade de abraçá-lo e não soltar jamais.
Ele estava tão calmo. Parecia não se preocupar em acordar logo, pelo menos até um ser loiro de terno e óculos dirigir-se a ele.
_ Senhor Shiroyama Yuu! Quantas vezes terão que te dizer que não se deve dormir na sala de aula? – O homem indagou enquanto batia na cabeça de Yuu com o livro.
_ Itai! – o moreno reclamou acariciando o local que recebera a pancada e retrucou. – Quantas vezes terão que te dizer que eu não estou dormindo? – começou perguntando.
_ Ah, não? Então me diga o que você estava fazendo neste exato momento? – retrucou o professor parado ao lado do moreno e com os braços cruzados.
_ Recolhendo informações de olhos fechados! – Yuu completou com um sorriso irônico enquanto a sala inteira ria.
_ O senhor é muito engraçadinho não? Vamos ver as gargalhadas que eu vou soltar quando estiver corrigindo suas provas. – Disse o mais velho estreitando os olhos.
_ Professor, você sabe muito bem que minhas notas são completamente aceitáveis, ou já se esqueceu que por mais que você tentasse nunca conseguiu me dar uma nota vermelha? – disse fazendo todos da sala soltarem gargalhadas que eram agradáveis até de se ouvir.
_ Err... Err... Só cale a boca e preste atenção na aula! – finalizou o loiro meio sem graça e se dirigiu para o quadro negro.
_ Ok, S-E-N-S-E-I! – Yuu finalizou em um tom irônico.
Depois disso o professor preferiu se mantiver calado em seu canto. Ver a situação como se resolveu me senti até que feliz por ter alguém na sala que conseguisse calar um professor tão metido quanto ele.
Fim da aula de Matemática e inicio da aula de Educação Física. Como eu ainda tinha alguns assuntos pendentes a tratar, dessa aula não iria participar. Os passaportes já haviam sido comprados por meus pais e com suas malas já prontas, era só questão de esperar o embarque. Apenas eu ainda não havia arrumado nada. Antes de qualquer coisa, eu queria avisar Aoi do que estava acontecendo e fui ao vestiário masculino procurá-lo já que era ali seu refugio quando não queria assistir as aulas.
Quando cheguei ao local, deparo-me com uma cena surpreendente. Kumi-chan, irmã mais nova de Yuu, o estava atacando – ou assediando, se é que me entendem – em pleno vestiário masculino. Eu não sabia como ela conseguiu entrar ali, mas tudo indicava que ela já estava passando dos limites…
_ Kumi, ele já disse pra você que aqui é um vestuário masculino? – comecei adentrando ao vestiário, me aproximando cada vez mais dos dois.
_ Uruha não me interrompe, estou tendo uma conversa com meu irmão. – Kumi disse virando-se de costas para mim e tentando novamente conseguir alguma coisa.
Confesso que aquela cena mexeu comigo e que a minha vontade naquela hora era de esmurrar aquela garota abusada. Mas eu não podia fazer isso, alem de ela ser uma garota ela ainda era a irmã de Yuu. Eu só serrei meus punhos tentando me controlar para então voltar a falar.
_ Tentando forçar ele a fazer alguma coisa, isso é uma conversa? Não interessa se você gosta dele, sai daqui, você nem deveria estar aqui pra começo de conversa. – retruquei a fazendo recuar um pouco do irmão e me encarar.
_ Quem vai me tirar daqui? Você sabe que não pode encostar a mim, e eu não permito isso. – retrucou me olhando com os olhos estreitos e quase inflando as bochechas.
_ Mas eu permito. – disse Aoi empurrando-a para o banco.
_ Seu idiota! Olha o que fez comigo. – Disse se levantando e se dirigindo até a porta – Queira ou não queira um dia você estará em minhas mãos.
Ficamos em silêncio enquanto assistíamos à morena desaparecer as pressas do vestiário. Quando percebemos que já estávamos sozinhos, voltamos a nos encarar e foi então que percebi que a única vestimenta que ele tinha era uma toalha branca envolta em sua cintura.
_ Estressadinha não? Agora você vê o que eu tenho que agüentar. –resmungou Yuu passando as mãos por seus fios negros.
_ Bom, pelo menos eu cheguei antes que ela te atacasse e bom... Você não teria muito como se defender. – Disse sorrindo para ele.
Mesmo conversando com o moreno, a parte do “Não teria como se defender” não afetou só a Kumi-chan. Yuu de toalha a minha frente… Kami-sama… Meu rosto está quente... Só espero que ele não perceba.
_ Você ri da minha desgraça, nee? Só porque você não é atacado pela sua irmã. – suspirou pesadamente, com os olhos fechados e levando sua mão direita até seu pescoço e massageando o local.
_ Relaxa amigo, um dia ela vai se tocar que você não pertence a ela e vai acordar pra vida. – finalizei entregando ao moreno o sorriso mais gentil que eu poderia ter e pude vê-lo retribuir o gesto.
_ Quando isso acontecer, eu acho que vai começar a chover pedras em vez de água. – completou rindo.
_ Bem provável... – e ri junto a ele.
_ Bom, vamos esquecer isso. – Yuu começava a colocar a roupa que faltava em seu corpo – O que está aprontando para as férias? Você sumiu, não aparece mais na educação física e você sabe como o professor é chato com isso... – argumentou o moreno só de boxer enquanto colocava a toalha ao lado de suas vestes.
_ Bom... Eu sei, mas estive ocupado resolvendo uns assuntos... – eu sei que tinha que falar para ele da viagem, mas a coragem me faltava e ainda aquela visão dos deuses também não me estava ajudando.
_ Por acaso esse assunto está relacionado a uma garota? — perguntou soltando um sorriso irônico.
_ Não seja besta Aoi, e sério! Eu estava resolvendo uns assuntos para minha viajem. – disse logo de uma vez. O desanimo era eminente em meu tom de voz, o que ele percebeu e me olhou com um olhar meio que melancólico.
_ Ah, Sim! A famosa viagem para ver os parentes? – Ele perguntou tentando esboçar um sorriso alegre, que parecia ser difícil para ele no momento e que mais parecia escasso.
_ Sim. – completei ficando cabisbaixo. – “Desculpe Aoi! Estou sendo obrigado a ir! Do contrario, adoraria passar as férias com você!” — pensei enquanto encarava os detalhes do piso escuro do lugar para depois voltar a encará-lo.
Ele também não me parecia muito feliz com tudo aquilo, parecia querer me dizer alguma coisa e por mais que a minha curiosidade dissesse que ele queria suplicar para eu ficar, eu não poderia realizar este desejo dele. Eu iria viajar e se eu fizesse mais alguma objeção sobre isso ao meu pai, o risco de apanhar feio se tornaria um fato.
_ Bom... Eu vou indo... Tenho que arrumar minhas malas. – disse tentando disfarçar, desviando meu olhar do moreno á minha frente.
_ Ok... Divirta-se. – Yuu respondeu novamente tentando sorrir.
_ Obrigado. – agradeci e logo sai do vestuário.
Pai! Por que faz isso comigo? Nunca que vai me escutar e ver o que eu quero ao menos uma vez na vida?
Depois de ter conversado com o Aoi, fui até a diretoria para sair mais cedo. Retirei-me do colégio e fui para casa. Sentia-me estranho ao me lembrar da face tristonha de Yuu tentando forçar um sorriso convincente que mais me parecia como uma suplica de “Não vai!”.
Será que ele sente o mesmo por mim? Ah Aoi, como queria ter coragem e te contar tudo o que sinto sem deixar faltar nem uma frase. Mas por mais que eu quisesse, eu não tinha essa coragem para tal feito. Droga.
Cheguei a minha casa até que rápido. Não fiz cerimônia e fui direto para o quarto arrumar minhas malas da forma que eu achava mais adequado. Em poucos minutos tudo já estava em seu devido lugar. Malas feitas e, é claro, minha fiel companheira, minha guitarra, já prontas par a viajem. Tomei outro banho – de no mínimo meia hora -, depois do banho coloquei minha roupa que eu havia separado antes – uma boxer branca, short preto e uma camiseta. Nada extravagante.
_ Oi Onii-san! Posso entrar? – perguntou à morena abrindo de leve a porta, meio acanhada. Essa é minha irmã mais nova, Mika.
Uma garota legal, apesar de muito exigente. Não é conquistada facilmente, mas isso não a faz uma má pessoa, muito pelo contrario, por mais que seja cheia de energia, ela é uma boa garota.
_ Sim Mika-chan! – respondi me sentando em minha cama.
_ Ah, Kou-chan! Não fica assim! – começou se sentando ao meu lado no móvel. – Vai ser divertido, você vai ver!
_ Era divertido antes, Mika-chan! Agora já perdeu a graça! – retruquei passando minha mão esquerda pela lateral de meu rosto para depois deslizá-la até meu pescoço. – Todo ano a mesma história! Viagem para visitar parentes, mas na verdade é uma viagem a negócios. – completei levando minha mão a nuca, fechando meus olhos e soltando um longo suspiro decepcionado.
_ Kou-chan… – chamou à menor voltando-se a mim, mas dessa vez seu sorriso divertido havia desaparecido e sua face estava habitada pela seriedade. – Sabe que ele faz isso por nós! Não fique bravo com ele! O papai só que o nosso bem. – Mika disse enquanto levava um de suas mãos a minha mão direita.
_ Se ele quer mesmo o nosso bem, poderia muito bem me deixar aqui, ao menos uma vez! Não custava nada me deixar passar as férias com os meus amigos. – retruquei passando a encarar os olhos castanhos da garota.
_ Faça isso por ele! É importante que você vá junto, ele ficará feliz se fizer isso! – Mika disse enquanto se levantava. Parou a minha frente sorrindo gentilmente, levando uma de suas mãos aos meus fios dourados e os bagunçou. – Pense nisso… — completou dando-me um beijo na testa.
_ Está certo! Farei isso pelo papai e pela mamãe! – me levantei da cama, retribuindo o carinho depositando um beijo na bochecha dela. – Obrigado, Mika-chan!
_ Agora descanse, Onii-san! – finalizou a morena para depois me deixar sozinho em meu quarto.
Por mais que eu quisesse ignorar tudo o que minha irmã disse, no fundo eu sabia que ela tinha razão. Essas viagens são importantes para ele e ir junto é o mínimo que eu posso fazer. Mesmo estando chateado com essa história toda, eu vou fazer isso por ele – e por minha família.
Depois de alguns instantes parado, em pé, no meio do quarto, e olhando para o teto, resolvi me jogar na cama e descansar. Na verdade eu nem mal deitei na cama e já desmaiei, não sabia de onde tirei todo aquele cansaço, mas ele até que veio a calhar. Viajar não faria mal a ninguém.
As horas se passaram, mas na verdade os sentia como minutos mal dormidos. Haviam passado no mínimo três horas, mas eu sentia que havia dormido apenas três minutos.
Minha doce e adorável mãe, com seu jeitinho meigo e discreto; já utilizava o seu método revolucionário para me acordar…
_ GELADOr52; — gritei pulando da cama novamente. Jogando-me um balde água fria.
_ Vamos, Kouyou! Vamos nos atrasar assim! – disse minha mãe já saindo do quarto.
_ Da próxima vez não pode ser água morna, mãe? Que droga! – reclamei me despreguiçando e indo para o banheiro.
Às vezes eu queria saber se ela fazia a mesma coisa com a Mika-chan. Ou será que ela fazia isso só por que eu sou um pouquinho preguiçoso?
Água quente. Não há melhor banho do que um com água quente. Você se perde nele, aquelas gotas encostando-se a seu corpo, tão relaxante. Fiquei a deixar aquela água gostosa por escorrer a meu corpo enquanto encarava o azulejo branco à minha frente. E pude, naquele instante, lembrar perfeitamente, da face alva e sorridente daquele que mais dominava meus sonhos.
_ “Aoi! Quando eu voltar, prometo te contar tudo o que sinto! Sem deixar escapar nada! Se nossa amizade mudar por conta disso, que mude, mas que seja com a sinceridade reinando. Ao menos saberá o que se passa comigo quando estou com você!”
Desliguei o chuveiro, me sequei e em seguida me vesti com o conjunto que eu adorava – calça jeans com adornos a enfeitando e a destacando, uma camiseta preta com uma estampa branca tribal e com um colete por cima.
Desci as escadas com minhas malas e minha guitarra, claro a guitarra era essencial levar, e meu amplificador. Claro que, com todas aquelas coisas, quase cai umas três vezes na escada, mas isso é relevante.
_ Até que fim! Pensei que tinha escapado pela janela! — meu pai disse soltando um sorriso.
_ Tem grades nela! E Eu sou magro mais também não é para tanto! — respondi retribuindo o sorriso entregando a mala para o mais velho colocar no porta-malas.
_ Claro que não passa! Com essas coxas grossas não passa mesmo! – zombou minha mãe.
Os três ali riram e é claro que eu não ri. O assunto eram minhas coxas, as quais eu nunca achei tão grossas assim.
_ E Então? Vamos? – Mika-chan perguntava ansiosa, como sempre fica quando tocamos no assunto viajem.
_ Sim, só faltava às malas do Kouyou! – terminou. Coloquei minha guitarra por último, fechando o porta-malas minhas coisas dentro do carro enquanto minha mãe trancava a porta e meu pai já se encontrava no carro.
Entramos no mesmo e seguimos para o aeroporto. Demoraria um bom tempo para chegar até lá, pois ele se encontrava praticamente do outro lado da cidade. Enquanto a longa viajem até o santo aeroporto continuava, ficava ouvindo as músicas e olhando para fora. O tempo estava tão escuro hoje, espero que não... Chova.
Tarde demais, começou a chover, e pelo visto não ia parar tão cedo.
_ Droga, porque tinha que chover agora? O tempo estava bom… Foi só marcar a viajem que acontece isso! – Reclamava meu pai enquanto descontava sua raiva no volante.
_ Querido! Não faça isso! Concentre-se! – dizia minha mãe tentando acalmá-lo.
_ Papai! Ainda podemos viajar, só vamos esperar um tempinho até…
_ A culpa é sua Kouyou! Insistia em ficar e quando disse que não ficou torcendo para isso! – esbravejou papai quase que se virando no bando para me encarar com seus olhar raivoso.
_ Eu não tenho culpa alguma! Não controlo o tempo! – retruquei da mesma maneira. Onde já se viu isso? Chove e a culpa é minha?
_ Olha como fala comigo, Mocinho?! – meu pai praticamente gritou dentro do carro.
_ Querido, se acalme! – mamãe dizia enquanto passava a mão carinhosamente no rosto dele.
_ Estou calmo! Seu filho estragou isso! – resmungou.
_ Papai! — Mika-chan olhava assustada apontando para frente.
_ Aprenda a cuidar do seu filho direito, aí isso não acontece. –retrucava mamãe.
_ Eu já disse que a culpa não é minha, pai! – disse alterando o meu tom de voz. Será possível que ele não percebe o absurdo que está dizendo.
_ Não grite comigo, Kouyou! – retrucou o mais velho.
_ Papai! Olha pra frente. – Mika-chan gritou. Mas foi tarde de mais.
Antes que meu pai pudesse fazer alguma coisa, o carro apareceu e bateu de frente com o nosso. Papai até tentou desviar, mas isso só fez com que o nosso carro, além de bater com o outro, caíssem fora da estrada.
Como reflexo, puxei Mika com força de encontro ao meu corpo a abraçando forte para que nada a machucasse, mas bati minha cabeça e tudo se apagou. O que havia acontecido comigo?
“Kami-sama! Salve-me, eu não posso morrer, não agora…”
Continua…
Notas finais
sei que fui do mal com o uruha...
Em fim...
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