Polígono amoroso

1 O último dia de aula


Era o último dia de aula e eu estava nervoso. Minha última chance. Era tudo ou nada, eu teria que dizer hoje para Jennifer Collins que eu a amava.

–Anda filho. – gritou minha mãe – Você vai se atrasar!

Havia meia hora que eu estava no banheiro supostamente me penteando. Larguei rapidamente o que estava segurando e soltei um misto de suspiro e gemido. Fiquei observando o líquido branco viscoso escorrer pela privada. Em seguida teria de pensar em como limpar o gozo em meu pau, não podia ir para escola com a cueca gozada. Olhei em volta, à procura do papel-higiênico, mas havia acabado. Não podia sair do banheiro com pau duro pendurado sobre a calça, acho que alguém na casa poderia estranhar (risos). Dei um passo para o lado, com os pés descalços, e senti um tecido suave sob meu calcanhar. Virei-me e ali estava a calcinha de minha prima Verônica, uma ruivinha peituda que eu ainda sonhava em comer.

Sem pensar duas vezes levei a mão ao chão e peguei a calcinha preta já molhada com o gozo de Verônica e esfreguei lentamente na cabeça do pau, me permitindo gozar mais uma vez só pra dar uma lição naquela putinha. Noite passada ela me chamara até seu quarto e quando eu chegara lá a gostosa estava só de calcinha, com os dois peitões à mostra. Presumindo que o que ela queria era uma noite de foda intensa, fechei a porta do quarto e agarrei sua cintura, dando-lhe um beijo quente e aumentando a excitação entre nós. Para mim, que esperava que ela caísse de boca entre minhas pernas, foi uma decepcionante surpresa quando Verônica me deu um forte tapa. Nunca mais entre no meu quarto quando eu estiver me trocando! Seu pervertido! , dissera ela, chorando, mas eu notei um vestígio de deboche em sua expressão. Ela havia brincado comigo, me feito pensar que queria algo a mais e me humilhado depois. Prometi que a faria pagar.

–Ahh – suspirei, aproveitando a sensação, um misto de formigamento e dormência recheado de puro prazer que os homens chamam de gozar.

–Mark, está tudo bem aí? – perguntou minha mãe da cozinha – Eu pensei ter ouvido um gemido.

Levei um susto e deixei a calcinha gozada cair sobre meu tênis cuidadosamente depositado ao lado da privada. Merda , pensei. Agora além de ter de explicar para minha mãe por que eu estava suspirando no banheiro, teria de limpar os tênis antes de sair. Conferi o relógio: 7:20h. Minha aula começa às 8:00.

–Está tudo bem mãe, — gritei de volta – Eu só tinha prendido o pente no cabelo.

Olhei para meu reflexo no espelho atrás da pia. Meus cabelos negros estavam tão emaranhados quanto os de baixo. Como eu explicaria aquilo se supostamente estava me penteando há meia hora? Bem, na verdade eu tinha uma lista de coisas inexplicáveis que teria de explicar. Aparentemente não havia desculpas plausíveis, mas eu não poderia chamar minha mãe e dizer “Desculpe por mentir, mas eu estava me masturbando no banheiro com a calcinha da minha prima.”. Ok, eu poderia, mas só se quisesse passar as férias num internato ou numa clínica para pessoas mentalmente transtornadas, e eu já tinha plano para essas férias: A viagem de verão da escola. Vários destinos, em vários países, mas nenhum deles me importava mais que o fato de estar com Jennifer.

–Ei, ei. Calma aí, já foram duas. – digo, impedindo a terceira ejaculação.

Guardo meus dezesseis centímetros de prazer dentro da calça e fecho o zíper. Com cuidado tiro a calcinha preta (agora 50% branca) de cima de meu tênis e jogo-a onde estava antes. O gozo se espalhou pela ponta do calçado e dá a impressão de que chutei as tetas de uma vaca de tanto “leite” escorrendo ali. Pego novamente a calcinha de Verônica e esfrego a parte limpa de um jeito meio inútil em cima do tênis, o que só espalha mais o gozo.

–Filho, falta meia hora para começar a sua aula! – gritou minha mãe, preocupada – Lembre-se que daqui até a escola leva vinte minutos a pé.

–Ok mãe. – digo afivelando a calça jeans.

Olho mais uma vez para os tênis e decido que não tem mais o que fazer. Ninguém vai notar isso, eles estarão em baixo da mesa, penso e me convenço de que dará tudo certo. Ponho logo o calçado nos pés e dou uma ajeitada rápida no cabelo para disfarçar a meia hora de punheta.

Saio do banheiro e sou barrado no corredor pela silhueta atraente de Verônica. Estremeço. Será que ela estava espiando pela fechadura?, penso. Ignoro o pensamento, deve ser coisa do medo.

–Eu vi tudo. – diz ela contraindo um riso – Então me fala tava fantasiando com o que? Esses aqui – ela apertou os peitos de um jeito sexy – Ou eram os da sua amiguinha Jennifer?

Verônica estava vestindo uma camiseta branca apertada que dava a impressão de que seus peitos iam saltar a qualquer momento dali, um short jeans coladinho que ressaltava sua bunda. Sua pele extremamente branca fazia um contraste super sexy com os cabelos ruivos presos num rabo-de-cavalo.

Pensei no que dizer a ela. Por fim, após um longo instante de silêncio, decidi que ela era tão vagabunda que não falaria nada para ninguém sobre aquilo.

–Vai ter trabalho lavando sua calcinha. – falei e saí por ela dando um tapa em sua bunda ao passar do seu lado.

Ela correu para me alcançar e sussurrou no meu ouvido antes de sairmos da sombra do corredor.

–E quem disse que eu vou lavá-la?

E saiu sorridente para a cozinha. Parei por um minuto no corredor, refletindo sobre o que acabara de acontecer. Saí de meus devaneios e olhei o relógio. Vinte e cinco minutos para a aula.

–Estou saindo, mãe. – gritei assim que passei pela porta da cozinha.

Peguei a mochila na bancada onde Verônica tomava café e ela me dirigiu um sorriso sexy e debochado. Ao passar ao lado de minha prima ela estendeu delicadamente a mão e apertou, por cima da calça, a cabeça do meu pau duro. Olhei em seus olhos, sobressalto, e ela deu uma piscadela sugestiva. Minha mãe entrou na sala e Verônica escondeu rapidamente a mão em baixo da mesa.

–Anda Mark, — disse minha mãe parecendo não ter notado nada – Você vai se atrasar!

Olhei para Verônica que me dirigiu um olhar confuso, novamente fingindo não saber de nada.

–Ok. Estou saindo. – falei para minha mãe.

Ajeitei a mochila nos ombros e saí rapidamente pela porta. Ao chegar à calçada apressei gradualmente o passo até estar correndo desenfreado para chegar à escola a tempo.

Logo minha casa some de meu campo de visão, depois passo por algumas casas luxuosas, um lance de casebres de classe média como a minha, e então estou correndo ao lado de um mato que fica entre as casas e um pequeno bar administrado por um colega meu, Gustavo, de dezessete anos, um ano mais velho que eu. Ele é o que eu chamo de perdido juvenil. Bêbado, briguento e acabado nos estudos...

Passo correndo pelas últimas três quadras antecessoras à escola e enfim paro em frente ao prédio para tomar um pouco de ar. Confiro o relógio: 7:57h. Que sorte, penso, com um sorriso aliviado no rosto.

Assim que me sinto forte o suficiente, subo a curta escadaria até a porta dupla da escola. Paro por um minuto, pensando em como direi aquilo para Jennifer. Nesse exato momento a imagem de Verônica vem à minha mente. Não a amo, penso, Só quero foder com ela.

Desisto de pensar no que dizer exatamente à Jennifer e decido ser rápido e direto. Subo correndo as escadas do lado de dentro da escola que levam à minha sala de aula.

–Mark! – grita Dianna, minha única amiga mulher naquela turma.

Ela está ao lado da porta da sala e quando me vê vem correndo em minha diração.

–Oi Dianna. – digo, sem muita emoção.

Confesso que sempre me senti atraído por ela. Dianna tem quinze anos, um a menos que eu, seus cabelos castanhos alcançam os perfeitos ombros que sustentam seus lindos seios de tamanho mediano. Sua cintura fininha e definida é o terceiro item na minha lista de coisas mais sexys que eu já vi. O primeiro item é a bunda de Jennifer, o segundo, os peitos de Verônica.

–Precisamos conversar. – ela diz me puxando para trás de um bebedouro – Correm boatos de que uma garota na nossa turma está afim de você!

A informação me pegou de surpresa. Poderia ser Jennifer? Enchi-me de esperança e pedi para Dianna esperar ali enquanto eu entrava na sala. Eu iria resolver tudo agora. Passei reto pelos grupinhos de conversa e garotas fofocando e virei para o fundo da sala, para o lugar de Jennifer. Ao contrário da ansiedade que eu esperava sentir, fui assolado por uma decepção avassaladora. Lá, encostados na parede do fundo da sala, estavam Jennifer e Brian, se beijando.