Polígono amoroso
3 Ameaças e Juras
Por um minuto deixo meu olhar se perder em seus olhos e ir descendo a até seus peitos, e então volto a olhar seu rosto antes que ela perceba o que acabou de acontecer.
–Oi. – ela diz em tom casual – Preciso falar com você Mark. Dianna me contou sobre... Bem, acho que você imagina.
Estremeço. Jennifer sabe que estou afim dela, e pior, foi Dianna quem contou. Abro a boca para falar, mas Jennifer põe um dedo em meus lábios.
–Aqui não. – ela diz – Vem comigo.
Sem pensar duas vezes sigo Jennifer até o pátio nos fundos da escola, onde fica o galpão que usam para guardar o material de educação física. Ela abre a porta e entra. Sigo-a sem entender nada do que está acontecendo, mas com os olhos fixos em sua bunda.
–Fecha a porta. – ela diz, parando de costas para mim em uma parede.
Espio para fora para ter certeza de que não há ninguém na volta, mas todos foram embora. Fecho a porta de madeira e me viro. Jennifer está sentada numa velha cadeira de madeira com as pernas levemente afastadas, o suficiente para eu veja a calcinha rosa por baixo da saia. Seu cabelo solto está caído sobre o ombro e uma mecha está entre os seios. Ela afasta os fios e imediatamente seus peitos balançam de um jeito muito excitante. Quando meu olhar alcança seu rosto percebo que ela notou para onde eu estava olhando...
–É incrível. – disse ela furiosa – Verônica tinha razão. Você é um pervertido!
–Verônica? – pergunto, incrédulo – O que aquela vagabunda te disse? Ela não me conhece!
Jennifer levanta e aponta para mim.
–Ela me disse a verdade. – ela grita – Me contou que por várias vezes você tentou agarrá-la e que toda hora ela encontra suas calcinhas sujas daquilo...
Enfureço. Como aquela puta teve coragem de dizer isso para Jennifer? Ela que me espere.
–O quê? – grito – Eu não acredito nisso! Você acreditou mesmo nela?
Jennifer pareceu abalar-se com o comentário e eu senti que ela não queria acreditar em Verônica, senti que era a hora de avançar mais um passo.
–Eu não sei... – disse ela – Você...
Antes que concluísse sua frase eu me aproximei rapidamente e segurei sua cintura sexy entre minhas mãos. Enfiei o rosto nos peitos de Jennifer enquanto ela arquejava e tentava se soltar.
–O que você está fazendo? – gritou ela, assustada – Socorro!
Soltei-a, surpreso. Havia me enganado e agora estava encrencado. Jennifer chorava de soluçar e me olhou como se eu fosse um monstro.
–Desgraçado! – gritou ela, baixando a saia que eu levantara ao agarrá-la – Verônica estava certa, você tentou abusar dela e de mim também!
Pensei por um minuto e então decidi o que falar.
–Me desculpe, eu achei que você estava afim de mim...
Ela me olhou, incrédula e cuspiu as palavras mais duras que eu já ouvira.
–Eu tenho nojo de você!
A raiva tomou conta de mim.
–Pense duas vezes antes de contar para alguém sobre isso. – falei friamente – Lembre-se que eu não deixei nenhum vestígio de abuso em você e nem temos testemunhas aqui que digam terem me visto te agarrar. Se você me denunciar todos vão saber que é uma vagabunda e vão te excluir da sociedade.
Ela estremeceu. Via-se o medo em seus olhos. Senti pena dela e vergonha de minha atitude, mas não havia o que fazer, eu não queria ser preso por tentativa de estupro.
–O que você vai fazer comigo? – perguntou ela chorando.
–Se você me obedecer, nada. – falei – Do contrário...
Ela estava apavorada. Comecei a temer que ela denunciasse aquilo e acabasse com minha vida.
–E... Está bem... – ela disse, ainda chorando como uma criança – O que eu tenho que fazer?
Pensei um pouco. Ela parecia bem suscetível. Vou aproveitar a chance.
–Primeiro: Você não pode deixar que descubram sobre esse nosso encontro então vai ir à viagem e fingir que está tudo bem. – falei – Segundo: Lá no acampamento tem uma mata bem escondida, você e eu vamos transar lá todos os dias às 10. Combinado?
Ela apenas chorava. Aproximei-me e segurei seu rosto entre as mãos.
–Combinado? – perguntei novamente.
Ela assentiu, tremendo. Sequei suas lágrimas e então comecei meu discurso de desculpas.
–Me perdoe. – falei delicadamente – Eu não quero o seu mal. Eu te amo Jennifer. Se eu me precipitei hoje é por que sou louco por você.
Ela parou de chorar e me abraçou forte.
–Eu também, Mark. – disse ela, ainda com a voz rouca – Sempre te amei! Por favor, não me faça mal.
Senti uma pena e um arrependimento imensos.
–Não, não, calma. – falei, acariciando seus cabelos – Eu não te faria mal, só falei aquilo para você não me denunciar... Desculpa. Eu te machuquei?
–Não. – ela diz – Está tudo bem. Só, fica comigo, por favor. Eu não quero ficar sozinha. Por um momento achei que Verônica estivesse certa e você fosse um pervertido.
Corei, envergonhado. Eu era, mas não podia dizer isso à Jennifer. Não àquela Jennifer. Ela estava diferente, mais frágil, parecia enfraquecida.
–E quanto ao Brian? – perguntei – Você estava beijando ele...
Ela saiu dos meus braços e virou as costas, estava chorando de novo.
–Ele é o problema... – ela disse, com a voz embargada – Eu não quero ficar com Brian, mas ele me ameaça. Disse que se eu tentar deixá-lo vai me matar e a toda a minha família.
Estremeci. Naquele momento jurei matar Brian. Não aquele tipo de juramento sem sentido. Um juramento sério. Eu iria matar Brian de qualquer jeito se ele chegasse perto de Jennifer de novo.
Abracei-a e ela se deixou cair em lágrimas.
–Preciso de você, Mark. – falou – Quero você do meu lado, não Brian.
–Então você terá. – falei, beijando seu pescoço – Não vou deixar que nada te aconteça, confie em mim.
Ela assentiu e me deu um beijo. Um beijo de verdade. O meu primeiro de muitos com Jennifer.
–Eu te amo. – ela disse.
–Eu também. – respondi.
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