Polígono amoroso

4 Castigos e Surpresas


Levei Jennifer até sua casa e então fui para a minha, apressado, pensando numa desculpa para dar à minha mãe sobre o porquê de eu ter demorado tanto.

Logo a textura áspera da calçada sob meus pés deu lugar à suavidade da grama do meu jardim. Entrei pela porta da frente e deixei a mochila na bancada da cozinha.

–Cheguei, mãe! – gritei.

Ela não respondeu. Gritei novamente e nada. Foi então que dei falta do bêbado do meu padrasto, Carlos. Ele era o tipo de pessoa que você reconhece apenas pelo bafo de cachaça. Aos seus trinta e oito anos já era praticamente um sócio do boteco da esquina, sempre caído sobre uma das mesas nadando em sua baba. Quando não estava bebendo, Carlos estava dormindo em casa, ou acordado incomodando minha mãe com seus comentários indecentes...

–Carlos. – gritei, subindo as escadas – Levanta seu porco, não viu que eu cheguei em casa.

Minha mãe não gosta da minha atitude, mas eu não suporto vê-la trabalhando o dia todo enquanto aquele idiota bebe e dorme.

Ninguém respondeu meu chamado. Fui até a bancada da cozinha novamente para fazer um lanche(que deveria ser meu almoço) e encontrei um bilhete.

Filho, Carlos passou mal e tive que acompanhá-lo ao hospital, mais tarde eu ligo para dar notícias. Verônica vai sair mais cedo hoje, disse que ia comprar algo para você. Ela não é um amor?

Reli o bilhete, incrédulo. Eu estava sozinho em casa... Era a minha chance de me vingar de Verônica, que por sorte havia saído mais cedo para sua aula. Um presente para mim? O que aquela puta iria trazer? No mínimo é algum filho, a única coisa que ela sabe fazer é dar pra todo mundo... Menos pra mim. Por enquanto...

–Hoje você me paga... – falei para mim mesmo.

Subi as escadas correndo e entrei no quarto de Verônica. Uma ótima idéia me ocorreu e parei ao pé da sua cama. Comecei a bater uma lentamente, para sair mais gozo. Vou transformar sua cama num puteiro, sua vadia, pensei. A primeira gozada fez uma linha irregular até o travesseiro de Verônica, a segunda deixou gozo escorrendo até o chão, e por aí fui. Lá pela quarta ou quinta sua cama estava totalmente gozada. Para a armação ficar melhor coloquei uma colcha sobre a cama suja. Quando ela for dormir nem vai perceber que está deitando sobre o gozo...

De repente meu celular tocou. Era minha mãe.

–Oi mãe. – falei.

–Oi filho. Desculpa não ter te ligado, eu não quis correr o risco de atrapalhar sua aula.

–Sem problemas. – respondi – Eu li o seu bilhete. Alguma chance de nos vermos livres daquele porco?

Minha mãe suspirou pesadamente.

–Mark, seu padrasto está internado. Ele entrou em coma alcoólico. – disse ela com a voz triste.

A notícia me pegou de surpresa...

–Meu deus... – falei – Bem, quando você volta para casa?

–Filho, eu não posso deixar Carlos sozinho aqui. Vou ficar com ele até que acorde. – disse ela – Os médicos dizem que se tudo correr bem ele deve estar melhor até o fim da semana... Tudo bem por você?

Pensei. Uma semana sozinho com aquela ruivinha gostosa sem ninguém para interferir quando eu pegar ela de jeito?

–Sem problemas mãe. – falei, escondendo a animação – Acho bonita a sua atitude de cuidar dele. Pode ficar tranquila, eu cuido da casa, e da Verônica – a última eu cuidaria de uma forma diferente.

–Obrigada Mark. – disse minha mãe ao telefone – Fico tão feliz por você e sua prima se darem bem.

Ah, ela deve dar muito bem mesmo, mas já vou descobrir, pensei.

–Sim, é justo mãe. – falei mentindo – Eu quero cuidar da minha prima como nunca antes fizeram. Ela é muito importante para mim.

Minha mãe parecia emocionada. Hoje mesmo eu vou cuidar daquela putinha de cabelos ruivos, pensei.

–Bem filho, eu tenho que desligar agora. – disse minha mãe – O médico está aqui para me falar sobre o estado de Carlos. Mais tarde, à noite, eu ligo para te dar notícias.

–Ok mãe. – falei – Até mais.

–Até.

Ela desligou. Soltei uma gargalhada orgulhosa. Vou me preparar para dar uma lição em Verônica, pensei. Foi então que me dei conta de uma coisa. Quando cheguei a casa estava aberta, mas, segundo minha mãe, ela estava com Carlos no hospital e Verônica havia saído mais cedo. Na pressa minha mãe deve ter se esquecido de trancar a casa, pensei.

Fui até a farmácia ali perto e comprei três pacotes de camisinha. Hoje eu ensino aquela vagabunda a não mexer comigo, pensei. A moça da farmácia corou quando pedi os itens.

–Você é tão novo... – ela disse envergonhada – Desculpa a pergunta, mas... Está comprando isso para você mesmo ou é para algum amigo?

Meu deus, essa cidade está cheia de vagabundas. Agora até a atendente da farmácia quer transar comigo.

–É para usar com uma amiga. – dei uma piscadela sugestiva – Mas se você quiser podemos experimentar uma dessas qualquer dia.

Ela baixou o olhar. Continuava corada. Anotou alguns números num papel e me alcançou.

–Me liga pra gente combinar. – ela disse.

Sorri e peguei o papel, roçando propositalmente o dedo em seu seio direito. Ela deu um pequeno pulo para trás e me olhou, envergonhada. Pisquei sorridente e saí, com um papel no bolso e as camisinhas numa sacola.

Cheguei em casa, destranquei a porta e entrei. Não posso deixar as camisinhas na bancada, Verônica iria desconfiar de cara..., pensei. Decidi que o melhor esconderijo era no meu quarto. Mas a preguiça me venceu e sentei-me para fazer um lanche antes de guardar a sacola. Enquanto comia meu sanduíche com refrigerante vi de relance uma agenda sobre a bancada. Peguei o caderno de capa azul e logo identifiquei o nome na capa. Verônica Wessex. Ela deve ter esquecido aqui quando saiu, pensei.

–Ora, ora. – falei rindo – Será que você também marca aqui seus programas, sua vadia?

Abri a agenda e fui folheando as páginas. “Apresentação do trabalho de Biologia”, “Feira de Ciências”, “Dia vago”, e por fim cheguei ao dia de hoje: “Saída mais cedo. Apenas dois períodos de aula”. Rapidamente fiz a conta, 45 minutos por período, dois períodos a partir de 12:30... Então... 14:00h. Olhei para o relógio: 14:10. Meu deus, quanto tempo eu fiquei com Jennifer?, pensei surpreso.

–Ela deve estar chegando. – falei para mim mesmo – Vou evitar imprevistos.

Decidi armar para ela. Escondi o bilhete de minha mãe e escrevi outro.

Verônica, Carlos passou mal e eu fui acompanhá-lo no hospital. Mark tem um encontro com uma colega então você está sozinha. Se você puder me fazer um favor, eu separei os livros do Mark que ele tem de entregar na escola, mas como estou saindo com pressa deixei-os sobre a cama dele. Você poderia, por favor, levá-los até a escola para mim?

–Ela vai cair direitinho. – falei.

Ela devia chegar a qualquer momento e para evitar imprevistos eu já a esperaria de camisinha... Pensei em esperá-la em seu quarto, mas ela poderia fugir. Se eu a esperasse no meu quarto e saísse dele quando estivesse passando poderia prendê-la contra a parede do corredor.

Subi as escadas rapidamente. Abri a porta de meu quarto e entrei de costas, já colocando a camisinha em meu pau duro. Passei pela porta e fechei-a com o pé. Sentei em minha cama, ainda de costas e terminei de por a camisinha. Tirei a camiseta e a calça jeans e por fim a cueca. Vou esperar essa puta pelado, pra poupar tempo na hora de meter naquele cuzinho arrombado dela, pensei, ansioso pelo momento.

Senti um leve movimento no colchão de minha cama e depois ouvi um risinho debochado. Virei-me e lá estava Verônica, totalmente nua e agarrada à cabeceira da cama numa posição sexy.

Notas finais
Comentem elogiando se gostaram e criticando construtivamente se não gostaram. Seja por A ou por B, seu comentário é de importância crucial para o melhor desenvolvimento da fanfic. Desde já, obrigado a você por ter lido esse capítulo!