Polígono amoroso

11 O Mar e as Chamas


Notas iniciais
Gostaria de agradecer aos comentários que recebi em resposta ao meu pedido, isso é realmente importante e me fez retomar o plano original da história.

No mesmo dia

#Dianna

Era sábado. Eu deveria estar viajando com meus amigos há alguns dias, mas Ricardo não me deixou sair de casa. De acordo com ele, ficaria entediado sem poder me foder. Chorei e implorei, mas a resposta foram duas horas no quarto com ele.

–Esteja bem gostosa hoje. – disse ele pela manhã – Tem um jogo muito importante para o meu time e se eles ganharem, eu e você vamos comemorar na cama!

Assinto tímida. Abro a geladeira e pego uma garrafa de leite. Ricardo dá um tapa forte em minha bunda.

–Não prefere o leite daqui de baixo? – diz ele abraçando minha cintura.

–Me solta! – grito.

Ele me olha com os olhos fulminando de raiva.

–Espere até o fim do jogo, vadia. – ele ameaça, apontando o dedo para mim – Vou arrombar essa sua boceta de puta!

Começo a chorar e subo correndo para meu quarto. Bato a porta com força e me atiro sobre a cama. Entre um soluço e outro me ocorre uma ideia. Não, penso. Mas o pensamento insiste em me atormentar, chegando ao ponto de eu planejar tudo. Ele vai estar bêbado. Seco minhas lágrimas e tomo a decisão. Eu não deveria, mas farei.

Durmo por algumas horas e quando acordo já são 18:07h. Vamos começar, penso. Lavo o rosto e troco de roupa. Desço rapidamente as escadas. Ricardo já está sentado ao sofá, bebendo cerveja e esperando o jogo. Sou obrigada a passar o tempo todo no colo daquele porco, mas o sacrifício é válido para o que estou prestes a fazer.

No meio do jogo, lá pelas 20:15h,Ricardo me pede para ir buscar mais cerveja. É minha chance. Saio lentamente do colo dele e contorno o sofá, em direção à cozinha. Passo reto pela geladeira e abro a gaveta dos talheres. Pego a maior e mais afiada faca dentre os itens e observo sua lâmina refletir a luz da lâmpada fluorescente. Volto para a sala no mesmo passo lento com que saí de lá, a faca firme em minha mão esquerda, meus olhos fulminando, sedentos por vingança. Paro há alguns metros do sofá e repasso mentalmente um pequeno discurso para me convencer de que aquilo é certo.

Você me tirou o que eu tinha de mais importante. A minha felicidade. Minha inocência. Minhas chances de ser feliz ao lado de quem amo. Posso perder mais uma coisa, tendo comigo apenas a certeza de que você vai pagar pelo que me fez. Nesse caso não será uma perda, será um preço a se pagar pela vingança.

Dou mais dois passos e paro bem atrás da cabeça semi-calva de Ricardo. A lâmina está chamando pelo seu sangue. Ela anseia por silenciar seus batimentos, aquietar sua pulsação. Anseia por morte.

Agarro seus cabelos e puxo sua cabeça para trás. Levo rapidamente a mão esquerda até o zíper da calça de Ricardo e o abro enquanto ele se debate. Está tonto por causa da cerveja. Tiro de sua cueca aquela coisa nojenta que têm tirado meu sono há muito tempo. Dividir e multiplicar, penso. Enquanto o pau enrugado do bêbado vai enrijecendo e subindo, minha faca vai descendo ao seu encontro. O som da carne sendo rasgada é como música para meus ouvidos. A lâmina desce e corta seu pau bem no meio, abrindo-o. Seus gritos de pânico ecoam pela casa.

–Não adianta gritar. – digo friamente em seu ouvido – Ninguém vai te ouvir! Foi isso que me disse, não foi? – fiz uma pausa – Eu tenho nojo de você! – gritei com a voz rouca.

A faca subiu novamente e perfurou sua barriga protuberante em vários pontos, até sua camiseta branca se tornar vermelha. Seus gritos eram agudos como os de uma dama. Então veio o grande final. Ergui a faca mais alguns centímetros e deslizei a lâmina pelo seus pescoço, fazendo jorrar sangue a cada veia que atingia com meu corte profundo. Rapidamente o sofá estava mergulhado no líquido. Um mar de sangue.

Em seguida foi a minha vez. Esquerdo e direito, um pulso de cada vez. Logo minha visão ficou turva e caí. Acabou. O sofrimento, a dor, as mágoas, tudo. Só me arrependo de perder a chance de estar com Mark. Duas lágrimas brotavam de meus olhos no suspiro final.

No mesmo dia

#Jennifer

Chamei Brian para vir até minha casa, alegando estar arrependida e querer começar algo sério com ele. Para minha sorte o maldito acreditou. Preparei tudo. Estava tão bem disfarçado que mal se notava. Lá pelas 19:20h ouvi uma batida forte à porta. Meu pai e Jannie tinham saído para jantar. É você, desgraçado, pensei. Caminhei lentamente até a entrada e abri a porta. Brian estava vestido como sempre, carregando consigo um ridículo buquê de flores que descartei quando ele não viu.

Subimos para o meu quarto e eu o disse que queria olhar para seu rosto naquela noite. Brian deitou-se sorridente na cama e tirou seu pau para fora da calça jeans que logo foi baixando e atirando do outro lado do quarto. Terminei de tirar o short que usava e me aproximei lentamente do selvagem. Sentei algumas vezes em seu pau enquanto ele observava meus peitos e por vezes beliscava um mamilo. Por fim, pedi um minuto para buscar uma “surpresa”, e ele ficou curioso. Tentou descobrir o que era mas não contei.

–É algo bem quente. – falei, fingindo prazer.

–Quente é meu pau na sua boceta. – disse ele sorrindo – Mas não demore, estou afim de te gozar de novo.

Desci para a cozinha e peguei o galão de gasolina que deixara cuidadosamente escondido ao lado do fogão, de onde peguei a caixa de fósforos. Subi novamente e entrei de forma brusca no quarto. Apressei-me em atirar litros de combustível sobre Brian. Quando ele entendeu, levantou-se rapidamente e veio em minha direção, mas fechei a porta e tranquei por fora.

–O que está fazendo, sua vadia? – gritou ele batendo violentamente na porta.

–Não adianta. – falei – Pode gritar o quanto quiser. Vou te queimar vivo seu desgraçado!

Ele gritou de desespero e começou a chutar a porta, até conseguir abrir um buraco na madeira. Joguei um pouco de gasolina na parede e atirei o galão para o andar de baixo. Peguei a caixa de fósforos e acendi um deles. Afastei-me alguns passos e joguei-o na parede.

O fogo espalhou-se rapidamente e logo comecei a ouvir os gritos de dor de Brian. Estava feito. Do pó viestes e ao pó retornarás.

Ao fim da noite

#Verônica

Reconheci logo o rosto na tela. Dianna, amiga de Mark. Fiquei um pouco chocada, mas meu namorado parecia pior.

–Está tudo bem? – pergunto após ele não me responder quem era a pessoa na tela.

Um par de lágrimas desce pelas bochechas de Mark.

–Dianna... – ele pronuncia de forma quase inaudível.

Eu o abraço.

–É trágico... – digo – Mas você tem que ser forte, amor. Pobre garota...

Ele retribui o abraço e pousa a cabeça sobre meu ombro, chorando incontrolavelmente.

–Não consigo acreditar. – ele diz – Ela não seria capaz disso, muito menos de tirar a própria vida.

É doloroso vê-lo daquela forma, triste, arrasado, banhado em lágrimas. Acaricio seu rosto.

–Vai ficar tudo bem. – digo – Tente ficar calmo Mark. Eu sei que é difícil, mas você precisa ficar calmo.

Ele olha nos meus olhos.

–Não sei o que seria de mim sem você do meu lado. – ele diz e me beija.

Notas finais
Obrigado a quem comentou, e saibam que não há problemas em comentar de novo kk Estou retomando o plano original da história, mais longo e mais interessante. Esse capítulo foi um pouco "frio", eu sei, sem muitas cenas ousadas, mas no próximo elas devem retornar. Novamente obrigado, e deixem um comentário ^^