Poison
9 Insanidade
Notas iniciais
Bom, a mãe Do Uruha tá ai... Espero que não me enforquem ou algo assim.
espero que dê pro gasto. Ou gasto pro dê. (entrando no clima de insanidade)
Alguns dias se passaram, Aoi tinha finalmente conseguido convencer Uruha a se mudar e viver no apartamento dele, além disso, Kai havia conseguido um contrato com uma gravadora de pequeno porte e eles passariam a ensaiar com mais frequência e também teriam que preparar o material para o single de lançamento da banda.
-Foi só isso amor?-Aoi disse entrando no apartamento com uma das caixas com as coisas de Uruha dentro. Naquela tarde Uruha estava se mudando para o apartamento de Aoi. Kai, Rei e Ruki estavam o ajudando a carregar as coisas pra dentro do apartamento.
-Olha só, como o casalzinho já tá? –Ruki entrava no apartamento logo em seguida vindo atrás dele Kai e Reita.
-Como se nunca tivesse chamado o Akira de coisas assim. –Uruha o olhou de forma ameaçadora.
-Bom isso é verdade. Mas prefiro que não me vejam chamando o Reita assim. É meigo de mais pro meu gosto. –Ruki disse e franziu o cenho colocando a caixa no chão.
-Te acho bem meigo entre quatro paredes. –Reita se aproximou colocando a caixa também no chão. Ruki se virou o olhando furioso, mas preferiu não dizer nada pra não alongar o assunto.
-Então senhor ex-streeper, isso é tudo? –Ruki disse e foi até Kai o ajudando já que o mesmo trazia com ele duas caixas.
-É sim, o resto que tinha lá eram coisas que já estavam na casa quando fui pra lá. –Uruha ignorou o apelido e olhou as caixas no chão, não eram muitas, mas eram todos os pertences de Uruha. –Olha só a bagunça que fiz em sua casa Aoi.
-Minha casa? Vai morar aqui então é só casa Uruha.
-Vou demorar a acostumar com isso, é tão diferente, limpo e claro. E a agua do banho é tão confortavelmente quente.
-Agora só falta ele falar de como é a cama e o dono dela. –Ruki disse.
-Isso ai prefiro que ninguém saiba, se não vão querer roubar ele de mim.
-Ai, credo! Que nada, eu já tenho um. –Ruki apontou Reita que estava ao seu lado observando toda a conversa.
-Oh não! Ela não atende ao telefone! –Kai disse interrompendo a conversa.
-Quem Kai? –Reita perguntou.
-A minha gata.
-Sua namorada? –Uruha perguntou.
-Não, minha gatinha. –Kai disse e todos o olharam com impaciência.
-Sério que você esperava que o gato atendesse ao telefone?-Ruki disse incrédulo.
-Claro! Como vou saber se ela está bem?
-Se você deixou comida e agua pra ela não vai ter com o que se preocupar. Gatos dormem bastante. –Uruha disse compreensivo.
-Isso eu deixei, sempre deixo.
-O Kai ficou traumatizado depois que o outro gato dele pulou da janela e morreu. –Ruki disse de forma natural fazendo Kai ficar com expressão triste.
-Ele tinha outro gato?-Reita disse espantado coçando a cabeça.
-Tinha sim. Aquele que ele achou na rua daquela vez. –Ruki disse.
-Ah é mesmo! –Reita disse se lembrando.
-Não sei se repararam, mas estão deprimindo o Kai. –Uruha disse.
-Que nada, ele supera isso. –Reita riu dando uns tapinhas nas costas do Kai. –Agora vamos ao que interessa e vamos arrumar isso logo.
-Vocês vão ajudar? –Uruha disse surpreso.
-Dissemos que íamos ajudar com a mudança, e isso quer dizer que vamos ajudar com ela toda. –Ruki cruzou os braços como se estivesse ofendido.
-É só dizer o que é e onde colocar. –Reita disse.
-Bom, isso é com o Aoi, as coisas importantes eu coloquei todas no lugar, outras coisa como utensilio domestico não precisa por que o Aoi tem, então pode deixar nas caixas mesmo. Minhas roupas eu também já guardei, então falta pouco. Tem uma dessas caixas que eu mesmo quero guardar.
-Qual? –Aoi disse e todos olharam para as caixas.
-Tá escrito livros e fotos. –Uruha disse também olhando as caixas.
-Tá aqui. –Kai disse finalmente guardando o celular e apontando uma das caixa, era uma das que ele havia carregado. Uruha foi imediatamente até a caixa a pegando.
-Onde posso colocar Aoi? Quero que isso fique bem escondido. –Uruha disse em tom baixo e triste, o que deixou todos bem curiosos, no entanto nenhum deles teve coragem de perguntar sobre o assunto. Aoi o indicou um lugar onde Uruha poderia guardar seu “segredo” e então ele e os outros guardaram o restante das coisas, colocando cada uma em seu devido lugar como se essas coisas já fizessem parte do apartamento de Aoi.
A noite logo chegou e todos estavam exaustos. Kai estava na cozinha de Aoi, havia dito que faria o jantar e que não queria ninguém na cozinha, Aoi e os outros estavam na sala conversando sobre as coisas que haviam acontecido no decorrer do dia, e sobre a gata de Kai que ele havia buscado e agora estava dormindo tranquilamente no colo de Uruha.
-Nunca tive um gato. –Uruha disse pensativo passando os dedos nos pelos da gata. –Tive um cão eu acho, não me lembro dele, mas lembro de ter tido um cão.
-Acho que vou adotar um cão, um que dê pra criar em apartamento. –Ruki disse de forma espontânea e também pensativa, não por que estava realmente pensando, mas por estar bem cansado.
-Cães são difíceis de cuidar. –Reita disse deitado no colo de Ruki.
-Fala isso por que vai sentir ciúmes do cão. –Ruki disse passando as mãos pelos cabelos de Reita.
-Não vou, cão algum pode competir comigo. E eu posso muito bem deitar, rolar, dar a pata e lamber seu rosto. –Reita disse fazendo os demais darem rizadas, Aoi estava em silencio, mas prestava bastante atenção, olhando Uruha acariciar o gato, analisando a forma como seus dedos roçavam nos pelos do felino, prestando atenção no som de sua rizada e até mesmo em seu suspiro cansado.
-O que foi Aoi? – Uruha disse percebendo que o outro o encarava.
-Nada, estou cansado só isso. O que será que o Kai tá fazendo? O Apocalipse? Está demorando muito e eu estou com fome.
-Eu também. –Uruha disse e então os demais repetiram, logo Kai os chamou. Eles jantaram passaram mais um curto tempo ali e foram embora, inclusive Kai e sua gata.
Aoi e Uruha já estavam sozinhos, Aoi deitou exausto sobre o colo de Uruha o olhando. Por um tempo aquilo era tudo o que eles fizeram até que Uruha quebrou o silencio.
-Amanhã tenho que ir visitar minha mãe, assinar uns papeis e mudar o numero de contato. –Uruha olhava Aoi fixamente nos olhos, Aoi pode perceber tristeza além do cansaço.
-Eu te levo.
-Não precisa, eu vou de taxi.
-Não, eu vou te levar sim. Deve ser longe o taxi vai ficar caro e além disso insisti pra que viesse viver comigo por que quero ser parte da sua vida e quero te ajudar no que eu puder. –Aoi argumentou, mas Uruha ficou em silencio o olhando. Aos pouco Uruha se abaixou deixando seus lábios roçarem aos de Aoi lentamente, começando um beijo calmo e carinhoso.
-Vamos tomar banho e ir dormir? –Uruha disse ao afastar os lábios dos lábios de Aoi, o acariciando o rosto levemente.
-Vamos sim, não vejo a hora de fazer isso sem pensar que no outro dia vai ter que ir embora. –Aoi disse se levantando.
-Isso é bom? –Uruha o olhou sorrindo com o canto da boca também se levantando, deixando seu corpo próximo ao dele. Aoi sorriu e o envolveu pela cintura com os braços, deixando seu rosto bem próximo ao dele.
-Isso é ótimo. –Aoi roçou seus lábios aos dele e então o pegou no colo com certa dificuldade por Uruha possuir pernas compridas. –Agora vamos para o banho!
-Tomar banho aqui ficou ainda melhor depois que colocou a banheira. –Uruha se segurou nele enquanto Aoi se movia para o banheiro desengonçadamente.
-Seu preguiçoso. –Aoi disse ao entrar no banheiro colocando Uruha no chão.
-Preguiçoso nada, eu tenho joelhos fracos. Eles ficam bambos quando faz amor comigo de pé no banho.
-Tá explicado. –Aoi se abaixou enchendo a banheira, quando se virou Uruha já estava despido. –Rápido ein?
-Eu sou esperto agora é a sua vez. –Uruha o puxou pela camisa o beijando enquanto subia devagar sua camisa e a tirava aos poucos. Aoi o beijou intensamente deixando que o mesmo lhe tirasse a camisa e em seguida a calça junto com a cueca.
-Vamos para o banho amor. –Aoi disse meio sem folego pelo beijo ao parar aos poucos de beija-lo.
-Vamos. –Uruha disse baixinho o soltando, o deixando se afastar. Aoi desligou a torneira e entrou na banheira, logo em seguida Uruha entrou também, se ajeitando no colo de Aoi.
-Confortável amor?-Aoi disse o olhando, sentindo Uruha roçar seu bumbum sobre o membro dele.
-Tem algo me cutucando. –Uruha sorriu com malicia, movendo mais o quadril sobre o colo dele.
-Assim esse algo vai te cutucar mais. –Aoi disse mordendo os lábios passando as mãos pelas pernas de Uruha, alisando levemente suas coxas.
-Eu o quero dentro de mim. –Uruha disse também mordendo os lábios, roçando mais forte o bumbum sobre o membro de Aoi.
-Então me deixe colocar ele em você. –Aoi disse apertando as coxas de Uruha, deixando as marcas de seus dedos sobre a pele macia de Uruha.
-Claro. –Uruha disse erguendo o bumbum e afastando suas nádegas com as mãos. Aoi segurou seu membro pela base e então o colocou cuidadosamente na entradinha de Uruha que logo voltou a se sentar, fazendo o membro de Aoi o penetra-lo de uma só vez. Uruha passou a se mover rapidamente sobre o colo de Aoi fazendo a agua da banheira transbordar, Aoi o segurou firmemente na cintura de Uruha acompanhando seus movimentos, fazendo seu membro entrar ainda mais forte no interior quente e apertado de Uruha. Logo eles tomaram banho e foram dormir, o dia seguinte seria um longo dia.
Quando Aoi despertou pela manhã Uruha já não estava na cama, Aoi levantou-se preguiçosamente, calçou seus chinelos e se arrastou até a cozinha, Uruha não estava lá, mas Aoi pode ouvir o barulho da agua vindo do banheiro. Aoi tomou o café e foi direto ao banheiro.
-Acordou cedo, nem me esperou para o banho. –Aoi disse ao entrar no banheiro, Uruha estava imóvel, olhando a agua de forma pensativa e em silencio. – Tem muito tempo que tá ai?
-O que? – Uruha o olhou.
-Tem muito tempo que tá no banho?-Aoi tornou a perguntar.
-Tem, já estou saindo. –Uruha disse se levantando, Aoi pegou a toalha e o enrolou.
-Aconteceu alguma coisa?
-Não, só estou com sono. –Uruha disse se enxugando e então saindo do banheiro. Aoi tomou seu banho, Uruha já havia se trocado.
-Quantas horas tem que estar lá? – Aoi disse jogando a toalha encima da cama abrindo uma das gavetas, pegando uma cueca.
-O horário de visita é as dez, mas quero chegar antes pra olhar os papeis. – Uruha disse se sentando na cama, olhando Aoi com a cabeça um pouco de lado.
-Vou me trocar e... –Aoi disse e então se virou- Estava olhando minha bunda?
-E não posso? Tem uma bela bunda, eu quero usar ela algum dia. –Uruha deixou um sorriso malicioso estampar seu rosto.
-Quê? Usar? –Aoi disse espantado cobrindo a bunda com as duas mãos, embora agora estivesse de frente para Uruha.
-Não se preocupe eu não quero agora, Mas um dia vou sim. E muito. –Uruha riu e então se levantou. –Vou esperar lá fora, se não eu não vou aguentar ficar te vendo pelado. –Uruha disse e então saiu do quarto. Aoi não demorou a se trocar e então eles saíram.
A viagem até o hospital foi longa e cansativa como Aoi havia imaginado. Uruha parecia bem distraído, durante o caminho não falava nada além de “aham” ou “tá bom”. Logo chegaram ao hospital, Aoi estacionou o carro e antes de sair do carro Uruha ficou ali parado o olhando por um longo tempo.
-Vem comigo? –Uruha disse com expressão triste.
-Vou sim. –Aoi disse tirando o cinto de segurança.
-Se não me deixar depois de hoje vou saber que vou ficar com você por um longo tempo. –Uruha disse se inclinando, acariciando levemente o rosto de Aoi.
-Não vou te deixar. –Aoi acariciou a mão de Uruha o olhando. Logo ambos saíram do carro, indo diretamente para o hospital, Uruha foi à frente e Aoi logo em seguida.
Uruha já havia arrumado alguns dos papeis, mudado as informações necessárias e estava se preparando pra visitar sua mãe.
-Aoi, eu já vou entrar. Não devo demorar. – Uruha disse parentando medo. Havia bastante tempo que não via sua mãe, tinha muito medo de ver ela. No entanto seria muita ingratidão estar lá e não ir vê-la.
-Não quer que eu vá com você? –Aoi disse e Uruha olhou para o enfermeiro que o acompanhava.
-Ele pode vir?
-O que ele é da família? –O enfermeiro o olhou com tédio. Uruha ficou em silencio sem saber o que fazer, ainda com a mesma expressão de medo. –Tá bom, ele pode vir. Mas tomem cuidado, os pacientes não são exibição de circo nem mesmo brinquedo. –O homem disse impaciente, os conduzindo pra dentro da clinica.
-Obrigado. –Uruha disse baixinho olhando Aoi enquanto o enfermeiro mal humorado falava sobre as regras do hospital e os mandava tirar qualquer coisa que poderia machucar os pacientes ou que pudesse ser usado pelos pacientes para machuca-los. Aoi e Uruha fizeram o que foi mandado e então foram conduzidos para a área onde ficavam os quarto.
A mãe de Uruha estava em um quarto acolchoado embora não estivesse vestida com a camisa de força, como os outros paciente internados no mesmo tipo de quarto. Uruha sentia muito medo, a mãe poderia estar muito brava ou quem sabe não se lembrar mais dele. Aoi percebia isso e de um serto ponto também sentia medo por ele.
-Chegamos, quando terminar grita, mas não grita qualquer coisa. Posso achar que é um paciente gritando. –O enfermeiro disse abrindo a porta, o coração de Uruha parecia querer escapar pela boca, mas mesmo assim ele entrou. Aoi segurou sua mão e o acompanhou.
-Tá bem. –Aoi disse vendo que Uruha não falaria nada. O enfermeiro então fechou a porta e se manteve esperando do lado de fora. A mãe de Uruha estava sentada em um canto olhando a quina da parede como se ali estivesse vendo televisão. Uruha apertou a mão de Aoi antes de solta-la e caminhar até a mãe.
-Mãe?-Ele falou baixinho se ajoelhando ao lado dela.
-Cala a boca Kouyou! Estou vendo o noticiário. –Ela disse sem tirar os olhos da parede, Uruha olhou a parede como se tentasse encontrar sentido naquilo.
-Mas eu vim te ver, não sentiu minha falta?- Ele disse baixo com a voz tremula.
-Você vem todos os dias, está sempre aqui. –Ela disse o olhou por um segundo, e por um segundo ele pode ver o pouco de sanidade que existia dentro dela, mesmo ela dizendo algo que não fazia sentido. –Agora fica quietinho e deixa sua mãe assistir o noticiário.
-Tá bom. –Uruha deu um jeito de se sentar ao lado dela, Aoi o observava parado ainda no mesmo lugar. Ainda estava com um pouco de medo, o enfermeiro havia dito também que ela as vezes era violenta e que poderia estranhar a presença dele ali.
-Quem? Quem é você?- De repente a mãe de Uruha o segurou com força pelo braço.
-Sou eu, Kouyou. Seu filho. –Ele disse tentando ignorar a força com que ela o segurava. Não queria chamar o enfermeiro e ter que sedar ela por algo bobo.
-Não é meu filho! Cadê meu filho?-Ela disse se levantando e andando pelo quarto ainda sem perceber Aoi ali. –Onde está meu filho? Onde ele foi? Ele pegou meu filho, ele levou meu filho de mim. –Ela dizia com desespero se encolhendo no centro do quarto, tremendo.
-Ninguém levou embora, eu estou aqui mãe. Sou eu, eu estou aqui. –Uruha disse se levantando, a olhando no mesmo lugar.
-Não! Não! Não! –Ela deu mais um berro e olhou para frente, vendo Aoi ali parado encostado na porta. Ela se levantou aos pouco parecendo mais calma e então caminhou até Aoi. –Y-UU? –Ela disse levando as mãos ao rosto de Aoi o segurando.
-Lembra-se dele?-Uruha disse incrédulo, como ele não conseguia se lembrar de Aoi e a mãe dele com problemas mentais conseguia se lembrar dele?
-Meu filho! Meu filho voltou! –Ela disse com lagrimas escorrendo por seu rosto. – Ele não levou ele embora. Homem mal, sangue nas mãos. – Ela disse voltando a entrar em desespero, soltando o rosto de Aoi, olhando as mãos. – HOMEM MAL, SANGUE NAS MÃOS. HOMEM MAL, SANGUE NAS MÃOS. HOMEM MAL, SANGUE NAS MÃOS... –Ela dizia repetidas vezes, berrando enquanto olhava as mãos e voltava para o canto da sala onde estava encolhida anteriormente.
-Enfermeiro! – Uruha caminhou com passos duros até a porta gritando, não queria ficar mais ali, nem mesmo submeter Aoi a mais uma das crises de sua mãe. Não queria mais ficar sozinho, não queria que Aoi também o deixasse.
-Estou aqui. –O enfermeiro disse abrindo a porta deixando que eles saiam. –O que tá acontecendo? Ela tem que ser sedada.
-Não, ela vai se acalmar logo. Ela vai assistir o noticiário. –Uruha disse e então o silencio voltou, o enfermeiro olhou pra dentro da sala e lá estava ela sentada, assistindo sua televisão imaginaria. O enfermeiro ficou surpreso e então os levou de volta pelo mesmo caminho que fizeram. Uruha segurava a mão de Aoi com força, suas mãos estavam geladas e tremulas.
-Eu estou aqui. –Aoi sussurrou e deu um leve beijo nas costas da mão de Uruha. O enfermeiro os entregou seus pertences e eles voltaram para o carro.
Antes de dar a partida no carro Aoi olhou para Uruha durante algum tempo, sua respiração estava acelerada como se havia corrido quilômetros e quilômetros de distancia.
Notas finais
Bem, espero vcs no proximo!
Kizus ;*
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