Notas iniciais
Enrolei pra postar, mas ainda não fiquei tão atrasado. É um milagre por que minha ultima fic eu acabava postando um capitulo por mês.. rsrsrs. O Hipnos tambem não pode falar muita coisa, tá pra nascer cara mais enrolado que ele.
Ficou curto, mas espero que dê pro gasto.

A parte da manhã passou voando, Aoi foi ao seu apartamento arrumou as coisas, ficou um tempo distraído com sua guitarra. No horário do almoço sua mãe lhe levou comida como se soubesse que se não levasse Aoi fosse comer qualquer coisa não saudável. Logo depois do almoço Aoi ficou por um tempo encarando o telefone na parede da cozinha, pensando se seria chato de mais se ligasse pra Uruha. Havia ligado no dia anterior e fazia apenas dois dias que haviam se visto, mas Aoi estava inquieto e ansioso, tinha que vê-lo e lhe perguntar se ele se lembrava de alguma, qualquer coisa que ajudasse a ele próprio a se lembrar.

-Não custa nada arriscar. –Aoi se levantou e caminhou até o telefone, discando o numero de Uruha, o telefone chamou duas ou três vezes e então a voz sonolenta de Uruha em meio a um bocejo soou do outro lado da linha.

-Alo? –Uruha disse sem controlar o bocejo já que havia acordado a pouco tempo.

-Oi Uruha, é o Aoi.

-Oi Aoi, como se sente?

-Bem, te acordei? –Aoi disse sem jeito mordendo os lábios. Uruha deu uma risada do outro lado e então falou.

-Não, já tinha acordado, mas eu estava com preguiça de levantar. –Uruha fez uma pausa e então espreguiçou. –E você, não devia estar descansando?

-Eu já estou bem. Que horas você trabalha?

-Agora eu começo a trabalhar na casa de shows então vou para o trabalho depois das 21hrs, por quê?

-É que... –Aoi corou mesmo sabendo que Uruha não podia vê-lo. –Eu queria saber se eu poderia ir ai te ver. Eu queria conversar um pouco.

-Pode sim, que horas vem?

-Em uma hora devo estar ai.

-Lembra o caminho?

-Lembro sim. Tchau?

-Tchau, até daqui a uma hora.

-Até. – Aoi disse e então desligou o telefone, tomou banho, se trocou e então saiu de seu apartamento, no corredor pode ver Ruki entrar no apartamento de Reita de forma suspeita, Ruki o olhou e acenou discretamente pra que Aoi se aproximasse.

-E ai? Você melhorou? –Ruki sussurrava.

-Melhorei sim, mas por que tá sussurrando?- Aoi disse também sussurrando sem nem mesmo saber os motivos, mas pensou que era o certo a se fazer.

-Sai escondido e fui buscar uma coisa no meu apartamento. E como Reita ainda deve estar dormindo prefiro que ele não acorde se não vai ficar bravo comigo. Ontem eu briguei com ele por algo como isso e mesmo sem motivo algum ele poderia achar conveniente ficar bravo com isso. –Ruki argumentou e então foi surpreendido por um par de mãos em sua cintura.

-O que faz na porta? –Reita disse bocejando enquanto o puxava pra perto.

-Falando com Aoi. –Ruki apontou Aoi e ele acenou.

-Oi Aoi, não tinha lhe visto ai. –Reita bocejou mais uma vez e prosseguiu. –O que veio fazer aqui?

-Er... Minha mãe me pressionou a avisar todo mundo que eu estou bem, só que tenho que sair agora então se verem o Kai pode avisar ele por mim? – Aoi se justificou, vendo o alivio de Ruki.

-Agente avisa sim. –Reita disse arrastando Ruki pra dentro.

-Vou indo, até. –Aoi se despediu seguindo novamente seu caminho. Sozinho o caminho para a casa de Uruha parecia mais longo, no entanto achou que isso seria conveniente pra que pudesse pensar em como tocaria no assunto, sobre o que falaria com ele e coisas do gênero.

Ao sair do carro deu uma ultima olhada na própria roupa, ajeitou o cabelo e seguiu até o portão. Não conseguia encontrar a campainha ou interfone e não sabia ao certo se seria indiscreto grita-lo, então pegou o celular e ligou para Uruha.

-Estou aqui na porta. –Ele disse e resfolegou se sentindo como se fosse um primeiro encontro.

-Pode entrar tá aberto. –Uruha disse e então a porta se abriu. Aoi abriu o portão e entrou indo até porta onde Uruha estava o esperando.

-Oi. –Aoi disse sem jeito.

-Oi, entra. –Uruha disse o puxando pra dentro, embora estivesse só de cueca e com uma blusa que praticamente cobria a cueca que vestia dando impressão que fosse a única peça de roupa, Uruha tinha arrumado o cabelo e se maquiado assim que soube que Aoi ia visita-lo.

-Minha mãe hoje de manhã me fez fazer uma vasilha de bolo pra trazer pra você. –Aoi disse corado ao chegar na sala com Uruha, o entregando uma sacola.

-Sua mãe? –Uruha disse pegando a sacola olhando a vasilha dentro dela.

-É que comentei com ela antes de passar mal que você tinha gostado do bolo dela. – Aoi ficou ainda mais corado e coçou a cabeça. –Ela sabe da gente. – Aoi desviou o olhar e Uruha deu uma risada.

-Se sua mãe te fez trazer bolo pra mim então acho que ela não liga, né? – Uruha disse contendo os risos.

-Ela não liga.

-Ela é legal. Esse vai ser meu café da manhã. Come comigo? –Uruha sorriu e apontou a vasilha.

-Café da manhã? Agora que vai comer?

-É que acordei a pouco tempo. –Uruha disse envergonhado. – Você vem ou não comigo comer?

-Eu já comi. –Aoi disse e o acompanhou até a cozinha, Uruha colocou a vasilha sobre a mesa e pegou duas xicaras de café.

-Pelo menos o café vai tomar né? – Uruha disse o entregando a xicara e se sentando e começando a devorar o bolo. Aoi pegou a xicara e se sentou também. –Aconteceu alguma coisa? É que disse que queria conversar. –Uruha dizia um pouco embolado devido a boca cheia, e parecia também bastante distraído com o bolo.

-É eu queria conversar sobre umas coisas.

-Sobre quais coisas?

-Três coisas, uma delas é o passado. Não consegue mesmo se lembrar de mim? Esses dias isso me incomodou mais do que alguns problemas que tive.

-Desculpa Aoi, mas não lembro. Agente devia ser muito novo. – Uruha argumentou e tomou o café.

-Esse é o problema, não éramos tão novos a ponto de esquecer com essa facilidade. Minha mãe deve ter razão, o que aconteceu deve ter afetado você também.

-Tá me chamando de afetado? –Uruha ergueu uma das sobrancelhas e colocou uma das mãos na cintura fazendo Aoi dar uma risada alta.

-Não, imagina. Mas eu queria saber o que aconteceu. –Aoi ficou sério e Uruha também enquanto encarava a xicara de café.

-Sabe Aoi, tem muita coisa que eu prefiro não lembrar, coisas que aconteceram e que deviam ser esquecidas. Mas essas coisas sempre voltam. Se você esqueceu e eu também é por que não eram coisas que deviam ser lembradas.

-Foi o que minha mãe disse.

-Eu queria poder esquecer mais um bando de coisa. –Uruha suspirou e tomou o resto do café. – E tem uma coisa! Eu não me esqueci de você completamente, querendo ou não quando te olhei bem nos olhos tive a sensação de já te conhecer. E agora é isso que importa, nós nos encontramos de novo. – Uruha e Aoi então ficaram pensativos. –Quais as outras coisas sobre o que quer conversar. –Uruha se levantou rompendo o silencio que havia ficado, foi até a pia e então começou a lavar a xicara que havia tomado café e a vasilha onde estava o bolo.

-Sobre nós. –Aoi disse em um impulso sem pensar e nem mesmo ter tempo pra ter medo. – Eu nunca tive um relacionamento longo, as vezes eu não me dava bem com a garota ou ela morava longe e eu não me dispunha de vê-la com frequência, as coisas sempre esfriavam por que eu deixava isso acontecer. E como já sabe eu ia me casar, era um casamento forçado e por isso foi algo complicado.

-Você estava quase chorando no dia que te conheci, deve ser por que tinha bebido, mas era visível que a vontade de não ter que se casar.

-Acho que se aquele papel não tivesse agarrado em mim e o Ruki não tivesse visto ele e cismado em contratar uma streeper eu teria seguido em frente com o casamento.

-Mas sua noiva não foi se casar com outro?

-É mesmo. Mas mesmo assim, os outros me falaram que eu não devia casar assim com alguém estranho, mas eu fiquei em duvida. Depois que me disse o que fazer que eu tomei coragem.

-E o que isso tem a ver com nós dois? –Uruha disse se virando e oferecendo a ele mais café.

-Bom... –Aoi recusou o café e se levantou indo até a pia e levando a própria xicara. –Eu ia me casar por causa da minha mãe, mas no fundo o que eu queria era algo constante, algo durador. –Aoi se virou olhando Uruha a que estava em seu lado. –O que eu quero mesmo saber é se você também quer algo assim.

-Geralmente meus namorados fogem quando descobrem que tenho que cuidar da minha mãe. –Uruha disse um pouco surpreso, quando Aoi começou a falar sobre seus relacionamentos acreditava que ele fosse dispensa-lo.

-Eu não vou fugir por que tem que cuidar da sua mãe. –Aoi disse franzindo o cenho. – Acho que é mais um motivo pra eu não fugir. Afinal você pode precisar de mim.

-E eu não quero que fuja, também quero algo constante. Faz eu me sentir mais normal. –Aoi o envolveu pela cintura e o puxou pra junto de si deixando seus corpos se encostarem.

-Você é normal. –Aoi disse e então o beijou com calma sentindo os dedos compridos de Uruha entrelaçar seus cabelos e o acariciar antes de afasta-lo de si.

-Qual era a ultima coisa que ia dizer? Disse que eram 3 coisas. –Uruha o olhava ainda o abraçando.

-É sobre a banda, não quero estragar as coisas com os outros então nosso relacionamento não pode interferir nas coisas com a banda. –Aoi disse o abraçando mais forte, sentir o corpo de Uruha contra o seu era algo viciante, queria senti-lo por inteiro.

-Não vai, eu prometo!

-Então tudo resolvido? E eu achando que a parte difícil seria contar pra minha mãe. Quase vomitei meu coração na hora que eu estava falando.

-Ainda bem que não vomitou. –Uruha riu e voltou a beija-lo, Aoi deslizou as mãos pelas costas de Uruha apertando seu bumbum e segurando seus corpo junto ao dele. –Aoi, espera. Hoje não dá, tenho que trabalhar.

-Mas não vai só de noite?

-Mas não quero ficar vermelho. –Uruha fez uma pausa e então sorriu com malicia levando a mão no volume entre as pernas de Aoi, o apertando de leve. –Mas posso dar um jeito nisso. –Uruha se abaixou o olhando enquanto abria de vagar o zíper da calça de Aoi e colocava seu membro pra fora. –Sabia que esses dias tenho me masturbado pensando em você? – Uruha disse e então lambeu o membro de Aoi passando a língua pelos testículos até a glande. Aoi o acariciou o rosto sentindo a língua quente e molhada de Uruha em seu membro, deixando um gemido baixinho escapar.

-Eu diria o mesmo se não tivesse passado mal. Mas senti falta de você. –Aoi disse fazendo Uruha sorrir antes de lhe abocanhar o membro e lhe fazer dar um alto gemido. Uruha envolveu o membro dele com a língua sugando com força, fazendo um alto barulho enquanto movia a cabeça em vai e vem, fazendo o membro de Aoi deslizar por sua língua até sua garganta.

Notas finais
Bom, final vago de novo. Mas o próximo capitulo vai pega fogo, então não leia sem um lenço ou um extintor de incêndios!
Obrigado por ler ;)