Poison
12 Desde sempre
Notas iniciais
Bom, deixando as bobeiras de lado. Esse capitulo é o mais curto de todos, dei uma boa travada esses dias mas pra compensar estou postando esse capitulo hoje e na sexta posto outro que tambem vai ser curtinho.
To fazendo assim tambem por que não quero terminar poison logo, to sem objetivos póstumos e por isso não quero acabar ela logo.
-Eu que pergunto. Na verdade tenho feito muitas perguntas e não tenho conseguido nenhuma resposta. Mas me responde pelo menos esta. –Aoi disse e caminhou com passos fortes até Uruha e então colocou a foto sobre a mesa de forma bruta, assustando os demais com seu comportamento. –Por que você tem uma foto de nós dois juntos se não se lembra de mim?
Uruha arregalou os olhos surpreso e engoliu em seco pegando a foto que havia sido deixada sobre a mesa e a olhando, suas mãos tremiam e qualquer um ali poderia notar seu nervosismo tanto quanto a irritação de Aoi.
-Aoi, nós estamos indo nessa. Depois trazemos suas roupas. –Ruki disse se levantando e pegando Reita pela mão que o acompanhou com a mesma expressão de espanto que havia feito ao presenciar a forma como Aoi havia colocado a foto na mesa.
-Mando noticia se eu encontrar nossas roupas. – Aoi disse ainda mantendo seus olhos em Uruha, ele parecia realmente bravo de forma que ninguém havia o visto antes. Logo pode se ouvir a porta da frente ser aberta e fechada com alguns sussurros de Reita e Ruki que estavam saindo, Uruha permanecia em silencio observando a foto.
-Não vai me responder? –Aoi gritou batendo na mesa fazendo Uruha se assustar e voltar sua atenção pra ele.
-Por que mexeu nas minhas coisas? –Uruha disse baixinho.
-Não muda de assunto! –Aoi disse ainda em tom alterado.
-Eu falei que não era pra mexer nas minhas coisas, você prometeu não mexer. –Uruha disse caminhando com passos rápidos pelo apartamento até o armário onde estava a caixa de onde a foto havia saído.
-Isso é irrelevante, a questão é que você sabe alguma coisa e não quer me contar. –Aoi disse o seguindo, Uruha se abaixou próximo a caixa que estava jogada ao chão com algumas coisa espalhadas, ele as juntou e colocou a foto novamente na caixa.
-Como eu ia saber que esse na foto era você? –Uruha disse perdendo a paciência, olhando Aoi ainda abaixado.
-Como assim? Olha bem pra minha cara. Além disso, tinha meu nome escrito atrás da foto. – Aoi disse impaciente, aquilo o incomodava de uma forma além de sua compreensão e de alguma forma se sentia incompleto por não saber do passado.
Uruha permanecia em silencio, seu rosto estava vermelho e suas mãos ainda tremiam, logo ele se levantou e colocou a caixa no lugar e passou a caminhar de forma apressada em direção ao quarto, Aoi o seguiu também apressado e bastante alterado.
-Não vai me falar nada? –Aoi falava alto enquanto Uruha tentava ignora-lo e caminhava até o guarda roupas o abrindo e pegando um casaco se enfiando rapidamente dentro dele. –O que vai fazer fugir de mim? –Aoi disse o olhando, Uruha permaneceu em silencio e tentou passar por ele, mas Aoi fechou a porta rapidamente.
-Me deixa passar Yuu, não vou ficar aqui nem mais um segundo. –Uruha tentou passar novamente mais Aoi logo se impôs em frente a porta e a trancou.
-Não enquanto falar o que sabe pra mim. –Aoi disse o olhando tentando manter contato visual, mas Uruha não o olhava.
-Então vai me manter preso agora? Que maravilha, eu queria um namorado e acabei ganhando um carcereiro. –Uruha dizia e então se afastava de Aoi tirando novamente o casaco e o jogando com brutalidade sobre a cama.
-Não sou carcereiro, só quero saber o porquê tem aquela foto, por que não me falou sobre isso e por que mentiu pra mim quando fui te perguntar se você lembrava-se de alguma coisa? Eu tenho o direito de saber o que sabe sobre mim. – Uruha se sentou na cama o olhando sério, cruzando as pernas.
-Nome, Shiroyama Yuu, tem cabelos pretos, mede um metro e setenta? Não sei, mas acho que é isso. Faz aniversário em janeiro, gosta de café e é uma delicia na cama. –Uruha o olhou erguendo uma de suas sobrancelhas, ainda bem sério. –É o que eu sei.
-Não finge que não sabe do que eu estou falando. Quero que me fale sobre a porra daquela foto! – Aoi disse impaciente passando uma das mãos pelos cabelos. – Pelo menos me diz se você se lembra de mim? – Uruha ficou em silencio por algum tempo, Aoi se aproximou dele e se sentou também na cama.
-No inicio não. –Uruha disse baixo olhando pra baixo, Aoi abriu a boca, mas antes que começasse a falar Uruha continuou. –Quando te vi olhando pra mim naquela porta eu sabia que já tinha te visto em algum lugar, mas não me lembrava de você. Pra falar a verdade só me lembrei a pouco tempo, quando fui arrumar minhas coisas pra vir pra cá eu vi aquela foto. Não sei por que tenho ela, mas achei que fosse melhor se não soubesse. Por isso eu estava escondendo aquela caixa.
-E se lembra do que acontece? Pra não nos lembrarmos? –Aoi disse e Uruha balançou a cabeça positivamente ainda olhando pra baixo enquanto lagrimas escorriam por seu rosto.
-Tudo que eu queria era poder esquecer, começar a vida de um ponto novo. Mas agora que lembro não tem mais volta, tenho que conviver com isso. – Uruha disse com voz fraca, fungando. –Se eu não te falei foi por que assim seria melhor pra nós dois, por que não quero que olhe pra mim e se lembre de coisas ruins.
-Tudo bem. –Aoi levou a mão a seu rosto, lhe enxugando as lagrimas que escorriam. Mas foi surpreendido por um tapa em sua mão.
-Não Aoi, você foi grosso comigo. –Uruha se levantou bravo e caminhou até a porta e tentou a abrir, dando um arranque.
-Está trancada. –Aoi disse o olhando ainda sentado na cama.
-Cadê a chave? –Uruha disse impaciente se virando.
-Eu te dou a chave se me desculpar por ter sido grosso com você.
-Isso não vai ser tão fácil, você me fez chorar. – Uruha cruzou os braços e se sentou no chão próximo a porta como uma criança birrenta. Aoi se aproximou dele e se abaixou o olhando.
-Me perdoe? Tente entender, é complicado não me lembrar dessas coisas, sinto como se faltasse alguma parte de mim. Por isso tenho tanta ânsia de me lembrar do passado.
-Então escolhe. –Uruha disse bravo. –O passado ou eu, por que se você lembrar não vai me querer mais na sua vida.
-Não tem outro jeito então, vou ter que deixar isso de lado, eu não posso ficar sem você, ai sim me sentiria mais do que incompleto. –Uruha o olhou já não tão bravo, mas ainda sério.
-Vai confiar em mim e esquecer-se dessa bosta? – Uruha o olhava fixamente nos olhos, por mais que tentasse fugir daqueles olhos Aoi jamais conseguiria, seus olhos se prendiam aos dele com um magnetismo incomum.
-Eu vou tentar. –Aoi disse, queria dizer que iria esquecer, mas não seria sincero. Uruha ficou emburrado novamente e lhe virou o rosto.
-Por enquanto vai servir, mas se não esquecer eu vou embora.
-Eu não quero que vá embora. –Aoi disse o fazendo se deitar no chão e se ajeitando sobre seu corpo, Uruha ainda estava sério e o olhava fixamente. Aoi segurou seus pulsos contra o chão e lhe beijou com carinho o pescoço o fazendo deixar escapar um riso baixo. –Me desculpa?
-Tudo bem Yuu. –Uruha disse lhe afagando os cabelos passando uma das pernas em sua cintura. –Eu te amo, não quero te machucar.
-Também te amo. Desde a primeira noite que passou comigo.
-Eu te amo desde sempre. –Uruha disse sério se soltando dele, indo novamente até a porta tentando abri-la. Aoi tirou a chave do bolso o olhando.
-Não vai sair né? Ainda chove muito.
-Não me importo, eu quero ficar sozinho. –Uruha disse indo até ele pegando a chave e então abrindo a porta.
-Vai ficar tudo bem? Vamos voltar ao normal?
-Sim, só quero ficar sozinho um tempo.
Fale com o autor