Notas iniciais
Espero que gostem de mais um capítulo, foi muito bom escrever e vocês finalmente saberão se o beijo deu algum resultado. Recebo comentários lindos na fic e sempre me emociono muito.

Emma não era capaz de escutar mais nenhum som naquele quarto, já que seu coração acelerava de uma maneira que ela não conseguia mais se controlar. Se o beijo não desse certo ela não sabia mais o que faria para salvar Regina. Mais um dia que a morena passava desacordada naquela cama de hospital cortava o coração da loira.

Delicadamente Emma foi se aproximando para poder dar um beijo em Regina. Assim que os lábios de Emma se encontraram com os de Regina, uma força mágica irradiou por todo o quarto, o que deu uma chama a mais de esperança para Emma, já que ela se lembrou que ela havia se sentido desse jeito apenas uma vez na vida. Uma sensação semelhante que havia sentido quando tinha acordado Henry da maldição do sono.

Estar ali naquela expectativa fora torturante para a loira. Aqueles segundos que pareceram horas estavam atormentando Emma. Então será que isso significava que teria o beijo funcionado com Regina? Será que o beijo do amor verdadeiro iria funcionar? Regina iria acordar de uma vez por todas e se salvar?

As lágrimas da loira já salpicavam em seu rosto, mas apenas aumentaram de intensidade quando reparou que os olhos de Regina finalmente se abriram. Os seus olhos, aqueles belos olhos castanhos enfim estavam abertos para a vida novamente.

- Você me acordou? — perguntou Regina fracamente. Sua voz era rouca, provavelmente causada pelos dias em que teve um tubo em sua garganta para auxiliar sua respiração.

Seus olhos não desgrudaram dos de Emma em nenhum momento. Foi como se alguma conexão tivesse sido estabelecida entre elas duas. Não eram apenas duas pessoas apaixonadas, conseguia ser algo bem mais profundo. Emma a tinha acordado com um beijo de amor verdadeiro. Por um tempo ela não conseguiu esboçar nenhuma reação, apenas olhava Regina com lágrimas em seus olhos. Então, Regina foi surpreendida quando a loira a puxou para um abraço bem apertado.

- Regina... — soluçava Emma agarrada a uma Regina estática. — Regina, você nunca mais faça isso novamente. Você não sabe quanto medo nós tivemos de te perder. Henry sentiu medo de perder a mãe dele. Olhar para você tão vulnerável nessa cama de hospital foi muito difícil para mim. Eu sofria por cada dia que passava e eu não te via acordar. Já não sabia mais o que responder para o nosso filho quando ele perguntava se você iria ficar bem. E eu me questionava sobre isso todos os dias de minha vida. Mas, será que você pensou em Henry quando fez esta besteira? Passou por sua cabeça que faria seu próprio filho sofrer? Você não podia nunca ter atentado contra sua vida.

Regina desviava o seu olhar para outro ponto do quarto, mas o que menos queria era ter que encarar Emma enquanto ela lhe falava aquelas coisas. Ela sabia que a xerife tinha razão de estar lhe dizendo tudo isso. Sabia que não poderia ter desistido de sua vida, apenas porque julgava o certo a se fazer. Não era o certo e ela tinha descoberto isso da pior forma possível. Seus olhares se cruzaram mais uma vez e Regina pode ver as lágrimas os olhos verdes de Emma.

Não havia se dado conta, mas as lágrimas já escorriam sem reservas por seu rosto. Emma puxou o rosto de Regina novamente onde plantou um selinho. O beijo foi cortado por um soluço que saiu dos lábios de Regina.

- Regina, não se preocupe. Está tudo bem. — disse Emma tornando a abraçar a morena que chorava copiosamente em seus braços. Ela não sabia o que fazer, apenas traçava círculos suaves em suas costas para ver se conseguia acalmá-la.

- Emma, por que minha mãe está chorando? — perguntou Henry que só agora conseguia encontrar suas palavras. Em seu olhar tinha um misto de alívio por ter sua mãe acordada e preocupação pelo choro repentino. Ele tinha medo dela tentar o suicídio novamente.

- Henry, está tudo bem. Sua mãe precisa desabafar um pouco. Espere lá fora que quando sua mãe se tiver mais calma você pode vê-la.

- Emma, por favor, não me peça isso. Eu quero saber se ela está bem. Deixe-me ficar aqui.

- Garoto, eu já lhe disse para esperar lá fora. Por favor, só me obedeça. Daqui a pouco você irá estar em seus braços.

Henry sabia que não iria ter como discutir com sua mãe e saiu do quarto deixando as duas a sós. Regina enterrou sua cabeça nos peitos de Emma e elas ficaram em silêncio, onde apenas os lamentos da morena puderam ser ouvidos. Algum tempo depois, o choro de Regina finalmente cessou e Emma falou com ela novamente.

- Hey, está tudo bem. — disse limpando as lágrimas do rosto de Regina. — Só não me faça mais passar por tudo isso novamente.

Regina assentiu e ficou abraçada a Emma. O calor dos braços de sua amada a fazia tão bem como ela nunca pensou que fosse se sentir novamente.

- Emma, eu posso ver Henry agora? Eu quero abraçá-lo novamente.

Quando Emma se preparava para responder, a porta do quarto do hospital se abriu e Dr. Whale entrou.

- Boa tarde xerife. Boa tarde Regina. Vejamos que já recobrou a consciência. Henry acabou de me avisar e preciso fazer alguns exames para ver se está tudo bem.

O médico caminhou até a cama de Regina e fez uma série de testes e constatou que a morena tinha milagrosamente se recuperado sem nenhuma sequela.

-Regina, você nasceu de novo. Se Emma não tivesse lhe salvado, talvez fosse tarde demais para você. — Regina olhou tristemente para Emma e percebeu o quanto ela havia feito a loira sofrer. — Regina, você se recuperou milagrosamente e sem nenhuma sequela depois te ter sofrido três paradas cardiorrespiratórias. Mas, ainda ficará mais alguns dias internada até que se recupere bem e esteja apta para seguir com sua vida. — concluiu o médico ao sair do quarto.

- Dr. Whale, me espere. Eu vou aproveitar e ir tomar um café. Deixarei Regina a sós com Henry para que eles possam conversar. — falou dando uma leve piscadela para a morena.

- Obrigada Miss Swan. — disse Regina chamando a loira com formalidade. Obviamente Regina não mudaria seus comportamentos da noite para o dia. Foi o que Emma pensou ao sair do quarto junto com Dr. Whale.

Regina ficou sozinha no quarto enquanto esperava para poder falar com seu filho. Sentia-se com vergonha dele, por ter desistido de sua vida sem pensar como Henry se sentiria. E ela sabia como eles tinham sofrido durante os dias que ela passou desacordada. Foi desperta de seus pensamentos quando seu filho abriu rapidamente a porta do quarto e correu em sua direção a envolvendo em um delicioso abraço.

- Henry... — disse Regina passando suas mãos por rosto do menino. — Você pode me perdoar? Eu não queria que você sofresse e eu não pensei em você quando eu...

- Hey, não precisa completar. Só não faça nada parecido novamente. Eu senti muito a sua falta. Você é a minha mãe. Eu posso ter errado muito com você, mas no fim do dia é a sua palavra que eu quero escutar antes de dormir e é o seu abraço que eu quero sentir todos os dias. Eu te amo mãe.

— Eu também te amo muito meu filho. Eu quero poder ser a mãe que você tanto precisa. Eu quero participar de tudo sobre sua vida. — soltou um sorriso tímido.

- Você já é a mãe que eu preciso. Eu que me dei conta um pouco tarde, mas creio que ainda dá tempo para eu te tratar como a mãe que você merece ser.

- Você me perdoa por eu ter desistido de tudo sem pensar em mais nada? — perguntou Regina deixando uma lágrima solitária por seu rosto.

- Claro que eu perdoo mãe! — Henry secou a lágrima de Regina.

x.x.x

Algum tempo depois Emma entrou no quarto de Regina e se emocionou com o que viu a sua frente. Henry deitado no colo de sua mãe enquanto ela levemente bagunçava o cabelo de seu filho. Ninguém reparou que ela estava no recinto, eles estavam entregues a emoção do momento.

- Regina, será que podemos conversar um pouco? — questionou Emma quebrando o silêncio confortável entre mãe e filho. — A sós. — completou.

- Sim Miss Swan. — respondeu Regina com um leve sorriso. — Henry, depois nos nós vemos.

- Garoto... Mary Margareth está lhe esperando na sala de espera. Vá fazer um lanche e depois você volta para ficar com sua mãe.

- Até logo mãe! — Henry deu um beijo na bochecha de sua mãe e saiu do quarto.

- Quer conversar sobre o que? — perguntou Regina se ajeitando na cama.

- Sobre você. Estava conversando com Dr. Whale e ele disse que seu estado físico perfeito, mas ele acha melhor que a partir de agora você tenha acompanhamento psiquiátrico e psicológico.

- Acompanhamento psiquiátrico e psicológico? Ele não pode estar falando sério. — desdenhou Regina.

- Regina... São normas do hospital que você entre em tratamento depois de tudo o que aconteceu. — Emma tentou explicar, mas foi interrompida por Regina.

- Eu não vejo o porquê de tudo isso. Eu não preciso de tratamento Miss Swan. Eu estou perfeitamente bem.

- Não Regina. Pare com isso! — explodiu Emma. — Você não está bem. Será que você não entende? Você precisa de ajuda porque você tentou se matar. Não está internada nesse hospital porque sofreu algum tipo de acidente ou por uma doença. Você tentou tirar sua vida. Você quis acabar com tudo. — disse com um só fôlego. — Fui eu quem te encontrei, mas você não pensou em nada quando ingeriu aqueles malditos comprimidos com a porra da bebida alcoólica. Você não pensou em nada e nem em ninguém. Só em você. Será que seu filho passou alguma vez por sua cabeça quando você decidiu se matar? Aliás, você chegou a imaginar que poderia ter sido Henry a te encontrar desacordada. Já pensou que eu poderia não ter te encontrado e que poderia tudo ter sido tarde demais. Eu não quero pensar nisso. — chorando, Emma passou às mãos pelo rosto de Regina que a essa altura chorava também. — Imagina quanto Henry ficaria traumatizado se ele te encontrasse morta em seu quarto. E quanto à terapia, eu não quero discussões. Eu estou dizendo que você vai fazer essa terapia porque eu já decidi isso e ninguém mudará minha opinião. Regina... — Emma fez carinho no rosto de Regina. — Não é fraqueza admitir que precise de ajuda. Isso é ter força Regina. Eu preciso tanto que confie na força que eu sei que você tem. Confie em você, mas para isso você precisa de ajuda. Por favor, eu preciso que confie em mim.

- Você me salvou. — Regina tornou a repetir. — Eu nunca pensei que eu era digna do amor de ninguém, mas você me salvou com um beijo. Isso nunca tinha acontecido comigo antes. Sempre disseram para mim que o amor era uma fraqueza e eu passei a acreditar isso com todas as minhas forças. — soluçou Regina. — O amor acaba sendo tão difícil para mim que eu acabo afastando todas as pessoas que eu amo. Mas, não é o que eu quero. Ficar sozinha é a pior coisa que pode acontecer a qualquer pessoa. Eu não quero mais ficar sozinha. Por favor, eu quero que faça companhia para mim todos os dias de minha vida, mas é complicado para eu lidar com outras pessoas. Eu acabo repelindo todos com quem convivo. — disse Regina olhando fixamente para Emma. — Você pode me ajudar e me perdoar por tudo o que eu fiz?

- Regina, eu já perdoei, mas nunca mais eu quero que faça besteiras sem pensar antes. Você não sabe o que nós passamos durante esses dias que você ficou desacordada.

- Emma, eu sei tudo o que vocês passaram, porque eu vi tudo. — confessou Regina timidamente enquanto passava suas mãos pelo rosto de Emma.

Notas finais
Aí, gostaram do capítulo?? Mereço reviews?? Estão gostando da fic?? O que acharam do beijo da Emma?? Enfim, comentem que seus comentários enchem o meu dia de alegria.