Please! Stop To My Life!

4 Emma´s moment of reflection


Notas iniciais
Quero primeiramente agradecer a Emma pela sua belíssima recomendação. E um obrigada também a Inês que enviou a recomendação em nome da Emma.
AMEEI,todos os comentários que eu recebi.
O cap de hoje, como eu sofri para escrever,porque ele foi todo centrado na Emma, espero que tenha ficado bom.

Aquele ambiente era escuro, absurdamente tenebroso. Emma Swan estava sozinha, como que se procurasse algo que nem ela mesma sabia o que era. O que tornava tudo aquilo mais angustiante, mais desesperador. Sombras desconexas, figuras sem forma alguma, era uma corrida contra o tempo. Aliás, existia o tempo no lugar em que se encontrava? Emma Swan corria atrás daquelas criaturas estranhas, mas quanto mais se aproximava delas, mais elas se afastavam. E num momento seguinte, muda-se aquele cenário macabro para um lugar mais calmo. Árvores frutíferas para todo o lado, um lago de águas cristalinas, e ainda assim, uma sensação esquisita. Tudo ali estava estranhamente no lugar, como que fosse cenário de um jogo de xadrez da vida real. Tudo aquilo dava para aquele lugar uma conotação tão falsa, mas ao mesmo tempo verdadeira.

Descalça, ela passava pelas árvores, mas as mesmas pareciam fazer parte de um labirinto tortuoso, já que por mais que ela andasse a sensação de não conseguir sair do lugar a perseguia. Então, começou a correr, seu suor confundia-se com as lágrimas que escorriam pelo seu rosto. Ela parou para tentar recuperar o ar de seus pulmões e não havia conseguido sair do lugar. Mais tentativas, e nada que conseguisse descobrir, nenhuma evidência do lugar que ela se encontrava. Será que existia mesmo? Ou seria tudo uma peça de sua cabeça? Até que no horizonte conseguiu avistar placas de concreto milimetricamente uma do lado da outra. Emma focou sua visão, e elas pareciam lápides. Eram lápides! Estranhamente em segundos ela chegou perto daquele lugar, como que se tivesse sido transportada para lá. Sim, eram túmulos ao seu redor, mas sempre que se abaixava para se tentar ler alguma coisa, não conseguia, afinal, os nomes eram borrados.

De repente, Emma estava de volta ao ambiente escuro. Todas as sombras pareciam pedir sua ajuda, clamavam desesperadamente por qualquer tipo de ajuda. Alguns desses espectros agora circundavam ao seu redor, com uma espécie de lamúria, um choro angustiado. Suas tentativas de agarrar aquelas almas eram falhas, nada conseguia, pois suas mãos passavam por dentro do espectro, não conseguia se firmas nelas. Uma neblina começou a subir ali, esbranquiçada, esfumaçada, ela já não conseguia enxergar mais nada a sua frente, respirar também era uma tarefa quase impossível, aquela fumaça intoxicante descia queimando quando ela era inalada, e não havia mais nada que pudesse fazer naquela situação do que Tossir... Tossir... Tossir!

Aquela tosse insuportável a trouxe de volta a realidade, ou seria mais um de seus sonhos esquisitos? Ela esperou seus olhos se acostumarem ao ambiente e olhou ao seu redor. Estava em seu quarto. Toda suada, com as mãos tremendo e com um enorme aperto em seu coração. Foi assim que Emma Swan havia sido desperta naquela noite fria. Nunca havia se sentido daquele jeito. Era uma angústia que queimava latente em seu peito, que era capaz de fazer todo o ar desaparecer de seu corpo. Que foi capaz de deixar suas mãos trêmulas e seu coração palpitando. Respirava fundo na tentativa de recuperar sua calma, mas nada que fazia era capaz de aplacar mau pressentimento que sentia em seu corpo. Seu peito doía. As suas lágrimas já caíam com volúpia enquanto tentava acalmar seu corpo.

Houve várias tentativas frustradas de se tentar dormir, virava de um lado para o outro na cama e seus olhos não se fechavam por vontade própria. Era como se ela estivesse sendo obrigada a ficar desperta por algum motivo. Motivo que ela mesma não sabia qual. Henry. Foi o primeiro nome que veio em sua cabeça. Será que algo estava acontecendo com seu filho? Perguntou a si mesma, ao mesmo tempo em que pulou de sua cama e foi correndo verificar seu filho. Respirou aliviada quando viu seu filho tendo uma tranquila noite de sono. Pelo menos ele parecia estar dormindo pacificamente, enquanto a angústia adentrava cada vez mais em seu coração. Aquele normalmente seria um motivo para acalmá-la. Ver que seu filho estava bem. Não naquele dia, não naquele momento. Algo estava acontecendo e nem ela sabia explicar o que acontecia nas batidas descompassadas de seu coração.

Vendo que não iria conseguir adormecer novamente, Emma foi em direção a cozinha de sua e ferveu um copo de leite, o qual tomou sozinha na penumbra de sua sala. Sem conseguir saber o porquê, as lágrimas caíam por seu rosto com uma enorme volúpia. Por que estava chorando? Por que se sentia daquele jeito? O pouco que ela havia conseguido dormir, ela foi atormentada por sonhos. Sonhos, não, ela fora atormentada por pesadelos. Ou assim ela julgava ser, pois pelo menos os sonhos tinham a aparência de um mau presságio. Eram flashes, era uma espécie de um caleidoscópio desregulado que lhe mostravam imagens desconexas. Imagens embaçadas, ela via algo, mas ao mesmo tempo não conseguia enxergar o que o pesadelo lhe mostrava.

Talvez fosse um terrível tormento, mas como explicar algo que nem ela sabia que tinha sonhado? Como explicar esse devaneio em relação à aflição que tomava conta de seu corpo? Esse sonho esquisito tinha uma relação a como ela se sentia. Mas como ela se sentia? Nem ela sabia explicar a confusão latente em seu coração. Ela não sabia explicar nem a si mesmo, muito menos ia conseguir respostas naquele momento em um sonho desconexo. Suas mãos suavam, seu coração acelerava cada vez mais, e já não conseguia ficar parada num mesmo lugar. Andava de um lado para o outro até que ouviu gritos no andar superior de sua casa. Era seu filho, era ele que gritava desesperado.

- Henry! — pensou alto. — Henry! — foi só o conseguiu pronunciar naquele momento, pois a sensação que seu coração fosse sair pela boca ficava mais forte a cada momento.

Emma subiu aquelas escadas tão rápido, que no topo da mesma parou para recuperar um pouco do ar perdido. Encontrou seu filho sentado na cama com as mãos em seus joelhos e com lágrimas escorrendo pelo seu rosto. Quando ele notou a presença de Emma no quarto ele olhou para sua mãe biológica com uma angústia em seu rosto. Emma se sentou em sua cama e delicadamente limpou as lágrimas de seu filho.

- O que aconteceu criança? — ela perguntou.

- Eu não sei! — respondeu Henry com a voz embargada. — Eu sinto que tem algo errado, e eu acho que é com minha mãe.

- Shhhh Henry! Vai ficar tudo bem. — disse enquanto enxugava as lágrimas de Henry. -Você quer que eu ligue para ela? — disse tentando disfarçar seu nervosismo.

Quando Henry mencionou o nome de Regina, ela sentiu a mesma coisa. O aperto em seu coração aumentou, suas mãos começaram a suar instantaneamente. Sim, definitivamente algo não estava bem com Regina. Resolveu ligar para Regina de costas para Henry, pois assim quando o telefone somente tocava, ela pode extravasar sua preocupação através de lágrimas, mordidas de lábios, testa franzida. Toda a conversa de mais cedo voltou à cabeça de Emma. Emma se recordava perfeitamente de Regina pedindo para matá-la. E Emma sabia que a morena não estava mentindo, pois ela só tinha visto verdade em tudo o que ela lhe falava. Ela não havia a matado, e recusou toda aquela loucura que pairava na cabeça da mãe adotiva de Henry. Mas, nada impedia dela correr atrás de outra pessoa, ou até dela mesmo fazer alguma coisa.

- Será que Regina havia tentado contra sua vida? Não! Regina não faria isso! — pensou. — Ela faria! Pelo menos essa Regina desesperada que veio em minha porta pedindo que eu a matasse. Se ela já não encontrou alguém que atendesse o seu pedido, ela pode ter tentado contra sua própria vida.

Emma já estava em sua décima tentativa de falar com Regina, mas sem nunca obter nenhuma resposta. E infelizmente aquela ideia continuava permeando sobre a cabeça da xerife. Regina havia tentado alguma coisa. Ela já devia ter atendido este telefone. Emma pensou consigo mesma. O seu sofrimento ainda ficava pior quando Henry murmurava algumas palavras desesperadas que Emma não foi capaz de entender naquele momento. Emma colocou o telefone de volta em seu lugar e voltou a falar com Henry.

- Eu vou atrás de sua mãe Henry. — disse com toda firmeza que conseguiu reunir naquele momento.

- Eu vou com você. — respondeu Henry com nada mais nada menos que um sussurro assustado.

- Criança, você não vai a lugar nenhum. Eu quero que fique aqui, e eu vou sozinha atrás de sua mãe. Você me entendeu? — perguntou firmemente.

- Mas, é que eu estou preocupado... — tentou dizer, mas foi interrompido por Emma.

- Henry, se você não me obedecer não terá como eu possa ver se sua mãe está bem. Quero que você me espere aqui. Ouviu-me bem?

- Sim! — respondeu com sua voz bem baixa.

- Mais alto que eu não escutei. Ouviu-me Henry?

- Sim Emma, eu escutei. — respondeu Henry cobrindo seu rosto com a coberta.

- Eu também te amo Henry! — disse Emma para o filho antes de sair de seu quarto.

Emma colocou um casaco sobre seu pijama e saiu na noite fria de Storybrooke. A noite parecia estar mais gélida do que de costume, pois a cada respirada que Emma dava, ela deixava um rastro de fumaça pelo caminho. Entrou em seu carro e em saiu em disparada para a mansão de Regina. Assim que desceu de seu carro reparou que as luzes do quarto de Regina ainda estavam acesas. Tocou a campainha e obteve o silêncio como resposta. Mais e mais tentativas e nada de Regina atender a porta.

- Regina! Atende essa porta. Eu sei que você está aí. — disse gritando e socando as portas da mansão de Regina. — Eu serei obrigada a arrombar essa porta.

Por mais que tentasse chamar atenção da morena, e não ter sucesso em nenhuma de suas tentativas, mais Emma sabia que algo de errado estava acontecendo. Alguma coisa estava fora de contexto. A noite era mais frio, o ar era rarefeito, o silêncio mais angustiante. E tudo isso por causa de Regina. Sentia suas lágrimas escorrer por seu rosto enquanto tentava mais uma vez a campainha. Nada, nada, nada! E isso estava deixando Emma Swan em pânico. Até que ela se lembrou que Henry uma vez havia mencionado de ter uma chave reserva dentro de um dos vasos do jardim. Ela procurou em todos os vasos até que encontrou a tal chave. Abriu e logo na sala foi capaz de sentir o cheiro forte de uísque. Com seu coração palpitando cada vez mais foi subindo as escadas. Cada vez que subia mais um degrau, era como que seu coração estivesse sendo triturado. Nunca havia se sentido dessa maneira antes. Ela sabia que era algo haver com Regina e não queria nem pensar nisso. Agora que finalmente havia admitido para si mesma que amava a prefeita, não poderia acontecer nada para interromper este amor.

A porta do quarto de Regina se encontrava fechada, aliás, trancada. Por que Regina tinha que ser tão teimosa? Emma se perguntava isso, enquanto tentava com sua magia abrir a porta. Mas, seu nervosismo não a deixaria praticar sua magia neste momento. Resolveu fazer pelo método antigo, algo que ela já havia feito muitas vezes. Tomou impulso pata trás e correu com toda força em direção a porta. Nada, a porta não havia sido aberta. Mais uma tentativa, e lá foi Emma repetir o mesmo esquema. Dessa vez conseguiu arrombar a porta. Na entrada o quarto encontrou tudo revirado, seu coração entrou em desespero quando viu vários comprimidos jogados pelo chão. Tentou respirar fundo, e entrou totalmente no cômodo da casa. Encontrou um copo de uísque estilhaçado no chão e um pouco mais adiante o corpo desacordado de Regina no chão. A morena que sempre fora tão imponente se encontrava quebrada, despedaçada. Era difícil demais para Emma vê-la dessa forma. O desespero era tanto que ela havia chegado ao extremo de atentar contra sua vida. As lágrimas da xerife caíram com volúpia, um desespero sobre humano se instalou em seu corpo. Ela não queria perdê-la, não quando havia tomado coragem para declarar tudo o que sentia por Regina. Sentou-se em frente ao corpo de sua amada a observando completamente. As olheiras dominando seu rosto, as lágrimas secas por seu rosto. Os machucados em seu braço causados pelo estilhaço do copo de vidro. Tudo o que Emma sabia era que não queria perde-la.

- Regina! Regina! — disse em desespero. — Não me diga que você fez essa loucura. Por que você fez isso? — disse em frente ao corpo da morena pegando-a em seus braços. Tentou inutilmente sacudi-la, ela tinha que acordar. Mas não obteve sucesso. Regina não acordava. Seus batimentos estavam fracos. — Regina, acorde, por favor, não faça isso comigo. Não me abandone! — disse Emma se entregando as lágrimas.

Notas finais
Gostaram, mereço reviews??? Será que os leitores fantasma irão aparecer pra me dar opinião?? *-* cara de pidona!!