Notas iniciais
Enfim, esse capítulo veio quase todo em sala de aula, uma baita inspiração me bateu. As partes médicas, queria agradecer ao ER que eu sempre assistia, e deu pra escrever alguma coisa. Bem, espero que gostem dessa fic, fico bastante orgulhosa de estar conseguindo cumprir a promessa que eu fiz quando eu disse que ia escrevê-la.
obrigada pelos belíssimos comentários que me deixaram bastante emocionada!

– Regina! Regina! – disse em desespero. – Não me diga que você fez essa loucura. Por que você fez isso? – disse em frente ao corpo da morena pegando-a em seus braços. Tentou inutilmente sacudi-la, ela tinha que acordar. Mas não obteve sucesso. Regina não acordava. Seus batimentos estavam fracos. – Regina, acorde, por favor, não faça isso comigo. Não me abandone! – disse Emma se entregando as lágrimas.

Emma tentou inutilmente parar com seu choro, mas cada vez se tornava mais difícil. Lembrar-se de tudo doía demais. E pensar que apenas há algumas horas, havia vencido seu medo, e puxado Regina para um beijo. Queria ter feito isso antes, talvez tudo isso nem tivesse acontecido. Emma a olhava e sua visão ficou embaçada devido às lágrimas que ela queria derrubar. Ver Regina de um jeito tão quebrado e vulnerável fez seu coração doer. Mesmo com seus olhos fechados dava para ver toda a dor que a envolvia. Nada do que Emma fizesse tinha efeito agora. A ex-prefeita continuava desacordada, os seus batimentos cada vez mais fracos e sua pele gelada.

Mais uma vez Emma tinha que correr contra o tempo. A vida da morena em seus braços dependia dela, apenas dela. Se pegasse Regina em seu colo e fosse com ela em seu carro em direção ao hospital, algo errado poderia acontecer durante o caminho, e não, isso não poderia acontecer. Emma pensou, tentando afastar de sua cabeça os maus pensamentos. Não poderia ser tão pessimista agora, não com Regina desmaiada precisando de sua ajuda. Com suas mãos trêmulas, pegou o telefone celular de seu bolso e discou para o 911. Nunca pensou que a morena seria capaz de tentar tirar sua própria vida, mas isso havia acontecido, e iria salvá-la. Regina não poderia morrer.

– Boa noite! Em que posso ajudar? – voz da recepcionista do hospital atendeu cordialmente.

– Eu preciso de uma ambulância. – disse Emma com sua voz vacilando. – É urgente. – disse não conseguindo controlar suas lágrimas.

– Qual o endereço? – perguntou a atendente.

– O endereço... – disse Emma. – Eu não me lembro, eu esqueci. – disse desesperada, o seu nervosismo fez com que apagasse o endereço da mãe adotiva de seu filho da cabeça. – Para a casa da prefeita, quer dizer, ex-prefeita. O atendimento é para Regina Mills.

– O que aconteceu com a senhora Mills? – a moça perguntou. – São perguntas de praxe, para que possamos preparar a equipe médica para a chegada a paciente. – completou.

– Ela... Ela... Tentou se matar! – falou Emma soluçando. – Por favor, venham logo. É urgente.

Ao fundo da ligação telefônica Emma pode escutar a atendente do hospital alertar a equipe de médicos sobre a emergência. O coração de Emma parecia um tambor de tão acelerado que batia. Logo a moça voltou ao telefone e falou com Emma.

– A ambulância já está a caminho da casa da ex-prefeita. — disse desligando o telefone em seguida.

Um silêncio ensurdecedor adentrou o frio quarto, e ela parada ali com Regina em seus braços. Emma estava sem conseguir esboçar nenhuma reação. Não soube de onde havia conseguido tirar tanta força para ligar para o resgate. Queria se entregar junto com Regina, se pudesse trocaria de sua vida pela dela. Os únicos sons que poderiam ser escutados por Emma era a fraca respiração e batida do coração da morena. Emma quase não respirava, para tentar perceber qualquer alteração estranha no corpo de Regina.

Parecia que o tempo se recusava a passar desde que ela havia ligado para o resgate. Tinha medo que o tempo fosse cruel e não poupasse a vida de Regina. Olhava para a morena desacordada a sua frente e custava a acreditar que tudo aquilo estava realmente acontecendo. Quantos comprimidos Regina havia consumido? E qual a quantidade de bebida que ela tinha ingerido? Eram perguntas que não adiantavam muito naquele momento. Ela apenas sabia que não era muito bom misturar bebida com medicamentos. Emma pensava que não podia tê-la deixado sozinha, não depois do pedido que Regina havia lhe feito. Alguém que pede a outra pessoa para acabar com sua vida certamente não está bem.

Emma sabia que Regina não se encontrava em seu melhor momento. Só havia sentido dor, tristeza e mágoa no coração da morena. Naquela noite Regina não poderia de maneira nenhuma ter ficado sozinha. Emma chegava à conclusão, mas agora não era o momento para se remoer aquilo. Ela só queria que aquela ambulância chegasse o quanto antes. Só queria ver Regina salva e fora de qualquer perigo.

Olhava para o rosto desacordado da ex-prefeita e só era capaz de enxergar angústia. Era a única coisa que conseguia enxergar. Sacudia-a, tentava com todas as suas forças fazer com que Regina recobrasse sua consciência, apesar da morena estar cada vez mais distante disso. A pulsação quase imperceptível, o corpo gélido e a palidez do corpo de Regina a enchia de medo. Emma estava tão assustada, não queria sequer pensar na possibilidade dela morrer em seus braços. Seria muito doloroso mais uma vez perder alguém que amasse. Quantas vezes isso teria que acontecer?

Chorava enquanto puxava o corpo desacordado de Regina contra o seu. Emma a embalava como que se pudesse naquele gesto trazer um pouco de conforto para a mulher quebrada em sua frente. Com o seu corpo grudado no de Regina, não lhe restava mais nada para fazer do que rezar. Nunca tinha sido adepta a fazer orações, ou quase nunca havia sentido necessidade para se fazer uma oração. Podia contar em seus dedos quantas vezes havia conversado com Deus, mas por Regina ela fazia o que raramente havia feito antes. O desespero tomava conta de seu corpo enquanto sussurrava algumas frases desconexas perto do ouvido de sua amada.

– Deus, por favor, não me faça perde-la. Não agora que eu tive coragem de admitir tudo o que sinto por ela. Eu a amo tanto, como eu nunca pensei ser capaz de amar novamente. E eu sei que ela sente o mesmo comigo. Eu preciso que ela acredite no meu amor, que não se feche mais em sua muralha invisível. Eu preciso dela perto de mim, como sei que ela também precisa de mim. – disse em meio aos soluços que saíam de sua boca. – Regina, eu sei que em algum lugar você está me escutando. Seja forte, lute enquanto puder, mas, por favor, não me abandone. Eu não sei o que será de minha vida sem você. Seja forte. – clamava enquanto suas lágrimas caíam sobre a face da morena.

A sirene da ambulância tirou Emma de seus pensamentos. Levemente pressionou os seus dedos sobre o pulso de Regina, e constatou com certo alívio em seu rosto que ainda havia batimentos cardíacos na morena. Fracos, mas mostravam que seu coração ainda funcionava. Suspirou aliviada enquanto acariciava o rosto de Regina.

– O que resgate está vindo Regina. Falta tão pouco. Não me abandone. Lute por sua vida. Eu te amo. – sussurrou Emma.

Regina foi colocada em cima de uma maca, e imediatamente colocada pelos paramédicos dentro da ambulância. Emma a acompanhou e em nenhum momento largou de suas mãos. Devido à gravidade do estado de Regina, os paramédicos já foram realizando alguns procedimentos básicos, como o soro intravenoso que foi colocado em seu braço, junto com algum medicamento que Emma não soube identificar ao certo e monitoramento cardíaco, já que seu coração batia com cada vez menos frequência.

Tudo aquilo aconteceu tão rápido que Emma não teve tempo sequer de pensar. Só viu que os sinais vitais de Regina foram diminuindo, os batimentos cardíacos quase nulos. Emma viu um deles pegar uma tesoura para cortar a blusa que Regina usava. Enquanto outro fazia massagem cardíaca sem parar sobre o peito da morena. Eles trabalhavam com tanta agilidade e Emma olhava estática para a mulher morrendo em sua frente. Institivamente Emma apertava mais ainda a mão de Regina. Emma apenas ficou olhando um deles entubarem Regina em sua frente. Viu mais alguns medicamentos sendo injetados em sua veia, e um dos médicos que estavam na ambulância munido de um desfibrilador chegou próximo ao peito da morena. Pediu que todos se afastassem e deu o primeiro choque na região torácica de Regina. A linha da máquina continuou plana e o desespero de Emma só aumentava dentro daquele veículo. As massagens cardíacas continuavam de forma constante enquanto os médicos aguardavam o desfibrilador carregar novamente. Um segundo choque foi desferido em seguida e nada de Regina reagir àquele estímulo.

Emma levou suas mãos sobre os seus peitos numa tentativa inútil de fazer algo para que seu coração se acalmasse. Regina estava indo embora e bem na sua frente. Não havia nada que ela pudesse fazer sobre aquilo. Havia chegado à casa da morena tarde demais. Ela se sentia tão frustrada ao perceber que a vida de sua amada estava por um fio, numa constante luta contra o tempo. Antes do paramédico se preparar para mais uma tentativa, Emma puxou uma das gélidas mãos de Regina, e nela depositou um singelo beijo. Um beijo simples, mas seguido de uma sensação de formigamento, da mesma forma que ela tinha se sentido ao beijar Henry quando ele havia estado sobre a maldição do sono.

Será que havia dado certo? Mas Regina não abriu seus olhos da mesma forma que Henry. Mais um choque, era muita expectativa para Emma, sua felicidade dependia de uma máquina. Se ela seria suficiente para trazer Regina de volta a vida. Se nada daquilo não resolvesse nada, Emma já podia prever qual seria o próximo passo. Um deles provavelmente olharia para o relógio e diria a o horário do óbito. Não queria que fosse isso, rezava para que o fim de Regina não fosse esse.

Não conseguiria lidar com tanta dor. Foi tirada de seus devaneios com uma fraca movimentação no monitor. A linha que antes era plana, lentamente começava a se mover em forma de picos desconexos. Era o coração de Regina que havia voltado a bater.

– Recuperamos o ritmo cardíaco. – suspirou um dos paramédicos de forma aliviada.

– Não me dê um susto desses nunca mais em minha vida. – disse Emma pegando na mão de Regina e depositando vários beijos sobre a mão da morena. Emma ignorava os olhares furtivos de todos ao seu redor, mas ela não ligava. Regina estava viva novamente. – Continue lutando firme meu amor. Não abandone Henry e nem a mim. – concluiu derramando algumas lágrimas.

– Temos que chegar ao hospital o quanto antes. A paciente ainda não está estável e ela precisa urgentemente de uma lavagem estomacal. O que torna tudo pior é que não se sabe ao certo quais medicamentos que foram ingeridos.

Emma imediatamente levou suas mãos aos seus lábios, os quais há poucos segundos haviam beijado a mão de Regina. Será que seu beijo havia ajudado de alguma forma durante a parada cardíaca de Regina? Seu coração sentia que sim. Que foi apenas através de seu beijo que o coração de Regina havia voltado a bater. Beijo de amor verdadeiro, quem diria, havia salvado a vida de Regina.

Assim que chegaram ao hospital, a maca de Regina havia sido levada a uma das salas de trauma da emergência. Desesperada, Emma andava de um lado para o outro no hospital, até que ela se lembrou de Henry. O filho provavelmente estaria sozinho em casa esperando por notícias de Regina. Mecanicamente, ela pegou seu celular e discou para sua mãe. Emma já considerava Mary Margareth sua mãe, apesar de ainda não conseguir chama-la dessa forma.

– Mary... – disse Emma. – Desculpe-me por ligar tão tarde, mas é que...

– Minha filha, aconteceu alguma coisa? – perguntou Mary Margareth interrompendo Emma.

– Eu preciso que você vá até minha casa e fique com Henry. – disse inutilmente tentando lutar contra suas lágrimas.

– Você está chorando? – questionou. – Emma, o que está acontecendo?

–Eu estou no hospital agora... E provavelmente Henry deve estar desesperado querendo saber notícias, e ele está sozinho. Não quero que ele fique sozinho. Será que pode fazer companhia para ele? – perguntou

– Hospital? Emma, você está me assustando. Você está bem? – perguntou preocupada.

– Eu estou bem Mary. Não precisa se preocupar comigo. Estou nesse exato momento andando de um lado para o outro numa sala de espera de um hospital quase deserto.

– Bem, se não é você que está internada, quem está no hospital?

–Regina... – disse respirando fundo. – Ela... Ela... Ela tentou se matar durante esta noite. – falou com sua voz embargada. – Os médicos estão fazendo lavagem estomacal nela nesse exato momento. Mary, eu estou com tanto medo. Ela quase morreu na ambulância. Seu coração chegou a parar de bater. – disse já não conseguindo controlar suas lágrimas.


– Emma, minha querida, vai dar tudo certo! Regina é uma mulher forte. Você verá.

– Ela quase morreu. Se a ambulância não chegasse, ela ia morrer em meus braços. Eu não sei o que eu faço mãe. – disse Emma sem perceber que havia chamado Mary Margareth dessa maneira.

Mary ficou em silêncio durante algum tempo, pensando sobre tudo o que Emma estava passando. Sua filha precisava de sua ajuda, ela só a chamava de mãe quando sentia medo. Ela podia reconhecer isso.

– Você tem certeza de que está bem? Esperando sozinha por notícias de Regina.

– Sim, eu estou bem. Henry está sozinho. Por favor, fique com ele. – disse com a voz desanimada.

Emma desligou seu telefone, sentou-se em uma das cadeiras do hospital com suas mãos sobre o seu rosto. Ela não sabe ao certo por quanto tempo ficou parada na mesma posição, mas saiu de seus devaneios quando Dr. Whale a chamou.

– Xerife Swan! – chamou Whale. – Tenho notícias sobre Regina.

– Como ela está Dr. Whale? – perguntou desesperada.

– Xerife, eu vou ser honesto com você. Ainda não passo dar nenhum parecer. O estado de Regina é bastante crítico. As próximas vinte e quatro horas serão cruciais. Ela pode tanto se recuperar, como não resistir.

Notas finais
Gostaram do capítulo!! Mereço comnentários?? Comentem por favor *-* (carinha pidona)!!!