Notas iniciais
~mentira, quero reviews e só a linda da Lua comentou no outro~
Aqui a música citada no primeiro parágrafo, onde o maluco do Chester grita incansavelmente por 19 segundos http://youtu.be/0xyxtzD54rM (podem contar, começa no 2:26 e vai até 2:45) e ainda entra no refrão de novo como se nada tivesse acontecido .-.
Ok, vamos ao cap.
Sonhara com o ruivo, estava com sua velha guitarra em mãos, tocando qualquer coisa, enquanto o maior cantava. Apesar de nunca ter ouvido sua voz realmente, devido à bagunça da noite passada, Frank gostava do que ouvia. Mas em algum momento, sua voz fora preenchida por gritos de Chester Bennington cantando “Given Up” a plenos pulmões e ele não sabia o que fazer. Mais alguns segundos de confusão e o pequeno arregalou os olhos em seu quarto, deitado completamente torto no chão, enquanto o celular fazia um escândalo enfiado em algum de seus livros da faculdade perto da cama, avisando que ele estava perdendo a hora pra aula.
Seu corpo inteiro protestou quando se levantou de qualquer maneira numa procura desenfreada pelo aparelho escandaloso. Desligou o alarme e correu para o banheiro, ao som do vizinho de cima pisando duro e do de baixo dando vassouradas no teto por causa do barulho, tomou uma ducha rápida para desenferrujar os músculos doloridos e vestiu uma roupa decente para ir à aula. Quando conseguiu finalmente parar alguns segundos para respirar, os três notebooks lhe chamaram a atenção, ainda trabalhando a todo vapor. Sentiu vontade de se jogar da janela.
Largou a mochila no chão, sabendo que iria se arrepender mais tarde de matar aula. Mas era isso ou apanhar feito uma boneca de pano. Voltou pra cama e começou a trabalhar de novo, desejando que não fosse tão maricas e tivesse coragem de enfrentar seus valentões, como naqueles filmes da sessão da tarde onde as crianças fazem da vida daquele vizinho velho careta um inferno...
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[Gerard’s POV]
Do outro lado da cidade, Gerard adentrava a faculdade atrasado e andando rápido, querendo com todas as suas forças bater em Mike e Ray que o fizeram cantar até muito tarde, causando uma noite mal dormida e a falta de voz, além de uma ressaca que parecia infinita pelas cervejas que tomara. Não fazia ideia de quantas.
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~Flashback on~
– Hey, Gee, Mike, Ray! Podem ir descendo, vou só terminar de fechar aqui e já encontro vocês. – Bob falou para nós atrás do balcão e descemos para o porão à prova de som que ele havia construido para nossos ensaios, mas não antes de dar uma boa olhada no moreno rente ao balcão.
– Eu ainda não acredito que ele construiu isso aqui só pra gente ensaiar... – Disse Mikey, meu irmãozinho, esquadrinhando o lugar.
– Ray, monte a bateria pro Bob, já que não está fazendo nada. – Ironizei, vendo Ray começar a colocar todos os equipamentos no lugar sozinho.
– Vá se foder, Gerard. – Ele me mostrou o dedo do meio, quase derrubando um dos amplificadores, nos fazendo rir.
Colocamos tudo no lugar e começamos a montar a bateria de Bob quando o mesmo apareceu no porão, depois de ter fechado a pequena tabacaria do andar de cima e terminou de montar sozinho. Com tudo arrumado, já tinhamos perdido quase uma hora de ensaio e decidiram por mim que o certo era ensaiar uma hora a mais, se esquecendo completamente que eu tinha aula cedo no dia seguinte.
– Não desmontem as coisas, deixem como estão, é melhor do que ter que arrumar tudo de novo da próxima vez. – Reclamei, a garganta meio arranhada depois de duas horas cantando, parando ocasionalmente para um gole de cerveja.
– Também acho. – Bob concordou, secando o suor da testa. – Agora, todo mundo fora daqui, preciso dormir ou então não abro amanhã. – Resmungou, nos empurrando meio caminho escada acima.
Eram quase quatro da manhã. Eu nunca chegaria na faculdade amanhã antes do quarto período.
~Flashback off~
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Mas o problema dele não era ter chegado em casa as quatro e meia da manhã, nem ter dormido pouco, nem estar meio sem voz, com a cabeça ameaçando explodir ou ter chegado na faculdade no fim do terceiro período. O problema dele era que não conseguia parar de pensar no pequeno que estava na tabacaria quando chegou, com cara de quem tinha levado uma surra dos livros da faculdade e não sabia mais onde encaixar informação.
Gerard ouvira Bob o chamar de Frank e quase perguntou se ele queria assistir o ensaio quando ele se virou de frente para a porta, deixando claro que só queria voltar pra casa, se enfiar na cama e dormir pela eternidade. Sentiu vontade de abraçá-lo e dizer que tudo ia ficar bem, sem motivo algum.
Enquanto divagava sobre o pequeno, um maluco passou voando de bicicleta do seu lado e por pouco não o acertou em cheio.
– Hey, idiota, vai matar alguém! – Gritou enfurecido.
[/Gerard’s POV]
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Duas horas e meia mais tarde, Frank estava montado em sua bicicleta correndo feito o vento em direção à faculdade. Estava mais atrasado do que deveria, já havia perdido os dois primeiros períodos e provavelmente não chegaria lá à tempo de assistir o terceiro, mas mesmo assim pedalava como se sua vida dependesse disso, o que não era totalmente mentira.
Suas coxas ardiam quando ele finalmente avistou os portões da faculdade e acelerou ainda mais, quase sendo atropelado por uma moto que se desviou no último segundo e em seguida quase atropelando um garoto que andava apressado em direção ao prédio de artes que gritou com ele.
– Hey, idiota, vai matar alguém! – Ouviu-o gritar, mas não teve tempo de se virar.
– Desculpa! – Gritou de volta, ainda sem se virar para o pobre coitado.
Parou a bicicleta alguns minutos depois, trancando-a de qualquer modo em um poste de luz e correu até o prédio de história, escorregando nas viradas dos corredores, amaldiçoando a chuva fina que começava a cair e o peso nas costas que não o deixava correr mais rápido. Na última virada, não deu tempo de parar e ele topou com alguém. Alguém grande.
– E aí, anão, fez o que mandei? – Seus olhos bizarramente pequenos pro tamanho da criatura brilharam.
– Anh... Sim, fiz. – Respirou fundo, massageando as costelas que queimavam com a corrida.
– E então, onde estão? – August perguntou. Era a primeira vez que Frank o ouvia falar.
– Aqui, só um segundo e... – Alguém puxou a mochila de suas mãos.
Henry, que estava quieto, agora tinha a bolsa dele na mão, retirou os notebooks, entregando-os à Travis e depois virou a bolsa do pequeno de ponta cabeça, derrubando todo o seu conteúdo no chão. Assistiu suas canetas caírem e rodarem para outro universo de tão longe que iam parar, seus cadernos, livros e anotações, tudo caindo no piso, agora molhado com a chuva que caía de lado. Sem sair do lugar, ele respirou fundo outra vez e aguardou o famoso tapa exageirado que levaria no ombro antes que eles se despedissem e partissem pra qualquer lugar, mas esse não veio.
– Não vai pegar seu material, toco de gente? – Travis, perguntou.
O pequeno se abaixou e começou a juntar os papéis mais perto dele, sacudindo-os para que algumas gotas caísem, se esforçando para não chorar com todo seu trabalho semestral perdido. Como se a humilhação de ter passado o fim de semana todo arrumando os computadores de graça e ainda estar ajoelhado no chão juntando suas coisas não fosse o suficiente, sentiu alguém por trás dele puxar sua cueca e levantá-lo do chão, como se o pequeno fosse uma pena. A dor que queimou em seus genitais era insuportável, mas ainda assim ele não chorou. Não pediu para pararem, não derramou uma lágrima, não gritou por socorro. Ele sabia que no momento que fizesse um dos três, ele apanharia até ficar inconsciente.
– Aí, o nanico não deve ter bolas. – Henry riu, sendo acompanhado dos outros dois em seguida.
– Vamos ver se isso é verdade... – Disse August, andando em direção ao pequeno pendurado no ar e baixando suas calças até os tornozelos.
Frank pediu mentalmente que alguém, qualquer pessoa, aparecesse ali para salvá-lo. A dor estava lhe tirando o fôlego e a sanidade, em breve começaria a gritar e ninguém conseguiria pará-lo.
– Ih, ele tem sim! Não está doendo, tampinha? – August perguntou, um brilho sociopata nos olhos.
Frank não respondeu.
– Vamos ver se assim dói então... – Travis interveio.
Com o punho fechado, desferiu um murro nas partes íntimas do menor, ele não conseguiu conter a lágrima zombeteira que escorreu-lhe do olho direito. Era o suficiente para os três gigantes. Jogaram o pequeno no chão e, como se ele fosse uma bola, chutaram-lhe em todas as direções possíveis, até que Frank começou a gritar por ajuda, o mais alto que pode, antes que perdesse a consciência devido a dor intensa que sentia em cada centímetro de seu corpo.
Pensou ter visto ao longe uma cabeça vermelha vindo em sua direção, correndo o mais rápido que podia naquela chuva torrencial, seguido por algumas pessoas que não conseguiam manter seu rítimo, mas a consciência lhe abandonou antes que pudesse descobrir se era verdade ou apenas um truque de sua mente.
Notas finais
Qualquer erro, avisem nas reviews também.
Inté mais. (:
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