Notas iniciais
Cap curtinho e extremamente cansativo de escrever, uma vez que a Way não parava de me fazer rir, mas cá estou.
Vamos lá o/
Frank acordou sozinho, todo embolado em cobertores e suando a alma. Levantou-se da cama desorientado, tendo certeza que não ficara louco e que Gerard estivera ao seu lado o tempo todo, inclusive o cobrira e fechara a janela. Pendurou-se nas muletas e saiu procurando-o pela casa, sem chamar, com medo que tivesse ido dormir em outro lugar mais confortável. Afinal de contas, dormir com Frank não era fácil, uma vez que tinha mais pesadelos que uma criança aterrorizada e se mexia como um contorcionista.
Ouviu o som de talheres vindo da cozinha e seguiu em direção, encontrando um Gerard só de cueca sentado no chão com uma vasilha de massa de bolo nos braços.
– Mas o que...
– Estamos sem gás. – Disse o ruivo de boca cheia, terminando de engolir a colherada de massa crua. O moreno não deixou de notar o “estamos”. – Não tem como fazer cupcakes e te levar café na cama.
– E isso te dá o direito de comer do pote, feito um porquinho e sem me chamar? – Fingiu ficar bravo, mas não conseguiu segurar muito tempo.
O maior virou-se de frente pra ele e Frank gargalhou. Estava coberto de farinha, da cabeça aos pés, abraçado em uma tigela enorme e comendo raivosamente a massa que havia preparado com todo carinho para o café da manhã do menor. Frank precisou se apoiar no balcão para rir e não percebeu quando o ruivo lhe jogou o saco de farinha, quase pela metade, lhe deixando mais branco do que neve.
E então a guerra começou. Qualquer coisa pequena que estivesse ao alcance das mãos deles era jogado no ar. Frank era um alvo pintado de vermelho, uma vez que não conseguia se mover com a mesma agilidade que Gerard. Entre uma colherada de farinha e uma caixa de gelatina, o ruivo deu a volta no menor a fim de alcançar os ovos atrás dele, só não esperava tropeçar nas muletas do moreno.
Em segundos encontrava-se no chão, com Frank deitado sobre ele, ambos cobertos em massa de bolo.
– A perna quebrada não é o suficiente... – Começou o moreno, mas fora interrompido por um beijo ardente do maior. – Wow, okay.
O maior trocou suas posições, ficando por cima do moreno e iniciando outro beijo, mais lento que o anterior, mas tão ardente quanto. Subiu a blusa do menor com uma das mãos, interrompendo o ósculo para beijar-lhe o torso e ajudá-lo a tirar o resto da blusa. De joelhos, puxou a bermuda do menor, deixando-lhe só com a boxer vermelha.
Frank sentou-se, alcançando o ruivou em mais um beijo, lanhando suas costas com as unhas, sentindo seu falo rígido contra seu corpo, sob a boxer preta que puxava pra baixo. Lambeu a glande com carinho, masturbando-o com uma das mãos, enquanto a outra lhe acariciava as nádegas. Engoliu o membro, ouvindo o ruivo gemer cada vez mais alto, arranhando seu dorso, apertando-lhe onde alcançava.
Deitou o menor no chão outra vez, retirando a única peça de roupa que lhe cobria. Começou a masturbar-lhe com as mãos, sendo parado por ele, puxando-o para que se virasse de forma que os dois pudessem fazê-lo ao mesmo tempo. Pôs-se a lamber sua entrada enquanto o ruivo aumentava o vai e vem das mãos, ambos sufocando gemidos de prazer. Começou a preparar o maior com os dedos, utilizando a outra mão em seu membro para distraí-lo da dor do segundo dígito.
Introduziu o terceiro dígito, aumentando a velocidade em que masturbava o maior, esperando que se acostumasse com a nova invasão. O ruivo parou, ficando de joelhos outra vez e de frente para o menor, descendo até o falo e deixando-se ser invadido de uma só vez, não se importando com a dor. O moreno levantou-se como podia, tentando não se mexer da cintura pra baixo, beijando seu torso e masturbando-o, esperando um sinal de que estava tudo bem. O ruivo começou a rebolar e Frank o ajudou com o vai e vem segurando sua cintura, arranhando seu abdômen, beijando-o passionalmente quando o ar permitia, ambos com as respirações completamente fora de compasso.
Ao perceber que o moreno estava tão próximo de seu ápice quanto ele, aumentou a velocidade das estocadas, perdendo todo o controle quando o menor atingiu sua próstata, sendo segurado por um Frank também descontrolado atingindo seu ápice e se desfez nas mãos do menor.
Beijaram-se carinhosamente, tentando acalmar a respiração e as marteladas dos corações.
.
.
.
Duas horas mais tarde e de banho tomado, os dois sairam, empacotados em roupas, e foram até um café próximo ao pequeno apartamento de Frank. Pediram dois capuccinos e dois pedaços de torta e sentaram-se em uma mesa no canto, longe da porta que trazia lufadas de vento frio toda vez que alguém entrava. Uma garçonete, claramente interessada em Gerard, lhes serviu e não esqueceu de dar uma piscadinha antes de se afastar da mesa. Frank, apesar de incomodado, não comentou nada, mas anotou mentalmente que não daria gorjeta.
– Amanhã eu tenho que voltar pra faculdade, meu atestado acabou. – Começou o ruivo. – Você vai ficar bem sozinho?
Frank sabia o real significado atrás da pergunta. Ele queria saber se Frank não iria se machucar ainda mais se ficasse sozinho. Esse era um dos motivos pelo qual odiava quando viam suas cicatrizes. Por mais que as pessoas tentassem ignorar, se ela fosse obrigada a conviver com você por algumas horas, faria questão de não te deixar sozinho nenhum segundo, com medo de que seu suicídio fosse ficar preso na consciência deles pro resto da vida. Frank nunca tentara se suicidar, apesar de assim parecer.
– Claro, porque não ficaria? – Perguntou acidamente. – Talvez te encontre no fim da aula, vou lá trancar minha matrícula. Vou perder o ano ficando em casa três meses com essa perna, talvez até não volte lá nunca mais. Estudar pra quê, não é? Todo mundo acha que eu vou me matar qualquer dia de qualquer maneira. – Desabafou o moreno, arrependendo-se logo que viu o olhar surpreso do ruivo.
– Eu não quis dizer isso. – Segurou a mão do menor.
– Eu sei, me desculpe. – Deitou a cabeça no tampo da mesa de madeira, olhando enjoado para a torta a sua frente. – É só... Tô cansado de todo mundo ter medo do que eu vou fazer em seguida.
– Hey, olha pra mim. – Pediu o maior. – Eu só quis saber se você não ia ter problemas em se levantar e arrumar o que comer enquanto eu estou na aula, não que você vai se matar só porque eu saí por algumas horas.
O ruivo levantou o braço, chamando a garçonete, que estava ao lado da mesa em dois minutos. Pediu que embalasse o café deles pra viagem e teve que acalmar a mulher, que acreditou tê-los deixado insatisfeitos com o atendimento. Ajudou Frank com as muletas e saíram no ar gélido de inverno outra vez, sem dizer palavra um para o outro.
De volta ao sofá da sala de Frank, desempacotaram as coisas e só então Gerard lhe voltou a palavra.
– Eu vi você se afogar no seu sangue há dois dias, fomos apresentados poucas horas depois, eu invadi a sua casa, fizemos sexo duas vezes, eu estou perdidamente apaixonado por você, você já é um membro da minha banda e conhece todos os meus amigos, mas eu não sei quase nada sobre você. Eu posso dizer que confio em você de coração, mas não faço a mínima ideia de como você vai reagir, se já não reagiu, ao que nos aconteceu essa semana. Isso me preocupa. – Frank parou de prestar atenção diante a declaração.
Não havia sequer tido tempo de parar pra pensar, mas agora que o fizera, tinha certeza que sentia o mesmo pelo homem a sua frente.
Notas finais
Reviews? ._.
Fale com o autor