Please Dont Stop The Rain
4 Four
Notas iniciais
Ok, vamos ao cap.
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Em meia hora o ruivo havia tomado posse de seu apartamento. Invadira o guarda roupa do menor e o ajudara a vestir uma roupa limpa, movera todos os móveis de modo que ele pudesse andar livremente pelo local sem derrubar meio mundo a cada passo e o colocara no sofá, com o pé engessado apoiado em um dos bancos que costumava ser da micro cozinha, deixando-o sozinho assistindo TV enquanto ia dar uma volta no bairro para comprar o que comer.
Frank sentia como se um furacão tivesse passado por ali. Nunca em sua vida, exceto pelo tempo que morou com sua mãe, fora tão paparicado. Ainda por cima por alguém que ele mal conhecia. Era de se esperar que ele ficasse irritado com a invasão, mas não. Frank estava feliz.
Entre um devaneio e outro, o moreno adormeceu no sofá, meio torto, parecendo uma criança.
[Gerard’s POV]
Ele se sentiu incomodado por invadir a vida do pequeno tão de repente, mas também sentiu uma imensa responsabilidade por ele quando disse que não havia ninguém mais em sua vida, além de uma curiosidade mórbida sobre ele. Queria saber quem era, por que tipo de coisas já havia passado, porque lhe bateram até quase morrer, porque não tinha ninguém... E tinha noção de que isso era uma invasão muito grande pra alguém que até pouco tempo não conhecia, mas não era de hoje que Gerard o via e sentia vontade de abraçá-lo.
Vira o menino outras vezes na tabacaria, antes mesmo de Bob reconstruir o porão pra que a semi-banda pudesse ensaiar, só não fazia ideia de quão próximos estavam, apesar de morarem em pólos opostos da cidade. Estranhou até que o pequeno não tivesse perguntado como sabia onde ele morava.
Voltou para o apartamento lentamente, carregando várias sacolas da mercearia. Comprara comida o suficiente para a semana. Talvez um mês, se fosse só para o garoto magro do segundo andar. Parou em uma cafeteria e comprou um mocha antes de finalmente alcançar o prédio que um dia fora branco. Teve que lutar com as várias sacolas e o café para conseguir destrancar a porta por alguns minutos.
Entrou no apartamento e encontrou o pequeno dormindo. Parecia um filhote machucado descansando no ninho. Sentiu uma vontade enorme de aninhá-lo em seu colo e brincar com seus cabelos negros, mas se conteve. A caminho da cozinha, seu celular semi-destruído tocou, fazendo-o levar um susto e jogar o café pra cima, sujando todo o chão.
[/Gerard’s POV]
Frank abriu os olhos a tempo de ver o copo voar em câmera lenta para o piso branco e Gerard se desesperar sem conseguir se decidir se parava o barulho do celular ou tentar salvar o café. Optou pelo celular, acreditando não tê-lo acordado ainda.
– Droga, Mikey! – Xingou. – Quase tive um ataque cardíaco.
Silêncio. O garoto falava muito do outro lado da linha.
– Não sei se vou ensaiar hoje. – Mais silêncio. – Não, Mikey, não estou abusando do garoto da tabacaria.
Frank quis rir.
– Ele está dor... – Virou-se e viu Frank encarando-o. – Esquece, vou perguntar.
– O que foi? – Frank perguntou.
– Mikey quer saber se você quer assistir o ensaio da nossa banda hoje a noite.
– Claro. Mas vão ter que me levar no colo. – Frank sorriu.
– Ele vai. – Gerard voltou a falar no telefone. – Hey, Frank, você sabe tocar alguma coisa?
– Um pouco de guitarra... – Resmungou o pequeno, tentando tirar a pena dormente de cima do banco. – Mas não tenho mais uma guitarra pra tocar.
– Sem problemas. – Disse, vindo ajudar o pobre a tirar a perna do banco. – Mikey, traga Pansy pra mim. Arrumamos um guitarrista. – E desligou.
– Pansy? – Indagou.
– Minha guitarra, presente do meu pai, longa história, mas nunca tive vontade de tocar. Agora é sua. – Abriu um sorriso largo.
Os olhos de Frank brilharam feito duas estrelas e ele provavelmente sairia pulando no meio da sala, não fosse o gesso na perna. Acompanhou Gerard com os olhos enquanto ele levava as compras para a cozinha e voltava com um pano na mão para limpar o café.
– Não sei não, hein... – Disse o menor.
– O que foi? – O ruivo virou-se para ele, ainda limpando a sujeira.
– Com um enfermeiro atrapalhado desses, acho que não vou sobreviver até de noite. – E riu largamente da face rubra do maior.
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Frank nunca sentira tanta vergonha na vida. Deveria ser uma vingança por ter sacaneado o ruivo... De qualquer maneira, encontrava-se sentado em um banquinho dentro do banheiro só de cueca, de pernas abertas, com o maior encapando seu gesso com várias sacolas plásticas. Mesmo não sentindo nada na pele, cada vez que o ruivo subia mais alguns centímetros com outra sacola, seu corpo todo eriçava e ele queria poder se conter, mas era impossível. Logo estaria completamente excitado e nada poderia ser feito.
– Vai tomar banho de cueca? – Perguntou.
– Anh... Sim? – Murmurou, mais perguntando do que afirmando.
– Deixa de ser bobo, até parece que eu nunca vi um pênis na vida.
Diante disso, Frank estava completamente nu, desesperado de vergonha, procurando um buraco para se enfiar. O maior tirou a camiseta, subiu a barra da calça extremamente apertada e ligou o chuveiro, deixando a água morna cair nas costas do pequeno, enquanto ele esfregava com uma pequena bucha. Frank desejou poder virar do avesso quando seu sexo enrijeceu e tentou esconder com as mãos, mas era tarde demais. O ruivo, agora tão vermelho quanto seu cabelo, contornou seu corpo até ficar de frente com ele e fez o que Frank jamais esperaria: ajoelhou-se na frente dele, molhando-se dos pés a cabeça, e deu-lhe um beijo de tirar o fôlego.
Frank perdeu o ar, mas não quis deixar aquele momento acabar. Queria mais daquele beijo, daquela boca tão deliciosa, daquela língua que explorava a sua com delicadeza e ao mesmo tempo com um desejo imenso. Colocou uma mão no peito do maior, sentindo seu coração bater tão acelerado quanto o seu próprio, e a outra em seus cabelos totalmente echarcados. Desejou que o ar não fosse necessário. Desejou que aquele beijo nunca acabasse. Tinha certeza que poderia ficar ali pelo resto da vida.
Sentiu uma das mãos do maior percorrer suas costas e a outra segurar sua coxa livre, enlouquecendo-o ainda mais. Puxou-o para mais perto, descendo a mão de seus cabelos e cravando suas unhas nas costas do maior que gemeu em resposta, subindo a mão lentamente por sua coxa até atingir seu sexo rijo, torturando-o com movimentos lentos e ritmados. Nem mesmo a água afogando o pouco do ar que lhes entrava pela boca atrapalhou o gemido alto do moreno.
[Gerard’s POV]
Foi Gerard quem quebrou o beijo, desesperado por ar. Encarou fundo os olhos do menor e entendeu que não deveria parar por ali. Empurrou o banquinho com Frank até onde ele pudesse se apoiar na parede e abaixou-se para seu membro, passando a língua na glande lentamente, obrigando Frank a cravar as unhas em seus ombros. Abriu a boca e engoliu até onde conseguia, indo e voltando conforme o moreno gemia e lhe arranhava as costas, usando uma das mãos para masturbar-lhe onde a boca não alcançava.
Frank agarrou-lhe os cabelos, puxando-o de volta pra cima, emendando em outro beijo desesperado, usando uma das mãos livres para abrir seu cinto, e levou alguns segundos para entender as intenções dele. Ficou de pé, tirando com dificuldade a calça molhada e a boxer vermelha que apertavam seu sexo tão rígido quanto o do menor. Deu um passo a frente e sentiu as mãos do moreno massagearem a área que necessitava de atenção.
Gemeu alto sentindo-o colocar quase tudo na boca, segurando sua cintura e movimentando-o pra frente e pra trás, causando sensações maravilhosas. Agarrou os cabelos do moreno e o fez parar, sentindo seu ápice muito próximo. Levantou-o do banco, apoiando-o em um de seus braços, dando-lhe outro beijo, enquanto acariciava suas nádegas com a outra mão.
Virou-o de costas, beijando seu dorso enquanto o preparava para outro tipo de invasão. O moreno gemeu, segurando fortemente na barra onde deveria ficar a cortina do box, enquanto o ele introduzia o segundo dígito. A água morna ajudando-o a relaxar e receber o terceiro, enquanto ele ainda beijava suas costas com carinho.
Frank exigiu mais, mostrando o caminho para ele com as próprias mãos, deixando-se ser invadido e gemendo alto, levando alguns segundos para rebolar, dando sinal de que ele podia seguir em frente. Masturbou o menor, que ainda segurava fortemente na barra de ferro, perdendo o ar a cada estocada. Puxou-o com ele até o banco e ajudou-o com os movimentos de vai e vem.
Se desfizeram ao mesmo tempo, em um gemido abafado, com a água morna ainda caindo sobre eles.
[/Gerard’s POV]
Notas finais
Tô em semana de provas, então se eu demorar um pouco mais pra postar, não façam macumba com meu nome, por favor.
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