Playing with love

20 Se livrando de uma fria.


Notas iniciais
Galerinha estou cada vez mais feliz com os comentário. PLEASE eu peço que continuem assim. Boa leitura.

A mulher foi embora e quando eu perguntei ao Dean o que ela queria ele apenas respondeu

– Conversar. -

Agora eu estou com raiva dela, com raiva dele e com raiva de mim por estar doente nessa maldita cama de hospital que por sinal eu odeio. Já tem 20 minutos que Dean foi buscar algo pra mim comer. Por sorte ele não esqueceu de trazer meu celular e por sorte ele ainda não tocou.

Mas que boca maldita, foi só eu falar... Pego o celular com um certo medo e atendo com a voz trêmula.

– Alô. -

– Olá minha querida. — Sua voz me dá ânsia. Clark com certeza é o cara mais nojento que eu já conheci em toda minha vida. Eu não respondo, fico muda e apenas ouço sua respiração do outro lado da linha. — Está surpresa por eu ter ligado? Eu disse que ligaria minha querida. Eu estava pensando, seu pai nos deve muito dinheiro e que talvez você não tenha todo esse dinheiro, certo?

– Certo. -

– Então, talvez possamos arranjar uma outra forma de você pagar essa divida. — Posso sentir um certo tom de malicia em sua voz.

– O que quer dizer? — Tenho medo da resposta.

– Você é inteligente, sabe muito bem o quero dizer. — Prendo a respiração por uns instantes.

– Não vou pagar a divida com sexo. -

Dean entra no quarto

–O que? — Droga, ele escutou. Desligo o celular, mas logo me arrependo. Desligar na cara de um agiota pra quem você deve muito dinheiro não é bem um ato de inteligência.

– Que conversa é essa? — Ele grita, e eu não sei o que responder.

– Q-que conversa? — Mantenho minha voz calma, mas a gagueira me atrapalha. Ele toma o celular da minha mãe, eu tento ser mais rápido, mas é impossível competir força com Dean. Faço esforço pra levantar enquanto ele sai do quarto. Fico de pé, me apoio no suporte de soro e vou até ele. Eu não chego a tempo ele tá usando meu celular, falando com alguém que tenho certeza que é Clark.

– Dean, — Tento puxar o celular de sua mão, mas ele é bem mais alto do que eu. — Me devolve. -

– Okay. — Ele fala com a pessoa do outro lado e desliga. Coloca meu celular no bolso, me pega no colo e me leva de volta pra cama.

– Mas que droga Dean. — Praguejo com ele.

– Droga digo eu. — Ele devolve no mesmo tom que eu.

– O que está havendo aqui? — Sam pergunta. — Vocês sabiam que isso aqui é um hospital?

– Diz isso pra ela. — Dean sai de perto de mim e passa as mãos no cabelo.

– Pra mim? Você pegou meu celular. — E assim entramos numa discussão a três.

– Se você não fosse tão estúpida eu não precisaria fazer isso. -

– Do que vocês estão falando? -

– Estúpida? O único estúpido aqui é você. -

– Do que vocês estão falando? -

– Assumir uma divida de 30 mil certamente é estupidez. O que passou pela sua cabeça? -

– Não é da sua conta, ninguém pediu pra você se meter nisso.

– E o que você faria se eu não me metesse? Pagaria com Sexo? Porque eu ouvi a maldita conversa.

– Eu não ia fazer isso. -

– Dá pra alguém me dizer o que está havendo? -

Dean dá passos largos e firmes até a saída.

Apoio meu rosto em minhas mãos e lagrimas dão sinal de vida.

– Sam, vai atrás dele. Não deixa ele fazer nenhuma besteira. Por favor.

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Faz horas que Sam saiu atrás do Dean, e até agora nenhum sinal dos dois. Estou sozinha aqui e sem meu celular. O médico já veio aqui e disse que eu posso ir embora. Pego a muda de roupa que Dean buscou e vou me trocar

Ele prescreve alguns remédios que eu ''tenho que tomar sem falta''. Meu corpo ainda está meio fraco, porque não consegui comer direito. Saio do Hospital a procura de um táxi.

– Srta° Parker? — Ouço uma voz a certa distância e me viro pra ver de quem se trata. É um dos seguranças da empresa.

– Sim? -

– O Sr. Winchester me pediu para vim buscá-la. — Ele abre a porta traseira do carro para que eu entre.

– Obrigado. — Entro no carro. — Qual seu nome?

– Pode me chamar de Zack. — Ele entra no carro e dá partida.

– Zack... você sabe onde está o Sr. Winchester? — Estou preocupada, e se ele resolveu fazer alguma besteira? Dean não pode ficar assumindo meus problemas por aí, por mais que eu queira eles resolvidos. Não é certo cobrar algo assim dele. Descobri que o ódio que eu tanto sentia por ele não é ódio, é algo forte do qual não consigo me livrar, e sinceramente não quero. Acontece que eu não posso me dar ao luxo de sentir algo desse porte sem ao menos saber se o sentimento é reciproco.

– Não sei Srt°. Ele apenas pediu pra te buscar, e leva-la até a casa dele. — Meu coração está apertado eu não devia ter sido tão idiota, afinal ele só estava tentando ajudar. Só que pra mim é meio difícil aceitar ajuda, porque simplesmente ninguém nunca quis me ajudar. Eu espero até chegarmos a casa dele para que eu me desculpe com Dean, mas é Nova York, o trânsito está sempre presente e parece ficar mais lento quando ficamos com pressa ou ansiosos. Depois de não sei quanto tempo, finalmente chegamos. Eu desço do carro e agradeço ao Zack por ter me trazido. Sam está na porta me esperando e não está com uma cara boa.

– Oi. — A essa altura Dean já deve ter contado tudo a ele, e como o irmão, ele tem pavio curto.

Ele apenas se vira e entra, sem ao menos ter a educação de me responder. Eu entro com certo receio do que vou encontrar. Dean está sentado, com uma das pernas em cima de seu joelho, com um Copo de uma bebida cor âmbar em suas mãos, e pelo que posso ver não é o primeiro copo que ele bebeu.

Me sento na poltrona solitária que tem na sala, enquanto eles estão no sofá. Dean não olha pra mim, apenas fixa um ponto no chão e se concentra nele. Sam começa a falar.

– Jessica, o que você tem na cabeça pra aceitar uma coisa dessas? — Seu tom é calmo, e eu não consigo deixar de reparar na indiferença do Dean.

– Meus pais não tem como pagar. E antes que digam alguma coisa, eu NÃO aceitei, fui obrigada a apenas concordar. Quando vi já estava metida nisso. — Dean continua calado e admirando o ponto no chão.

– E você tem como pagar? — Sam retruca comigo. — Não é obrigação sua arcar com as consequências dos seus pais. Você podia ter ao menos nos contado ou pedido ajuda.. sei lá. Pessoas desse tipo são perigosas Jessica. — Seu tom é de repreensão e de bronca.

– Eu não queria incomodar. — Digo baixo olhando para minhas mãos. Me sinto realmente envergonhada, pois sei que se pedisse ajuda eles não negariam.

Dean faz um som que eu acho ser um décimo de risada irônica, se levanta e sobe para o quarto.

– Dean — Eu o chamo, mas ele não a miníma, depois de alguns segundos ouvimos o baque da porta.

– Ele está furioso com você, e não é pra menos. — Agora me sinto culpada. Suspiro fundo e fecho os olhos na tentativa de impedir as lágrimas que ameaçam descer.

Ele pagou a divida e fez um acordo pra que o cara nunca mais chegue perto de você. — Abro a boca em um ''o''.

Dean pagou a divida, ele pagou, pagou a divida. Meu coração bate forte e minha boca seca. Estou livre, quer dizer quase, ainda tem o tratamento a ser pago. Mas 30 mil a menos pra arrumar é aliviante. Subo correndo as escadas, na medida do possível e tento abrir a porta do quarto dele, mas está trancada. Bato na porta

– Dean, vamos conversar. — Meu tom de voz e sereno, mas ele não responde e não abre a porta.- Por favor , Dean. — Nenhuma resposta.

Desço as escadas desapontada.

– Acho que ele não quer conversar agora. — Falo sentando ao lado de Sam.

– E eu não o culpo por isso. -

– Pois é, eu também não.

Agora tenho um problema ainda maior com Dean. Ele está furioso, desapontado, magoado e provavelmente me odeia. E o que eu disse ser um sentimento forte, agora parece crescer mais ainda.

Notas finais
Eaí, o que acharam?