Playing with love

16 Problemas a vista


Notas iniciais
Espero que gostem. E pelo amor de Deus comentem nessa merda. Boa leitura.

O gelo que eu dei no Dean o dia inteiro foi bem merecido. Ninguém mandou ele ser tão babaca e ficar com uma mulher no escritório depois da noite de ontem. Não que eu espere que tenhamos mais noites como a de ontem... mas, foi falta de educação ele fazer isso. tem que esperar pelo menos 24 h pra fazer sexo com outra pessoa... eu acho.

Eu não tenho o numero do Matt então não tem como eu ligar pra agradecer. Já está na hora de ir embora, eu desço rápido para a recepção, porque Dean pode sair e eu não quero vê-lo. Desço com o Buque nas mãos e alguns papeis, acabo me atrapalhando um pouco e deixo alguns papéis caírem, mas logo uma mão vem me ajudar.

– Vejo que gostou das flores. — Matt diz com um sorriso encantador.

– Eu amei. Nunca tinha recebido flores antes. -

– Agora você não pode mais dizer ''nunca''. -

– Obrigado, elas são lindas. -

– Está indo pra casa? — Ele pergunta tirando o buque e os papéis da minha mão pra carregar pra mim.

– Estou. -

– Posso te levar? -

– Porque não?- Ele sorri mais uma vez daquele jeito perfeito e me leva até onde o carro dele está estacionado. eu entro no carro e ele coloca minhas coisas no banco de trás e dá a partida no carro.

– Por onde você mora? -

– Madson Avenue, conhece? -

– Conheço, eu moro bem perto de você então. — Nós dois sorrimos. Matt lindo e tem um papo incrível, mas sinto que falta algo.

Conversamos até chegarmos em frente ao meu prédio. Demoramos pra chegar porque ele resolveu pegar o caminho mais longo. Antes de sair do carro eu pego minhas coisas no banco de trás.

– Obrigado Matt. Nos vemos amanhã então. — Estou quase abrindo a porta e ele agarra minha mão. E vai se aproximando. Acho que ele vai me beijar. Devo beijar ele? Será que isso faria de mim uma vadia? E agora? Tudo parece acontecer em câmera lenta. Ele apenas encosta seus lábio nos meus, nada de língua ou caricias, sua boca é quente e úmida, e é bom essa sensação. Ele separa seus lábios dos meus e olha.

– Mal posso esperar por amanhã.- Passa seus longos dedos em minha bochecha e eu não sei o que dizer. Apenas saiu do carro e entro no prédio atônita. Meu celular toca e o numero é desconhecido.

– Alô? -

– Preciso de ajuda. — Peraí, é quem estou pensando que é?

– Mãe? -

– Vai me ajudar ou não? — Mas é muita arrogância mesmo. Já estou no meu apartamento.

– O que aconteceu? e como conseguiu meu número? — Caio no sofá já com dor de cabeça por estar falando com ela.

– Seu pai acordou... -

– Isso é ótimo. -

– Me deixe terminar. Ele acordou, mas não se mexe, não fala, não anda nem nada disso ele está vegetando. Os médicos dizem que há como reverter esse estado com um tratamento. Mas o tratamento é caro e precisamos que você pague. — Eu não tenho dinheiro, ganho bem no meu serviço mas mal dá pras minhas contas.

– De quanto estamos falando? — Tenho medo da resposta.

– 15 Mil. -

– O QUE? 15 MIL? EU NÃO TENHO TUDO ISSO. — falo grtando e entrando em pânico.

– Então dê um jeito de arrumar. Ele é seu pai, e foi você que o colocou nesse estado então trate de tirá-lo. — Minha consciência pesa, mas como eu vou arrumar 15 mil?

– Você precisa do valor total? Quer dizer eu posso dar um jeito, mas... sei lá.. em parcelas. -

– Não me interessa como vai conseguir e nem de quanto pode pagar... só pague. — A estupidez dela me dá vontade de desligar o celular. — Tem outra coisa também.

– O que foi dessa vez? — Falo esfregando minha têmpora.

– Você sabe que seu pai fazia apostas.. — Ele gastava todo o dinheiro da casa fazendo isso e ainda faltava para as apostas dele.

– Sim, eu sei.

– Ele pegou dinheiro emprestado com uns caras e agora eles estão cobrando.

– De quem ele pegou? -

– Clark Bedley -

– O QUE? — Clark é um dos agiotas mais barra pesada da região. — Quanto ele está devendo?

– Foi pouco, mas a divida foi aumentado e agora..

– De quanto? — Pergunto novamente.

– 30 Mil

– Só pode tá curtindo com a minha cara. 30 mil? E o que você quer que eu faça? Roube um banco?

– Dei seu nome como assumidora da divida. -

– Porra, você não fez isso. — Meus olhos ardem com lágrimas querendo sair. — Qual parte do eu não tenho esse dinheiro, você não entendeu? Você não tinha esse direito, nem morando na cidade eu estou. — Falo berrando com o telefone.

– Não grite comigo. Eu tenho o direito de fazer o que eu quiser, e agora você não pode voltar atrás, eles já estão com seu nome. Mande o dinheiro quando conseguir. — Ela desligou na minha cara? olho para o telefone horrorizada com suas palavras.

Não acredito nisso. Eu tenho que conseguir 45 mil dólares e não sei de onde tirar tanto dinheiro. O tratamento do meu pai, 30 mil de uma divida que não fui eu que fiz, aluguel e o empréstimo da faculdade que eu nem terminei de pagar ainda. To fudida, literalmente fudida. O que eu faço? Na minha conta deve ter no máximo 700 dólares. Porra, o que eu fiz pra esse mundo pra ele se virar contra mim desse jeito? Vou pro banho ainda pensando nisso, deito pensando nisso e não consigo dormir pensando nisso. Meu estômago dá voltas e voltas e não posso mais segurar o choro que ameaçou cair durante todo esse tempo.

Eu choro, choro, choro e choro mais pouco, até meus olhos e meu nariz ficar vermelho e minha cara inchada. Coloquei meu pijama de depressão

E ele já está completamente encharcado de tantas lágrimas. Ouço batidas na porta mas não tenho forças pra levantar, meu telefone toca e também não tenho coragem de ver quem é. Vai que é outra divida pra mim. O tempo passa e meus olhos se recusam a fechar, 5:00 horas da manhã e nada do sono. Na verdade eu estav com sono, mas estava com medo de dormir e ter pesadelos.

O tempo passa e não espera ninguém. Já é hora de ir trabalhar de novo. agora mais que nunca eu preciso trabalhar, talvez eu possa arranjar outro emprego e trabalhar nele a noite. É UMA FORMA DE CONSEGUIR mais dinheiro. Não estou nem um pouco a fim de me arrumar então coloco uma roupa básica.

Não consigo nem tomar o chá que tomo todas as manhãs.

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Chego na empresa acabada e com um humor péssimo. Pior ainda, a vontade de chorar não passa. Assim que sento na minha mesa o telefone toca.

– Presidência — Atendo seca e mal humorada.

– Jéssica — É a recepcionista . — Tem um homem aqui embaixo querendo falar com você, mando subir?

– Quem é? -

– Clark Bredley. — Merda, merda, merda. Acho que eu morro hoje.

– Não, eu desço até aí pode deixar.

Crio toda a coragem que possa ter numa situação dessas e desço. Ele ainda está como me lembro Cabelos castanhos longos até os ombros, olhos claros, parece que o tempo não funciona com ele pois sua pele está intacta, mas ainda sim aparenta seus 37 anos ou mais.

– Olha, olha, olha. A pequena Jessica cresceu. — Ele fala me olhando de cima a baixo e me dando um sorriso amarelo que dá nojo.

– Sr Bredley, eu não tenho o dinheiro, preciso de mais um tempo. — Falo quase chorando.

– Calma minha querida. Que tal conversamos num lugar mais reservado. — Ele pega meu braço e praticamente sai me arrastando pra fora do prédio.

Antes de sairmos Dean aparece e não gosta nada da cena que está vendo. Ele se aproxima.

– Jessica. — Clark olha pra ele, depois olha pra mim e me solta.

– Jessica, podemos conversar mais tarde. — Clark tira um cartão do bolso e me entrega. — Quando eu ligar atenda.

Ele sai andando e Dean toma o cartão da minha mão, amassa e joga fora.

– Quem é ele? — Minha vontade de chorar é tão grande que não posso segurar e algumas lágrimas caiem sobre minha face. Dean entra em desespero, acho que é porque ele não sabe o que fazer quando uma mulher chora.

– O que está acontecendo? — Ele pergunta preocupado e seca minha lágrimas com sua mão. — Aquela filho da puta te machucou? — Agora a raiva é evidente em seu olhar.

– Não ... — Ainda não, porque se eu não pagar tenho certeza de que vai machucar.

– Vamos.. — Ele passa seu braço por sobre os meus ombros e me levar de volta pra dentro do prédio.

Os seus braços são reconfortantes e por um momento eu ouso esquecer todos os malditos problemas que me cercam.