Notas iniciais
Muito feliz com os reviews. Continuem assim galerinha.'

Pov Dean

Não gostei do cara que estava com ela, e odiei ver como ele a deixou afetada desse jeito. Faz meia hora que Jessica está chorando e não consigo fazer ela parar. Tudo que eu falo só desencadeia uma crise maior de choro. E eu to quase chorando também de desespero e porque vê-la chorando desse jeito corta meu coração. Ela está sentada no sofá, com os cotovelos apoiados nos joelhos e as mãos cobrindo seu rosto em lágrimas. Eu me aproximo dela e com um braço a trago mais pra perto abraçando-a e lhe dando o máximo de conforto que ela precisa. Apenas paro de falar e de fazer perguntas e espero ela parar de chorar.

Seu choro vai diminuindo gradativamente até que só resta os soluços. Ela se agarra ao meu pescoço e parece que não vai soltar tão cedo. Passo minhas mãos em suas costas e aperto mais o abraço. Perco a noção do tempo e não sei o quanto nosso momento dura. Ouso falar com ela, mas com medo de que ela volte a chorar.

– Vai me contar o que houve? — Ela não me solta e também não olha, mas posso sentir ela negando com a cabeça.

– Eu preciso saber pra poder te ajudar Jessi. -

– O problema é meu, sou eu que tenho que resolver. — Mulher teimosa, Cristo o que eu faço com ela?.

– Não seja tão orgulhosa. Aquele cara te machucou? Encostou em você? Porque se ele fez alguma coisa pra te ferir eu juro que mato aquele desgraçado. — Falo tudo muito rápido sem dar tempo dela responder. Ela começa a rir, mas seu riso se transforma em choro novamente. Espero ela parar de chorar pra fazer novas perguntas. Peraí eu sou Dean Winchester, posso descobrir qualquer coisa sobre qualquer pessoa, inclusive sobre Jessica.

Ela vai se desagarrando de mim e sinto um vazio assim que ela se solta totalmente.

– Desculpa, Molhei sua camisa. — Ela fala apontando para o meu ombro.

– Não dou a minima pra camisa, estou preocupado é com você. — Ela baixa a cabeça eu levanto com meu dedo indicador e seguro seu rosto com minhas duas mãos como se fosse o tesouro mais precioso que eu estivesse segurando.

– É besteira minha Dean. -

–Se é besteira então me conte. -

– Vou voltar a trabalhar, nem vi o tempo passando. — Ela dá uma risadinha pra tentar me distrair, e sai da sala.

.....................................................................................................................

Pov Jessica.

Meu dia já começou ruim, e tenho certeza de que vai terminar péssimo. Não sei o que fazer e nem com quem contar. Confesso que quando Dean disse que queria me ajudar eu cogitei em pedir a ele o dinheiro emprestado. Mas não, não vou pedir emprestado porque também não há como eu pagar ele. To quebrada, fudida e mal paga. E ainda tem a porcaria do encontro que não estou nem um pouco afim de ir. O tempo passa, passa e passa mais um pouco. A hora do almoço já foi, mas eu não quis almoçar porque pensar em comer me dá embrulhos no estômago e eu só consigo pensar no dinheiro que eu não tenho. Dean já veio aqui Zilhões de vezes pra ver como eu estou, já me disse que eu podia ir pra casa, mas eu preferi ficar.

Dá a hora de ir embora, eu pego minhas coisas e saio do escritório o mais rápido possível, porque não quero encarar ninguém hoje. Chego em casa e largo a bolsa no chão e caio no sofá querendo chorar mais uma vez. Meu telefone toca e eu congelo. Caramba será que é ele, ele disse que ia ligar. Pego lentamente o celular e coloca no ouvido.

– Alô -

– Jessica, é o Matt. — Suspiro de alivio.

– Oi Matt. -

– Estou passando aí, já está pronta? — Merda.

– Sim, estou quase pronta, pode passar. -

Meus pensamentos voam pra um lugar longe onde certa pessoa está. Dean foi tão carinhoso hoje comigo e eu desejei não ter que sair de seus braços pelo resto do dia. O que ele pensaria se eu saísse com Matt? Certamente ele ficaria furioso comigo. Vou pro quarto e apenas troco de roupa, nada de maquiagem.

Espero uns minutos e o porteiro interfona, eu desço e encontro Matt a minha espera.

– Você está linda. — Ele tenta beijar minha boca, mas eu viro o rosto e ele acaba beijando minha bochecha.

Entramos no carro e fomos até um bar, Não é exatamente um lugar para encontros, mas tudo bem né. Pedimos uns drinques e começamos a conversar. Sinto que tá faltando alguma coisa aqui, alguma coisa nele, e quando percebo o que é me sinto extremamente culpada de estar com um cara e pensar em outro. Ele não é o Dean.

– Você parece meia chateada hoje. -

– Eu estou bem. — Dou mais um gole na minha tequila é a quarta dessa noite e já começo a sentir os efeitos. Peço mais e mais, porque assim esqueço os problemas, esqueço até do Matt ali.

..................................................................................................................

Pov Matt

Ela está completamente bêbada, não fala coisa com coisa e está andando engraçado. Ela tropeça mas eu a seguro pra que não caia. Talvez possamos ter uma noite divertida hoje. Tento acaricia-la, mas ela acha graça e começa a rir sem parar.

– Não vou ''tranxar'' com você — Ela fala rindo se embaralhando nas palavras e completamente desequilibrada. Ouço seu celular tocando na bolsa e ela atende.

– Quem é? — É EVIDENTE PRA qualquer pessoa que ela não está em seu perfeito estado. A penas escuto a conversa dela. — Onde eu to? Sei lá. Matt pode me levar. Não estou bêbada. Porque está gritando? — Sua voz está realmente estranha. E ela começa a chorar, ainda falando no celular. — Não grita comigo... Eu não sei onde eu tô... Você é má.

Ela desliga o celular e continua chorando dramaticamente. Tento tirá-la dali, mas ela se recusa a sair e diz que quer beber mais. Eu deixo, porque quanto mais ela beber mais proveitosa será nossa noite.

...................................................................................................................

Pov Dean

Peço pro Charlie , meu segurança particular rastrear o celular dela. Onde ela se meteu? Ela estava bêbada e ainda por cima disse que ''matt podia levar ela''. Levar pra onde? Esse desgraçado não vai tocar em nenhum fio de cabelo dela porque se ele tocar é um homem morto.

o bar que ela está é aqui perto. Vou diminuindo a velocidade porque há muitos bares nessa rua. Acho onde ela está e estaciono o carro. Entro no pulgueiro e olho pra cada canto daquela pocilga procurando por ela. Meu olhar se retrai em um canto especifico e vou até lá. O filho da puta está passando a mão por suas pernas e ela está deitada com a cabeça na mesa. Se não chego a tempo ele chega até o pote de ouro. Ele está passando a língua em seu pescoço. A cena ferve meu sangue e eu dou um soco bem no meio da sua fuça. Ele cai no chão e demora pra levantar. Quando levanta ele tenta disferir um golpe em mim, mas eu sou mais rápido e dou outo soco dessa vez no seu olho, e mais outro que acerta seu nariz o fazendo sangrar.

– Filho da puta. — Ele diz com as mãos tentando estacar sangue.

– Se pensar em tocar nela novamente eu te mato. — O meu olhar é ameaçador e cheio de promessas.

Tiro Jessica dali no colo, e por um momento acho que entrou em coma alcoólico. Coloca ela no banco de trás e vou dirigindo até minha casa. Onde ela estava com a cabeça pra beber tanto?

Chego na garagem e estaciono. A tiro de lá com o maior cuidado possível e ela vomita na minha roupa. Puta que pariu, tinha que ser bem comigo? Ela podia ter vomitado na cara daquele sujeito, mas ela resolveu fazer isso com o cara que a está ajudando.

Carrego ela até a entrada da casa e vou direto com ela pro banheiro e ligo o chuveiro, deixo no gelado e entro com ela de roupa e tudo. Ela acorda e dá um grito, se debatendo pra sair da água gelada. Saio e pego uma toalha pra ela. Tiro sua roupa e seus dentes estão se debatendo de tanto frio. A cubro com a tolha e tiro minha própria roupa. Jogando no lixo, porque mesmo se eu tentar lavar tenho certeza de que o vomito não vai sair.

Ela começa a chorar.

– Eu tô com frio. — Soluça como uma verdadeira bêbada.

– Pensasse nisso antes de beber tanto. -

Pego uma camisa minha e coloco nela. A deito na minha cama e ela adormece como um anjo. Vou pro banheiro e tomo um banho decente. Saio e coloco uma calça de moletom e nenhuma camisa.

Deito ao seu lado e com as pontas do meu dedo acaricio sua bochecha. Ela é tão linda, mas faz cada coisa estúpida. Fico umas duas hora olhando pra ela, e parece que está tendo um pesadelo porque murmura coisas inaudíveis e faz cara de dor a todo tempo. E quando eu a abraço suponha que ela se sinta melhor porque ela para de murmurar e fazer caretas. E assim eu durmo. Com Jessica em meus braços, pensando que se eu não a tivesse achado ela, o babaca daquele filho da puta talvez estivesse a possuindo nesse exato momento.

Jessica tem que ser minha, só minha. Porque em todos esses anos da minha vida nunca pensei que eu pudesse... Não sei se é a palavra certa... mas nunca pensei que pudesse me apaixonar.

Notas finais
Eaí gostaram?'