Playing with love
46 Por agua à baixo
Notas iniciais
.Meu coração dispara Com essas simples palavrinhas.
– Eu... Você... — Respiro fundo, limpo à garganta E ergo à cabeça.
– não sabia que estaria aqui, estou feliz em te ver ! — Digo finalmemte, mas sem sorriso no rosto. Se ele quer assim, entao que seja.
– Tambem não sabia que estaria aqui. -
– Serio?! Depois de tanto tempo é só isso que tem pra me dizer?! Nem um '' estou feliz que esteja bem''?
Ele da de ombros como se isso nao importasse nem um pouco. E continua calado , mas seus olhos estao nos meus, e isso ja vale o esforço.
– okay, parece que os anos te fizeram um cretino maior ainda ! — Digo cruzando os braços e por uma fração de segundo eu vejo um sorriso sincero em seus labios.
– Talvez! -
– Podemos conversar em outro lugar?- por favor diga sim, por favor. Cruzo os dedos mentalmente.
Ele não diz nada por alguns segundos.
– Estou feliz que esteja bem . — Ele murmura finalmente.
Sorrio pra ele, mas meu instinto diz que nao acabou por ai.
– Mas... — começo à frase por ele
– Mas... O que tinhamos acabou. Cuidei de você o quanto pude. Me culpo pelo que aconteceu com você, e prometi à mim mesmo que não permitiria que acontecesse de novo e ja garanti isso... — Ele dizia isso olhando para os lados, sem me encarar, como se eu nao estivesse ali.
Meu coração se aperta, ele nao pode estar falando serio. E justo quando eu ia dizer alguma coisa, à vadia resolve interromper.
– Querido vamos embora, estou toda molhada e... — Antes de terminar ela olha pra mim e faz uma cara de nojo. — Ah, oi joana
– É Jessica.- digo com à mesma cara de nojo.
– Tanto faz..- ela volta à olhar par ele. — Estou toda suja e se nao lavar o vestido agora à mancha nao vai sair..
– Peça pra Cloe um vestido emprestado, depois eu compro outro vestido pra você.- ele diz com aquele tom autoritario que deixa qualquer mulher louca.
– Mas...
– Eu nao vou embora, é o cha de bebe do meu sobrinho. — Seu tom de voz é autoritario e forte o bastante pra ela nao retrucar de volta.
Ela sai batendo o pe atras da Cloe, e jogando seus cabelos loiros falsos na minha cara.
– Serio?! Ela foi o melhor que você encontrou? -
– Me mantem distraido dos problemas. — Ele da um sorriso forçado.
Eu respiro fundo, e dou meia volta. Nao tenho que ficar aqui e ser tratada dessa maneira.
Vou em direção à varanda, porque preciso de ar . Não foi bem o reencontro que desejava, tinha planejado cada detalhe da conversa em minha mente, mas ele infelizmente não seguiu o roteiro.
–Hey, como foi? — Cloe esta atras de mim e poe as maos nos meus ombros.
Dou de ombros, e continuo olhando à vista da cobertura.
– Ele falou alguma coisa? — Ela vem do meu lado e se junta à mim pra olhar o paraiso que é Nova York.
– Gostaria que nao tivesse falado nada.
Ficamos em silencio, apenas sentindo à brisa do vento .
– Sinto muito! -
– Não sinta. A verdade é que eu ja esperava algo assim, mas ouvi-lo falar daquele jeito tornou tudo mais real, mais doloroso.
O silencio novamemte...
– Você devia ir la e lutar pelo seu homem.
Dou uma risada alta.
– Ele ja não é mais meu Cloe. Esse tempo passou e eu nem pude aproveitar muito.
A porta da varanda se abre e olhamos pra ver quem é. Sam esta com um grande sorriso no rosto.
– Oi querida! — Ele da um beijo tirar o folego nela.
– Vao para um quarto pelo amor de Deus.. -
– Ate que nao seria Má ideia..
Reviro os olhos, mas sorrio diante da cena, eles formam um lindo casal. Deixo os pombinhos na varanda e vou comer alguma coisa. Pego uns aperitivos e vou para um canto isolado da sala
Olho em volta e vejo Dean falando no celular com uma cara de preocupado. En seguida ele pega as chaves do carro que estava no bolso e sai en disparada pela porta Esbarrando en mim.
– Aconteceu alguma coisa? — Pergunto preocupada, abaixo pra pegar suas chaves que cairam no chao, e ele faz exatamente à mesma coisa.
Então eu olho para aqueles olhos verdes fantasticos, e me perco por um momento. Estamos tao proximos, que se eu me aproximar mais alguns centimetros posso beija-lo.
Mas isso nao acontece, ele percebe minha intenção e se afasta rapidamente.
– Nada que eu nao resolva.
E como um sonho distante de sua realização eu o vejo ir embora.
(...)
Estou sentada no sofa do meu apartamento assistindo um daqueles filmes que te fazem chorar horrores quando à campainha toca.
Dou um sorrisinho porque sei que meu vizinho medico frances gato veio pedir mais uma xicara de açucar.
– eu estou sem açucar, você vai ter que se virar ème ela dessa vez...
Mas sou surpreendida. Quem esta na porta não é o meu vizinho médico frances gato.
– Emilly?!
Fale com o autor