Notas iniciais
Não me matem, me perdoem. Amo vocês. E please, não me abandonem.

: Pov Dean

imaginem 4 anos sofrendo por alguém que você não sabe se vai voltar pra você. Imaginem 4 anos de uma fúria incontida e sem ter um ponto de escape. Agora imaginem encontrar uma linda garotinha nesse meio tempo, uma garotinha que só de olhar pode aliviar toda a tensão que existe em você é ainda se parecer com a mulher que você ama.

Pois é! Isso aconteceu comigo. Antes de tudo isso o meu mundo era inabalável, intocável e indestrutível, mas agora é como se qualquer coisa pudesse me atingir, destruir o que eu conheço e o que é meu.

Tento ser o melhor homem do mundo pra essa garotinha, que agora está crescida e me dando mais trabalho do que posso lidar. Ela sumiu faz cinco horas. Cinco malditas horas e não sei onde ela se meteu. Ela me convenceu de que ia sair com uma amiga e que não queria ir para um chá de bebê onde só ( segundo ela) iria ter gente velha e gravida. E o idiota aqui é tão babaca que confiou em uma adolescente com os hormônios a flor da pele.

Juro que mato ela , quando souber onde ela se enfiou.

– Tenta ligar pra ela de novo...- Sam tenta me tranquilizar.

– Se isso tivesse funcionado das outras cem vezes..

Sam me apoiou desde o princípio , quando resolvi pedir a guarda da Emilly pra tia que deu sem nem se importar.

Ele sempre esteve ao meu lado, menos quando eu decidi parar de visitar Jessica porque isso ainda mexia muito com a cabeça da Emilly. E quando eu finalmente resolvi que já era hora de resolver essa questão, ela acordou. Deus, estou tão grato por isso, e nunca fui um homem de muita fé.

Só lamento ela ter acordado no meio dessa confusão de merda do caralho.

Quando eu a vi hoje naquela calça apertada e aquela blusa decotada com seus cabelos sedosos jogados nos ombros o meu coração de despedaçou, porque apesar de tê-la ali saudável e acordada seu olhar dizia que ainda existia alguma coisa quebrada nela.

É claro que eu cuidei de tudo assim que soube que ela acordou. A vontade que eu tive de correr até lá e abraça-la era imensa. Mas Emilly ainda tinha.. Quer dizer, ainda tem questões sobre ela. Não foi por falta de tentar, eu e expliquei, abordei o assunto de várias formas diferentes, mas ela é Incapaz de entender qualquer coisa relacionada a ela.

Eu parei de tentar, fazia mal lembrar essas coisas e... Caramba, a última coisa que eu quero é relembrar todo o inferno que passamos.

Hoje, infelizmente tive que lutar contra toda a minha vontade agarra-la, disse coisas necessárias e que eram verdades. Por maisque eu a ame, não podemos ficar juntos, nem que tudo se resolva, estamos quebrados demais pra recomeçar.

O toque do meu celular me tira dos meus devaneios, por um momento tranquilidade me atinge, mas logo passa, não é Emilly, é a Crisht.

Aperto ignorar, mas ela não desiste tão fácil. Na verdade eu nem sei bem porque embarquei nessa. No começo ela se mostrou simpática e prestativa, e eu precisa daquilo no momento, apesar de ver outra pessoa sempre que estava com ela. Mas agora ela é apenas mais uma riquinha falida e mimada que atrasa minha vida. Já tentei de várias formas terminar esse ''relacionamento'' sem magoar os preciosos sentimentos femininos, mas ela é difícil e não desiste nunca.

– fala sério Dean, termina logo com essa vadia ou eu faço por você. — Ele joga o seu celular no meu colo. Ignoro mais uma vez à ligação. Ela sempre faz isso quando eu não atendo.

Minha maior preocupação agora é onde Emilly está. sem tempo pra namoradas histéricas e ciumentas.

– Sei onde ela está...- Cloe entra na sala com sua enorme barriga. Me levanto rápido, pronto Pra ir correndo pra onde quer que ela esteja.

– Senta aí garotão, de um tempo a elas

– Posso entrar? — Ela pergunta com um olhar hesitante, como se não soubesse o que estava fazendo.

– Claro. — dou espaço pra ela entrar. É estranho tê-la aqui. Estou realmente curiosa e com um pouco de medo do que ela possa fazer ou dizer.

– É bonito aqui.- ela analisa tudo com cuidado.

– Obrigado. Quer tomar um suco? -

– Não, estou bem obrigado.

Ela se senta no sofá e olha as fotos na estante, seus olhos brilham em algum momento e ela começa a chorar. Tipo, realmente chorar, e eu fico sem reação. Geralmente sou eu que choro.

Ela funga algumas vezes e começa a falar.

– Ele está infeliz e a culpa é toda minha... — Mais algumas fungadas e ela continua.

– Eu praticamente forçei ele a parar de te veré porque simplesmente não suportava a ideia de perde-lo... Quer dizer, eu estava finalmente feliz e você já tinha acabado com isso antes... — interrompo seu desabafo.

– Eu não acabei com nada Emilly, sei que você pensa assim, mas eu não tenho culpa pelo que aconteceu, assim como você não tem culpa do Dean ter desistido.

Ela para de chorar finalmente é fica me encarando.

– Eu sei que não, mas é mais fácil te culpar, pelo menos eu pensei que fosse, se você se parecesse com a vadia da Crisht eu ficaria feliz em te odiar. Mas você é tão boa.. E generosa, ta sempre com esse sorriso na cara e eu te odiava por isso, porque eu não consiguia ser essa pessoa.

Eu acabo dando risada, e ela me olha com reprovação e confusão.

– Nem sempre é o que parece. Eu sorrio geralmente em público, porque odeio ter pessoas me perguntando se estou bem a todo tempo. Sou egoista com algumas de minhas coisas e nem sempre sou grnorosa.

– Mesmo assim, ainda te admiro, porque você passou pela mesma coisa que eu e consegue viver sem odiar ninguém..

– Isso também não é verdade. Eu odeio muita gente, principalmente a vadia da Crisht.

Ela dá risada.

– Me desculpa por tudo. Dean ainda gosta de você é eu posso ver o porquê. — Ela sorri e meu coração se despedaça um pouquinho mais.

– Eu conversei com ele hoje, e tiramos tudo a limpo.. Bom.., pelo menos ele tirou né!.

Balanço a cabeça, pra afastar as imagens dessa tarde.

– Sinto muito por isso..

– Não sinta.

– Posso falar com ele se você quiser.

– NÃO, pelo amor de Deus não faça isso...

A campainha toca e meu coração despara quando ela fala :

– Pensei que ele demoraria um pouquinho mais de tempo pra me achar.

Ele esta aqui e PUTA MERDA eu nem arrumei meu cabelo.

Corro pra porta, e respiro fundo antes de abrir.

– Açúcar?!

Meu médico vizinho francês gato não podia aparecer em pior hora.

– Meu estoque para vizinhos folgados diabéticos acabou.

Ele ri alto, e é uma risada tão gostosa que acabo rindo também.

– Entra, quero te apresentar alguém.

(...)

: Por um momento fiquei pensando o quanto seria bom e divertido ter Dean conosco, mas infelizmente isso não vai ser possível.

– Jessica! — Emilly me chama de canto, depois de ficar vermelha de tanto rir com Enzo.

– Me empresta seu celular? O meu descarregou e eu preciso avisar alguém que estou aqui. Acho que já estou encrencada.

– Pode apostar que você está. — Sussurro sorrindo pra ela. Pego o celular no balcão da cozinha e entrego pra ela.

– Você pode avisar por mim? — Ela suplica com o olhar. Eu acabo rindo, pego de volta o celular, enquanto ela volta pra sala pra continuar gargalhando com Enzo.

Digito uma rápida mensagem... Mas pra quem eu mando? Eu não tenho mais o número dele. Suspiro fundo e mando pra Cloe, ela pode avisar ele por mim.

* Hey, provavelmente você deve estar sabendo que Emilly deu um chá fé sumiço no Dean. Ela está aqui*

Aperto enviar e sua mensagem é instantânea.

* ta brincando?! Ele ta doido atras dela. O que ela foi fazer aí? *

* acho que nos entendemos.*

* inesperado*

* pois é, faz um favor, avisa pra ele onde ela está, e que eu posso levar ela aí.*

Voltei pra sala, e começei a participar da conversa e em menos de um minuto ja estava rindo igual uma louca com eles.

Foi inesperado ter ela aqui, foi inesperado nossa conversa, mas foi um inesperado bom sabe?!

Finalmente, o que estava tirando minhas noites de sono está resolvido. Mas infelizmente, o que eu achava que era um empecilho para voltar com Dean, não é.

Ele simplesmente desistiu, e eu não o culpo. Na verdade até aceito. Talvez possamos ser amigos. Já esta mais do que na hora de acabar com isso. Ele está com outra pessoa, talvez eu devesse fazer o mesmo.

Enzo é um bom partido, talvez eu invista nele. Embarque em uma nova relação sem tantas complicações emocionais.

A campainha me tira dos devaneios. Abro a porta e não fico surpresa com ele ali na minha porta.

– Dean!

Emilly se levanta rapidamente e vem até a porta. Abraça ela tão forte que acho que qualquer bronca que ela estava pensando em dar se esvai. Ele a abraça de volta.

Nossos olhares se cruzam e meu coração acelera. Para com isso, superamos lembra?!

– Me desculpe ter sumido. — Ela murmura com sinceridade.

– Nunca, nunca mais faça isso. Estamos entendidos? — Ele fala como um verdadeiro pai e isso me enche de orgulho.

– Estamos. -

Ela sorri pra ele, e ele sorri de volta. Me sinto uma intrusa. Enzo chega até a porta e cumprimenta Dean, que não parece nada feliz em vê-lo. Sera que ele pensa que Emilly escapou pra ficar com ele?

Em uma tentativa de salvação, passo meus braços por sua cintura e ele coloca os seus no meu ombro. Isso deve livrar a cara dela.

Seu olhar desce onde nossas mãos se encontram e seu olhar não amolece.

– Foi legal te conhecer Enzo. Obrigado Jessica.

– Disponha. — Sorrio pra ela.

– até outra hora boneca! — Enzo se despede.

– Tchau Dean, boa noite!

Ele não diz nada, apenas balança a cabeça e vai embora junto com Emilly.

– Okay, isso foi estranho. — O medico vizinho francês gato se pronuncia, e me dou conta de que ainda estou agarrada nele.

Tento sair, mas ele me aperta um pouco mais.

Impressão minha, ou isso aqui ficou quente. Percebo que falei isso em voz alta quando ele da uma risada e vai chegando perto. Eu estou nervosa e... Excitada. Não me julguem desde que acordei do coma eu me

Sinto assim. Completamente excitada.

Ele pega um punhado de meus cabelos e me trás pra perto de sua boca. Molho meus lábios, porque de repente eles ficaram secos de mais.

Tudo começa doce e lento. Sua lingua pede passagem pra entrar na minha boca e eu concedo, suas mãos deslizam pelo meu corpo e eu automáticamente solto um gemido.

Desço minhas mãos pelo seu peito, ele agarra minha bunda e me levanta como se eu não tivesse peso algum.

Ele me aperta contra a porta, e o beijo fica selvagem e cheio de necessidades.

Arranco sua camisa, e ataco novamente seus labios já inchados. Ele rasga minha blusa e isso aumenta o grau de excitação.

– Eu to ficando louco aqui! — Ele sussura no meu ouvido me fazendo arrepiar.

– Então vamos acabar logo com isso. — Parece que sou outra pessoa. E isso me agrada.

Batidas na porta nos faz pular de susto. Me recomponho rapidamente, desço do colo dele, passo uma mão rápida nos cabelos e escuto um '' espera, você está..'' antes de abrir.

Dou de cara com um Dean perplexo. Será que ele eescutou alguma coisa. Então me dou conta de que abri a porta com apenas o sutien cobrinho a parte de cima.

– Merda! — Pego a primeira coisa que vejo, que é no caso a camisa de Enzo que esta em suas mãos. Coloco rapidamente, enquanto Enzo da uma risadinha ao fundo. Tenho certeza de que estou mais vermelha que pimentão.

Dean pigarreia, e sua cara não é das melhores. Mas como poderia ser, eles mal acabam de sair e já estou me atirando pra cima do cara que a pouco tempo ele achava que estava de olho na filha dele.

– Emilly queria te dar isso.- ele fala num tom de voz incontido de raiva e me entrega um pedaço de papel com um numero escrito nele.

– É o número dela. Boa noite. — Ele da uma última olhada pro Enzo, e um olhar gélido pra mim. E vai embora.

Mesmo se eu tivesse alguma chance, tinha acabado de estragar.

Notas finais
Eai, o que acharam?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.