Notas iniciais
Estou pensando em abandonar a fic. Espero que gostem desse capitulo e se não gostarem deem a opinião mesmo assim, ela é importante pra mim. Nos vemos lá embaixo.

Depois de transarmos no sofá, no chão da sala, no corredor a caminho do quarto e finalmente na cama estamos deitados exaustos pela quantidade de orgasmos que tivemos. É realmente muito louco pensar em como minha vida mudou nos últimos dias. A pessoa que eu mais odiava (depois de certa outra pessoa) está deitada na minha cama quase dormindo ao meu lado, A pessoa com não dorme com mulheres, a pessoa que é super hiper mega cretino com quem acabei de ter a noite mais satisfatória de toda minha vida está na mesma cama que eu. E odeio admitir, mas acho que eu não o odeio tanto assim.

Ele está deitado de lado, eu estou com a cabeça no seu braço, assim posso observá-lo melhor. A respiração dele está calma e lenta, seus olhos estão fechados e sua expressão é de um homem totalmente relaxado. Percebo que ele tem pequenas sardas no rosto quase imperceptível, mas que mesmo assim dão todo um charme. Sua boca é realmente perfeita e está inchada por conta de tantos beijos. Passo a mão em seus cabelos e eles são realmente sedosos e perfeitos como em tudo nele. Seu corpo é magnífico e nunca vi nada parecido. A noite foi perfeita, o jantar foi incrível, a conversa fantástica e a transa nem se fala, mas mesmo assim não posso parar de pensar em como vai ser amanhã, ele com certeza vai agir como o babaca de sempre e o mundo vai voltar a girar normalmente. O problema é que eu não quero que esse momento acabe, com ele me sinto segura e menos odiada pelo mundo.

Com esses pensamentos acabo caindo num sono profundo.

Estou correndo em um corredor escuro, no final dele há uma porta e posso ver uma brecha de luz por baixo dela. Tem alguém me seguindo, estou com medo e minha única saída é a aquela porta. Corro o mais rápido possível até ela até sentir meus pulmões queimarem pedindo por ar. Giro a maçaneta da porta e uma luz branca extremamente forte invade meus olhos me forçando a fechá-los. Vou abrindo devagar para me acostumar a claridade e vejo uma sala espaçosa com vários espelhos em volta. Em um dos espelhos está refletida minha imagem, estou suja com roupas rasgadas e meus olhos estão vermelhos e inchados. Aproximo-me do espelho e toco meu reflexo. Viro-me e encaro outro espelho, só que dessa vez não é minha imagem e sim a do Dean. Ele está diferente com um olhar predador e postura ameaçadora, sua imagem vai se distorcendo até que ele se transforma em outra pessoa. Castiel.

Acordo suado e com respiração ofegante. Dean ainda está em minha cama na mesma posição em que adormecemos e sua expressão ainda é de uma pessoa extremamente relaxado. Olho no relógio e são 07h02min. Levanto-me bem devagar pra não acordá-lo. Ponho minhas pernas pra fora da cama e tateio com o pé minha pantufa que sempre deixo ao lado da cama. Vou até o banheiro e visto uma camisola que estava jogada ali, me olho no espelho com certo medo de ver o que vi no sonho. Sou apenas eu, com os cabelos um pouco revoltos e marcas no pescoço. O que é isso? Chego mais perto do espelho e não chega a ser um chupão, mas está bem vermelho e visível. Não acredito. Volto pro quarto pisando duro e jogo um travesseiro nele.

– Acorda. – Falo alto. Minha intenção era deixá-lo dormir um pouco, mas agora eu quero matá-lo e deixá-lo dormir pra sempre.

Ele se espreguiça gostosamente e abre os olhos.

– Bom dia. – Ele diz com um sorriso lindo e fofo.

– Porque fez isso? – Falo enfurecida e apontando para o meu pescoço. Ele senta na cama com o lençol cobrindo a parte de baixo da sua cintura.

– Me deixa ver direito. – E faz um movimento com a mão pra que eu me aproxime. Eu faço o que ele pede e traiçoeiramente ele me agarra e me joga na cama ficando por cima de mim.

– Agora, me de um bom dia decente, por favor. – Como ele pode ser tão bonito de manhã? Ele beija meu pescoço onde está a marca, morde o lóbulo da minha orelha me fazendo arrepiar e beija meus lábios, mordendo e sugando deliciosamente.

– Isso é bem diferente da outra vez. – Falo de olhos fechados esquecendo completamente o motivo de estar com raiva segundos atrás.

– Você ainda não me deu um bom dia. – Ele sussurra no meu ouvido subindo suas mãos pela minha coxa até chegar à minha bunda. Isso me faz gemer.

– Bom dia. – Eu digo.

– Agora sim. – Ele murmura contente me dando selinhos calorosos. Sai de cima de mim e senta na cama, voltando à posição anterior. – E me desculpe por isso.. – Ele fala passando o dedo indicador na marca que ele deixou no meu pescoço. – É que a noite de ontem foi tão boa... – Ele me lança um olhar sedutor. – que não me dei conta que te deixaria marcada. –

Uma explicação tosca, mas que eu aceitei de bom grado dado aos acontecimentos anteriores.

– Não achei que fosse dormir aqui. – Mudo o assunto completamente.

– Pois é, nem eu. – Faz cara de confuso. – Mas, por estranho que pareça eu dormi muito bem. – A cara de confuso aumenta mais ainda.

– Eu não quero parecer grossa.. Mas, você tem que ir embora. –

– Está me dispensando. – Ele faz cara de falsa indgnição. – Eu caio na gargalhada.

– Sim, você tem que ir pra sua casa se arrumar. –

– Eu tenho roupas no escritório, posso ir daqui trabalhar. – Ele vem de fininho beijando, mordendo e lambendo meu pescoço. – Podemos aproveitar um pouquinho mais.. – Passa a mão sobre os meus seios.

– A idéia parece ótima – Falo de olhos fechados delirando com suas caricias. – Mas, não quero que nos vejam chegando juntos na empresa. Já pensou no escândalo que seria? –

– Ainda não me convenceu. – E suas mãos abeis não param.

– Eu não preciso te convencer. – Me livro de suas deliciosas mãos e me levanto. Vou recolhendo suas roupas do chão e jogo em cima dele. – Eu preciso me arrumar e não quero me envolver em escândalos com um multimilionário galinha- Falo rindo enquanto ele veste suas roupas. E meu Deus que bunda linda. Me viro para o outro lado pra dar privacidade a ele e porque fico meio desconfortável em ver homens nus.

– Já terminou de se vestir? – Pergunto pra poder me virar.

– Já. – Eu viro e volto a me virar de novo pro outro lado rapidamente.

– Idiota. – Ele ainda estava nu. Ele está dando risada de mim e eu não gosto disso.

Ele me abraça por trás e beija meu pescoço.

– Ta com vergonha?

– Não é vergonha, estou te dando privacidade. – Ele começa a rir sem parar. Dou um soco no seu ombro, me livro de seu abraço, entro no banheiro trancando a porta. Tiro a camisola e vou tomar banho. A essa altura ele já deve ter isso embora. Termino o banho e minha higiene. Saio do banheiro com a toalha enrolada no corpo e vou escolher uma roupa pra vestir.

Ele deixou um bilhete em cima cama bagunçada.

Adorei a noite... e a manhã.

Até logo.

Um sorriso bobo brota em meus lábios. Tomo uma xícara de chá e saio do apartamento. Desde que o vizinho se mudou sinto como se tivesse alguém me vigiando por trás dessa porta.

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Pov Castiel

Começo a quebrar tudo, espelho copos e tudo mais que eu vejo pela minha frente. Pego o retrato da minha amada que está ao lado da minha cama. E acaricio sua foto como se fosse ela ali. Não posso controlar o choro ele flui como uma cascata. Não posso acreditar que fui traído de tal maneira. Estou tão furioso que quero machucá-la como ela faz comigo. Quero matar esse desgraçado e todos os outros que ousarem chegar perto da MINHA Jessica. Preciso ajeitar as coisas o mais rápido possível pra dar o fora daqui com ela. Mas, antes ela vai pagar pelo que fez. E a vingança será gloriosa.

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Pov Jessica

Chego na empresa um pouco atrasada. Me sinto uma deusa hoje, a noite com Dean com certeza me fez bem. Sento em minha mesa e olho pra sala dele imaginando se ele já chegou e o que deve estar fazendo. Vejo ao longe uma pessoa que não vejo a algum tempo e que estou sentindo falta. Sam. Me levanto e recebo um abraço de urso.

– Hey sumida. — Ele fala ainda me abraçando. Dou uma risadinha.

– Oie Sam. — Retribuo o obraço.

– Eu estive viajando a negócios e não pude ligar. Como foi lá com seu pai. — Ele me solta.

– Acho que eu já esperava tudo que aconteceu. -

– Dean me falou por alto. Sinto muito. -

– Eu não. -

– Que tal almoçarmos juntos hoje. Tenho muitas novidades pra contar. -

– Okay então. Te vejo no almoço Sam. — Ele me dá um beijinho na bochecha e vai embora.

Volto a me sentar e ligo o computador, começo a trabalhar mas minha cabeça está a todo momento na sala ao lado. Finalmente a porta abre e vejo uma mulher de mais ou menos 41 anos saindo de lá. Dean a está acompanhando pra fora da sala e eles estão rindo. É uma mulher muito bonita e tem um corpo muito bonito também. Ela passa em frente a minha mesa e lança um sorriso dócil pra mim, mas eu não fui com a cara dela.

– Olá. Suponha que você seja a Jessica. — estende a mão pra mim e eu a pego com um pouco de relutância.

– Eu mesma. Posso ajudar em algo? — Minha cara não é das melhores mas eu faço um esforço pra tratá-la bem. Olho pro Dean e seu rosto é impassível, difícil dizer o que está se passando pela cabeça dele.

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Pov Dean.

Fiquei surpreso ao descobrir que Jessica é adotada e mais surpreso ainda ao saber que a mãe biológica dela estava aqui querendo falar comigo. Ela contou sua história, disse que quando deu a luz a Jessica foi uma época muito difícil pra ela e pro para o namorado que hoje é marido. E que não tiveram outra opção a não ser colocar Jessica pra adoção, que foi a escolha mais difícil da vida dela e que quando descobriu o paradeiro da filha quis de todo o jeito se reaproximar. O marido não a apoia e pediu a ela que não a procurasse. Explicou o motivo de estar me contando e que vem nos observando a algum tempo e sabe que eu me importo com ela. Eu me pergunto? Como ela sabe que eu me importo se a pouco tempo nem eu sabia disso? Isso está me cheirando a confusão e não quero ter que esconder algo tão sério assim dela, afinal ela mais que ninguém precisa saber. Me convenci de que vou contar... mas, na hora certa.

Notas finais
Agora eu vou fazer diferente. Eu quero que me digam o que vocês gostariam que acontecesse no próximo capitulo. vou tentar fazer de acordo com o que me disserem.'