Playing with love
14 O segredo
Notas iniciais
Depois de transarmos no sofá, no chão da sala, no corredor a caminho do quarto e finalmente na cama estamos deitados exaustos pela quantidade de orgasmos que tivemos. É realmente muito louco pensar em como minha vida mudou nos últimos dias. A pessoa que eu mais odiava (depois de certa outra pessoa) está deitada na minha cama quase dormindo ao meu lado, A pessoa com não dorme com mulheres, a pessoa que é super hiper mega cretino com quem acabei de ter a noite mais satisfatória de toda minha vida está na mesma cama que eu. E odeio admitir, mas acho que eu não o odeio tanto assim.
Ele está deitado de lado, eu estou com a cabeça no seu braço, assim posso observá-lo melhor. A respiração dele está calma e lenta, seus olhos estão fechados e sua expressão é de um homem totalmente relaxado. Percebo que ele tem pequenas sardas no rosto quase imperceptível, mas que mesmo assim dão todo um charme. Sua boca é realmente perfeita e está inchada por conta de tantos beijos. Passo a mão em seus cabelos e eles são realmente sedosos e perfeitos como em tudo nele. Seu corpo é magnífico e nunca vi nada parecido. A noite foi perfeita, o jantar foi incrível, a conversa fantástica e a transa nem se fala, mas mesmo assim não posso parar de pensar em como vai ser amanhã, ele com certeza vai agir como o babaca de sempre e o mundo vai voltar a girar normalmente. O problema é que eu não quero que esse momento acabe, com ele me sinto segura e menos odiada pelo mundo.
Com esses pensamentos acabo caindo num sono profundo.
Estou correndo em um corredor escuro, no final dele há uma porta e posso ver uma brecha de luz por baixo dela. Tem alguém me seguindo, estou com medo e minha única saída é a aquela porta. Corro o mais rápido possível até ela até sentir meus pulmões queimarem pedindo por ar. Giro a maçaneta da porta e uma luz branca extremamente forte invade meus olhos me forçando a fechá-los. Vou abrindo devagar para me acostumar a claridade e vejo uma sala espaçosa com vários espelhos em volta. Em um dos espelhos está refletida minha imagem, estou suja com roupas rasgadas e meus olhos estão vermelhos e inchados. Aproximo-me do espelho e toco meu reflexo. Viro-me e encaro outro espelho, só que dessa vez não é minha imagem e sim a do Dean. Ele está diferente com um olhar predador e postura ameaçadora, sua imagem vai se distorcendo até que ele se transforma em outra pessoa. Castiel.
Acordo suado e com respiração ofegante. Dean ainda está em minha cama na mesma posição em que adormecemos e sua expressão ainda é de uma pessoa extremamente relaxado. Olho no relógio e são 07h02min. Levanto-me bem devagar pra não acordá-lo. Ponho minhas pernas pra fora da cama e tateio com o pé minha pantufa que sempre deixo ao lado da cama. Vou até o banheiro e visto uma camisola que estava jogada ali, me olho no espelho com certo medo de ver o que vi no sonho. Sou apenas eu, com os cabelos um pouco revoltos e marcas no pescoço. O que é isso? Chego mais perto do espelho e não chega a ser um chupão, mas está bem vermelho e visível. Não acredito. Volto pro quarto pisando duro e jogo um travesseiro nele.
– Acorda. – Falo alto. Minha intenção era deixá-lo dormir um pouco, mas agora eu quero matá-lo e deixá-lo dormir pra sempre.
Ele se espreguiça gostosamente e abre os olhos.
– Bom dia. – Ele diz com um sorriso lindo e fofo.
– Porque fez isso? – Falo enfurecida e apontando para o meu pescoço. Ele senta na cama com o lençol cobrindo a parte de baixo da sua cintura.
– Me deixa ver direito. – E faz um movimento com a mão pra que eu me aproxime. Eu faço o que ele pede e traiçoeiramente ele me agarra e me joga na cama ficando por cima de mim.
– Agora, me de um bom dia decente, por favor. – Como ele pode ser tão bonito de manhã? Ele beija meu pescoço onde está a marca, morde o lóbulo da minha orelha me fazendo arrepiar e beija meus lábios, mordendo e sugando deliciosamente.
– Isso é bem diferente da outra vez. – Falo de olhos fechados esquecendo completamente o motivo de estar com raiva segundos atrás.
– Você ainda não me deu um bom dia. – Ele sussurra no meu ouvido subindo suas mãos pela minha coxa até chegar à minha bunda. Isso me faz gemer.
– Bom dia. – Eu digo.
– Agora sim. – Ele murmura contente me dando selinhos calorosos. Sai de cima de mim e senta na cama, voltando à posição anterior. – E me desculpe por isso.. – Ele fala passando o dedo indicador na marca que ele deixou no meu pescoço. – É que a noite de ontem foi tão boa... – Ele me lança um olhar sedutor. – que não me dei conta que te deixaria marcada. –
Uma explicação tosca, mas que eu aceitei de bom grado dado aos acontecimentos anteriores.
– Não achei que fosse dormir aqui. – Mudo o assunto completamente.
– Pois é, nem eu. – Faz cara de confuso. – Mas, por estranho que pareça eu dormi muito bem. – A cara de confuso aumenta mais ainda.
– Eu não quero parecer grossa.. Mas, você tem que ir embora. –
– Está me dispensando. – Ele faz cara de falsa indgnição. – Eu caio na gargalhada.
– Sim, você tem que ir pra sua casa se arrumar. –
– Eu tenho roupas no escritório, posso ir daqui trabalhar. – Ele vem de fininho beijando, mordendo e lambendo meu pescoço. – Podemos aproveitar um pouquinho mais.. – Passa a mão sobre os meus seios.
– A idéia parece ótima – Falo de olhos fechados delirando com suas caricias. – Mas, não quero que nos vejam chegando juntos na empresa. Já pensou no escândalo que seria? –
– Ainda não me convenceu. – E suas mãos abeis não param.
– Eu não preciso te convencer. – Me livro de suas deliciosas mãos e me levanto. Vou recolhendo suas roupas do chão e jogo em cima dele. – Eu preciso me arrumar e não quero me envolver em escândalos com um multimilionário galinha- Falo rindo enquanto ele veste suas roupas. E meu Deus que bunda linda. Me viro para o outro lado pra dar privacidade a ele e porque fico meio desconfortável em ver homens nus.
– Já terminou de se vestir? – Pergunto pra poder me virar.
– Já. – Eu viro e volto a me virar de novo pro outro lado rapidamente.
– Idiota. – Ele ainda estava nu. Ele está dando risada de mim e eu não gosto disso.
Ele me abraça por trás e beija meu pescoço.
– Ta com vergonha?
– Não é vergonha, estou te dando privacidade. – Ele começa a rir sem parar. Dou um soco no seu ombro, me livro de seu abraço, entro no banheiro trancando a porta. Tiro a camisola e vou tomar banho. A essa altura ele já deve ter isso embora. Termino o banho e minha higiene. Saio do banheiro com a toalha enrolada no corpo e vou escolher uma roupa pra vestir.
Ele deixou um bilhete em cima cama bagunçada.
Adorei a noite... e a manhã.
Até logo.
Um sorriso bobo brota em meus lábios. Tomo uma xícara de chá e saio do apartamento. Desde que o vizinho se mudou sinto como se tivesse alguém me vigiando por trás dessa porta.
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Pov Castiel
Começo a quebrar tudo, espelho copos e tudo mais que eu vejo pela minha frente. Pego o retrato da minha amada que está ao lado da minha cama. E acaricio sua foto como se fosse ela ali. Não posso controlar o choro ele flui como uma cascata. Não posso acreditar que fui traído de tal maneira. Estou tão furioso que quero machucá-la como ela faz comigo. Quero matar esse desgraçado e todos os outros que ousarem chegar perto da MINHA Jessica. Preciso ajeitar as coisas o mais rápido possível pra dar o fora daqui com ela. Mas, antes ela vai pagar pelo que fez. E a vingança será gloriosa.
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Pov Jessica
Chego na empresa um pouco atrasada. Me sinto uma deusa hoje, a noite com Dean com certeza me fez bem. Sento em minha mesa e olho pra sala dele imaginando se ele já chegou e o que deve estar fazendo. Vejo ao longe uma pessoa que não vejo a algum tempo e que estou sentindo falta. Sam. Me levanto e recebo um abraço de urso.
– Hey sumida. — Ele fala ainda me abraçando. Dou uma risadinha.
– Oie Sam. — Retribuo o obraço.
– Eu estive viajando a negócios e não pude ligar. Como foi lá com seu pai. — Ele me solta.
– Acho que eu já esperava tudo que aconteceu. -
– Dean me falou por alto. Sinto muito. -
– Eu não. -
– Que tal almoçarmos juntos hoje. Tenho muitas novidades pra contar. -
– Okay então. Te vejo no almoço Sam. — Ele me dá um beijinho na bochecha e vai embora.
Volto a me sentar e ligo o computador, começo a trabalhar mas minha cabeça está a todo momento na sala ao lado. Finalmente a porta abre e vejo uma mulher de mais ou menos 41 anos saindo de lá. Dean a está acompanhando pra fora da sala e eles estão rindo. É uma mulher muito bonita e tem um corpo muito bonito também. Ela passa em frente a minha mesa e lança um sorriso dócil pra mim, mas eu não fui com a cara dela.
– Olá. Suponha que você seja a Jessica. — estende a mão pra mim e eu a pego com um pouco de relutância.
– Eu mesma. Posso ajudar em algo? — Minha cara não é das melhores mas eu faço um esforço pra tratá-la bem. Olho pro Dean e seu rosto é impassível, difícil dizer o que está se passando pela cabeça dele.
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Pov Dean.
Fiquei surpreso ao descobrir que Jessica é adotada e mais surpreso ainda ao saber que a mãe biológica dela estava aqui querendo falar comigo. Ela contou sua história, disse que quando deu a luz a Jessica foi uma época muito difícil pra ela e pro para o namorado que hoje é marido. E que não tiveram outra opção a não ser colocar Jessica pra adoção, que foi a escolha mais difícil da vida dela e que quando descobriu o paradeiro da filha quis de todo o jeito se reaproximar. O marido não a apoia e pediu a ela que não a procurasse. Explicou o motivo de estar me contando e que vem nos observando a algum tempo e sabe que eu me importo com ela. Eu me pergunto? Como ela sabe que eu me importo se a pouco tempo nem eu sabia disso? Isso está me cheirando a confusão e não quero ter que esconder algo tão sério assim dela, afinal ela mais que ninguém precisa saber. Me convenci de que vou contar... mas, na hora certa.
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