Notas iniciais
Perfeição ainda é pouco pra descrever a recomendação que recebi da Laninha Blanco Forever, e esse capitulo vai especialmente pra você anjo. Espero que aprecie a leitura..'

A dor de te-lo dentro de mim já se dissipara, agora só restava o peso dele sobre meu corpo. Depois de um tempo eu parei de gritar, porque era inútil a tentativa de chamar ajuda como em tantas outras vezes, eu estava sozinha, abandonada, com frio e machucada. E tudo isso era ainda menos pior do que ter que aguentar o bafo quente de Castiel em meu pescoço. Sua respiração foi se acalmando até que ele decidiu tirar seu maldito corpo sobre o meu. Era impossivel olhar pra cara dele, era repugnante ter que ficar ouvindo seus gemidos e sons grotescos, e ainda pior ter que aguentar seu olhar inescrupuloso sobre o meu corpo descoberto, nu e ferido.

O quanto um homem pode ser cruel? O quanto um ser humano pode suportar a crueldade desse homem? O mundo é repleto deles, ou só o meu MUNDO é? Há pessoas que já passaram ou estejam passando por isso? Por quanto tempo eu ainda vou ser essa garota frágil e estúpida que acha que alguém vai invadir o castelo de marfim e me salvar? O mundo com toda certeza não é uma fábrica de realizações de sonhos, e eu com mais certeza ainda não sou merecedora de que tais sonhos se realizem. Vou sempre ser um pedaço de lixo ambulante que pesa na vida das pessoas, presa ao fato de que sou importante apenas para o cara que eu mais odeio no mundo.

Ele se levanta e senta em uma cadeira ao lado da porta que está fechada, com um sorriso nos lábios e uma cara de satisfação ele diz:

– Senti falta disso com você, não é igual com outras garotas. — Olhar para o outro lado é mais agradável. Ele não se levanta, ainda posso ouvir sua respiração. Meus braços e pernas estão doendo, a fita está repuxando minha pele, como vou explicar as marcas se alguém perguntar? Os golpes da cinta causou alguns cortes em algumas áreas do meu corpo e resto apenas vermelho e alguns roxos instantâneos, porém nada ficou mais danificado que meu consciente e minha alma, se é que possuo alguma.

Ouço ele se levantar e vir até perto da cama, não olho em sua direção, Ele pega alguma coisa ao lado da cama e começa a cortar a fita de um dos braços, ele termina e meu braço direito cai direto sobre a cama fazendo eu estremecer um pouco, a mesma coisa acontece com o esquerdo. Agora ele foi para as pernas, até que estou totalmente livre, mas ainda sim eu não movo um músculo. Digamos que eu esteja em choque de me mover e ele tentar de novo fazer isso. Ele para na cabeceira da cama, eu olho para o lado oposto, sinto seus dedos acariciando minha bochecha e instintivamente eu aperto meus olhos.

– Você vai me amar de novo, é só uma questão de tempo querida. Queria poder dormir aqui com você, mas seus pais podem chegar e eu ainda não quero que eles saibam de nada disso. — Ele se inclina e beija minha bochecha. Estou de olhos fechados até que escuto o barulho da porta batendo. Ele se foi. Lágrimas quentes descem por meu rosto, porém não sai barulho nenhum de meus lábios. Apenas lágrimas.

Resolvo me mover, levanto devagar e estremeço com a dor do meu corpo. Caminho lentamente até o banheiro e ligo o chuveiro entrando assim que começa a cair água, no começo é gelada mas depois aquece, e dói, tudo dói. Eu fico ali parada esperando que a água possa lavar toda a sujeira que ele deixou em mim, esfrego cada ponto que ele beijou ou tocou, até me sentir parcialmente limpa.

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Pov Dean

Acordo no meio da noite com uma sensação não muito boa. Da última vez que senti algo assim foi quando Sam bateu com o carro do papai. Faz um tempo que eu não falo com nenhum deles, mamãe esteve viajando e papai.. bem ele anda sempre muito ocupado praticando esportes de gostos peculiares. Cloe toma todo o tempo do meu irmãozinho, então sou apenas eu agora. Jessica resolver ir ao um ''jantar de amigos'', talvez seja por isso a tal sensação. Não gosto da ideia de outro cara tendo a companhia adorável dela, talvez já seja a hora de eu fazer uma visita e rondar como anda as coisas por lá. O problema dela estar longe é que a qualquer momento alguém pode tirá-la de mim em um piscar de olhos. Se eu não estivesse nessa maldita cidade de Cleveland fechando esse maldito contrato com esses malditos que só sabem ver defeitos nas cláusulas eu já poderia estar indo ver Jessie.

Vou ligar pra ela e ver como foi o jantar. A sensação não me deixa dormir novamente e sou obrigado a ficar pensando nas possibilidades de como poderia ter terminado o encontro.. encontro não, jantar de amigos, é bem diferente.

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Pov Bob

Ficar batendo a cabeça no volante não dá em um resultado muito bom, ela está latejando e me acusando de ter feito uma tremenda burrice. Eu não deveria ter ido embora e deixado ela ali, sozinha. Era tarde da noite e ela podia ser assaltada ou algo do tipo, acontece que eu estava com tanta raiva por ela ter escondida algo tão sério de mim, algo que eu deveria saber. Eu sou o amigo dela, já tivemos um caso e ela resolve me contar isso anos depois? E ainda mora com o cara que fez isso com ela? Sinceramente é complicado de entender. Sei que eu também não agi certo, mas meu pavio é curto e explodiu, se eu ficasse lá eu diria coisas não muito bonitas pra ela, falar que ela era estúpida nem chega perto do que eu poderia ter dito se não tivesse saído a tempo. Eu pedirei desculpas e a arrancarei daquela casa. Mas depois ela vai me ouvir e vai ouvir muitoo.

Meu coração está apertado, imaginar aquele filho da puta em cima dela me enfurece. Eu juro que se encontrar aquele desgraçado eu acabo com a raça dele.

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Pov Jessica

Coloco com cuidado o pijama mais leve que eu tenho pra não sentir tanta dor. Troco os lençóis sujos de sangue e sêmen, mesmo assim a cama não parece limpa o suficiente. Não consigo deitar nela novamente, não quero sentar na mesma cadeira que ele sentou. Pego o edredom e coloco no chão, me deito sobre ele e penso em tudo que eu perdi nessas últimas horas. O dano é irreparável.

Estou furiosa com Bob e Dean, não me pergunte por que, eu apenas estou. Na verdade eu sei bem porque. Se não fosse por Dean eu não teria que ter saído de Nova York onde eu estava totalmente segura, e se não fosse por Bob eu não teria chegado tão atormentada em casa e esquecido de passar o trinco na porta. Pode ser egoísmo meu tentar culpar mais alguém além de mim, mas assim o peso parece menor.

O sono e o peso nos olhos vem chegando gradativamente até que minha vista escurece....

(...) De manhã.

Estou com frio, muito frio. Os casacos parecem não ser suficientes o bastante pra me aquecer, meu estômago embrulha toda vez que penso em descer as escadas e dar de cara com ele. Resolvo tomar um banho, talvez a febre baixe um pouco, 40° graus é um tanto grave, e eu não posso ir ao médico eles veriam os hematomas e fariam exames descobrindo o que aconteceu. O banho é a melhor opção.

A febre parece ter baixado. O telefone toca, é o Dean. A campainha toca e é o Bob. Não tenho cara pra falar com nenhum dos dois.

Eles podem perceber que estou estranho ou podem nem dar a mínima.

o Que eu faço?

Notas finais
Gente, Bob pode ser um forte concorrente para o Dean, espero que não se incomodem... o Que acharam?